12 de abril de 2010

like there is no air

Eu estou feliz. Genuinamente feliz. Inocentemente feliz. Feliz por ter te olhado de tão perto, por ter estado tão dentro de seus olhos, por ter estado tão presente em seus beijos. Simples e facilmente feliz. E já o estava antes, quando só pude trocar algumas palavras, desviar meu beijo para o seu rosto e entender que a noite não estava reservada a mim. Feliz por você ter estado tão diante de mim, tão inerente em meu sorriso e em minha vontade de fechar os olhos e te sentir ali. Tão perto de mim.
E naquele outro instante em que eu apenas senti tudo em meu corpo se expressar naquela sucessão de sorrisos descomplicados e sem nenhum pensamento teorizando seus motivos... nesse outro instante!, Deus, não havia pessoas ao meu redor que pudessem me irritar, nem sapato que me fizesse sentir dor. Não havia multidão, não havia empecilhos, não havia dúvida. Eu abracei-o. Beijei-o. E expus a minha saudade, a minha vontade de você.
Eu poderia ter mantido o sorriso pelo resto da noite, pelo resto dos dias. Poderia facilmente mostrá-lo a todos. Facilmente declarar o motivo - mas tudo isso é seu.
Guardo com muito carinho a doce lembrança de você me abrançando e da gente dormindo junto; de você extremamente perto de mim, do contorno de seu perfil e de como o nosso silêncio me apazigua.
Acreditei que eu nunca voltaria a encarar alguém no fundo dos olhos e instantaneamente me sentir satisfeita pelo simples fato de estar presente.

Estou feliz por você me causar tudo isso em poucos segundos.

8 de abril de 2010

Que o universo masculino e feminino é diferente todo mundo sabe. E não estou falando de coisas básicas como futebol, roupa, maquiagem e futebol, e nem da ganância feminina e do ego abalado masculino. Estou falando da arte de ignorar - ou te não conseguir entender quais são os pontos relevantes de uma mensagem (da parte dele).
Se ela escreve Oi, tudo bem?! Sonhei contigo essa noite e fiquei com vontade de você, entenda, homem, de uma vez por todas, que ela está pouco se importando como você está, o que fez e o que deixou de fazer. Ela não precisa de uma resposta complicada, mas de uma simples, como Também tenho vontade de você.
Simples assim, né?!

5 de abril de 2010

de segunda

Hoje ela me olhou no fundo dos olhos e eu senti que o baque maior viria, mas o meu espanto foi menor que o dela. Podia sentir uma energia maior da parte dela, um susto, uma constatação que ela mesma não esperava.
E ela me disse:
- Você terminou os volumes e os abandonou no alto de sua estantes. Está recolhendo as novas páginas, buscando aquelas que você tentou abandonar e vai organizar um novo livro. E quando você dizia de olhos e sorrisos, toques e risos... ah, sua danadinha, você me enganou. Enganou muito. É ele... desde então sempre ele. E você me fez acreditar que ainda gostava do outro, mas seu coração saltou mais quando este se aproximou, quando este lhe tocou... você enganou. Falava dele e me fazia crer no outro...
E seguiu rindo pela sessão inteira, feliz por eu gostar de você.

Sou assim contigo

As datas importantes eu me lembro - e lembro de todas. Lembro a cor da tua camiseta e os sapato que escolhi. Lembro de todas as vezes que perguntei a minha mãe se estava bom e se tu irias gostar; das vezes em que quis só ficar te olhando e entender como funcionam esses risquinhos pretos dentro de teus olhos. Às vezes eles parecem ser de uma cor só, desse breu todo que me engole e me encanta, mas eu presto atenção, decoro teus dizeres, as tonalidades de tua voz em mim, teus trejeitos. Sei até como seguras o copo, como teus dedos cingem o vidro e como este fica um pouco afastado da palma de tua mão. Eu conheço os tantos tons de pretos de teus olhos, e todos aqueles que gosto. E gosto de todos, e gosto deste contraste só teu, de pele, cabelo, olhos e sobrancelhas.
E boca.
Tua boca é vermelha como se estivesse frio, e eu nunca tive a oportunidade de te dizer que ela me beija da maneira que gosto. Devagar e me sentindo ali. E tu beija-me da maneira de que gosto, me fazendo presa apenas a esse ato, a esse teu abraço que me envolve inteira, a esse jeito cuidadoso e com um pouco de desdenha. Mas eu gosto... gosto tanto que o toque fica, a sensação me volta à noite e me comprimi em saudade.
E eu sou ciumenta, sempre acho que sou o segundo plano, que sou aquela em que tu se lembras quando não tens mais nada a ser feito. Não consigo esconder as minhas dores, minhas mágoas, minhas decepções, e sempre acho que a felicidade e o meu sorriso fácil devem ser contidos, escondidos de ti. Sempre acho que não devo demonstrar o quão bem fico ao te sentir perto de mim... e quando perto, eu tenho paz e não me importo com os demais. Importo-me contigo.
E eu quero continuar a só me importar contigo.

3 de abril de 2010

Just one more

Não, eu não posso. Não posso virar-me de costas para você e sair andando, não posso ignorar sua presença, não posso ignorar todos aqueles momentos. Não posso simplesmente fingir que vou virar essa página, que vou rasgar os rascunhos e que vou abandonar tudo dentro da fogueira.
Não, não posso.
Preciso gostar de você, preciso abandonar aqueles outros escritos, e você me fez esquecê-los... não posso permitir que parta ou que me deixe partir.

Rodrigo, fica.

1 de abril de 2010

that complicated time

Olhando alguns blogs da vida, me deparei com dois - cujos links não sei mais onde estão - em que se falavam do primeiro mês de faculdade longe da família/casa/amigos.
Eu ainda me lembro do meu primeiro ano longe de casa. Foi complicado. Choros desesperados, as incertezas, as constantes falhas, a desmotivação para estudar... e claro que tudo se acentuava com o fato de eu apenas precisar passar dois dias fora de casa e não me socializar com a minha turma.
Eu tinha medo, medo de não conseguir estabilizar as minhas características ali e precisar mudar. Sentia medo de precisar esquecer das músicas que gosto, dos eventos que vou e do modo como penso. Claro que estar longe dos seus amigos que passaram, no mínimo, três anos ao seu lado (fora aqueles que você já chama de irmãos e que estão contigo há 9!) e longe da família que tanto o apóia e quer vê-lo contente não ajuda em absolutamente nada.
Meu primeiro ano foi tão conturbado, tão desalinhado, que fez uma transformação catastrófica na minha recepção pelas pessoas. A grosseiria, os escárnios, as 34 pedras que eu tinha escondidas na manga para caso alguém tentasse me ferir... E o melhor disso tudo é que, quando você aceita que precisa sim estar longe de casa nesse período e esquecer como é ser cuidado pela família, você consegue seguir seus próprios rumos muito melhor.
Se me bate aquele desespero quando me vejo portando Física, de Aristóteles, Organon, do mesmo, e Filosofia Medieval, Alain de Libera e sabendo que não vou dar conta dos 3 em uma semana?! CLARO!!! Mas hoje eu entro nesses desespero de cabeça e vejo no que vai dar.

Só queria dizer para essas pessoas que se todos esses sentimentos durarem um mês, está tudo bem, é normal... se durar 1 ano, descabele sim porque no 2º tudo fica melhor.

Enjoy this moment.

31 de março de 2010

enganda pela madrugada

Tenho estado estranhamente sensível e demonstrando o quão me importo com as pessoas e isso tá estranho. Não que antes eu não estivesse acostumada a isso, mas tive dois "ataques" desse tipo essa semana - o que gerou bons frutos, como a ligação de meu irmão para me dizer que me ama. Em outros tempos, diria que isso era óbvio, mas se fosse tão óbvio, por que então fiz o resto da viagem de olhos marejados?!

As coisas vão melhorar, algo diz dentro de mim, as coisas já estão melhorando. E eu tô feliz, mais calma e serena, mais centrada e mais sociável (creio hehehe).

Estou lendo Aristóteles e de Libera, fiz todos os meus exercícios de latim e... ;D

os desenhos que fiz e nomeei.

eu desenhei uma árvore que ocupou a folha inteira, disse que ela está no topo da colina e que está sozinha. justifiquei com o fato dela ser daquelas árvores de troncos colossais, de 120 anos ou mais e que viverá ainda por uns bons tantos séculos... ela consome muitos nutrientes do solo e do ar, não poderia haver outras perto dela porque morreriam desnutritas. somente árvores como ela poderiam sobreviver, mas aí... aí seria o solo que morreria.
eu desenhei uma casa grande em que não é a minha casa. disse que levaria todos os meus familiares e amigos para morarem nela, mas que o meu quarto seria o do fundo, porque há um jardim lindo, colinas, crepúsculos e silêncio - e aí eu poderia escrever.
desenhei uma família, com o meu pai, minha mãe, meu irmão, minha cunhada, seus 3 filhos (dois meninos e uma menina), eu e o meu futuro e desconhecido marido com nossos 3 filhos, minha avó (porque ela vai viver para ver sua família crescer ainda mais), meu primo com sua futura e desconhecida esposa e suas duas menininhas, meu outro primo e sua futura e desconhecida esposa e seu casal de filhos, e a minha prima com o seu futuro e não-desconhecido marido e sua filhinha. e contei que faltava muita gente para ser desenhada, mas a folha não permitiria e nem o tempo. faltavam aos meus tios e tias, meus outros primos e seus futuros e desconhecidos e conhecidos e não futuros parceiros, seus filhos, meus amigos e parceiros e filhos... e faltou tanta gente que decidi, em casa, desenhar a todos.
desenhei uma mulher de perfil e disse que ela sabia cozinhar bem, era prestativa, se importava com os outros e era compreensível. mas era ciumenta, desorganizada, mentia e feria aos outros. sem contar sua capacidade enorme de ferir aos outros e perder o que tentava conquistar... pobre garota.
acho que tirando a parte do cozinhar bem, ela poderia ser perfeitamente a mim.

30 de março de 2010

durante a filosofia medieval

Ele está bêbado e você não quer ser desagradável justo neste momento. Ele gosta tanto de você que aceita até mesmo esse seu amor por outro; esse seu cuidado pelo outro. Ele te abraça e pede por atenção, você aninha seus dedos entre os cabelos dele e sussurra que está tudo bem - porque, em alguma hora, vai ficar tudo bem mesmo.
E, então, é como se o estado ébrio se esvaísse e os olhos deles encaram os seus.
- Promete?!, ele pergunta e você não entende.
- Promete o quê?
- Promete para mim que quando você tiver de ir embora de mim, vai fazer o mesmo que faz com ele?!
- Não estou entendendo_
- Promete que quando você me deixar e eu não quiser mais falar contigo, vai me dar cinco minutos das preces de final de ano e rezar por mim também?! Promete que você vai fazer isso exatamente como fez no começo desse ano por ele, quando você fechou os olhos e ficou ali quieta?
- Amor, o que você_
- Promete para mim que mesmo se eu nunca mais quiser olhar na sua cara, o que você sente por mim vai crescer a cada dia, assim como seu amor por ele cresce sozinho em você, sem você nem ao menos cogitar a possibilidade de não ser assim?! Promete para mim que vai lembrar de mim ao menos, como você faz antes de dormir em relação a ele?!
Você o encara no fundo dos olhos, tentando decorar os traços dos olhos verdes-prateados dele, e não tentando encontrar resquícios de algum castanho mais claro que os seus.
- Prometo.

28 de março de 2010

Meus rascunhos; meus livros, meu você.

Tenho uma certa saudade de você... mas eu não posso me deixar ter sentimentos. Desculpe, mas é que isso atrapalharia consideravelmente o que um dia prometi a mim mesma que pertenceria a uma única pessoa.
Tenho essa vontade louca de estar com você, mas não posso permitir tais pensamentos. Não posso me deixar tão livre para voltar a gostar de você, a me importar... Não agora que decidi simplesmente desistir, amassar essa folha inteira escrita sem rascunho e deixá-la ali no fundo do lixo do escritório. Não que o lugar da história que tentei construir contigo seja no lixo, mas é ali que ficam todas as minhas folhas amassadas e todos os meus rascunhos descartados.
É ali que estão os vários rascunhos que idealizei com ele, todas as folhas que demorei tanto tempo para conseguir me desfazer... e hoje, às vezes, me vejo fuçando no meu lixo de folhas a procura das minhas ideias, da imagem dele, dos esboços hasurados. Por isso você está ali, e não abandonado lá fora, onde o tempo e as condições climáticas podem perfeitamente desfazer a integridade do papel e sumir com todas as minhas palavras escritas.
Eu queria, queria e queria - muito! - não ter desistido de você, mas... mas eu já recuperei todas as minhas histórias dele que abandonei no lixo, e estão aqui guardadas na minha gaveta.
Não seria justo estar ao seu lado e ter de me esforçar por estar ao seu lado.

and it has been said.

Ela tem olhos azuis e penetram fundo em mim. Ela remexe com todas as coisas que eu deixo guardadas, e ela é sábia, esperta e sabe me conduzir. Não gosto disso, de sair do meu auto-controle, que a minha retórica soe falha. Mas ela sempre encontra os erros, as falácias de meus argumentos - coisas que eu mesma não vi. E é esse o maior baque.
Pelo que noto, diz-me arrumando os óculos meia-lua, é como se fosse tudo folhas. Alguns são meros rascunhos de duas ou três linhas que você amassa e joga fora. Outros, um rascunho inteiro, de página frente e verso, mas que você não quer colocar no meio da obra final - e acaba por ter o mesmo fim que o outro. Há aqueles em que você escreveu meia dúzia de coisas, mas eram versos tão simples e ritmados que você os guardou. Aqueles que mereceram entrar no livro, mas tornaram-se as famosas páginas viradas... mas este, ela me diz este, ela me diz, este sim!, ela me diz, este não é uma ou três páginas, é um livro todo, uma história inteira que está vindo em volumes. Sabe como aquelas sagas em que quando se termina as pessoas querem imaginar o que aconeteceu depois ainda? É isso. Este, para você, é uma saga, mas você está no terceiro livro e os empilha, lado à lado, na sua estante, cabeça, coração. E você não vai terminar até que acredite que é melhor terminá-lo do jeito que está.


E você não vai terminá-lo.

26 de março de 2010

Laugh from me

Como fui boba. Diziam-me que a gente nunca daria certo e eu indagava por quê? Por que ele não mudaria por mim? por que eu não seria o suficiente para ele? Por que ele não gostaria de ter somente a mim? E riam. E como riam. E você compactua, compartilhas das risadas. E você fez a mulher que hoje sou.



Durante a viagem de volta para casa.

25 de março de 2010

Damn it! i should be like her.

A cabeça dela está levantada, reta, olhando nos olhos. Eu não gosto quando ela faz isso, porque sei que ela está literalmente danda a cara a bater. Ela não se importa; na verdade, até prefere que seja atingida pela palma da mão alheia. Soa mais verdadeiro do que o uso desconexo de palavras sem significância alguma - pelo menos é o que ela me diz. Mas eu sei a diferença entre dizer, pensar e agir, e sei também que, quando ela oferece o rosto a tapa, assim o prefere porque o julgamento errôneo ou muito ruim alheio lhe dói mais. Dói mais ver falso conhecimento ser despejado de forma nenhum pouco prudente ou útil. Eles não conhecem os verdadeiros significados das palavras, ela me diz enquanto massageia o rosto. Ela provoca tudo isso, essa agressividade vinda dos outros, ela os provoca e os induz ao ato. E eles lhe bofeteiam o rosto e ela sorri, expandindo o batom vermelho que adora usar sobre os lábios. Eles lhe acertam ao rosto e ela os induz a mais... e eles não percebem que, no fim, não são aos desejos deles que são atendidos, mas os delas - e que ela sempre vence, mesmo quando assim não parece.
Caramba, eu queria ser como ela.

Please, God, do not let me alone

Vamos pôr assim, meu caro: enquanto você pensa em qual carta deva jogar, eu já possuo todas as cartas na manga, na mão, na cabeça. Eu sei o que você quer desta jogada e infelizmente eu não estou pronto para te dar. Não posso te dar a vitória enquanto noto que você não está pronto para ela. Prova-me que pode lidar com o sentimento e pura extasia enquanto nós dois jogamos.
Mas, Deus, como posso me preparar para algo que eu nem ao menos consigo imaginar como seja?
Jogue a sua carta e faça a sua escolha, aí veremos como está a sua faculdade de imaginar.

24 de março de 2010

would this be true in any reality?

Sim, meu caro, também o acho. Acho uma besteira sem tamanho chorar por aquilo que não possuímos e por tudo aquilo que perdemos. Chorar por algo que nem ao menos conosco está e nem tem o conhecimento de nossas lágrimas salgadas. Choremos, pois, por tudo aquilo que temos e que consoco está, pois somente estas coisas possuem a capacidade de nos ver chorar e de nos ver se importando com elas. Assim, então, pois, deveria também ser com as pessoas. Pare de chorar por aqueles que não sabem o quão pesa aos teus olhos deixar essa gota escapar, o quão doe ao teu canal lacrimal deixar que esta água salgada e dolorida saia. Mas, apesar de tanto concordar contigo, meu amigo, devo dizer-te que se há a necessidade em ti de chorar por alguém que está distante e que há grandes probabilidades de nunca mais voltarem a ser falar, então, somente nesta ocasião, chore. Chore ao meu lado, ao lado de um amigo verdadeiro e chore mais ainda perto daqueles que te amam; chore, pois, o não-chorar pode bloquear o seu canal lacrimal e, assim, tu terás, para todo sempre, dificuldade de chorar. O não-chorar, meu caro, é pior, porque o que não extravasa uma hora explode.

because of me

O legal de poder dormir tarde e não precisar acordar cedo é exatamente esse: não acordar cedo, mas como realizar tal plano se você marcou avaliação física às 15:30 e te ligam às 8h para confirmarem? É de frustar os ânimos!

Hoje, ao acordar, levei um susto. A mesa-escrivaninha que fica na sala-quarto-copa está completamente desordenada, cheia de livros, papéis amassados, canetas espalhadas... mas ela ainda continua mais organizada que a parte de cima da beliche. É como se simplesmente não existissem dois armários na kitnet.

Entrei em crise ontem por ter terminado de ler Percy Jackson e Os Olimpianos - O Ladrão de Raios e bateu aquele sentimento de e agora, José?! Mas, precavida como nunca fui, trouxe esse semana para Campinas dois livros do Caio Fernando de Abreu, um do Jostein Gaarder, Anna Rice e um do Carlos Ruiz Zafón (sem mencionar a quantidade absurda de textos filosóficos que estou lutando para conseguir ler).

Ontem à noite assisti a dois episódios da 5ª temporada de House e fiquei feliz. Não idealizo o motivo e como House - aquele ser miserável e infeliz - deixaria alguém feliz, mas eu fiquei e isso é o que importa. Encontrei o que faça a minha tpm ir embora - que, aliás, está durando um pouco além dos dias previstos, mas não possuí nenhuma tentativa de homocídio para com os coleguinhas (ainda!).

E vida longa ao Rei!

23 de março de 2010

the only reason of going away without any regret.

Eu abandonei a ele. Achei que não teria coragem de deixá-lo para trás com esta facilidade toda; com esta persuasão toda. Mas deixei.
Vejo a foto dele, vejo seus momentos felizes e penso "eu poderia ter participado disso", mas a consciência berra, sobressaindo-se sobre todos os outros pensamentos, e me chacoalha pelos ombrs "você jamais compartilharia dos mesmos momentos felizes, porque você não estaria feliz - não ao lado dele".
Bem sei onde surgiu essa força para não me humilhar de novo. E você está com boas expectativas agora; a mesma adrenalina se apossa de você e se contenta, por enquanto, em imaginar como seria o reencontro, a nova troca de palavras, de olhares e - por que não - de sorrisos. É a sua consciência que pede para você não esquecê-lo. Seu coração. Sua razão. Seu ser. Você. E o sorriso meio tímido ou alegre, de puro júbilo. Os olhos castanhos de um ou dois tons mais claros que os seus. O modo como arregalava os olhos em protesto à sua quietude. Os cílios cumpridos; as mãos... ah!, sim, você adorava as mãos dele. Dedos proporcionais à palma, algumas veias salientes... A gola da camisa dobrada perfeitamente... E o sorriso malandro debaixo do chapéu de peão.
E era com o chapéu que você se derretia - e foi isso que fez todas as suas decisões mais claras. Não importa a condição desde que ele continue a me extasiar desta maneira. Com futuramente ou sem para sempre, será e tem sido somente a ele.

this free way

Forget about me, boy. I´m not a good girl for you. You need someone who stays besides you and never let you behind for her own needs, desires, dreams. There is a time - in some moment - that I always leave the stuffs, the lovers, my romantic way behind. In some momento I always have to go away. Get out of the scene. I usually wait for some scrubs from the other one, some stuped reason to go... Give a reason to go away... but, sometimes, I just go.
Maybe it´s this freedon inside my soul - the freedon that someone, one day, taught me.

IFCH

Esse está sendo particularmente melhor. Talvez seja pelo meu próprio espaço vergonhosamente desarrumado - e que só muda de condição no final de semana - ou pelo meu notório interesse acentuado nas aulas. Ou talvez pelas duas aulas que abordam assuntos como a revolução científica e a história da ciência - e, com certeza, não é por causa da aula de latim. Talvez pelo fato de eu conseguir, por fim, entender como não-funciona a organização da biblioteca do IEL... Talvez seja porque encontrei algo que goste de estudar, livros bons para serem lidos e tempo para conseguir ir à academia e ler inutilidades cotidianas.

Ou talvez apenas seja porque agora, no segundo ano, ressuscitei aquele sentimento que tinha no segundo ano do ensino médio quando pensava em filosofia.

Talvez esteja gostando porque isso é totalmente condizente a mim e eu estou aprendendo a ser condizente a ela.

22 de março de 2010

brothers

Ele está indo para a guerra e você ficou. Os traços dele estão sendo minunciosamente especionados por você, porque algo está falando um pouquinho mais alto do que gostaria que esta possa ser a última vez a vê-lo. E isso dói. Você o beija à boca e na testa, e se contenta em abraçá-lo uma vez apenas - mas contentar é tão efêmero e, de repente, a imagem física dele também o é.

It has been always you

Ela te viu ontem. E ela se abalou. E fê-la repensar nos próprios atos e em tudo o que tinha pensado em fazer.
Eu tenho de te segredar uma coisa - mas não conte a ela, ok?! Sabe aquela inflamção interna que faz da gente alheios até mesmo nas próprias conversas e dizeres? Aquelas duas ou três palpitações a mais que fazem o ar nem sair e nem entrar no pulmão?! Você reconhece tudo isso? Foi o que ela sentiu.
E depois ela chorou sozinha, sabe?!, para que ninguém descubra exatamente o que se passa. Não literalmente ninguém, alguns sabem porque ela contou e não consegue esconder diante deles. Eles são muito próximos dela, e, assim, não há necessidade de vestir sempre as armaduras.
Ela desistiu de todos ontem. Ela desistiu de conversar com o outro. Desistiu de entender, desisitiu de gostar, de se importar.
Ela relevou somente a você ontem e a fez tomar decisões importantes. Foi a sua imagem que a fez esclarecer aqueles borrões de vontades.


Ela ainda sonha com você. Ela ainda pensa em você. Ela ainda se preocupa em rezar todas as noites por você. É sempre você, mesmo que ela haja errado.
Sempre você, ...

21 de março de 2010

Aquele sábado

Seu dia começa com a cara inchada, um questionamento interno mais ou menos parecido com um por quê? infinitamente irritante e o assento do carro que inclinaram em, pelo menos, 60º graus. Você fica se perguntando o que diabos seu irmão fez com o carro, mas desiste no mesmo instante em que uma única e nojenta idéia ameaça aparecer nessa sua cabecinha sórdida. A caminho da aula de inglês, o sol incide exatamente no seu rosto - e apenas neste - e não importa se você vire a próxima esquina ou mude de sentido na avenida: o Sol sempre estará em seu rosto.
Na aula de inglês, você discute com o teacher sobre a possibilidade de alternativa para a frase que se encaixa no texto - e, então, se lembra dos tantos textos que você analisou no ano passado e da quantidade exponencialmente maior que analisará esse ano. Definitivamente essa experiência deveria lhe render algum crédito quando o assunto é entender a subjetividade textual. O teacher faz perguntas estranhas como, qual sentido você aprecia mais e qual dispensaria facilmente. A única resposta que vem à sua cabecinha sórdida é aquela mesma resposta sarcástica e grosseira que bate em seus dentes e não volta para dentro da boca. Pergunte a um cego se ele dispensaria algum sentido. E você pode responder assim porque, além do ciúme, raiva, melancolia, tristeza, coração partido e menos de cinco horas dormidas, você está de TPM.
(O que resume perfeitamente todas as outras coisas e ainda te livra de qualquer acusação juridicial em caso de homicídio).
Ao chegar em casa, a fome e o sono atrasado pesam, e você, como era de se esperar, opta pelo sono, obrigada, almoço mais tarde. E, ao dormir, você fica presa naquele estado intermediário entre o acordado e o sono porque você está preocupada com o livro que tem de ler, com o livro que não deveria ler e com aquela encardenação xerocada que seu pai deixou em cima de sua cama. Depois de menos tempo que você gostaria, levanta, pega os textos e vai à luta.
Nesse meio tempo, lendo, você se lembra de que ninguém nunca havia te contado que filosofia era difícil, um curso exaustivo e completamente dominador da capacidade das realizações de synapses (que você já duvida que faça alguma), e que muitos riem em relação a sua grade. É, minha cara, você gostaria de poder rir também - ainda mais em TPM. E ligam no seu celular avisando que aquele outro livro que você não deveria ler, não deveria comprar e não deveria ter encomendado chegou. Você o busca e, por coincidência, acaba por trazer mais um para casa - e assim você entende que dinheiro na sua mão quando se está numa livraria é persuação.
E, aí, ao voltar para casa, você se chateia pelas coisas que vê no orkut dos outros, fica deprimida, chata, chorona, uma descabelada sem causa. Você tem ciúme, tem raiva, tem perguntas - e ninguém vai te responder essas coisas. Você quer ir ao rodeio para tirar a história a limpo, para vê-lo, para compreender - e há o outro que reapareceu, que você está aceitando de novo em sua vida, e ele estará lá também e, sim, você sente tanta falta em vê-lo sorrir-lhe e de conversar e sentir ele te abraçar...
Mas você tem esse show que já está combinado há dias com seu amigo. A dúvida é grande: você vai ser filhadaputa com o seu amigo? Claro que não. E você vai ao show com ele, e começa a chover, e você se estressa e reza para que, pelo menos, o show seja bom.


E assim, durante o show, sua TPM vai embora, o ciúme, a raiva e a dúvida. João Neto & Frederico foi, sem sombra de dúvida, a melhor opção da noite. E você esquece o por quê de estar com ciúme e fica se perguntando se não é melhor simplesmente partir; afinal, sempre foi assim com você: é melhor partir.

"Me dê motivo para ir embora; estou vendo a hora de te perder. Me dê motivo, vai ser agora, estou indo embora..."
- César Menotti & Fabiano, Me dê Motivo.

20 de março de 2010

do not say i am not strong.
do not say i am not on the control.
let me sleep.
let me free.

19 de março de 2010

As it should never be














“Que seja doce”, ela repete com uma freqüência enlouquecida. Ela tem essa mania, de fechar os olhoss e imaginar, de abri-los e continuar presa na fantasia e, dessa maneira, creio eu, é como ela acaba por ser apaixonar. E ela sempre se apaixona, mas por aqueles personagens criados em sua mente, que possuem o mesmo físico, semblante, corpo... mas suas essências, suas idiossincrasias, suas maneiras; tudo muda. Tudo não são eles.
É aí que ela cai, que ela se quebra, espatifa e se desfaz. É aí que ela chora, que ela ama, que ela dorme. Sofre. Corrói. Isolada. Eu entendo, eu sinto. É essa a dor que a comprime e expande, que a faz criar, que a faz voar. É essa vontade patética que Goethe criou que a envolve, e ela cai nessa rotina, nesse clichê, e, ao amar, ao sofrer e sentir pena de si mesma, ela cria, escreve, descreve e se intensifica.
Ela chega ao seu êxtase, clímax, elevação, nirvana. Ela se aproxima muito daquele estado perfeito de alma, mas sua mente e coração se unem e se tornam um único órgão a bater em prol de uma dor.
Até que parem.
Ou até ela se cansar de produzir.

Do not even try to say no

Pára, ele grita. Pára com isso agora!!! E eu não vou parar. É a inércia, será que ele não entende? E foi com ele que tudo isso começou, essa inércia, esse descaso. Ele quer que eu me importe, que eu goste, que eu releve. Mas simplesmente não há mais como.
Ele corre até mim, segura firme no meu braço e me faz virar num ato bruto. Seus olhos estão grandes e vasculhando rapidamente os meus, pequenos, como sempre, castanhos, como sempre. Ele está ofegante, está nervoso, bravo e até com um pouco de raiva. Ele espera por alguma palavra minha, por alguma posição. Mas ele não quer a verdade, e ela é a única que eu digo então: por que eu vou me importar com alguém que nem ao menos gosta de mim? Por que eu vou me privar de sentir algo por outros se ele não sente nada por mim? Por que vou me doar a alguém que faz descaso disso? Não me julgue. Não julgue a ele. Apenas pare e aceite.
E ele me solta e volta a respirar normalmente.

Daquela que você odiava














E então nós partimos. Foi desta maneira que decidi por ir embora, deixando tudo para trás - queria que ele tivesse algo para se lembrar de mim, algum lapso de memória ao encontrar uma pulseira ou o shampoo na janela do banheiro. Só queria que ele não precisasse chorar sustentando algo que não era meu. Assim como eu fazia quando me desesperava... E eu sempre me desesperei dentro do quarto dele, enquanto escutava o barulho do chuveiro. Suas colchas ainda carregam as marcas de minhas unhas, de meu ciúme, de minha solidão.
E então decidimos por partir. Foi desta maneira que abandonei laços, sapatos e vestidos, sorrisos, risadas e satírios. Abandonei-me naquele quarto, naquela sala, naquela casa. Abandonei-me por não suportar estar sozinha até mesmo quando a dois. Abandonei a mim, pois aquela era muito patética.
Eu a repugnava.
Ele só partiu quando não mais me viu desesperada entre seus lençóis.

18 de março de 2010

doa a quem doer - e sempre dói somente em você


















Quanto mais eu vivo o que tenho de viver ou o que me é imposto para ser vivido, acredito quase que piamente na inerência do meu ciúme. E, com o tempo tendo de aprender a respirar muito fundo e distrair esse aperto doloroso do peito, hoje noto que ciúme não é a dor do amor. Não. E ciúme não é uma relação de posse. Não.

Ciúme é uma relação de perda.

Quando a pessoa que você tanto se importa consegue dar a mesma atenção para uma terceira. Quando os modos mudam com você e se acentuam com outros. Quando você se sente como se amasse sozinho, mesmo estando sempre a dois.



"Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê"


- Caio Fernando Abreu.
Don´t come to me for saying I was such wrong. I did what my heart didn´t want, what my mind tried to convice me it was right. I tried to make you as happy as I pretended to be.


I´m in jealous - again. I´m asking God why I always choose the wrong one. Asking for my mind what it made to me. Asking myself why I looked at you.
I couldn´t never reserve some words for you. When your cousin made me a compulsive writer, you made me quiet. No words. No feelings. And as it started to change, you changed it first. You´re pretty smart. Pretty quite cleaver. I should applaud you and learn the same, although it sounds disgust to me. But, you know... all the knowledge is completly welcomed, because, in the end, we are what is known by us.

as it should have always been

É verdade que muitas vezes vou reclamar do curso, da faculdade, dos 5 ônibus que pego. Mas são nesses ímpares momentos em que tenho apenas de ler 3 parágrafos e não entendo nada que me sinto bem por ter decidido por filosofia, por não ter desistido e por estar aqui. Mesmo que Espinoza tire uma sagrada noite de sono de mim e me tenha feito comer algumas boas bolachas Negresco, não ficarei em um todo brava por daqui 3 anos estar formada nisso.
Talvez - especulando só mais um pouquinho - eu consiga de fato amar profundamente isso e me torne alguém digno de ministrar aulas - e se tudo isso acontecer, aí sim terei certeza de que nada foi em vão.
Nem as madrugadas gastas. Nem as interrogações postas. Nem as paixões abandonadas.

for it to say

E quando se chorou, derramou-se em água o que há muito duvidava possuir. Os dois lados não-diagnosticados de uma vida particularmente esquecida, mas foi chorado. Chorando-se se foi e esqueceu de apenas anotar em que momento partiu. E mesmo com todas as faces e fases desse mero pequeno encanto de esquecimento, todos sabem que não houve engano. Esquecer-se de tudo é prático, mas, quando se chora, derrama-se o de dentro, e se lembra, e se entorna, e se enaltece. Cresce. Volta.
E você chorou - e jamais pôde de fato esquecer a quem tanto se amou.

17 de março de 2010

Eu tô pensando nele, e, nesse meio de pensamento, ele vira dois e dois vira um outro diferente dele e de repente não é mais ninguém.
Quero que ele volte, quero que ele faça o que eu fiz, pessa desculpas ou diga apenas que ainda me quer, mas... sinceramente não consigo ponderar até onde esse querer seja de fato o que eu estou esperando, porque, por ele, não vou sofrer e nem deixar a vida parar (mesmo que se quisesse, a faculdade não deixa).
Eu achei que tava fazendo tudo certinho com relação a ele, mas noto que não.

Caramba, tem vez que eu venho até aqui para escrever sobre uma explosão de sentimentos. Hoje; hoje estou aqui para tentar explicar um não-sentimento.

16 de março de 2010

CAIO FERNANDO ABREU

"E desejá-lo assim, com todos os lugares-comuns do desejo, a esse outro tão íntimo que às vezes julgas desnecessário dizer alguma coisa, porque enganado supões que tu e ele vezenquando sejam um só, te encherá o corpo de uma força nova, como se uma poderosa energia brotasse de algum centro longínquo, há muito adormecido, todas as princesas de todos os contos de fada desfilam por tua cabeça, quem sabe dessa luz oculta, e é então que sentes claramente que ele não é tu e que tu não serás ele, esse ser, o outro, que mágico ou demoníaco, deliberado ou casual te inflama assim de tolos ardores juvenis, alucinando tua alma, que o delírio é tanto que até supões ter uma."

Minha europa moderna

Talez meu sonho fosse ter uma casinha antiga entre as ruas antiquadas e um pouco renascentistas de Paris/Madrid/Londres e cultivar ali estantes e prateleiras de madeira com uma leve camada de pó. Os livros dispostos sem ordem alguma, mas eu saberia aonde exatamente cada título e autor se encontraria.
Uma construção de pedras cinzas, largas e algumas amostras, pois a planta que cresce junto dela cobre grande parte. A fachada do sebo/livraria seria em verde escuro e o nome escrito em branco. Eu administraria esse local, e, aos fundos, numa escada um pouco estreita, estaria a minha casa particular - de poucos cômodos. Sala e quarto seriam o mesmo grande cômodo, a cozinha seria uma geladeira e uma pia e um fogão e uma mesa e a minha péssima habilidade culinária. E haveria algumas boas janelas que me proporcionariam uma linda vista para a rua de paralelepípedos; uma padaria ali perto com pães sempre quentes e frescos, um vendedor de frutas, verduras e legumes, um casal de senhores que sempre me acenariam ao passarem pela frente do estabelecimento e uma criança curiosa.

15 de março de 2010

I heard about her feelings and I knew all these were gone.

lies are hidden from

She was a 22-girl; a pretty much one, a smart one. Someone who didn´t know how dealing about her own feelings.
I could hear her steps right behind me - althoug there wasn´t any sound. It was her smell, breath, thoughts.
"What is this?"
A large room, all pinted in white whith details in blue - the same of sky.
"It´s my baby´s room".
She loved me. She enjoyed to stay besides me, laugh with or from me, talk to, look at, listen to, think about.
"What happened?"
"I was pregnaty... and I aborted on seventh month."
Silence. All her atributes were just gone. The presence, frangancy, heart beating. Even me was gone.
"It was a boy... a little one. And the doctor said he would get brown eyes... a clearer tone than mine."
She loved me. But she was used to love so much more my cousin (and best friend) - and still did.

14 de março de 2010

un homme et une femme

Você tem o direito de fazer o que você quiser e com quem você quiser. E será apenas isso que irei defender sempre - só não me pessa para concordar com as coisas que você faz.
Basicamente é isso que Voltaire quis dizer.

Adia, I do believe

Eu tô chateada - com você, comigo mesma talvez... mas estou. Eu só consigo pensar que eu me esforcer para pensar em você, sem nem ao menos tentar comparar, sem nem ao menos imaginar. Esforcei-me para ser sua companheira enquanto estivesse com você; sentir sua falta quando longe e desejar genuinamente um abraço quando carente.
Mas eu não sou carente. Se sou, nego, até sob tortura, sob a morte. Deus. Se sou, entrego parte de meu coração para não sentí-la, parte de minha razão para bloqueá-la. Mas, por você, eu fui um pouco.
Achei que estávamos bem, que você havia me perdoado e que continuarímos no mesmo ritmo. E ainda ousam sorrir de forma irônica na minha cara e me perguntarem por quê não gosto de me apaixonar; respondo basicamente que a arte de amar não pertence a mim - e hoje descobri que há incluso em todas as minhas teorias a certeza de que eu me doou muito fácil e rápido, que não sei criar a confiança antes de entregar meus sentimentos.
Odeio sentimentos. Eles só me servem mesmo para o fim que descobri: escrever textos (pois estes especulativos, pois estes também reflexo de minha grosseiria e malevolência - e fragilidade).
Como eu disse, estou chateada - com você, ou comigo por ter caído na mesma sina. Ou armadilha que esses tais sentimentos me colocam, armam ou estategiam contra.

"Adia I do believe I failed you.
Adia I know I've let you down.
Don't you know I tried so hard to love you in my way.
It's easy let it go..."
(Adia, Avril Lavigne)

11 de março de 2010

i am not an innocent

Não se dirija até a minha mesa com esse sorriso expansivo no rosto. Não caminhe em passos normais na direção de meu acento - e nem finja, ao querer me cumprimentar, que está tudo certo, já passou, como vai?, tchau.
Não sou rancorosa, apenas possuo boa memória. Passamos muitos dias nos evitando e ignorando a presença um do outro, e tem dado certo. Tem sido mais leve acreditar em que eu não te conhecia mais, mesmo que o seu número antigo não saia com essa facilidade de minha cabeça, mesmo que eu entenda o porquê de ter-me deixado encantar por você. Mas é como dizem, (in)felizmente, a cada tropeço, você acaba por aprender que morros, barrancos e depressões nos fazem cair - e, aí, você passa a evitá-los.
E meu oi seco, minhas respostas monossilábicas e o não-olhar para os seus olhos não é arco-reflexo da minha grosseiria. Não. É o resultado de toda uma discussão que não levou a nada e me fez ter vergonha de um dia ter ficado junto de você. É apenas o que sobrou do que eu ainda posso doar a você e, assim, bem sei, você não vai se sentir suscetível a querer voltar - e eu, tentada a te aceitar.

Não venha andando em minha direção com esse sorriso preso ao rosto como se dois meses fosse o mesmo que dois dias. A sua relatividade temporal é mediocre.

rolling imperfect stones

Eu até levantei com uma certa vontade de arrumar alguns textos daqui para deixar esse blog digno de um link no profile do orkut, mas, acontece que eu simplesmente não posso fazer isso.
Uma, por ser inviável editar cada texto (vide que em 2009 foram 333 posts). Duas, por que eu tiraria algumas palavras minhas do meu blog para que outras pessoas pudessem lê-lo?! Sente a incompatibilidade?
O blog é meu e foi criado com o intuíto de eu poder escrever exatamente aquilo que passa pela minha cabeça - fosse devaneio momentâneo, uma ideia maluca ou fragmentos de histórias bonitinhas que às vezes chegam a mim. Hoje, confesso, não sou mais uma escritora fanática e assídua... Ao decorrer desses, sei lá, 2 ou 3 anos, minha escrita ficou defasada e a minha criatividade limitada a textos de no máximo uma página. Tenho guardado aqui no pc um texto que eu, particularmente, acho lindo. Gostaria de poder mostrá-lo a todos... mas, entenda, é a minha melhor obra até agora.
Tentei escrever outras coisas, histórias fajutas que eu bem já sabia que não seriam levados a nada. E não que isso venha a importar a alguém, é apenas um fato que me angustia e agonia.
E tudo isso para dizer que talvez eu queira que alguém descubra esse blog e o leia e veja cada tag, cada texto, para parêntese que pus aqui. Mas tenho medo de que essa pessoa me julgue depois, e vá embora...

"Me dê motivo para ir embora, estou vendo a hora de te perder.
Me dê motivo, vai ser agora. O que fazer?..."
(César Menotti e Fabiana, 'Me dê Motivo')

10 de março de 2010

O que fazer com os preservativos?!

Não mais afônica, mas com o mesmo vozeirão da Cicarelli, eu vinha caminhando feliz e sorridente (mentira - estou muito enciumada e brava!) pela rodoviária para chegar no guinche da VB quando um cara, todo vestido de branco, olhos azuis esverdeados, sorrisão branco e sobrancelhas marcantes juntamente com seus cachos deformados, encheu a minha mão de preservativo.
Eu fiquei mais meio abobada quando me deparei com aquelas, sei lá, 15 camisinhas? na minha mão em meados aos meus pensamentos de que deveria ter lavado a cabeça antes de sair de casa. O bonito moço de branco me explicou que era uma campanha municipal em prol do uso da camisinha e contra a AIDS, e me deu alguns tantos bons números de panfletos sobre o assunto.
Tentei, gentilmente (afinal, o moço era bonito!), equilibrar em minhas únicas duas mãozinhas os incontáveis panfletos sobre o uso da camisinha e como se pega ou não AIDS, as talvez 15 camisinhas, minha jaqueta jeans, minha passagem, meu caderno e os dois livros atrasados da biblioteca enquanto o moço bonito me disse, de repente, que Descartes, apesar de cientista, como filósofo só tratou de questões metafísicas.
Eu ri. Porque, veja, é meio que clichê dizer que um filósofo só trata de questões metafísica, porque, convenha-se, quase todos querem explicar Deus, Liberdade e Alma. Aí ele me explicou que tinha feito dois anos de filosofia, mas parou para fazer medicina.
Sorri, disse tchau e saí sorridente pela rodoviátia segurando 15 camisinhas e alguns bons tantos panfletos sobre o uso da camisinha e de que como se pega ou não AIDS.

Mas o Ciúme não passou e eu tô puta.

9 de março de 2010

Eu preciso ter paciência, ela me diz. Preciso pensar que 2 meses não é nada, que eu não tenho nada com ele, que ele pode ser de quem ele quiser todas as noites. Todos os dias. Todas as madrugadas. Nesse meio tempo, algumas noites, alguns dias, algumas madrugadas serão minhas e, quando menos perceber, todas as noites, todos os dias, todas as madrugadas serão somente minhas.
Eu só preciso ter paciência, ela me diz.
Indícios de ciúme.
Não bom.
E ele tem todo direito de ficar com quem ele quiser, porque, convenhamos, eu já dei a maior das maiores mancadas com ele... mas eu não queria que isso acontecesse não. Não queria que ele beijasse outras... queria ele aqui comigo, sempre pensando que a gente pode se ver no final de semana.

Talvez seja essa dor de cabeça filadapu*a que não me deixa parar de pensar besteiras.

6 de março de 2010

An Essay

"O que ele é seu?", lhe perguntam sem notar o estado de choque em que se encontra; ignorando os cortes, machucados e a roupa de festa cheia de sangue.
"Nada", responde automaticamente, como treinara naqueles 457 dias para dizer. Nada, nada, nada... nada.
"Você se esforçou muito para ele ser nada seu". Concordava, mas o tempo que passou depois a fez idealizar aquele dia - não como havia acontecido!, apenas as palavras, os nadas. E seu sarcasmo lhe é tão automático quanto os sentimentos.
"Meus pais sempre disseram que possuo grande empatia".
"O que importa é que fizemos a análise de teor alcoolico. A senhorita não possui nenhum, e os níveis dele estão elevadíssimos_"
"Fui eu quem bateu o carro contra o dele. E não o contrário".
"Você, mesmo machucada, o carregou até aqui sozinha. Se o seu carro fosse_"
"Bem conheço as leis físicas, doutor, mas não importa aqui. O que importa, e o que vai para o boletim de ocorrência, é que eu sou a única culpada pelo acidente".
O doutor a deixa sozinha por uns instantes, alegando que vai cuidar também de seus ferimentos. Ela está sentada na cama ao lado da dele e não teve coragem ainda de olhá-lo. Encarou o dedo fraturado, o braço todo ensanguentado, sentiu o corte na cabeça, o sangue escorrendo um pouco pela face, o gosto de ferro na boca, as dores nas costelas e a injeção que o doutor lhe aplicava agora mesmo.
"Esse nada", começou o médico, "deve ser maior que o seu tudo".
Nada é sempre nada, pensa sozinha, e lembra dos 457 dias que passou repetindo isso. O nada é a única coisa que de fato sempre temos.

5 de março de 2010


"I´m sorry" it´s been said.

"No".

"I needed to do it."

"No, you didn´t".

Pause.

One breath.

One glanced.

"You wanted."

It´s finished.

weird.

07:40 e já estou saindo para a aula de Ética com o Romano. Mais à tarde eu tenho Latim, e, depois, uma corrida até a rodoviária.
Estou acordada desde às 4:30, novidade para ninguém... o bom é que poderei dormir bastante até a aula de Latim.
Eu estava em Rio Claro quarta e quinta devido a alguns exames que precisei fazer, e, nesse meio tempo, um sentimento muito estranho de precisar voltar para Campinas me abateu. E de estar junto do pessoal da minha turma, e de ir a um churrasco em que nem vou conhecer muita gente, e de ficar aqui... Acho que, agora, a única coisa que vai me fazer voltar para Rio Claro todo final de semana - além das aulas de inglês - será a possibilidade.
Pintei as unhas diferente... se fosse palmeirense, super fazia igual ao da Cami.

4 de março de 2010

have you ever...?

O que mais me irrita na internet - além da exclusão de acentos e erres no final de verbos no infinitivo - é a estranha mania das pessoas usufruírem incessantemente das reticências. E, não contentes em colocarem em todo final ou não de frase e tampouco com os três pontinhos, há o acréscimo de, pelo menos, mais dois pontinhos.
Sem mecionar o breve fato de que muitos acrediatam que, ao se usufruírem de inúmeras repetições de vogais ou consoantes no meio das palavras, há ênfase no significado ou do quão aquilo lhe tocou o coração.

Não!, galera... colocar 15 is no meio do magnífico não torna a foto/fato/sei-lá-o-quê mais magnífico, mais bonito ou não. Só demonstra a sua descoordenação para com seus dedinhos sobre o teclado. Para realçar a beleza ou entusiasmo sobre algo, utilize palavras, nem que seja para empregar tautologia.




Oi...... Fulano... tudo bom com vc?????? Que liiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda a sua foto............ bjão........"

3 de março de 2010

My heart is beating fast - I can feel it inside my chest. It is alive again. It is mine again. No, it´s not. It is still yours. It´s because of your sight my heart is acting like this, as it could beat forever and ever and never gets tired - and just because I saw you crossing your car in front of mine.
And I blame myself. I inquiry the reasons. You has been part of my past... part of a past. It doesn´t belong to me anymore.


I don´t want to.

Smoke into me

Ela está fumando e baforando na minha cara, sem qualquer resquício de respeito em relação a minha postura de não acompanhá-la no ato. Apenas no ato, porque compartilhamos do mesmo vício. Possuímos a mesma lascívia, a mesma falta de libido. E até o mesmo sorriso. Mas o que nos difere é que ela não pode ser a mim, e eu, não quero ser a ela. Ela não ama, enquanto eu... eu só consigo amar.
Por um dia, uma noite, três horas seguidas. Uma vida.
Ela me acha patética por isso, e eu a acho patética por não conseguir se apegar. Ela não sabe o que é sentir saudade e nem o que é estar carente... e às vezes - somente às vezes -, sinto inveja por isso.

Talvez devesse fumar um pouco e sentir-me completa com esse ato, uma vez que só o uso do vício me faz sentir fraca.

26 de fevereiro de 2010

Maliciosa (até que queiram provar o contrário)

A gente gosta de se definir, sempre. E hoje, ali naquele meio de músicas que eu nem me lembro mais como canta, como dança, como se faz para se divertir, fiquei pensando em mim. Egocentrismo de minha parte, pois não consegui doar a minha companhia para quem a quisesse, mas o momento me foi propício.
Eu sei que a caixinha ali ao lado fala de mim, fala sobre uma pessoa ciumenta, sarcástica, curiosa, meiga e compreensiva. Eu bem vejo essas características em mim. Bem vejo que sou assim, de fácil trato enquanto não estiver incomodada. Sou divertida, acredito, gosto de fazer os outros que me conheçam rirem, gosto de tirar onda com todo mundo que me conhece, gosto de ser aprazível para com quem me conheça.
Sempre com quem me conheça.
Eu possuo uma dificuldade imensa em me relacionar com pessoas desconhecidas. Eu travo. A voz muda e todas as armas são postas à minha frente. Ninguém pode me ver como de fato sou, ninguém pode chegar perto da carne viva. Não consigo nem mais me abrir para com quem é perto de mim. Muito perto de mim. Nessa quinta-feira eu tentei, e como deu errado. Eu bem sei das dores e das mágoas, mas não consigo listá-las, uní-las, simplificá-las.
Isso talvez seja resultado da armadura que eu resolvi vestir, e que sinto estar a se fundir comigo mesma. Em algum momento, ela e eu seremos um, uma essência única; e não mais parte de mim, mas a mim - mas sinto que não me incomodo.
Mas tirando esses rancores e até mesmo incompreenção de minha parte para comigo mesma, ainda me sinto como uma boa pessoa. Tenho defeitos, eu sei. E talvez sejam os piores. Mas isso me torna alguém depreciativo?
Por mais que algo dentro de mim grite que sim, busco acreditar em que não num todo. Não é possível não haver algum charme nessas coisas, afinal, elas fazem parte de minha idiossincrasia, certo?!
Eu sou forte, posso dizer. Sofrer todo mundo sofre, mas eu sofro sozinha. Assim prefiro. Ninguém precisa necessariamente saber o que está acontecendo de forma exata. Minha única falha nisso, ainda, é não conseguir esconder bem. Como um alguém de quietude, durante as chatiações e e quando as mágoas veem à tona, eu me calo mais, penso mais e deixo o peso no peito e o nó da garganta tomarem conta. Isso não deveria acontecer; isso inibe meu sarcasmo, minha paciência, atenção e descontração.
Isso me fecha.
E há também a minha insegurança.
Existem períodos em que me acho mais apaixonada por mim do que Narciso foi consigo, em que me acho potente, presente, linda. Isso cresce meu ego, me deixa mais iluminada, posso sentir; mas passa tão rápido... se desmorona tão facilmente que só assim noto o quão não estabilizado isso é, e acabo por ter atitudes que me façam estabilizar esse ego. O mesmo ego que eu não quis que fosse destruído ao deixar quebrar aqueles laços de carinho sincero que possuía.
As bases que eu tanto lutei para construir nesses meses, ano, estão cedendo. O ego. A esperteza. Inteligência. Tudo se desfazendo e, dessa vez, eu não tô conseguindo ver aonde devo restabelecer os alicerces... porque não tem o rompimento bruto de nada. Não tem grande decepção fora de mim... não tem nada que me impença de não deixar abalar.
Talvez eu seja forte demais. Talvez por isso seja tão complicado lidar comigo em um "relacionamento". Por isso eu seja tão desconfiada das pessoas, tão fechada para desconhecidos, tão ácida com os mesmos. Talvez seja o motivo de eu simplesmente não conseguir me adaptar ao novo.
Não que o novo não possa me agradar, mas as possibilidades de não me agradar são maiores, devido ao perfeccionismo. Devido à estranha mania de buscar em tudo algo que eu não goste, não concorde, não suporte - e, raramente, me surpreender.

E eu pensei em tudo isso só enquanto tentava fazer cara de paisagem bonita para a minha prima para que ela não se chatiasse comigo, enquanto tentava me lembrar o por quê de alguém querer a minha companhia em um ambiente em que se toca praticamente axé, samba e pagode.
Pensei em tudo isso também ontem à noite, quando cheguei em casa chatiada porque todo mundo interpreta minhas ações de forma errônea, e chorei até perder noção das horas.

E fazia tanto tempo que não chorava que até me espantei no início. E talvez, aí, eu falhe mediocremente no conceito de ser forte.


Não sei ao certo quem mais eu sou, na verdade.

25 de fevereiro de 2010

Take a breath and listen to me

A única frase que fica se propagando na minha cabeça é "Ela não é fragil".
Não consigo me decidir se isso é bom - ou, ao menos, verdade. A veracidade nem está em questão como eu acredite, especulativamente falando. E será que as palavras foram verdadeiras? Será que o fato de, no final, ter dito "e ter ficado com o primo foi besteira; se fodeu" significava algum vestígio?! Alguma mísera esperancinha de que, em algum momento, ele se importou de fato comigo?!
Eu tô ficando louca, tô ficando tonta... atordoada... não sei o que fazer.



Eu tô caindo, isso posso sentir. Mas se sobrar a amardura, continuo a sair ganhando.


No one can deal with me. Learn it.

24 de fevereiro de 2010

all the walls she´s built

Aonde está você agora

Além de aqui dentro de mim?”¹

É exatamente como machuca, ela pensa consigo. E tenta se lembrar quando foi que perdeu a sensibilidade ao gostar de alguém; onde deixou esquecida a vontade de estar sempre junto dele.
Sente dentro do peito o coração bater com ele, e sente a falta dele, e sente a saudade, a carência e até a ausência da voz. Mas sentir não é exatamente o mesmo que querer que ele volte, querer que ele esteja ali. É apenas um estado de percepção, uma sensibilidade diferente.
Uma anotação.
Ela não está ponderando se deveria voltar. Não. Ela apenas pensa que talvez não haja nada de tão errado ao não querer, de fato, a presença de uma outra pessoa perto de si. Uma presença física – e que apenas a presença na memória lhe baste. Desta maneira não há danos e nem perdas, não há falhas e enganos.
Não há um amor que fere.
Que cutuca.
Apenas a doce sensação de lembrar e até poder sentir o cheiro, a voz e o olhar. E ela sente o olhar dele sobre seu corpo, tentando imaginá-la em uma dança duradoura, em uma piada sem muita graça. Um olhar que prende e afunda, arrasta e mergulha. Um olhar de homem, de desejo, de carinho. Atenção. Um olhar de curiosidade.
Talvez o certo fosse mesmo que ele tivesse sempre muita curiosidade a respeito dela, pois rotina e cotidiano são coisas que seu ser, instintivamente, repulsa, amassa e joga fora sem nem ao menos notar onde está caindo.
O plano, desde o início, era ficar bem. E isso, infelizmente, para ele, implicava tirá-lo o mais rápido da vida dela. Fisicamente.
É impossível permanecer a mesma depois que uma pessoa conturba a sua vida, ela pensa. É impossível fingir que nada aconteceu quando o acaso lhe pede para vestir novas armaduras, ela conscientiza. É impossível esquecer do que aconteceu quando você hoje é resultado desse período, ela pondera.
É impossível ser quem era no antes, pois esta é a única de mim que poderia ter sobrevivido depois dele.
Ela entende.

¹Vento no Litoral, Legião Urbana
"eu abro mão do sexo e você, sei lá, de um rim" - charlie harper

22 de fevereiro de 2010

Sentar na praia e ver que o dia está lindo para

A verdade é que, ao ver comédia românticas, me pergunto se é possível viver algo parecido. Não algo louco, ou fora de alguns padrões que bem conhecemos, mas a essência do que está ali no filme. Um amor, uma paixão, um homem condicente.

Por mais que eu esteja calejada e receosa de qualquer relação, que algo dentro de mim diga não para qualquer forma de demosntração de carinho de longa duração, eu não estou em um todo renegando a possibilidade de passar alguns anos ao lado de alguém que me faça sentir bonita. Bonita. Isso. Porque quando você se sente assim, não tem tempo ruim, não tem estresse, não tem nada que você não consiga lidar.

Eu me senti bonita uma vez. Eu acordava e me sentia linda e poderosa - ainda mais quando ele me olhava.

Quando ele me olhava, o meu universo se cumprimia num ponto só: nós dois. E ele podia me deixar em casa tranquilo porque eu acordaria no dia seguinte muitíssimo bem. Com um sorriso tão fulgurante que eu mesma não conseguia entender como é que ele, sozinho, produzia tudo isso em mim.

E todo mundo sai calejado disso quando termina. Porque, sim, o fim chega. Por isso que hoje, talvez, caindo nessa mesmice de todo ser humano, de toda mulher rejeitada e orgulhosa e tudo mais, eu acredito sim em que um dia vou me casar. Acredito sim em que um dia o Gabriel vai chegar. Mas não necessariamente acredito em casamento duradouro.

Eu quero um amor que seja bom para mim, e, quando não mais o for, que termine de um jeito que me deixe sentindo-me bonita ainda. Eu quero, ao menos uma vez, imaginar um relacionamento em que não haja gritos, desconfianças e nem motivos para procurar por falhas nas ações e dizeres do outro. Isso a mim soa impossível, mas um dia - nem que seja por um dia! - isso tem de acontecer, porque se eu nunca amar a mais ninguém, tornar-me-ei uma pessoa sarcástica, ácida, pessimista e rochosa.

Please, God, give me one like him


21 de fevereiro de 2010

"é melhor decidir se você é o crucificado ou quem martela os pregos" - edge of darkness

Mentiras sinceras me interessam

Eu decidi por te contar a verdade. Não sou de fazer isso com certa frequência, mas preciso fazê-lo com você.
Por mais que eu ainda goste muito dele, que meu coração se extasie a cada momento em que o vejo, não quero possuir qualquer vínculo com ele. Não mais. Já parei de chamá-lo de ex, porque, andei pensando e comecei a acreditar que, ao chamar alguém de ex, é porque se quer ter alguma aproximação ou vínculo com tal pessoa em questão. E eu não quero mais.
Não serei imprudente com você, não serei sacana, não serei à toa. Serei complacente, terei consideração por você e não vou fazer nada para magoá-lo.
Serei uma amiga, uma companheira, uma menina. Uma mulher. Serei a quem você precisar e a quem eu conseguir ser. Espero, então, que você sempre precise de mim.

20 de fevereiro de 2010

don´t take me away

Eu me sinto bem quando, em um tarde de sábado, estou numa sorveteiria com os amigos e vejo um senhor de idade, cabelos grisalhos, terno, gravata, cabelo bem penteado para trás, calça social e as marcas dos anos e do trabalho no rosto, pára diante da porta e se deixa, pelo menos naquele instante, se entregar ao pequeno prazer de tomar um picolé.
E quando ele volta e leva mais alguns, para os netos, para a esposa, ou para os amigos de trabalho.

Sinto-me bem também quando vejo o golden retrivier, cansado da corrida com o dono, encontrar mais força só para correr até aquela poça de água à frente e, ali, deixar que os respingos acertem seu focinho e que seu pêlo fique todo enxarcado.

Eu simplesmente me sinto bem.

19 de fevereiro de 2010

Como Usar:

Use sem moderação, mas saiba que sim, ocorrerá, certamente, efeitos colaterais.
Ingira quantas vezes for necessário por dia, mas, atente!, em algum momento, pode-se criar alguma dependência - físisa e química, química ou física. Ou apenas para conversas.
O importante é ressaltar que conforme a decorrência do uso, pode-se criar alguns ferimentos - no coração, e nos pensamentos. Alguns gostam de chamar a isso tudo de amor, outros, ciúme. A bula prefere nomeá-la de interesse intenso.

17 de fevereiro de 2010

Comentário inútil: Em One Three Hill, um adulto conversa com uma criança de 5 anos como se ela tivesse 35.

it´s my life

Eu devia estar dormindo e não pensando nessas coisas. Eu deveria estar me preparando para acordar ás 8:30 da manhã para, por fim, conseguir devolver 3 livros à minha antiga professora de História. E, definitivamente, eu não deveria estar tentada a fazer um cursinho que prepare seus alunos para medicina - e tudo pelo conhecimento que essa experiência e esses professores poderiam me passar.
Quando eu passei na faculdade, em 5ª chamada, não senti orgulho de mim mesma. Senti isso quando decidi por apenas fazer dois vestibulares e passar para a segunda fase de ambos. Quando tudo isso aconteceu, acreditei que poderia, por fim, dedicar-me a algo que gostasse e somente ao que gostasse. Porém, descobri que gosto de poucas coisas, e as outras tantas que me encantavam, desgastaram a mim. E houve, claro, a descoberta de não haver qualquer impulso dentro de mim para conseguir o que eu realmente queira.
Mas, nesta afirmação, há um impasse. O quê eu quero? O que exatamente estou esperando de mim?!
Por muito tempo, acreditei que minha maior ânsia fosse o conhecimento. E talvez isso tenha me levado direto para a Filosofia. Mas eu sei o primeiro motivo que me levou a escolher isso.
Eu sou uma pessoa terrível, alguém que nutre inveja, ciume, raiva e egocentrismo. Eu sou uma pessoa deprimida, que guarda dentro de si os verdadeiros sentimentos que eu nunca - NUNCA! - irei aceitá-los, dizê-los ou confirmá-los.
A verdade é que tem muita mágoa em mim. Meu irmão, meus amigos, meus estudos, minha vida acadêmica...
Eu passei um ano conturbado, em que dei vazão mais a minha vida social e sentimental do que à acadêmica, e racional. O foco eu perdi e todos os meus sonhos. Quando paro para viver o que tanto queria antes, essas coisas, as imagens, as sensações simplesmente não me alegram, não me jubilam, não me satisfazem mais.
Incomoda a mim ter 19 anos, quase 20, e não poder decidir para aonde eu vou, quando, como e com quem. Não poder fazer uma tatoo, ter uma cnh e emus pais não deixarem eu dirigir na estrada, e, o pior, ter de fazer tudo isso escondido porque eles nunca dariam o consentimento. Mas isso não pesa tanto, porque poderia ser o contrário.

E de repente eu perdi o interesse no que estava escrevendo...
Eu sempre tive medo de que alguém descobrisse esse meu blog e percebesse que existe uma tag aqui que nunca de fato foi esquecida. Ainda mais quando ela está em 6º lugar nas mais usadas.
A Priscila, em um dia desses, me disse que sentia que tinha muita coisa embutida em relação a ele... talvez haja, talvez não, a questão em si é que não há nada para ser feito. Nem dito. Nem sentido.

E ontem eu nem perdi o libido haiehiuheauiheauiehiue

14 de fevereiro de 2010

Eu estava vendo o justlia.com e tem uns meninos lá que escrevem sobre si mesmos em poucas linhas. Gostei disso e quero tentar fazer comigoaqui no blog.


Bruna Vollet, 19 anos.
Moro em Rio Claro-SP, estudante do 3º semestre de filosofia na Unicamp. Sarcástica, ambígua e maliciosa. Gosto de ler e escrever, mas dormir também é muito bom. Sou de fácil trato, no entanto sou bem difícil de lidar também. Gosto de discutir e de prestar atenção na retórica alheia. Gosto de sair com os amigos, seja para ir à balada ou a algum barzinho qualquer. O único tipo de música que gosto é sertanejo e por isso a minha balada preferida é de sertanejo e rodeio. Amo dirigir e tenho instinto independente, porém, nenhuma prática. Se eu fosse um animal seria um urso, que himberna 6 meses no ano, e, passados esses 6 meses, eu mudaria de hemisfériopara pegar os outros 6 meses de inverno.

Sei que seu peito chora


Eu sei que, ao fechar os olhos à noite, bem antes do horário do sono, ela revive os anos. Ela se joga na cama, olhando para o ventilador preso ao teto, e fica quieta - e ela não é de ficar quieta, não quando tem a oportunidade de me dizer sobre os seus demônios ou de tentar expôr o que não sabe se sente.

Ela é assim, quieta, na verdade. Não é de falar e guarda muita coisa para si, mas, às vezes, e geralmente à noite, ela gosta de falar um pouco, com a voz baixa, rouca, quase como se entrasse em transe. Eu até acredito que ela entre em um, porque só assim consegue dizer exatamente o que quer; mas não gosto quando ela faz isso, de se jogar e ficar olhando para as hélices rápidas do ventilador.

Eu sei o que ela busca na memória. Se houve um tempo em que os beijos e as transas eram a saudade, hoje sei que ela sente falta da voz, do olhar, da risada e até do modo como ele segura uma lata de cerveja. Ela busca algum resquício dele dentro dela, aqueles míseros detalhes que passavam despercebidos quando juntos.

E só sei que tudo vai ficar bem quando ela pára de fitar o objeto no teto, vira a cabeça e me olha. E tudo volta a ficar bem, ela me diz. Mas ela não compreende que bem é um estado que só existe quando sabemos o que é mal.

Eu apenas aceito o bem dela porque entendo que assim, de uma maniera que não cabe a mim buscar por motivos, ela realmente fica bem.

13 de fevereiro de 2010

bonito alto, moreno e sensual

Toda mulher idealiza um homem perfeito. E hoje à tarde, imersa na raiva que tenho pelo meu hermano, comecei a pensar no meu.
Eu experimentei de duas pessoas que muito me alegraram; um simplista charmoso que me chamou de arrogante e pedante, e um outro lindo e simplista, de voz estranha, e que achou que eu estava encaminhando as coisas para algo sério.
A única coisa que eu consegui absorver desses pseudo-relacionamentos relâmpagos é que eu gosto da parte simplista, humilde e modesto. E até um pouco tímido, mas definitivamente a parte de não compreender ironias, sarcasmos e cinismos não está na lista de características aceitas por mim.
E pensando um pouquinho melhor, o meu homem perfeito não precisa ser lindo (charmoso sim!). Basta ser bonito. Ou ter uma beleza condicente a minha (bem, então necessariamente ele será lindamente belo). E precisa ter senso de humor bom, porque senso de humor bobinho ou idiota a gente encontra em qualquer lugar. Apreciar sarcasmo, ironias e distingui-los de escárnio de tpm é importante... falar inglês, francês e gostar de me ouvir e ouvir minhas teorias. E gostar muito, mas muito mesmo de mim, porque eu sou um bicho difícil em determinados momentos do mês.
Tem de entender que eu não sou muito de falar, que, às vezes, gosto de apenas ficar por perto, quieta, olhando e observando, fazendo cafuné. Apenas que eu gosto de dar carinho e que necessito recebê-lo também, mesmo não sendo em mesma proporção. Entender que tenho picos de energia e meu humor pode ser cruel; que fui criada ouvindo histórias de meu pai e brincava de escolhinha sozinha.
Um homem que me leve no bar, que goste de dar risada à toa e que saiba me reprimir com dizeres exatos. E que aprenda, com o tempo, que eu presto muita atenção no que ele diz, no como ele diz e quais palavras ele usou para dizer, além de prestar atenção em seus atos, andares e olhares, e que minha capacidade de memória para essas coisas de aparente desimportância é muito elevada.
Claro: sertanejo, rodeio, sair à noite, à tarde, cerveja já estão incluso no pacote desde o início, porque homem que pára de sair é um porre.

E tô começando a acreditar que o fator altura seja de fato relevante também.

12 de fevereiro de 2010

it has just gone

"... que dentro do meu peito estava um coração que amava e que por você sorria..."¹
Era pouco mais que duas da manhã. As luzes da cidade ainda iluminavam o asfalto e alguns carros não se faziam raros na avenida. E ela estava ali, debaixo do letreiro, olhando-o todo fulgurante pelos onipotentes holofotes mirados nele, analisando letra por letra.
"...sabia que mesmo me deixando eu iria ficar te esperando todo dia..."¹
A música vinha de dentro do carro, estacionado de mal jeito sobre a calçada, e esquecido ligado e com o rádio ligado. Mas ela apenas ouvia algumas estrofes, só sentia o peito cumprimir ainda mais ao se identificar, e seus olhos corriam letra por letra do letreiro, letra por letra daquele sobrenome que tanto lhe tirou noites importantes de sono. A lágrima nasceu e não escorreu. Ela enxugou sua fraqueza antes.
A cabeça erguida, a dor no pescoço, e alguma coisa revirando lá dentro. Fechou os olhos e fingiu que chovia e que era molhada, que a alma estava a ser lavada e as lembranças escorriam, então, pelo corpo, indo embora pelo esgoto.
"...até que você foi embora e deixou de vez o meu caminho".¹

¹Victor&Léo, Você Sabia.

10 de fevereiro de 2010

Não use o plural

Que a minha vida anda um pé no saco não é novidade para ninguém. Essa tarde, quase imersa nos braços de Morpheu, eu comecei a pensar no meu anjo da guarda e tive pena dele, por não ter nenhuma aventura comigo. Minha vontade é de dar uma injeção de adrenalina nele (e em mim) e ver o que acontece...
Mas o fato mesmo é que hoje à tarde minha mãe e eu, como sempre, discutimos sobr fé e as atitudes de Deus - ou de seus fiéis. Ela disse que na promessa você cumpre para depois ver se você ecebe - na minha interpretação metafórica: trabalho árduo sem garantia de remuneração no fim do mês. Claro que recebi aquele sermão básico de todo dia sobre as capacidades da fé e crença infinita em Deus.
Eu me divirto nessas situações, porque não fico presa às minhas opiniões, mas na semântica de minha mãe ;D
Enfim, o ponto é que ela me disse que pede todo dia por saúde para todo mundo. Aí minha boca caiu. Disse que a gente deeria fazer uma reunião familiar e ver o que cada queria, porque eu não quero saúde nesse ponto da vida. Ela ficou brava, disse que não sabia do que eu tava falando e que a gente só entende as coisas depois que passa (minha mãe passou por 3 suspeitas de câncer - e não foram nada).
Olha, ao meu ver, aos 19 anos, do jeito que as coisas estão, nem de cirrose eu morro mais. E nem de ataque cardio-pulmonar e nem de bala perdida. Então, eu acho sim que, se ela quer fazer algo por mim nesse ramo espiritual que seja pedir por êxito profissional e o números da mega-sena, porque, se mamãe diz que não precisa disso, oi!, eu vou precisar sim, porque, ao contrário do primogênito dela, eu faço filosofia, odeio isso, não vou exercer isso, e se for, será dando aula e jamais, em hipótese alguma!, ganharei 4.000 em primeiro (ou segundo, terceiro, quarto... n)emprego.
Aliás, todo mundo já sabe das minhas frustrações com o curso, faculdade e satisfação. Já faz algumas boas noites em que eu sonho que sou umas das organizadores de um grande evento (leia-se aqui Barretos Rodeo 2010)...
Acho que no fim é isso. E eu acho que, pelas coisas que já me aconteceram em relação ao Rodrigo, eu deveria sim estar sentindo a falta dele... mas não estou :/ Droga.

7 de fevereiro de 2010

Eu vivo pelas ruas a esmo

Sam, se você vir a este post, creio que você compreenderá o porque da demora em responder ao e-mail.



Sabe quando você entra naquele momento da vida em que tudo o que você tanto gosta, ama e idolatra começa a te enjoar? A entrar em um marasmo que seu ânimo refuta?
É o que sinto no momento. Sinto uma necessidade estranha e impulsiva de sair de casa, de pegar minhas coisas e ir para longe, ficar uns bons meses desaparecida, desconectada com as pessoas que tanto gosto.
Machuca os pensamentos tudo isso... saber que você vai acordar e nada mudará. Não digo só pelo fato de eu estar praticamente na inércia de férias e não ter muita coisa para fazer, pois sei que daqui três semanas a faculdade e a filosofia irão me martirizar também. E, sinceramente, não sei se ao morar sozinha as coisas ficarão mais fáceis para mim, ou me ajudarão em algum ponto do meu crescimento.
A minha vida universitária não é segredo para ninguém. É uma merda. Já estou no segundo ano e terei de mudar alguns aspectos. Preciso de amadurecimento para encarar esse curso - e de uma ajuda divina para aprender a escrever algo decente em meus trabalhos.
O que me anima muito nesse 2010 - que começou erroneamente, aliás - é o fato de haver muitas festas sertanejas para ir e muitos rodeios para comparecer. Nisso, verdade, só poderia agradecer a uma pessoa por ter colocado esse gosto em mim (por isso acredito que gosto se discute, apesar de eu não saber ainda como fazê-lo corretamente). Hoje fui ao ensaio de bateria de uma escola de Samba aqui de Rio Claro e, mesmo tendo me empolgado um pouquinho no final, descobri que apenas o sertanejo é capaz de fazer sertir-me bem - realmente bem. Sei que muitos me crucificam por este gosto, mas o que posso fazer? Dentre as tantas coisas que me aconteceram nesses últimos 17 meses, essa aquisição - por assim dizer - foi a única que me completou fatalmente.
Não posso deixar de dizer também, óbvio, que vi ao Caio nesse fim-de-semana por duas vezes, e o que me indagou mais - além da suspeita dele ter dito algo para os meninos sobre Rodrigo e eu - é a indagação interna sobre o que eu sinto em relação a esta pessoa?. Não é euforia, não é paixão, ciúme ou ódio/raiva. Então o que é, meu Deus?! Não, não guardo esperanças por ele, de forma alguma. Como o dito no post anterior, fiz escolhas erradas e elas me afastaram para sempre dele.
E eu tô começando a acreditar que há algo de muito errado comigo, uma vez que afastei o Vinícius de mim também. Sim. Só não compreendi se eu dei um fora nele, ou ele não fala comigo mais pelo fato de eu tê-lo ignorado. O que se passou foi que ficamos um mês afastado um do outro e quebras de rotinas, apesar de benvindas (?), não fazem parte de minhas preferências do campo amoroso - ou carnal. Ao meu ver, estou começando a acreditar piamente em um possível medo de relação e de perda.
Em palavras mais simples, o famoso "oito ou oitenta".
A verdade é que sempre em que me imagino em algum relacionamento, vejo discussões, ciúmes, brigas, gritarias e mágoas. Não consigo idealizar algo romântico, lindo e rebuscadamente perfeito. Nada disso.
Acho que o se passa na minha cabeça é: "se é para perder, então vamos perder de um jeito digno de render alguma crônica", porque ninguém que acompanhe esse blog pode alegar que o Caio não me rendeu muitos frutos furtivos de escrita. Se eu escrevesse todo enredo e todas as frases que elaborei/elaboro quando penso nele, largaria a faculdade e escrevia essas histórias por anos a fio. Retomando... ao terminar algo assim, ou sendo grossa e estúpida no final, eu consigo o que já intitulei de rompimento brusco. No dia seguinte já não teria mais o por quê de ligar ou de me importar com tal pessoa ou circunstância; só que tentar obter um perdão ou reatar as coisas mais tardes são impossíveis caso algum arrependimento venha a encasular a consciência.
Minha mãe gosta de chamar a tudo isso como ir como ferro e ferradura.
Isso tudo não explica o por quê de eu achar que tenho medo de relacionamentos.
A ideia de ser livre para poder decidir meus programas e convidar a quem eu quiser pesa muito do lado da balança oposto àquele em que está o relacionamento. E eu nem dou satisfações aos meus pais direito, quem dera a alguém que nem estava lá no momento em que mamãe, gentilmente, me pariu?! E, conhecendo a mim bem, sei que, ao me envolver com alguém, dores, mágoas e - principalmente! - ciúme surgirão. Dor e mágoa, eu aguento, mas ciúme não. Meu estado de insegurança me acarrenta e eu não gosto de ser insegura. Não gosto de estar desestabilizada - e a mísera noção de que "a mim eu me basto" tem falha, já me causa desconforto e muito, mas muito mau humor. Por isso que acho (sim, acho!) que, quando me envolvo com alguém, incoscientemente idealizo o fim para haver o rompimento brusco e eu voltar ao meu equilíbrio.
Só que assim eu machuco àquele que está próximo de mim, e a mim. E só Deus sabe quando é que essas feridas vão sarar completamente - e nem estou me referindo ao outro!
O medo de perda pode ser muito bem compreendido ao ler termos como ciúme e insegurança.
E o marasmo das férias é complicado exatamente pelo motivo de você não conseguir ocupar sua mente com muitas coisas, possibilitando, desta maneira, pensamentos bobos como esses e assuntos sem grande importância como esses.
E o que me dói ainda mais é notar a improdutividade dessas férias. 1 livro lido apenas, nenhum texto escrito, nenhuma história começada. Nenhum plot definido, pensado ou esquematizado.
Então acho que é isso, no fim.

29 de janeiro de 2010

239 minutos de Claro para Claro. Como é que eu faço? Quem é Claro eu não posso mais ligar...
Sim, eu acho que Deus errou feio comigo. Era para eu ter sido de outro jeito, sabe? De outra maneira. Um quadril 40, no máximo. Busto de fato 42. Sem a porcaria desta tendência à engordar, sem esta porcaria de perna grossa que não me deixa pôr um único vestido sem aparentar vulgar.
Deus teria de me fazer uma pessoa bonita, com inteligência verdadeira, digna para ser a menina dele.

25 de janeiro de 2010

se fosse

A gente estava brigando. Como sempre. Nunca conseguimos passar um único final de semana sem brigar, discutir ou magoar um ao outro. Nunca conseguimos apenas sorrir e ficarmos felizes pela companhia um do outro... Na verdade, comigo sempre foi assim. As brigas eram sempre pelos mesmos motivos; a ausência dele, as minhas saídas noturnas, as negações dele, os pensamentos complicados meus, os olhares de soslaio dele para outras, meu desinteresse para com seus assuntos.
O assunto era sempre o mesmo. Ele e eu.
E naquela noite jamais seria diferente. Ele me acompanhou até o meu carro bufando de impaciência, e eu batendo meus saltos com força contra o asfalto - à frente dele. Sabia que continuaríamos a discutir assim que eu parasse para procurar a chave dentro da bolsa. Ele estava bravo por eu não ter contado onde estaria, e eu, brava por ele ter me ignorado. Nem ao menos um oi!, pensava enquanto adiantava o processo da busca da chave.
Você sempre faz isso!, ele por fim me disse quando me deparei com o carro. Você sempre sai andando com pressa na minha frente para evitar o que você sabe que vai perder.
Talvez fosse verdade. Talvez eu sempre perdesse em nossas discussões, mas sabia que a culpa não era minha, mas dele, por não compreender exatamente o que eu dizia.
Que tal a gente não brigar hoje? Você sai com as suas amigas, se diverte, eu me divirto com os meus amigos e amanhã a gente fica junto, sem brigas? Ele aproximou de mim e começou a fazer carinho em meu rosto. Eu gostava dele deste jeito, dessa maneira calma e serena que me conquistou no mesmo instante em que conversamos pela primeira vez. Gostava daquelas maneiras cuidadosas e apaziguadoras dele, gostava daqueles olhos castanhos de mesmo tom que os meus, gostava daquele sorriso largo. Gostava dele. Muito.
Por que brigar nesta noite em que estrelas brilham tanto para nós?! Ele já estava bem diante de mim, respirando a minha aspiração, podendo até sentir o nó em minha garganta pelas palavras que sairiam sem pretensão,...
Elas não brilham.
Elas queimam até morrer.
... sentindo a minha dor em não aguentar gostar tanto dele e não poder mais lidar com isso.
uma andorinha sozinha não faz um verão

24 de janeiro de 2010

at that night

Não é que eu seja uma pessoa difícil de se lidar, e sim os outros que fazem uma péssima interpretação de mim. E não péssima de a Bruna é uma pessoa ruim; não. Péssima de péssima interpretação, não consegue ver nada além daquilo que esteja ali, e, às vezes, não consegue obter nada nem mesmo daquilo que está diante de seus olhos.
É verdade, eu sou um bicho arisco, uma gata de rua, se alguém me fizer uma pergunta e eu tiver a chance de ser irônica e, ou, cínica, tenha certeza, serei. Carência e saudade são conceitos fracos para mim; erros não existem e a capacidade de ignorar é a minha melhor arma.

Não é que eu seja alguém difícil de se lidar. É apenas que os outros não compreendem como as coisas procedem. Se ligo uma vez por semana, se insisto numa noite e mando mensagens, não é que eu de fato necessite ou esteja afim. É apenas que eu gosto de doar a minha atenção e ser mimosa com alguém que eu goste. E é difícil encontrar pessoas com quem eu me importe de verdade.

E se eu acredito no amor apesar de todos os meus receios? Sim, acredito, principalmente quando me deparo com casais como esses dois.

23 de janeiro de 2010

Last Storm - please, God, the last one.

Hey,

Na última vez você me perguntou se podia me acompanhar. Permiti que você o fizesse, mas, confesso, ocultei a parte mais importante desse ato. Esqueci - voluntariamente, óbvio - de mencionar que você poderia sim me acompanhar, apenas não poderia me pedir para dar-lhe atenção durante o trajeto.
Estou caminhando por minha conta agora, com as minhas pernas, minha responsabilidade. Preciso aprender a lidar comigo mesma e, desculpe, mas não, não posso dividir minha atenção com outras coisas. Outras pessoas. Eu preciso entender que sempre haverá uma escolha errada antes de acertar - e estou errando muito ultimamente, estou decidindo pelas providências erradas, optando pelas escolhas errôneas.
Porém, não pense que ao acatar a decisão de aceitar sua companhia ao meu lado implica diretamente uma escolha. Não. Apenas numa aceitação - a de que alguém acompanhe tal processo. O seu vacilo nisso tudo é que você não me perguntou em nenhum instante quais seriam as consequências - e ainda bem, porque eu também desconheço, mas este não é um vacilo meu; faz parte do meu processo de aprendizagem.

15 de janeiro de 2010

a week far away from here

Galera,

estou a viajar de novo para o litoral, porém desta vez com a cômica família materna que possuo.
Não consegui ir à Saidera, comemoração de 1 ano da festa, e nem para sair com as meninas hoje. Meu pai, um ser jamais tão inspirado para viajar à praia, acordou com um ânimo que em 19 anos nunca presenciei e decidiu por ir hoje. Exatamente, hoje, sexta-feira, 15 de janeiro de 2010.

Beijos, gente.

14 de janeiro de 2010

Acho que, no fim, o ciúme não é um resultado de uma relação de posse, mas de perda.
eu estava aqui pensando... talvez não haja nada melhor que primos.

11 de janeiro de 2010

near or far away

Deixa-me cuidar de você de vez em quando, para protegê-lo dos seus medos e inebriá-lo com os meus encantos. Deixe-me abraçá-lo e mostrar que posso aquecê-lo e não deixar que nada o resfrie.
Eu cuido de você, só de vez em quando, porque eu não consigo fazer isso por todos os dias. E só de vez em quando não deixarei nem que o ciúme e nem a solidão cheguem a você...
Eu cuido de você.
E, assim, pelo menos uma vez, você estará protegido por mim.
Eu cuido de você se me disser que quer a mim em sua cama, abraçada a você e sussurrando o quão especial me foi. E virá a ser.
Eu dou-lhe beijos sem amor, sem sentimento; deixo-o a vontade para gritar ao relento que não é a mim quem você sempre sonhou.
Mas, de vez em quando, serei a única que o amou.
Um dia, meu querido, nos encontraremos e então meu amor será verdadeiramente profundo – ou menos superficial. E nesse dia eu vou poder assumir a você como aquele quem sempre quis na minha vida – quem sabe, então, poderei pedir para que seja apenas meu.
Assim, eu serei somente sua.
Mas, por agora, apenas, pesso: deixe-me cuidar de você, nem que seja de vez em quando.

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encontrei perdido no meu pc. por mais que eu saiba para quem eu escrevi, não usarei a tag.

Aí, sim...


10 de janeiro de 2010

trailer

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é imaginar diálogos. E de filmes. Só algumas partes. E foi isso o que veio a minha cabeça quando vi ao trailer de Sherlock Holmes:



- O que eu quero é alguém que me traga esses filhos-da-puta mortos ou vivos. Não me importo com o estado, na verdade.
- Então você quer meio que um detetive particular?
- Não. – Respira. – Um assassino de aluguel.
- Era exatamente isso o que queria ouvir.

- Existe essa pessoa que é muito requisitada. A cada época, ela atende em um telefone. Ultimamente tem sido esse daqui, não sei ainda se é, mas vale a pena tentar.
- E onde você conheceu essa pessoa?
- Foi ela quem me deu a vingança do assassinato de meu pai.

A pessoa é ela, uma mulher, uma adolescente, uma rapariga. Uns vinte ou vinte dois anos, estatura média, cabelos cacheados e rosto marcante. Como poderia ela ser um assassino de aluguel com essas características?
- E quem são os caras? – Ela pergunta. Calças jeans, blusa xadrez. Cintura marcada por um sinto grosso.
- São esses.
- Oh!, você possui fotos deles.
- Sim, algum problema?
- Para mim? Não. Para você? Todos. A mim, isso só torna as coisas mais divertidas. A você, mais desesperadoras. E isso é interessante.
- Por que mais desesperadoras?
- Porque – e isso é bom você gravar – se você sabe quem eles são, tenha certeza de que eles sabem o triplo sobre você.
- Mas isso impede de você ir atrás deles?
- Atrás deles? E onde estariam os meus modos?
- Você não vai pegá-los para mim?!
- Claro que vou. Mas eu sou mais do tipo anfitriã... eu os convido para almoçarem em casa, se é que você me entende. – Ela sorri. – E, não, nada me impede de levá-los até você; até mesmo porque a condição é vivos ou mortos para eles, e nada diz respeito a você.
Sim, ela pode ser um assassino de aluguel com essas características.

9 de janeiro de 2010

and I blame it on Cuervo

E 2010 começa em grande estilo.

Já na virada, quase morri afogada ao tentar pular a 7ª onda de 40cm de altura, um bêbado levou o meu copinho plástico com a minha champagne e, ao filmar os fogos a praia, cai no buraco de Imanjá - com 7 velas acesas!!! Não contente, choveu na sexta o dia inteiro, a televisão da microkitnet explodiu, a comida acabou, não podíamos sair de casa porque não há vagas por "ap", a pizza encomendada foi parar no ap errado e o carro aquaplanou no caminho de volta.

Satisfez a mim? Não, claro que não. Por que não então tomar um porre felomenal de tequila, ter blackout, beijar a ele? Discutir com a prima que você ama absurdamente? E terminar a noite de alguma maneira que você não lembra?

Sim, aí satisfaz.

Consciência pesada, moral jogada no lixo e fatos que nunca mais irão se desfazer.




Numa expressão: tô fodida ¬¬

8 de janeiro de 2010

what happened to you?
and now you care.
not actually, i´m just trying to keep a conversation ;D

6 de janeiro de 2010

jogo sujo e fujo

E quando eu fecho os olhos à noite, para dormir, você me ressurge nos sonhos e eu fico a me perguntar por quê e nenhuma resposta vem a mim. E você surge, ressurge e nasce em mim e nunca vai embora. Deixe-me um pouco sozinha, por favor, preciso lembrar-me de como era a minha rotina antes de você. Só que eu sinto como se isso não fosse mais passível de se acontecer porque, sim, e temo, essa é a única de mim que poderia ter sobrevivido depois de você.

4 de janeiro de 2010

Bruna Vollet, 25 de setembro de 1990.

Horóscopo Chinês: Cavalo.


Você é muito comunicativa e descontraída, por isso, tem facilidade de conhecer pessoas. É um pouco teimosa e segue sempre sua intuição. Gosta de curtir a noite e de badalar com os amigos. É muito curiosa. Para você a cultura é importante, está sempre atrás de novidades. Adora viajar, conhecer novos lugares e fazer muitos amigos. Você não gosta de se sentir presa; busca a liberdade acima de tudo. É muito reservada e dificilmente demonstra o que está sentindo. Seu maior desejo é encontrar uma pessoa inteligente e culta que acompanhe sua sede de sabedoria. Você é uma pessoa muito discreta, não gosta de expor suas impressões e opiniões, prefere guardá-las só para si.

3 de janeiro de 2010

I am not that good at all

close your eyes, sometimes, this helps.

Eu não sei o que aconteceu ontem à noite, juro. Talvez tenha sido o fato de eu tê-lo visto, e do outro não ter atendido ou, quando fez, perguntado quem era. Ou o fato de todo mundo estar contente no curso e na faculdade, dizendo que quando saí aqui procura pelo pessoal da faculdade nos lugares... Mas eu só sei que não consegui me diverti com as minhas próprias amigas. Cheguei de viagem sedenta por companhias e, no instante em que consegui as delas e não obtive a dele, eu me senti insatisfeita. Senti-me segundo plano, imaginando se elas notavam aquilo e se estava tudo de acordo com os vereditos.

Aí eu cheguei em casa e quis errar de quarto e me enfiar debaixo de outras cobertas. (Eu deveria ter usufruído deste direito quando era pequena). E ontem eu me senti uma órfã, porque não tenho nem ideia de qual palavra usar para quando a gente sente que perde o irmão.

"Saudade de você... pelo menos antes você preocupado e
cuidava de mim
"