Tudo o que ele pensava era "é possível?!", como se aquela notícia fosse absurda demais para ser real. A descoberta foi casual, o comentário foi casual, tudo ali era casual. Nada, absolutamente nada no antes o preparou para aquilo. Fazia tão pouco tempo que tinham terminado, tão pouco tempo que não se falavam... e ela, no antes, quando junto dele, sempre dizia sobre largar a faculdade, procurar um emprego e guardar algum dinheiro; ter seu próprio canto, próprio carro, próprias situações.
O desejo dela nunca foi estar formada, ter um diploma e se lançar na vida. O desejo dela sempre foi se lançar na vida, se desse tempo teria um diploma, estaria formada - mas, antes, primeiro de qualquer coisa, ela se lançaria na vida e descobriria, sozinha, se podia se suportar. E tudo o que se passava na cabeça dele no agora era se aquilo tudo era possível - não as vontades dela, mas aquilo.
Quando estavam bem, ela estragava tudo. Fosse por um discussão sem fundo, por uma tpm mais aguda. Sempre o era. Ela queria palavras, ela dizia, "eu quero que você me molde ao seu jeito, porque eu não sei se esse jeito é o que eu quero manter!", e aí brigava, com um tom de voz ponderado, e ela chamava aquelas brigas de monólogos, porque só ela dizia. Ele às vezes concordava, pronunciava algums sons e não resolvia nada. Fora ela quem pediu para que ele a mandasse embora, "eu já previa isso, porque é sempre o que acontece. Se você não for embora, eu vou" e ele pediu para que não se vissem mais. E ela não o viu mais.
"Sinceramente," pensou ele quando percebeu o quão forte ela era, "não achei que ela fosse fazer isso", mas ela o fez. E o fez bem.
E ali, naquela casual reunião de amigos, com cerveja, mesa de truco e uma churrasqueira, uma pessoa em comum aos dois passou a informação. Seu irmão. Amigo dele também. Na verdade fora dito numa roda, em que estavam ele, o irmão, a namorada dele, dois amigos e uma antiga paixão dela. Quem perguntou sobre ela foi essa antiga paixão, seu melhor amigo - o mesmo que passara três anos sem nem ao menos olhar na cara dela.
O irmão respondeu a pergunta animado, mostrando um certo orgulho e uma certa surpresa. "Ela conseguiu uma bolsa de estudos em Oxford".
Londres. Inglaterra. Reino Unido. Europa. Out of Brazil.
Um diploma. Estudos. Carreira acadêmica.
Não poderia ser. Completamente impossível.
Alguns anos fora, alguns anos ausente, alguns anos. Alguns bons anos.
"Quando você ia me contar isso?!". Não queria, mais foi impulsionado a. Ligou para ela. Afastou-se dos amigos e ligou para ela. E ela atendeu. Com o mesmo oi sorridente, não importando se era um desconhecido do outro lado da linha. Ela o atendeu e confirmou, disse que estava partindo para o começo do ano letivo. "Mas quando você ia mencionar isso para mim?! que eu te veria uma vez por ano?!".
A resposta não bem a esperada.
"Eu sempre soube que eu não precisaria te contar".
Ela sempre soube que não ficariam juntos. Seu amigo sempre soube que ela não ficaria com ele. "Depois de um tempo", o amigo disse, "você acaba entendendo que ela é tão coerente que ninguém consegue quebrar isso. Ela precisa ser sozinha, porque aí ela não precisa explicar nada para ninguém".
Ela de fato foi embora.
3 de agosto de 2010
de ventos em tempos e
"Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem."
( caio fernando abreu )
Tão grande, tão forte, tão calado. Quase lacônico - em seus sentimentos. Ele não se pronuncia, não revela, não dá dicas; ele esconde tudo e espera que entendam as regras e os gostos.
Ele é um dragão.
Tão potente, tão observador, tão tácito.
E ela é uma flor.
Tão pequena, tão frágil, tão fácil. De fácil carinho, de fácil sorriso, de fácil felicidade. Basta um dragão perto dela e ela se pronuncia sobre os ventos, as nuvens, o calor e as escamas dele que machucam.
Ela é uma flor.
Tão linda, tão feliz, tão estagnada. Quase uma metáfora. Quase uma poesia - em seus sentimentos, em suas tentativas de agir com coerência. E ela espera o dragão, e ela espera estar perto de suas escamas, de sua quietude, de seus laconismos sentimetais.
Ela é uma flor, e flores falam o que sentem, o que pensam, o que não gostam de imaginar.
1 de agosto de 2010
what am I supposed to be?
O espelho aparenta dar uma continuidade inexistente para o quarto, como um corredor a mais. Não para uma outra realidade, mas para a mesma, apenas uma extensão que não existe do quarto. É uma ilusão. Eu sei que não existe e que seria idiotice tentar adentar a esse corredor (eu me daria muito mal, uma vez que quebraria o espelho e me machucaria toda).
E é uma metáfora.
É hora de mudar, estou pensando, Hora de reaver os atos. O ciúme. A insegurança. As desculpas. Tanta mágoa e tantas coisas não mencionadas que pesaram. E puxaram-me para baixo. Ele disse para nos afastarmos, disse que não confia em mim, que não acredita em mim quando digo que desconheço as afeições faciais da outra. Disse que a provoquei.
Ele disse tudo o que mostrava que ele não chegou a me conhecer.
É hora de mudar. Hora de me reconstruir. Encontrar o eixo, reestabelecer medidas. É hora de abandonar os maus hábitos.
E é uma metáfora.
É hora de mudar, estou pensando, Hora de reaver os atos. O ciúme. A insegurança. As desculpas. Tanta mágoa e tantas coisas não mencionadas que pesaram. E puxaram-me para baixo. Ele disse para nos afastarmos, disse que não confia em mim, que não acredita em mim quando digo que desconheço as afeições faciais da outra. Disse que a provoquei.
Ele disse tudo o que mostrava que ele não chegou a me conhecer.
É hora de mudar. Hora de me reconstruir. Encontrar o eixo, reestabelecer medidas. É hora de abandonar os maus hábitos.
31 de julho de 2010
I thought you would be my Paradise, but I always turn you on my particular hell.
"Perdi aquela necessidade juvenil de me apaixonar toda semana"
(Caio Fernando Abreu)
Eu também sei. Perdi também essa necessidade juvenil de me apaixonar toda semana por uma pessoa - a perdi no exato momento em que você me conquistou. Sou assim, às vezes, me entrego rápido demais sem conseguir apreciar o momento exato da conquista. Mas me entrego. Já o foi antes e doeu muito - e o é agora e nem me machuca; só o é quando eu sei que faço as besteiras.
Apaixono-me por você toda semana, e, incrivelmente, no meio dela, possuo o dom de te odiar profundamente e de me sentir uma tola por ser assim, apaixonando-me por você. No meio dela, possuo o dom de deixar os olhos inchados de tanto chorar só porque eu disse exatamente o que quis - mas isso implica discutir com você. Não. Não implica. Você nunca discute. Implica apenas você se afastar de mim e não me dirigir uma única palavra - nem mesmo aquelas que eu não quero ter.
E isso sim machuca.
Mas me apaixono por você, e choro, e adoro, protejo, arrependendo, cuido.
Perdi também essa necessidade juvenil, de precisar de muitos quando só há um.
(Caio Fernando Abreu)
Eu também sei. Perdi também essa necessidade juvenil de me apaixonar toda semana por uma pessoa - a perdi no exato momento em que você me conquistou. Sou assim, às vezes, me entrego rápido demais sem conseguir apreciar o momento exato da conquista. Mas me entrego. Já o foi antes e doeu muito - e o é agora e nem me machuca; só o é quando eu sei que faço as besteiras.
Apaixono-me por você toda semana, e, incrivelmente, no meio dela, possuo o dom de te odiar profundamente e de me sentir uma tola por ser assim, apaixonando-me por você. No meio dela, possuo o dom de deixar os olhos inchados de tanto chorar só porque eu disse exatamente o que quis - mas isso implica discutir com você. Não. Não implica. Você nunca discute. Implica apenas você se afastar de mim e não me dirigir uma única palavra - nem mesmo aquelas que eu não quero ter.
E isso sim machuca.
Mas me apaixono por você, e choro, e adoro, protejo, arrependendo, cuido.
Perdi também essa necessidade juvenil, de precisar de muitos quando só há um.
24 de julho de 2010
think about me and we both we´ll get together tonight
A minha maquiagem está ainda no meu travesseiro. É sempre assim. Saio, me divirto, me animo. Bebo alguma coisa ou outra e fico na minha, sem me importar com quem mexe comigo. Chego em casa, exausta, querendo apenas tirar a maquiagem e a roupa e dormir. Mas não dá tempo. Sem você, como eu posso chegar em casa e sorrir? Ainda mais depois de tudo o que eu te disse?!
Choro em desespero mesmo, por notar o quanto você me faz falta, o quanto gosto de você e quão irracional fui. Choro e peço insistentemente a Deus para que Ele me dê meios de consertar e de te conquistar completamente - da mesma maneira que eu percebo que você faz comigo.
E quando sinto que não há mais forças ou choros, durmo.
E acordo com você.
Choro em desespero mesmo, por notar o quanto você me faz falta, o quanto gosto de você e quão irracional fui. Choro e peço insistentemente a Deus para que Ele me dê meios de consertar e de te conquistar completamente - da mesma maneira que eu percebo que você faz comigo.
E quando sinto que não há mais forças ou choros, durmo.
E acordo com você.
22 de julho de 2010
i´m a little confused here. please, seetheart, help me here.
Desculpe por ontem. Não quis ser rude e fazer ceninha. Sei que tpm não é desculpa, mas eu sei como ela aflora tudo. Vou me comportar, prometo. Não quero te afastar por motivos tontos.Quanto a ela, não vou mais me importar (ok, vou, mas não vou mais dizer), se você me disser que não quer que eu demonstre nem uma pontinha de ciúme, tudo bem, mas me diga isso, por favor - não espere que eu preveja.Conversei bastante com as minhas amigas ontem à noite - elas vieram aqui em casa - e elas me disseram que eu devo demonstrar meu carinho por você de outra maneira, e não por textos ou mensagens (até mesmo porque eu bem sei que pessoalmente sou um pouco fria). Então, não vou mais forçar a barra contigo, nem esperar que você me diga que quer me ver, sente a minha falta ou que me chame de bonitona. Se você não quiser, eu não posso forçar... porque, daí, não vai ser verdadeiro, né?!!
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A verdade verdadeira é que eu queria que você se levantasse bravo, batesse com as duas mãos na mesa, inclinasse a cabeça em minha direção e me olhasse com ódio. E gritasse! Sim, gritasse que sou uma louca ciumenta e que você gosta sim de mim, só não sabe dizer isso.
A verdade verdadeira é que eu queria que você me segurasse firme pelos braços e falasse bravo que estou louca, que elas são suas amigas assim como você tem de aturar os meus amigos quando saímos à noite.
Eu só queria ouvir uma vez que fosse...
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A verdade verdadeira é que eu queria que você se levantasse bravo, batesse com as duas mãos na mesa, inclinasse a cabeça em minha direção e me olhasse com ódio. E gritasse! Sim, gritasse que sou uma louca ciumenta e que você gosta sim de mim, só não sabe dizer isso.
A verdade verdadeira é que eu queria que você me segurasse firme pelos braços e falasse bravo que estou louca, que elas são suas amigas assim como você tem de aturar os meus amigos quando saímos à noite.
Eu só queria ouvir uma vez que fosse...
20 de julho de 2010
Estou meio sem sentimento, meio sem vontade. Tenho preocupações e não pressão. Jogue limpo comigo, por favor. A certeza de que você é está se esvaindo a cada não nada que você me dá. Não estou pressionando, não estou movida pelo ciúme. A preocupação. O que aconteceu aconteceu, não posso mudar o fato. Você tomou aquela decisão sozinho e me perguntou depois. Isso me fez pensar. Fez-me pensar em que está tudo errado, em que conquistamos os limites errados primeiro. Estou preocupada, meio com medo de que nada disso será algo de fato verdadeiro.
I need words. I need to explain everything. I have to do these things, I have to give you all I have inside of me. I´m not push you.
I need words. I need to explain everything. I have to do these things, I have to give you all I have inside of me. I´m not push you.
19 de julho de 2010
I can´t hold something that is not even real!
A música melancólica em nada ajuda. Sim, ela acha o silêncio uma música melancólica - ele deixa a sala pequena grande, o vazio cheio de pensamentos e os seus próprios muito claros. Todas as perguntas e questionamentos se organizam. Ela sabe o que aperta o peito.
Dizem-lhe, sucessivas e consecutivas vezes, que ela tem tudo e não há do que reclamar. Ela concorda, sempre, porque quem lhe fala olha para seu pai e sua mãe, e ela também acha que o que eles deram para ela, seja em virtudes, ensinamentos, educação ou materiais, não deve ser nunca reclamado, mas agradecido - e ela o faz sempre. Mas seus pensamentos se organizam quanto a si própria, e tudo o que enxerga são fracassos, desistências, medos, inseguranças e escolhas erradas.
Aos 20 ainda não descobriu para o que nasceu. Todos os seus interesses são dignos de bons passatempos, atividades a preencherem o tempo livre, que lhe deveriam tirar o estresse do dia-a-dia - e não algo que possa ser sua profissão, seu ganha pão. Tinha tanta certeza daquilo por três anos anteriores à faculdade, mas, agora, soava tão errôneo, tão não seu. Ela enxergava: sem capacidade para aquilo. Sem determinação para fazê-lo sua carreira ou ter o mínimo de decência. E os investimentos?! Tanto dinheiro para desistir...
Claro que há o orgulho, o conhecimento das apostas alheias, a decepção geral que tudo vai causar. Sua mãe fala em Deus, e ela se pergunta o que Ele está fazendo?! Há coisas mais importantes, mas a onipotência é para garantir atenção igualitária a todos.
Dois anos passados e nada.
Dizem-lhe, sucessivas e consecutivas vezes, que ela tem tudo e não há do que reclamar. Ela concorda, sempre, porque quem lhe fala olha para seu pai e sua mãe, e ela também acha que o que eles deram para ela, seja em virtudes, ensinamentos, educação ou materiais, não deve ser nunca reclamado, mas agradecido - e ela o faz sempre. Mas seus pensamentos se organizam quanto a si própria, e tudo o que enxerga são fracassos, desistências, medos, inseguranças e escolhas erradas.
Aos 20 ainda não descobriu para o que nasceu. Todos os seus interesses são dignos de bons passatempos, atividades a preencherem o tempo livre, que lhe deveriam tirar o estresse do dia-a-dia - e não algo que possa ser sua profissão, seu ganha pão. Tinha tanta certeza daquilo por três anos anteriores à faculdade, mas, agora, soava tão errôneo, tão não seu. Ela enxergava: sem capacidade para aquilo. Sem determinação para fazê-lo sua carreira ou ter o mínimo de decência. E os investimentos?! Tanto dinheiro para desistir...
Claro que há o orgulho, o conhecimento das apostas alheias, a decepção geral que tudo vai causar. Sua mãe fala em Deus, e ela se pergunta o que Ele está fazendo?! Há coisas mais importantes, mas a onipotência é para garantir atenção igualitária a todos.
Dois anos passados e nada.
what are you up to?

A menina de olhos grandes me encara. E encara também aquele cara sentado do outro lado do parque. Praça. Não sei ao certo. É um lugar repleto de passarelas e árvores antigas, altas, de troncos largos. Eu olho e apenas consigo pensar quantos xilemas e floemas elas devem ter, pois elas são largas e altas. Muitos nutrientes, penso eu. Muita luta pela sobrevivência. O moço está parado entre elas e ele nem nota tudo isso; o quão difícil deve ser para aquelas árvores conseguirem se manter tão perto no mesmo espaço.
Elas estão confinadas a ficarem ali, afinal, foram plantadas nesse parque. Praça. Não entendo o por que desse moço não se levantar e não ir embora. Todos levantam e vão embora depois de uns quinze minutos. As árvores ou crescem, ou morrem, ou são cortadas - o que é praticamente morrer, um assassinato. Elas são tão imperadoras neste parque que ninguém ousaria um homicídio aqui, afinal, notariam facilmente que alguém fez isso. Ele não se movimenta muito; às vezes troca a posição da perna, muda a folha de jornal em questão, olha um pouco para os lados, mas volta sempre na posição inicial.
Eu notaria se alguma delas sumissem, principalmente Mercedes. Mercedes, acredito eu, deve ser a mais velha de todas. Ela é alta e sua folhas são final e cumpridas, e sempre tem algumas outras coisas penduradas. Seu tronco é todo retorcido e isso, acho eu, são suas rugas. Mercedes é bonita.
Ela está encarando ao homem mais intensamente. Ela segura alguma coisa entre as mãos. Ela aravessa a rua sem movimento, se coloca entre as passarelas, passa por Mercedes e eu estendo as minhas mãos.
A menina estendeu as mãos e o que ele encontrou ali jamais contou. Mas o fez continuar a voltar ao parque. Mercedes cresce a cada dia. E o parque talvez nem seja uma praça.
18 de julho de 2010
15 de julho de 2010
You said hello. Sorry. I couldn´t hear it when I left

As unhas vermelhas descascadas. O esmalte a se soltar e os dentes loucos para roerem as unhas. Assim são os sinais do nervosismo. Os olhos correm rápidos pelas mãos, barra da blusa, pontas dos cabelos. Olhos furtivos, dançantes, desesperados. Sim, ela vai embora.
Apenas uma palavra a faria desistir de tal atitude. Mude. Ninguém a diz. Não que ela espera ouvi-la; ninguém nunca soube disso. Ninguém nunca percebeu que ela queria um motivo para mudar, porque ela sempre acaba por partir e deixando a todos como estão. Está.
Ela termina de tirar o esmalte. A unha está fraca. Ela vai roê-la mais tarde. Ela já está partindo - não importa quantos pedidos haja para ficar, não importa qunatos olhares assustados pousem sobre o seu furtivo. Eles nunca dizem o que ela quer ouvir. Ele nunca disseram para ela largar mão daquela mania.
E ela vai embora. Sem esmalte. Sem pena.
14 de julho de 2010
caiu no formspring
São 4:48 da manhã e eu ainda não dormi - não que viesse a ter essa ilusão depois de passar o dia chuvoso inteiro debaixo de edredons e curtindo meu companheiro pijama moletom. Mas parece que tem outra pessoa na insônia que resolveu, através do anonimato (não o julgo por isso), me fazer uma pergunta no meu formspring. A pergunta me divertiu e me fez pensar sobre algumas coisas que quero sim compartilhar aqui no blog. Qual presente que você mais gostou de ganhar? E quais você prefere ganhar?
(E o pior é que essa pergunta nem é do random do formspring). Eu geralmente gosto de todos os presentes; perfumes, brincos, pulseiras, roupas, livros, caixas diferentes e bonitas... gosto de tudo. Mas o que eu mais gosto mesmo são das cartas que alguns escrevem e dão junto com o presente. Adoro essas coisas escritas pelas próprias pessoas, acho que é porque satisfaz o "recíproco", uma vez que eu amo escrever e sempre escrevo cartas para as pessoas. Mas gosto de CARTAS, coisas escritas a mão ou não, mas que sejam longas.Prefiro ganhar livros, seja lá qual tipo de livro for (menos auto-ajuda, negócios, direito, gravidez e essas coisas assim). Livros clássicos, que estão na moda, de filosofia, psicologia e até de turismo. Livros. Apesar de que se um dia ganhar um caderno, muitos lápis de cores, canetinhas e essas coisas de papelaria muito me agradariam também.Pensando melhor, um presente que adoraria ganhar é uma surpresa. Não uma festa surpresa, apenas uma surpresa.
(E o pior é que essa pergunta nem é do random do formspring). Eu geralmente gosto de todos os presentes; perfumes, brincos, pulseiras, roupas, livros, caixas diferentes e bonitas... gosto de tudo. Mas o que eu mais gosto mesmo são das cartas que alguns escrevem e dão junto com o presente. Adoro essas coisas escritas pelas próprias pessoas, acho que é porque satisfaz o "recíproco", uma vez que eu amo escrever e sempre escrevo cartas para as pessoas. Mas gosto de CARTAS, coisas escritas a mão ou não, mas que sejam longas.Prefiro ganhar livros, seja lá qual tipo de livro for (menos auto-ajuda, negócios, direito, gravidez e essas coisas assim). Livros clássicos, que estão na moda, de filosofia, psicologia e até de turismo. Livros. Apesar de que se um dia ganhar um caderno, muitos lápis de cores, canetinhas e essas coisas de papelaria muito me agradariam também.Pensando melhor, um presente que adoraria ganhar é uma surpresa. Não uma festa surpresa, apenas uma surpresa.
Acontece que de fato não há nada que me deixe mais feliz no meu aniversário do que, ao abrir a embalagem do presente, ver aquele papel dobrado fazendo peso lá no fundo. Gosto ainda mais quando é uma carta e não apenas um bilhetinho, com a caligrafia da pessoa e coisas que me fazem sentir que são verdadeiras. Aprecio ainda mais quando estão escritas palavras que eu nem esperava, fatos que eu nunca chegaria a saber ao menos que a pessoa me contasse.
Gosto quando noto que a pessoa que me presenteou perdeu alguns minutos de sua rotina para escrever alguma coisa para mim. E, sim, acredito piamente em que tudo isso tem haver com o fato de eu amar escrever e sempre escrever algo para as pessoas de que gosto. Às vezes eu mesma fujo das minhas intenções e acabo escrevendo bobagens e o bom e velho "parabéns, tudo de ... para você" (né, Sam?!). Mas quando posso, elaboro - como o que fiz ano passado para a minha amiga Mariana, em que, uma semana antes dela completar 18 anos, fui escrevendo uma carta por dia para contar como eram os dias regressivos dos 18 dela na minha vida.
Uma vez fizeram uma festa suspresa para mim e eu quase estraguei tudo. Ainda bem que não, porque foi ótimo chegar do inglês e ver minhas queridíssimas amigas em casa. Mas, ainda assim, eu gostaria de ganhar uma surpresa. Seja um discurso no meio do parabéns, uma carta do meu querido escrita às pressas e entregue de qualquer jeito a mim, um presente inusitado, um mico total, ou uma pessoa que há muito muito tempo não via, uma reaproximação. Qualquer suspresa.
Uma vez fizeram uma festa suspresa para mim e eu quase estraguei tudo. Ainda bem que não, porque foi ótimo chegar do inglês e ver minhas queridíssimas amigas em casa. Mas, ainda assim, eu gostaria de ganhar uma surpresa. Seja um discurso no meio do parabéns, uma carta do meu querido escrita às pressas e entregue de qualquer jeito a mim, um presente inusitado, um mico total, ou uma pessoa que há muito muito tempo não via, uma reaproximação. Qualquer suspresa.
Meu aniversário está chegando. Dois meses e meio. Pretendo fazer um churrasco de novo (sem brincadeiras para com o meu vegetarianismo), convidar praticamente as mesmas pessoas, acrestar umas dez a essa lista, tirar outras dez também, família reunida, frio na barriga, dar atenção a todos e não conseguir fazer isso direito. Mas, sinceramente, a única coisa que consigo pensar é: será que ele e eu ainda estaremos numa boa até lá? (e claro que também penso como é que vou arranjar caixas de som).
Um suspresa.
13 de julho de 2010
i shouldn´t care about it, but i do.
Sabe o que eu mais temo nisso tudo?! O dia em que nos sentirmos confortáveis o suficiente um ao lado do outro para contar sobre os nossos medos. Eu possuo muitos com você. Na verdade, creio que meu maior medo seja você.
Não consigo imaginar o dia em que poderei te contar que vou sim largar meu curso, minha faculdade, essa vida. Em que vou largar sim a filosofia e todas as frustrações que tive com ela. Temo a sua reação ao saber que não tenho nem idéia do que fazer com a minha vida, que não sou esforçada, determinada ou perseverante naquilo que quero. Temo que você também me veja como uma fracassada, que você note que possuo muitas falhas.
Tenho medo de que você se assuste e vá embora.
O dia em que eu segredar que não gosto do meu corpo, que estou em dieta há mais de 8 anos e que há 4 está tudo estagnado. Temo a hora em que eu terei de lhe contar que a faculdade do estado é o meu maior erro nos últimos dois anos; que não possuo amigos por lá, que fico sozinha a semana inteira e que a minha habilidade social é horrível.
O meu maior medo é que você concorde mesmo que sou uma perdedora, uma problemática e não queira alguém como eu por perto. Que você não queira alguém que largou a faculdade e voltou para o cursinho, alguém que não consegue fazer nada por mais de um mês seguido.
O meu maior medo é te ver partir por causa de mim.
Não consigo imaginar o dia em que poderei te contar que vou sim largar meu curso, minha faculdade, essa vida. Em que vou largar sim a filosofia e todas as frustrações que tive com ela. Temo a sua reação ao saber que não tenho nem idéia do que fazer com a minha vida, que não sou esforçada, determinada ou perseverante naquilo que quero. Temo que você também me veja como uma fracassada, que você note que possuo muitas falhas.
Tenho medo de que você se assuste e vá embora.
O dia em que eu segredar que não gosto do meu corpo, que estou em dieta há mais de 8 anos e que há 4 está tudo estagnado. Temo a hora em que eu terei de lhe contar que a faculdade do estado é o meu maior erro nos últimos dois anos; que não possuo amigos por lá, que fico sozinha a semana inteira e que a minha habilidade social é horrível.
O meu maior medo é que você concorde mesmo que sou uma perdedora, uma problemática e não queira alguém como eu por perto. Que você não queira alguém que largou a faculdade e voltou para o cursinho, alguém que não consegue fazer nada por mais de um mês seguido.
O meu maior medo é te ver partir por causa de mim.
12 de julho de 2010
it´s been only you all this time. hold me close, closer, closest.
Enquanto você descansava de olhos fechados, ela ficou ali perto de você, beijando carinhosamente sua boca, rosto, pescoço, orelha. e ela também notou como seus cabelos possuem reflexos castanhos claros, o que foi um pouco decepcionante devido a ela adorar seus cabelos pretos. É, caro, eles não são pretos de verdade. Esses reflexos dizem que de fato você foi loirinho quando criança, mas ela agradece, sinceramente, por eles terem escurecidos.
Assim é melhor, ela pensa.
Os poros da pele, da barba, os cabelos, as sombrancelhas, a boca vermelha. Ah!, meu caro, ela o olha com tanta admiração. Não importa, não importa, não importa. Você é tão lindo. E ela o adora.
Assim é melhor, ela pensa.
Os poros da pele, da barba, os cabelos, as sombrancelhas, a boca vermelha. Ah!, meu caro, ela o olha com tanta admiração. Não importa, não importa, não importa. Você é tão lindo. E ela o adora.
7 de julho de 2010
6 de julho de 2010
all of us
Hey, Meninas.
Minhas melhores amigas, pois dentro de todas não escolho uma como melhor amiga, mas a todas. Porque todas sabem de mim. (Claro que oito anos de amizade pode ajudar um pouco). Choramos, discutimos, brigamos, rimos... me atraso, cheguei na hora uma vez, somos mais que três, mais que cinco. Mais que um milhão. Somos todas nós jpa quase no auge de nossas idades.
Ah!, nossas idades. Quantas palhaçadas em nossas idades. Os micos eternizados, as piadas internas esquecidas e repetidas, contraste de uma pessoa e outra. E o que falta em uma tem na outra, e assim fechamos nosso círculo.
Com todas de vocês.
A vida nos afastou e nos tornou pessoas diferentes. Vocês têm outros amigos e eu continuo com os mesmos. Ainda não me importo. Em algum momento, irei, mas, por hora, gosto assim. De todas vocês.
Venha as Tequilas que a gente faz a festa.
Minhas melhores amigas, pois dentro de todas não escolho uma como melhor amiga, mas a todas. Porque todas sabem de mim. (Claro que oito anos de amizade pode ajudar um pouco). Choramos, discutimos, brigamos, rimos... me atraso, cheguei na hora uma vez, somos mais que três, mais que cinco. Mais que um milhão. Somos todas nós jpa quase no auge de nossas idades.
Ah!, nossas idades. Quantas palhaçadas em nossas idades. Os micos eternizados, as piadas internas esquecidas e repetidas, contraste de uma pessoa e outra. E o que falta em uma tem na outra, e assim fechamos nosso círculo.
Com todas de vocês.
A vida nos afastou e nos tornou pessoas diferentes. Vocês têm outros amigos e eu continuo com os mesmos. Ainda não me importo. Em algum momento, irei, mas, por hora, gosto assim. De todas vocês.
Venha as Tequilas que a gente faz a festa.
o sonho foi mais ou menos assim.
havia uma arena de corrida e eu corria, mas não me cansava. meus pés mal tocavam o chão. às vezes, verdade, parecia que tinha de fazer muita força para correr, como se tivesse um pára-quedas preso às minhas costas. aí eu resolvi correr em direção a casa dele. era só dar a volta no quarteirão e pronto, mas não foi bem assim. tinha um monte de casas, como uma vila, e para passar de casa em casa eu tinha de atravessá-las, pedir licença e ir.
era dia dos namorados. na última casa tinha uma festa. nesta festa estava a bibliotecátia da escola e o goleiro júlio césar, e eles eram casados e ele sabia quem eu era. perguntei pra senhora dona da festa onde morava ele morava. ela disse que era na casa amarela com telhado preto. quando encontrei a casa, a senhora se referiu ao morador como o menino que havia morrido. eu me desesperei.
minha mãe me levou a um outro local. parecia um cemitério antigo, e havia uma igreja antiga, enorme ali perto. eu entrei na igreja. li uma frase em alguma das poucas sepulturas de mármore sujo. tirei meu moletom vermelho e coloquei sobre uma estátua de anjo aberto. minha mãe cai sobre um banco e me diz que ele está no imenso caixão sobre o altar. eu o vejo ali então. e começo a chorar. eu nao tenho fôlego de tanto que eu choro. dói a garganta. dói o peito. abraço um objeto coberto de jóias preciosas que está próximo ao caixão; foi ali que eu o vi. e eu choro. choro muito...
havia uma arena de corrida e eu corria, mas não me cansava. meus pés mal tocavam o chão. às vezes, verdade, parecia que tinha de fazer muita força para correr, como se tivesse um pára-quedas preso às minhas costas. aí eu resolvi correr em direção a casa dele. era só dar a volta no quarteirão e pronto, mas não foi bem assim. tinha um monte de casas, como uma vila, e para passar de casa em casa eu tinha de atravessá-las, pedir licença e ir.
era dia dos namorados. na última casa tinha uma festa. nesta festa estava a bibliotecátia da escola e o goleiro júlio césar, e eles eram casados e ele sabia quem eu era. perguntei pra senhora dona da festa onde morava ele morava. ela disse que era na casa amarela com telhado preto. quando encontrei a casa, a senhora se referiu ao morador como o menino que havia morrido. eu me desesperei.
minha mãe me levou a um outro local. parecia um cemitério antigo, e havia uma igreja antiga, enorme ali perto. eu entrei na igreja. li uma frase em alguma das poucas sepulturas de mármore sujo. tirei meu moletom vermelho e coloquei sobre uma estátua de anjo aberto. minha mãe cai sobre um banco e me diz que ele está no imenso caixão sobre o altar. eu o vejo ali então. e começo a chorar. eu nao tenho fôlego de tanto que eu choro. dói a garganta. dói o peito. abraço um objeto coberto de jóias preciosas que está próximo ao caixão; foi ali que eu o vi. e eu choro. choro muito...
5 de julho de 2010
You´re not just that crush I had the pleasure to meet at the begginin´ of the year. Not anymore.
Tem essa corrente de escrever uma carta por dia determinadas pessoas vivas, mortas, existentes ou não. Pensei em tentar. Mas da minha forma. A primeira deveria ser para o meu melhor amigo, mas começo com a segunda; ao meu crush.
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Meu Querido,
bem sei que não é assim que o chamo. Bem sei que querido seria o último dos vocativos em minha seleção, uma vez que é usado para favorecer e acentuar a minha ironia. Mas a uso aqui - porque o modo como escolhi chamá-lo pertence a mim. (E um pouco a você).Estamos brigados, meu querido, estamos separados. Estamos tão mais distantes agora que não me sinto nem mais no direito de dizer que tenho saudades, que a mágoa passou - e que, sim!, aquela foi uma desculpa muito esfarrapada, uma vez que você mesmo já alegou que foi pirraça (ou quase isso). Mas você ainda está chateado e eu não entendo o motivo. Pedimos desculpas, (praticamente, I meant), e ainda não o sinto próximo de mim como era antes. Parte disso devo dizer que desconfio ser as suas próprias dúvidas, o que, para mim, está tudo bem, porque eu mesma possuo um monte. Nesse tempo separados, muitas coisas passaram pela minha cabeça. Ao acordar na manhã seguinte, olhei para a Coca-Cola sobre a mesa e dei graças a Deus por não precisar mais dizer quanto a eu tomar ou não refrigerante. Porém, meu querido, ao longo dos dias também notei que a sua implicância com a minha dieta me faz falta. Sim, é verdade. Faz-me falta ouvi-lo dizer que sou uma miserável infeliz por ser vegetariana. Faz-me falta ouvi-lo reclamar do modo como dirijo, do modo como converso, do modo como sempre acabo por pedir desculpas.
Faz-me falta o seu jeito.
Faz-me falta essa outra pessoa que convive há tão pouco tempo comigo e me deixa ser exatamente a quem eu sou. Essa neurótica - segundo você, deixemos bem claro! -, ciumenta que gosta de deixar claro para qualquer outro ser do sexo masculino que o único interesse é você. Não importa onde eu esteja. Não importa quem esteja ao meu redor.Meu querido, por favor, não fique mais bravo comigo porque eu não estou mais chateada. No fim, tudo vira piada e eu estou te esperando para rir comigo.
Sua bonitona (?)
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Meu Querido,
bem sei que não é assim que o chamo. Bem sei que querido seria o último dos vocativos em minha seleção, uma vez que é usado para favorecer e acentuar a minha ironia. Mas a uso aqui - porque o modo como escolhi chamá-lo pertence a mim. (E um pouco a você).Estamos brigados, meu querido, estamos separados. Estamos tão mais distantes agora que não me sinto nem mais no direito de dizer que tenho saudades, que a mágoa passou - e que, sim!, aquela foi uma desculpa muito esfarrapada, uma vez que você mesmo já alegou que foi pirraça (ou quase isso). Mas você ainda está chateado e eu não entendo o motivo. Pedimos desculpas, (praticamente, I meant), e ainda não o sinto próximo de mim como era antes. Parte disso devo dizer que desconfio ser as suas próprias dúvidas, o que, para mim, está tudo bem, porque eu mesma possuo um monte. Nesse tempo separados, muitas coisas passaram pela minha cabeça. Ao acordar na manhã seguinte, olhei para a Coca-Cola sobre a mesa e dei graças a Deus por não precisar mais dizer quanto a eu tomar ou não refrigerante. Porém, meu querido, ao longo dos dias também notei que a sua implicância com a minha dieta me faz falta. Sim, é verdade. Faz-me falta ouvi-lo dizer que sou uma miserável infeliz por ser vegetariana. Faz-me falta ouvi-lo reclamar do modo como dirijo, do modo como converso, do modo como sempre acabo por pedir desculpas.
Faz-me falta o seu jeito.
Faz-me falta essa outra pessoa que convive há tão pouco tempo comigo e me deixa ser exatamente a quem eu sou. Essa neurótica - segundo você, deixemos bem claro! -, ciumenta que gosta de deixar claro para qualquer outro ser do sexo masculino que o único interesse é você. Não importa onde eu esteja. Não importa quem esteja ao meu redor.Meu querido, por favor, não fique mais bravo comigo porque eu não estou mais chateada. No fim, tudo vira piada e eu estou te esperando para rir comigo.
Sua bonitona (?)
4 de julho de 2010
" se nós nas travessuras das noites eterna já confundimos tanto nossas pernas "
Meu querido,
sinto em lhe dizer, mas eu vou mudar. Um dia posso acordar e não gostar das pantufas que trago nos pés, e nem da toalha de rosto impecavelmente branca que sujo todas as manhãs com a maquiagem de meu rosto. Posso até mesmo não torcer mais para o São Paulo e achar que vale a pena colocar um pedaço de carne branca na boca; ir ao supermercado só para olhar a sessão de higiene e não ver mais graça nisso; não querer gastar meus preciosos dez minutos olhando os esmaltes novos e nem os meus preciosos noventa minutos vasculhando a Siciliano.
Talvez não encontre mais motivos para olhar os livros e nem gostar de xerox, papelarias e afins. Talvez ache seus amigos um porre e os meus puro tédio. Meus pais e os seus uma coisa só, e eu e você duas totalmente opostas.
Mas aviso de antemão para não se preocupar, porque, mesmo mudando, minha tpm continuará um saco, meu ciúme continuará aguçado e minha vontade de lhe analisar será mantida. Mesmo mudando, mudarei para tentar ser sempre o melhor para você e a melhor escolha para mim, desde que essas duas coisas coincidam em um ponto positivo.
Eu vou mudar.
sinto em lhe dizer, mas eu vou mudar. Um dia posso acordar e não gostar das pantufas que trago nos pés, e nem da toalha de rosto impecavelmente branca que sujo todas as manhãs com a maquiagem de meu rosto. Posso até mesmo não torcer mais para o São Paulo e achar que vale a pena colocar um pedaço de carne branca na boca; ir ao supermercado só para olhar a sessão de higiene e não ver mais graça nisso; não querer gastar meus preciosos dez minutos olhando os esmaltes novos e nem os meus preciosos noventa minutos vasculhando a Siciliano.
Talvez não encontre mais motivos para olhar os livros e nem gostar de xerox, papelarias e afins. Talvez ache seus amigos um porre e os meus puro tédio. Meus pais e os seus uma coisa só, e eu e você duas totalmente opostas.
Mas aviso de antemão para não se preocupar, porque, mesmo mudando, minha tpm continuará um saco, meu ciúme continuará aguçado e minha vontade de lhe analisar será mantida. Mesmo mudando, mudarei para tentar ser sempre o melhor para você e a melhor escolha para mim, desde que essas duas coisas coincidam em um ponto positivo.
Eu vou mudar.
a last time for admiring your smile and my stupid questions. and then, I promise, I´ll let you go alone.
o fim não é morrer, mas ver a tu partir. existem tantas coisas que eu gostaria de poder te perguntar antes de tu dar-te as costas a mim que, nessa fração de segundo enquanto o fazes, escolho a pergunta mais idiota. "por que não ficas?". incrivelmente tu paras e tornas-me a frente de teu rosto. e, novamente, por uma fração de segundo, a mesma de segundos anteriores, o sentimento de esperança me abate na mesma proporção que o de desespero me pegou. estou feliz por não teres ido embora naqueles segundos anteriores, mas neste pelos quais sucedem - tu deste a mim a chance de ver uma última vez teu sorriso em concordância comigo. sim, eu já sabia que era uma pergunta idiota.
Caio Fernando Abreu
Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.
3 de julho de 2010
and then I promised to myself I´d never sing a song of love if it didn´t belong to me

A música sendo tocada e cantada por todos. Não era para você estar ali no meio, ainda tem muitas coisas para serem esclarecidas. Você canta junto deles e bebe da mesma água a noite toda. Uma olhada para o lado e você o vê abraçado a ela e cantando no ouvido dela. Um beijo no rosto, no pescoço e o sorriso no rosto dela. Uma saudade antiga é remexida e você suspira. Já faz tanto tempo que nem mesmo na lembrança estavam gravados os toques e o tom da voz. Você sorri. Por quanto tempo esperou que ele a abraçasse de repente, no meio da noite, sorrisse ao pé do ouvido e sussurrasse um simples por quê. Não é que dói, é apenas a sensação de esperança que havia se implantado naquele tempo. E você sorri. Sorri em conforto, porque não tem mais ciúme dele e nem ficar desconfortável perto - mesmo que o tempo tenha trazido entre vocês dois um abismo. Imagina por algum tempo como seria se vocês voltassem a conversar e como contaria peripécias sem quaisquer importâncias só para rirem juntos.
A música termina. Você o olha uma última vez. E sente-se em paz com ele.
2 de julho de 2010
the days i have been so together with you and I´m still in
Vai fazer sete dias, meu caro, que as coisas estão voltadas para um único fim. O fim de você voltar e me deixar aninhar-me entre seus braços e analisar, de perto, sobre o colchão e sob a colcha, como se comporta o seu rosto. O fim de você me deixar sentir a sua tez tão branquinha, seus cabelos tão escuros e seu olhar um pouco vago. Sentir seus contrastes em pura sinestesia, sentir o tom de sua voz com os meus olhos e saborear, lentamente, cada olhar seu sobre mim.
Como me faz falta!, ter a você, mesmo de tão longe, em todos os meus gestos e minhas vontades; em todas as minhas metas e bem-quereres. Faz-me falta quando, à noite, rezava - baixinho para que ninguém percebesse - para que você acordasse bem, ficasse bem, dormisse bem e, mesmo que involuntarimente, sentisse a mim.
O único fim que espero paciente é que você sinta a falta de me ter em seus braços, abraços, mãos, sorrisos, beijos e carinhos. Porque eu sinto a sua falta, de acordar e fazer um pensamento por você, de abraçar o travesseiro na ânsia de que o nosso dia juntos chegasse, de olhar para o teto e sorrir na doce lembrança de você me olhando de cima.
Na doce lembrança dessa saudade cessar e aumentar.
Como me faz falta!, ter a você, mesmo de tão longe, em todos os meus gestos e minhas vontades; em todas as minhas metas e bem-quereres. Faz-me falta quando, à noite, rezava - baixinho para que ninguém percebesse - para que você acordasse bem, ficasse bem, dormisse bem e, mesmo que involuntarimente, sentisse a mim.
O único fim que espero paciente é que você sinta a falta de me ter em seus braços, abraços, mãos, sorrisos, beijos e carinhos. Porque eu sinto a sua falta, de acordar e fazer um pensamento por você, de abraçar o travesseiro na ânsia de que o nosso dia juntos chegasse, de olhar para o teto e sorrir na doce lembrança de você me olhando de cima.
Na doce lembrança dessa saudade cessar e aumentar.
1 de julho de 2010
I drink the wine and who gets drunk is you
- Talk about it.
- Come on. You don´t care.
- It sounds terrible even for a person as me. Well... I know I´m a sarcastic person, an egocentric one, most half of the time I don´t care about the others itens on society. I just wanna know about my feelings, my humor and the reason why the things I want don´t work. But, now, oh!, God, ... I am really concerned about you. Please, tell me how you feeling.
- Really?!
- Of course not. It´s just sarcasm.
- Come on. You don´t care.
- It sounds terrible even for a person as me. Well... I know I´m a sarcastic person, an egocentric one, most half of the time I don´t care about the others itens on society. I just wanna know about my feelings, my humor and the reason why the things I want don´t work. But, now, oh!, God, ... I am really concerned about you. Please, tell me how you feeling.
- Really?!
- Of course not. It´s just sarcasm.
26 de junho de 2010
Once upon a time I was falling in love and now I´m only fallin´ in apart
Eu queria que você gostasse de mim pelo o que eu sou, mas eu nem tenho idéia do que isso possa vir a significar.
Essas palavras rondavam a minha cabeça todas as noites - e uma parte de mim, uma ínfima e abissal parte de mim, agradecia por a gente não namorar e nem assumir qualquer compromisso. Mas a grande, aquela que me fazia repensar em todas as possibilidades de acontecimentos e reações, consumia todo o meu carinho e só me deixava ali, debaixo das cobertas, com as dúvidas.
A dúvida é uma vantagem, sim, eu também sabia disso. Usufruía disso na maioria das vezes - com meus pais, amigos, desconhecidos ou o caixa do supermercado. Mas o que estava me consumindo ali, naquela noite, era se ele merecia aquela vantagem, aquela dúvida.
Existiam tantas perguntas que se ele me fizesse seria obrigada a mentir. Do you care about him yet? Was I your first love? Do you like me for integral time? Não. Sim. Sempre.
Talvez ele até diria I don´t wanna hurt you. E a minha resposta seria sempre a mesma You prefer make me happy with lies although making me to fell you reality with thruths? E eu saberia que a uma premissa maior falsa invalida todo o argumento. E saberia que ele invalida todos os meus sentimentos.
Essas palavras rondavam a minha cabeça todas as noites - e uma parte de mim, uma ínfima e abissal parte de mim, agradecia por a gente não namorar e nem assumir qualquer compromisso. Mas a grande, aquela que me fazia repensar em todas as possibilidades de acontecimentos e reações, consumia todo o meu carinho e só me deixava ali, debaixo das cobertas, com as dúvidas.
A dúvida é uma vantagem, sim, eu também sabia disso. Usufruía disso na maioria das vezes - com meus pais, amigos, desconhecidos ou o caixa do supermercado. Mas o que estava me consumindo ali, naquela noite, era se ele merecia aquela vantagem, aquela dúvida.
Existiam tantas perguntas que se ele me fizesse seria obrigada a mentir. Do you care about him yet? Was I your first love? Do you like me for integral time? Não. Sim. Sempre.
Talvez ele até diria I don´t wanna hurt you. E a minha resposta seria sempre a mesma You prefer make me happy with lies although making me to fell you reality with thruths? E eu saberia que a uma premissa maior falsa invalida todo o argumento. E saberia que ele invalida todos os meus sentimentos.
25 de junho de 2010
do you wanna come? wanna come? come?
Às vezes eu tenho vontade de rir na cara dela. E eu sempre rio quanto isso sozinha. É patético ver o que você se transformou dentro dela, e ela - coitada! - é tão inocente que acha tudo isso lindo.
Não é.
Não é porque você não a vê. Você desconhece as necessidas dela - as literárias, eu digo. Acha que ela é só cama, sono e um carinho. Sexo, amor, chiclete de menta. Um Red Label e uma água. E ela não é.
Ela precisa de uma palavra, de uma mão dada, de um abraço mais demorado. De um café uma vez por mês, um filme ruim, um livro bobo e um pouco de solidão. Respostas, mensagens, brilho nos olhares. O cinismo esculaxado, o sarcasmo de bom tom. Ela é tudo isso - precisa disso. E mais um monte. Noites sem dormir, muitos pensamentos desorganizados. Muitos sentimentos ocultados.
Ela diz que gosta de você.
E você não vê.
Ela me diz que você é a inspiração dela. E eu digo que é desperdício.
23 de junho de 2010
17 de junho de 2010
she said good-bye and I held her close to me
Era de noite.
Ela segurava abolsa numa das mãos e caminhava firme diante de mim. O vestido de frio xadrez, os cabelos alisados, pretos, brilhantes, a bota até os joelhos fincando contra o asfalto com agressividade.
- Espera! - Gritei e ela parou e permaneceu de costas. - O que foi? O que pode ter mudado no espaço de quinze dias?!
Ela tem belos olhos. Não que sejam azuis, verdes, cor de mel ou extremamente pretos. Não. Eram castanhos. Significativamente castanhos. Inquisitores. Intimidadores. Tão seguros de si. Tão verdadeiros - e tão mentirosos.
Ela é tão branquinha, e no frio aparenta ficar ainda mais. E eu a olhava e não sabia se era ódio ou tristeza aquilo dentro dos olhos dela - os mesmos que diziam a respeito daquele segurança. Só vim a descobrir que essa segurança pertence à armadura dela, porque ela é lindamente insegura.
- Eu só não quero mais.
A voz dela estava fraca, mas não soube analisar se aquilo era falha na demonstração de suas verdades. Se aquele tremer na voz queria dizer que ela estava mentindo.
- Você não se importa comigo. Não sente a minha falta e nem pensa em mim. - Ela se manteve a dois metros de mim e não movimentou nenhuma parte de seu corpo. Mas seus olhos brilhavam. E não eram pelas verdades. Pelas lágrimas contidas.
- Eu...
Pelos verdadeiros sentimentos por mim.
- ... não sinto mais a sua falta.
Ela segurava abolsa numa das mãos e caminhava firme diante de mim. O vestido de frio xadrez, os cabelos alisados, pretos, brilhantes, a bota até os joelhos fincando contra o asfalto com agressividade.
- Espera! - Gritei e ela parou e permaneceu de costas. - O que foi? O que pode ter mudado no espaço de quinze dias?!
Ela tem belos olhos. Não que sejam azuis, verdes, cor de mel ou extremamente pretos. Não. Eram castanhos. Significativamente castanhos. Inquisitores. Intimidadores. Tão seguros de si. Tão verdadeiros - e tão mentirosos.
Ela é tão branquinha, e no frio aparenta ficar ainda mais. E eu a olhava e não sabia se era ódio ou tristeza aquilo dentro dos olhos dela - os mesmos que diziam a respeito daquele segurança. Só vim a descobrir que essa segurança pertence à armadura dela, porque ela é lindamente insegura.
- Eu só não quero mais.
A voz dela estava fraca, mas não soube analisar se aquilo era falha na demonstração de suas verdades. Se aquele tremer na voz queria dizer que ela estava mentindo.
- Você não se importa comigo. Não sente a minha falta e nem pensa em mim. - Ela se manteve a dois metros de mim e não movimentou nenhuma parte de seu corpo. Mas seus olhos brilhavam. E não eram pelas verdades. Pelas lágrimas contidas.
- Eu...
Pelos verdadeiros sentimentos por mim.
- ... não sinto mais a sua falta.
não se comporte mais como a garota dele. você já perdeu parte do seu direito de ir e vir, perdeu parte daquele sentimento; você já nao é mais destemida. aquela boa parte sua em que você se sentia leve para poder ir aonde bem entendesse.
não se comporte como a garota dele. quando ele nunca tentou se comportar como a seu companheiro.
não se comporte como a garota dele. quando ele nunca tentou se comportar como a seu companheiro.
15 de junho de 2010

Essa conversa eu tive nessa sexta-feira, 11 de junho, a caminho de volta para casa. Ocorreu dentro do ônibus com uma amiga que há muito não via. Ela faz cursinho em Campinas, no Didátika (seja lá como escreve o nome desse lugar), e tem as ideias mais brilhantemente corajosas que eu já ouvi - como ser médica sem limites e se associar a uma ong para trabalhar em lugares carentes.
Mas não é sobre as loucuras corajosas dela, e sim sobre o que ela disse, sobre ter tido tanto tempo para ler tanta coisa e isso ter simplesmente passado.
Deu vontade de largar tudo e ler as coisas que eu queria.
São 5:14 da amnhã de terça-feira. Sim, eu deveria estar dormindo, mas não há meios de fazê-lo quando eu dormi o dia inteiro. No entanto, comecei a ver um filme, de Freud, "Freud; para além da alma" e tive uma reação que fazia anos que não tinha: uma iluminação quase que divia para conseuir terminar um trabalho - e eis que hoje, agora, praticamente, eu o terminei. O ponto, aqui, é que eu deveria estar dormindo, não deveria ter assistido a esse filme e sabe-se lá quando teria termiando esse relatório (e agora torço para conseguir outro insight para começar, desenvoler e terminar um outro para terça que vem - ou dois). Aí, fiquei pensando: quantas coisas estou deixando de vir até mim por causa desse tempo que não aproveito fazendo as coisas que quero?
Tem um monte de livros literários aqui em casa que gostaria de ler."Ovelhas Negras" do Caio Fernando Abreu é particularmente interessante, mas também há o "Mundo de Sofia" interrompido (sim, sou estudante de filosofia - ou almejante a - e não li o livro inteiro).
E na minha cabeça tem tanta coisa que vem antes dessa faculdade...
9 de junho de 2010
and she walks way thrown the street. say good-bye, tell her a good-bye.
Observe o momento em silêncio.
Observe como ela anda, como seu rosto está apontando para tudo adiante dela e, principalmente, como não há qualquer expressão nele. Nem de alegria. Nem de felicidade. Nem de prazer. Saudade. Raiva. Tristeza. Ou até mesmo indiferença. Absolutamente nada.
Observe como suas mãos vão decisas para frente e para trás conforme o andar. E, por favor, observe o donaire dela, como seu quadril se move de um lado ao outro e em como sua cintura desenha um oito.
Observe bem a tudo isso. Como ela é branquinha. Como seu cabelo se modela. Como seus olhos falam além das palavras. Observe os seus dizeres, e todo o sentimento que ela não quer conter dentro de si, mas tem de fazê-lo. Observe como ela está na busca da compreensão.
Observe a ela.
Observe-a.
Veja a tudo o que você está deixando partir sem nem ao menos tentar impedir.
Impeça-a.
Observe como ela anda, como seu rosto está apontando para tudo adiante dela e, principalmente, como não há qualquer expressão nele. Nem de alegria. Nem de felicidade. Nem de prazer. Saudade. Raiva. Tristeza. Ou até mesmo indiferença. Absolutamente nada.
Observe como suas mãos vão decisas para frente e para trás conforme o andar. E, por favor, observe o donaire dela, como seu quadril se move de um lado ao outro e em como sua cintura desenha um oito.
Observe bem a tudo isso. Como ela é branquinha. Como seu cabelo se modela. Como seus olhos falam além das palavras. Observe os seus dizeres, e todo o sentimento que ela não quer conter dentro de si, mas tem de fazê-lo. Observe como ela está na busca da compreensão.
Observe a ela.
Observe-a.
Veja a tudo o que você está deixando partir sem nem ao menos tentar impedir.
Impeça-a.
7 de junho de 2010
Distinta(mente)

Ela era lindinha - assim mesmo, no diminutivo, mesmo que nada nela combinasse com inhos. Tinha os cabelos castanhos avermelhados, os pés a balançarem no ar e o olhar preso no chão de concreto. Ela gostava de sentar-se no encosto do banco da praça para poder pender os pés, e gostava também de Caio Fernando Abreu e de sorvete de castanhas, além de tequila, água sem gelo e de marrom. A pele pálida pela dieta mal formulada, mas tão branquinha, tão branquinha que ele só conseguia imaginá-la daquela maneira: branquinha, pálida, lábios avermelhados e aqueles dois tons de marrons nos olhos.
Lembrava-se quando a conheceu e de quando, pouco a pouco, foi descobrindo ela. O vegetarianismo, a filosofia, o ciúme, a psicóloga. Chamou-a de neurótica por muito tempo, por aquela estranha mania de achar que havia diferenças no modo de escrever uma mensagem no celular (para ele, não havia. Com ela, sempre houve), ou de sempre se desculpar quando discutiam ou pelo estado de aflição que entrava quando achava que ela havia feito algo de errado.
Ela era cômica ou extremamente trágica. Ou extremamente neurótica.
No começo, acreditava que ela fazia o que gostava e que se dava bem naquilo, naquele curso. Com o tempo, percebeu a insegurança, o medo e a aflição de estar em algo que ela não sabia se gostava, não sabia encontrar meios para se dedicar e descobriu que ela sofria por não saber o que fazer em relação a tudo aquilo. E sofria por ele também, por causa da insegurança, da quietude que dizia ela tanto gostar e prezar nele, pelo ciúme, pelas incertezas... Ela sofria, mas sorria - e ele não entendia isso nela. Sempre tão bem, tão sorridente, tão solícita a todos.
Ele encontrou nela uma personalidade melancólica e tão viva, um oposto interessante que ele descobriu ser necessária a ajuda da psicóloga. E ele notou que encontrou nela um abraço de carinho, um beijo de saudade e um olhar que a condenava, um olhar que dizia tudo.
Até o que ela tentava esconder.
- O que é o amor?
- Você.
E ele encontrou nela as respostas para suas perguntas.
2 de junho de 2010
Não se desespere.
Não rio por maldade, mas por semelhança. Veja, minha cara, vejo-me em você, cometendo os mesmos erros que eu fiz, as vontades que eu senti. Pode chorar, pode confiar. O que vai acontecer agora com você já aconteceu comigo. Seja forte. Seja vitoriosa. O tempo, infelizmente, é a melhor coisa para agora, mas ele não vai funcionar, não vai apagar as mágoas, não vai desfazer feridas se você não quiser de fato.
Esquecer é um processo e um ato voluntário. É você quem vai decidir por querer esquecer e você quem vai se esforçar para nunca lembrar. Pouco a pouco, prometo, a rotina se ajeita, seus deveres serão apenas seus e como era antes volta. Não se feche para o mundo, mas, antes de voltar a se doar para uma outra pessoa, aprenda a se doar por si mesma.
Afinal, a única pessoa que não nos abandona e não nos deixa para trás no caminho é nós mesmos.
Bem sei que aos 18 acreditamos sermos capazes de tudo e que conseguimos discernir tudo. Mas somos tão ingênuas, tão covardes em nossos sentimentos. Somos princesas ainda, que acreditam que o primeiro cara é o príncipe. Mas não somos princesas; somos mulheres, e é aos 18 que aprendemos que o primeiro é um teste.
Esquecer é um processo e um ato voluntário. É você quem vai decidir por querer esquecer e você quem vai se esforçar para nunca lembrar. Pouco a pouco, prometo, a rotina se ajeita, seus deveres serão apenas seus e como era antes volta. Não se feche para o mundo, mas, antes de voltar a se doar para uma outra pessoa, aprenda a se doar por si mesma.
Afinal, a única pessoa que não nos abandona e não nos deixa para trás no caminho é nós mesmos.
Bem sei que aos 18 acreditamos sermos capazes de tudo e que conseguimos discernir tudo. Mas somos tão ingênuas, tão covardes em nossos sentimentos. Somos princesas ainda, que acreditam que o primeiro cara é o príncipe. Mas não somos princesas; somos mulheres, e é aos 18 que aprendemos que o primeiro é um teste.
31 de maio de 2010
Sobre as nossas datas
Existem duas datas marcantes: 08/01 e 10/04. A primeira foi a primeira vez em que ficamos, a segunda, quando reatamos.
De acordo com os meus cálculos, então, dia 08/06 fará 5 meses que eu estou saindo com você, mas, na verdade, dia 27/06 fará 4 meses que eu descobri que me importo com você. Porém, dia 17/06 fará 2 meses em que eu me deparei com a seguinte afirmação: estou apaixonada por você, só que dia 13/06 fará 3 meses da primeira vez em que me vi completamente enciumada por sua causa.
E dia 30/06 fará 1 mês para o dia em que eu te olhei e não tive quaisquer dúvidas em relação aos meus sentimentos e bem-quereres por você - e tive certeza de que eu não desistiria de você.
____________
repetições do eu e do você propositais.
De acordo com os meus cálculos, então, dia 08/06 fará 5 meses que eu estou saindo com você, mas, na verdade, dia 27/06 fará 4 meses que eu descobri que me importo com você. Porém, dia 17/06 fará 2 meses em que eu me deparei com a seguinte afirmação: estou apaixonada por você, só que dia 13/06 fará 3 meses da primeira vez em que me vi completamente enciumada por sua causa.
E dia 30/06 fará 1 mês para o dia em que eu te olhei e não tive quaisquer dúvidas em relação aos meus sentimentos e bem-quereres por você - e tive certeza de que eu não desistiria de você.
____________
repetições do eu e do você propositais.
27 de maio de 2010

A maior qualidade do Rodrigo é esse jeito tácito de ser. E é o meu maior medo, porque raramente consigo deduzir o que ele está observando e entendendo. Às vezes acho que ele não consegue me ver como de fato sou, ou só enxerga a uma garota neurótica ciumenta que possui uma mente altamente capacitada e voltada para fins criativos - o que pode ser um perigo -, ou uma pessoa que possui uma ótima memória seletiva que consegue reconhecer a quilômetros de distância, apesar da miopia, quem deixou ou não de conversar com ele.
Mas é quando ele me sorri ou me agrada que percebo que ele me vê. E quando sinto tudo isso, sei que tudo está bem.
"last kiss" has been killed
Porque eu acho que sou a única a cantar:
"Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to hell so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world."
"Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to hell so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world."
26 de maio de 2010
perfeccionado
Eu queria poder te escrever que quando me desespero, quando nada parece dar certo, fecho os olhos e penso em você. Penso na sua mão cingindo a minha cintura, na sua mão tocando o meu rosto, na sua se enlaçando com a minha. Penso em como é só inclinar um pouco o rosto para ter a sua boca perto da minha e em como você é sempre mais quente que eu.
Ao sentir-me sozinha, busco nossos momentos, nossos carinhos, nossas risadas, a sua quietude, o seu jeito tácito e tudo em mim se dissipa e eu me sinto acompanhada por você. Percebo como gosto tanto de te observar, de como seu jeito me instiga - tão observador, tão sagaz em seu silêncio - e, pouco a pouco, talvez, eu consiga aprender que você não é de tantas palavras, consiga a apreciar mais os seus pequenos gestos comigo. As mãos dadas. O abraço. O carinho.
O abraço é aquele mesmo de quando fechava os olhos sozinha e queria ser abraçada por braços que me fizessem sentir abraçada. O mesmo de quando era pequena, o mesmo de quando já não era, o mesmo de todas as vezes em que idealizei um abraço. E o seu abraço é o meu abraço idealizado e concretizado. Perfeccionado.
Queria poder te escrever que - eu - tô - completamente - abraçada - por - você - todos os dias.
Ao sentir-me sozinha, busco nossos momentos, nossos carinhos, nossas risadas, a sua quietude, o seu jeito tácito e tudo em mim se dissipa e eu me sinto acompanhada por você. Percebo como gosto tanto de te observar, de como seu jeito me instiga - tão observador, tão sagaz em seu silêncio - e, pouco a pouco, talvez, eu consiga aprender que você não é de tantas palavras, consiga a apreciar mais os seus pequenos gestos comigo. As mãos dadas. O abraço. O carinho.
O abraço é aquele mesmo de quando fechava os olhos sozinha e queria ser abraçada por braços que me fizessem sentir abraçada. O mesmo de quando era pequena, o mesmo de quando já não era, o mesmo de todas as vezes em que idealizei um abraço. E o seu abraço é o meu abraço idealizado e concretizado. Perfeccionado.
Queria poder te escrever que - eu - tô - completamente - abraçada - por - você - todos os dias.
not about 500 days

Eu ouço todos me dizendo que atitudes são mais importantes do que palavras - mas, muitas das vezes em que consigo assimilar alguma atitude, só penso que gostaria de ouvir uma coisa sua. E não estou falando daquelas palavras de sujeito verbo e objeto - aquelas em que ditas em momentos errados comprometem todo o processo. Refiro-me ao simples eu também.
Porém, foi hoje, enquanto lutava contra a insônia e as preocupações, que lembrei que antes eu tinha as palavras e nenhuma atitude. Possuía o eu te amo, sinto sua falta, não consigo mais pensar em mim sem me lembrar de você... tinha a tudo isso e era tudo parte de uma mentira maior.
Eu quero as suas atitudes, mas, às vezes, uma palavra ou outra, não me faria mal num todo. E espero que esteja dando certo, que eu também esteja te dando atitudes, porque, palavras, possuo um monte.
25 de maio de 2010
desespero feminino não á fraude
Começou quando na quinta-feira de manhã ouvi o sinal de que havia chego uma mensagem no meu celular. Eu, extremamente cansada e com muito sono devido à noite pessimamente dormida (como tem acontecido muito aqui em Campinas), tentei ignorar o máximo que pude. Dormir era a única coisa que eu queria, ainda mais quando não possuía qualquer tipo de compromisso para aquele dia. Mas curiosadade é tão lazarenta que eu acordei e vi a mensagem. E quando me deparei com o remetente, meu coração foi a mil.
Adoro quando ele toma a iniciativa de mandar um simples bom-dia. Mas naquela mensagem não havia um simples bom-dia, e sim um convite para ir a um churrasco de um amigo dele. Ok!, meu sono foi para o espaço naquele instante, meu coração entrou num ritmo tão forte que único jeito de acalmá-lo era correr. Fui à academia ainda assimilando o que havia acontecido.
Ao voltar, liguei para minha mãe para contar o ocorrido, no entanto, bem lembrava, eu tinha um casamento para ir no sábado. Minha mãe ficou feliz por mim, ainda mais quando eu disse Mãe, na minha vida existem 2 prioridades no momento: minha faculdade e ele. O casamento em nada interfere na minha vida acadêmica, mas vai muito interferir na amorosa, portanto, eu vou ao churrasco e talvez não compareça ao casamento. Argumento bom ou não, concordamos quantos as minhas prioridades do instante.
Aí começou o problema: que roupa ir? E o cabelo? Como vou me portar diante dos amigos dele? Como vou reagir num ambiente em que não conheço ninguém? Unhas precisam ser feitas, cabelo hidratado... não posso ir com essa roupa porque sairei com ela no outro final de semana. E o sapato? Não posso usar um salto alto em um churrasco! E a maquiagem? Não posso exagerar, mas também não posso ir de cara limpa. Liguei para minha prima contando a novidade e desespero interno que me bateu.
Não possuo desenvoltura social. Não sei lidar com pessoas que não conheço. Não sei sair do meu estado de timidez inicial quando me deparo com pessoas totalmente desconhecidas. Ele havia me dito que o irmão pediu para eu chamar algumas amigas, no entanto, por mais que a idéia fosse extremamente favorável e a solução do meu problema, algo dentro de mim pedia para ninguém ir, afinal, seria o único momento em que nós dois estaríamos ali um para o outro (fora a minha insegurança).
Só sei que não dormi nem de quinta para sexta e tão menos de sexta para sábado, ainda mais quando decido que vou de fato dormir de sexta para sábado e o telefone não pára de tocar para contar os fatos ocorridos da noite. Cansada de tanto ouvir sobre gente discutindo, troquei de roupa, escovei o dente e aceitei o convite de uns amigos para tomar umas doses de vodeca num barzinho local. Cheguei às 3 da manhã e feliz da vida que iria dormir.
Até às 6 da amanhã ¬¬
Sim, só consegui dormir até às 6 devido a ansiosidade e adrenalina. Sábado era o grande dia. Manicure, depilação, cabelo, banho bem demorado, o hidrante escolhido, como o cabelo vai ficar... e que porra de roupa pôr?! Eu, até sexta à noite, havia decidido por uma calça jeans, rasteirinha prata, blusa branca e um colete cinza. Na hora de colocar, bateu a insegurança: e se houver outras garotas lá com corpor esculturais, calças jeans mais justas que Deus, louras, altas, lisas e, pior, solteiras?!
Entenda, eu sou branquinha e tô sofrendo de uma síndrome: minha perna é grossa mas não o suficiente para preencher o espaço de um shorts (porque shorts justo aqui não rola), porém, mesmo assim, decidi por um shorts branco e uma blus azul água que caía pelo ombro. Cabelos cacheados mesmo; filtro solar; base; rímel e batom, e a rasteirinha dourada.
A hora estava chegando. Concordamos que eu iria com o meu carro, afinal, se a gente brigasse, eu poderia vir embora sozinha sem depender de ninguém (você deve achar estranho ler o brigasse, mas eu, em todos os momentos de minha vida, nunca consegui idealizar um relacionamento pelo começo, mas pelo final, onde há brigas, discussões, choros e um embora). A hora chegando e nada dele ligar avisando que estava saindo de casa. E eu ansiosa. Disse para minha mãe que precisava sair de casa. E saí.
Comprei 3 garrafinhas de água e sentei numa espécie de parque perto de casa. Tinha uma menininha toda vestida de rosa-choque correndo atrás da bola e os seus irmãos brincando em outro canto. Tinha uns rapazes empinando pipas e alguns jogando vôlei. E eu fiquei ali, sorvendo da água em goles enormes e tentando abstrair o por que de estar ali tentando me acalmar. Vai dar tudo certo, eu ficava pensando, não será uma catástrofe total. Foi quando ele me ligou e todos os pensamentos bons se esvaíram e eu entrei em pânico. Não havia mais água e eu não poderia dirigir sem água. Necessito de água quando nervosa (ou de um colchão, um cobertor e um travesseiro, mas no parque também não tinha essas coisas).
Por sorte tinha uma lanchonete e eu pude comprar mais água - e segui meu rumo para o churrasco, que foi perfeito e cheio de gente que eu conhecia.
Adoro quando ele toma a iniciativa de mandar um simples bom-dia. Mas naquela mensagem não havia um simples bom-dia, e sim um convite para ir a um churrasco de um amigo dele. Ok!, meu sono foi para o espaço naquele instante, meu coração entrou num ritmo tão forte que único jeito de acalmá-lo era correr. Fui à academia ainda assimilando o que havia acontecido.
Ao voltar, liguei para minha mãe para contar o ocorrido, no entanto, bem lembrava, eu tinha um casamento para ir no sábado. Minha mãe ficou feliz por mim, ainda mais quando eu disse Mãe, na minha vida existem 2 prioridades no momento: minha faculdade e ele. O casamento em nada interfere na minha vida acadêmica, mas vai muito interferir na amorosa, portanto, eu vou ao churrasco e talvez não compareça ao casamento. Argumento bom ou não, concordamos quantos as minhas prioridades do instante.
Aí começou o problema: que roupa ir? E o cabelo? Como vou me portar diante dos amigos dele? Como vou reagir num ambiente em que não conheço ninguém? Unhas precisam ser feitas, cabelo hidratado... não posso ir com essa roupa porque sairei com ela no outro final de semana. E o sapato? Não posso usar um salto alto em um churrasco! E a maquiagem? Não posso exagerar, mas também não posso ir de cara limpa. Liguei para minha prima contando a novidade e desespero interno que me bateu.
Não possuo desenvoltura social. Não sei lidar com pessoas que não conheço. Não sei sair do meu estado de timidez inicial quando me deparo com pessoas totalmente desconhecidas. Ele havia me dito que o irmão pediu para eu chamar algumas amigas, no entanto, por mais que a idéia fosse extremamente favorável e a solução do meu problema, algo dentro de mim pedia para ninguém ir, afinal, seria o único momento em que nós dois estaríamos ali um para o outro (fora a minha insegurança).
Só sei que não dormi nem de quinta para sexta e tão menos de sexta para sábado, ainda mais quando decido que vou de fato dormir de sexta para sábado e o telefone não pára de tocar para contar os fatos ocorridos da noite. Cansada de tanto ouvir sobre gente discutindo, troquei de roupa, escovei o dente e aceitei o convite de uns amigos para tomar umas doses de vodeca num barzinho local. Cheguei às 3 da manhã e feliz da vida que iria dormir.
Até às 6 da amanhã ¬¬
Sim, só consegui dormir até às 6 devido a ansiosidade e adrenalina. Sábado era o grande dia. Manicure, depilação, cabelo, banho bem demorado, o hidrante escolhido, como o cabelo vai ficar... e que porra de roupa pôr?! Eu, até sexta à noite, havia decidido por uma calça jeans, rasteirinha prata, blusa branca e um colete cinza. Na hora de colocar, bateu a insegurança: e se houver outras garotas lá com corpor esculturais, calças jeans mais justas que Deus, louras, altas, lisas e, pior, solteiras?!
Entenda, eu sou branquinha e tô sofrendo de uma síndrome: minha perna é grossa mas não o suficiente para preencher o espaço de um shorts (porque shorts justo aqui não rola), porém, mesmo assim, decidi por um shorts branco e uma blus azul água que caía pelo ombro. Cabelos cacheados mesmo; filtro solar; base; rímel e batom, e a rasteirinha dourada.
A hora estava chegando. Concordamos que eu iria com o meu carro, afinal, se a gente brigasse, eu poderia vir embora sozinha sem depender de ninguém (você deve achar estranho ler o brigasse, mas eu, em todos os momentos de minha vida, nunca consegui idealizar um relacionamento pelo começo, mas pelo final, onde há brigas, discussões, choros e um embora). A hora chegando e nada dele ligar avisando que estava saindo de casa. E eu ansiosa. Disse para minha mãe que precisava sair de casa. E saí.
Comprei 3 garrafinhas de água e sentei numa espécie de parque perto de casa. Tinha uma menininha toda vestida de rosa-choque correndo atrás da bola e os seus irmãos brincando em outro canto. Tinha uns rapazes empinando pipas e alguns jogando vôlei. E eu fiquei ali, sorvendo da água em goles enormes e tentando abstrair o por que de estar ali tentando me acalmar. Vai dar tudo certo, eu ficava pensando, não será uma catástrofe total. Foi quando ele me ligou e todos os pensamentos bons se esvaíram e eu entrei em pânico. Não havia mais água e eu não poderia dirigir sem água. Necessito de água quando nervosa (ou de um colchão, um cobertor e um travesseiro, mas no parque também não tinha essas coisas).
Por sorte tinha uma lanchonete e eu pude comprar mais água - e segui meu rumo para o churrasco, que foi perfeito e cheio de gente que eu conhecia.
22 de maio de 2010
someday I´ll say
Ela odiava quando o tempo não estava nublado porque odiava estragar um dia tão lindo como aquele com conversas desse tipo. Ele não a tocou em nenhum momento, e nem a cumprimentou com um beijo na boca. Apenas disse oi e sentou-se ao seu lado e esperou.
Ela teve de respirar fundo, procurar a palavra certa para começar e até cogitiou a possibilidade de uma introdução rápida, com fatos marcantes em ordem cronológica. Ou talvez devesse começar com a sua linha de raciocínio, explicar algo sobre coerência e correspondência, ou apenas dizer como acreditava que era.
- Seguinte. - Obviamente aquela não era a palavra certa e nem algo que se espera por um introdução. Mas ainda assim era a melhor opção do que ficar ordenando os pensamentos em sua cabeça e não pronunciar nada. - Eu não quero ter de jogar com você. Não quero ter de conquistar fazendo coisas que eu jamais faria. Eu só queria poder ser a mim ao seu lado... se sou neurótica, se sou detalhista, uma perfeccionista sem causa, se pego muito no seu pé, se todas as minhas ações te parecem algo que talvez não seja, eu não posso pedir desculpa por isso. Eu gosto de explicar tudo, de expôr o modo como penso, o que acredito e o que espero. E eu sempre espero muito, de qualquer um. E essa sou eu. Não sei nem conquistar a ninguém e tão menos manter alguém. Sou insegura. Acredito em mensagens subliminares. Em interpretações de ações e palavras. Em mudança de comportamento e, sim, eu presto muito atenção em você, no modo como fala, nas palavras que você escolhe, no tom da sua voz, na frequência do uso de determinadas palavras, se me olha nos olhos ou não, se você se aproxima de mim, se escreve BEIJO ou bj nas mensagens... e tento encontrar sinais de que sente a minha falta da mesma maneira de que sinto a sua.
Ela respirou fundo depois de expôr tudo aquilo atropeladamente e tentava guardar exatamente a expressão dele.
Na verdade, a falta de qualquer expressão e ação dele.
Ela teve de respirar fundo, procurar a palavra certa para começar e até cogitiou a possibilidade de uma introdução rápida, com fatos marcantes em ordem cronológica. Ou talvez devesse começar com a sua linha de raciocínio, explicar algo sobre coerência e correspondência, ou apenas dizer como acreditava que era.
- Seguinte. - Obviamente aquela não era a palavra certa e nem algo que se espera por um introdução. Mas ainda assim era a melhor opção do que ficar ordenando os pensamentos em sua cabeça e não pronunciar nada. - Eu não quero ter de jogar com você. Não quero ter de conquistar fazendo coisas que eu jamais faria. Eu só queria poder ser a mim ao seu lado... se sou neurótica, se sou detalhista, uma perfeccionista sem causa, se pego muito no seu pé, se todas as minhas ações te parecem algo que talvez não seja, eu não posso pedir desculpa por isso. Eu gosto de explicar tudo, de expôr o modo como penso, o que acredito e o que espero. E eu sempre espero muito, de qualquer um. E essa sou eu. Não sei nem conquistar a ninguém e tão menos manter alguém. Sou insegura. Acredito em mensagens subliminares. Em interpretações de ações e palavras. Em mudança de comportamento e, sim, eu presto muito atenção em você, no modo como fala, nas palavras que você escolhe, no tom da sua voz, na frequência do uso de determinadas palavras, se me olha nos olhos ou não, se você se aproxima de mim, se escreve BEIJO ou bj nas mensagens... e tento encontrar sinais de que sente a minha falta da mesma maneira de que sinto a sua.
Ela respirou fundo depois de expôr tudo aquilo atropeladamente e tentava guardar exatamente a expressão dele.
Na verdade, a falta de qualquer expressão e ação dele.
21 de maio de 2010
se eu soubesse que as coisas dariam tão errado, teria te colocado de lado e teria apenas te deixado observar. observação é o melhor meio, acredito eu, de você aprender as coisas sem se machucar. teria sim te poupado de todo esse sofrimento se de antemão soubesse que daria errado. especialmente errado. e de tão errado que deu, acabei me apaixonando por você.
five hundrend days of summer.
five hundrend days of summer.
18 de maio de 2010
17 de maio de 2010
14 de maio de 2010
some day
Mulher,
um dia você terá de ser o homem. Um dia será você quem convidará a ele para sair, será você quem escolherá o horário, se ele deve ou não buscá-la em casa, se ele deve ou não estar determinado. Um dia, será você quem o convidará para um cinema, uma pipoca, um chope ou até mesmo para assistir a final da Libertadores. E daí que o Milan ou o Real Madrid só são bonitos pelo uniforme?! Ele não precisa saber que você só encontrou um meio de passar um pouco mais de 90 minutos ao lado dele (não grudada nele, afinal, o jogo deve soar interessante a você também).
Um dia será você quem se levanta primeiro para que ele vá ao banheiro do restaurante. Um dia será você quem vai puxar a cadeira, mandar flores e fazer serenatas mediante a noite. Um dia, minha cara, será você quem vai pedir a mão dele, quem vai jogar bola nos fins de semana e quem vai recusar fazer aquele viagem fantástica à Paris na semana da moda.
Um dia será ele quem vai estar de bobes presos aos cabelos e quem vai segurar a colher de pau contra a sua cara e perguntar por que chegou tão tarde para uma segunda-feira.
E nesse dia você vai beijá-lo a boca e dizer que o ama, mas se sente no direito de fazer qualquer coisa porque nunca foi ele o homem da relação.
um dia você terá de ser o homem. Um dia será você quem convidará a ele para sair, será você quem escolherá o horário, se ele deve ou não buscá-la em casa, se ele deve ou não estar determinado. Um dia, será você quem o convidará para um cinema, uma pipoca, um chope ou até mesmo para assistir a final da Libertadores. E daí que o Milan ou o Real Madrid só são bonitos pelo uniforme?! Ele não precisa saber que você só encontrou um meio de passar um pouco mais de 90 minutos ao lado dele (não grudada nele, afinal, o jogo deve soar interessante a você também).
Um dia será você quem se levanta primeiro para que ele vá ao banheiro do restaurante. Um dia será você quem vai puxar a cadeira, mandar flores e fazer serenatas mediante a noite. Um dia, minha cara, será você quem vai pedir a mão dele, quem vai jogar bola nos fins de semana e quem vai recusar fazer aquele viagem fantástica à Paris na semana da moda.
Um dia será ele quem vai estar de bobes presos aos cabelos e quem vai segurar a colher de pau contra a sua cara e perguntar por que chegou tão tarde para uma segunda-feira.
E nesse dia você vai beijá-lo a boca e dizer que o ama, mas se sente no direito de fazer qualquer coisa porque nunca foi ele o homem da relação.
13 de maio de 2010
duas semanas!
Acontece que assim: depois de uma semana cuidando com muito carinho da minha garganta (quase fiquei afônica de novo) e do meu corpitcho, eu finalmente consegui ir à Jaguariuna depois de quase ver esse sonho desmoronado (resumão: ao ver-me sem meios de ir uma vez que meu irmão negou me acompanhar, desesperei-me até meu amigo dizer que tinha guardado um lugar para mim na van dele. Eis menos de 24h antes do show, ele me avisa que a van foi desfeita. Urgentemente, liguei para o meu primo e ele disse que tinha lugar na van do amigo dele, mas não estava no preço os ingreços. Acordei cedo no sábado e fui para a cidade vizinha comprar os ingreços quando, de repente, o tempo começa a fechar e nunca mais de abriu). Então, eu fui. Minha amiga, recém terminada de um namoro (tipo, menos de 16 horas) e eu - num pico de adrenalina e muito, mas muito crédito no célular.
Eu desaprendi a beber quando passei extremamente mal no dia 08 de janeiro de 2010. Desde então venho maneirando absurdamente na injestão de álcool a ponto de eu nem ao menos tomar nada além de uma tequila na balada. E eis que eu bebi acho que uns 400ml de vódeca e isso não foi legal. Meu rodeio é feito de flashes.
1º - Amy e eu interagindo no banheiro.
2º - Eu descendo o cacete num cara (mas batendo mesmo!)
3º - Eu procurando meu brinco no chão.
4º - Amy e eu falando em Inglês e fingindo ser intercambistas.
5º - O Show (5minutos no máximo).
6º - O cara muito simpático que ficou conversando comigo porque eu estava com sono e com depressão pós-bebedeira
7º - Chuva.
A chuva, tipow, durou a noite toda. Quando terminou o show, Amy e eu e uma menina fomos para a van. Dormimos lá. Cheguei em casa ensopada, encharcada - e no frio. Resultado durante a semana: uma puta dor de garganta.
Fui ao pronto socorro e o médico me disse voute receitar antibiótico e eu o cortei logo já jogando na cara dele a respeito da benzetacil. Ele me disse que o efeito era mais rápido e pá - pronto! Aceitei tomar a tal injeção fodidona que faz o crpo doer só de olhar.
E a enfermeira não foi nenhum pouco solidária ao dizer que aquela merda não era líquida, era feita de pequenos cristais e que doía para cacete.
E dói para CARALEO! Não se sinta mal pelo palavrão, o médico disse ser uma reação muito digna diante da injeção.
BELÊSSA.
24h horas depois e nenhuma melhora. Foi ao PS e por sorte era o meu médico quem me atendeu. Quando contei o fato, ele riu - e riu, riu, riu - e disse que nunca viu uma benzetacil não funcionar.
Moral da história: se um médico acatar a decisão da benzetacil, recuse, pois ele é apenas um sádico.
Eu desaprendi a beber quando passei extremamente mal no dia 08 de janeiro de 2010. Desde então venho maneirando absurdamente na injestão de álcool a ponto de eu nem ao menos tomar nada além de uma tequila na balada. E eis que eu bebi acho que uns 400ml de vódeca e isso não foi legal. Meu rodeio é feito de flashes.
1º - Amy e eu interagindo no banheiro.
2º - Eu descendo o cacete num cara (mas batendo mesmo!)
3º - Eu procurando meu brinco no chão.
4º - Amy e eu falando em Inglês e fingindo ser intercambistas.
5º - O Show (5minutos no máximo).
6º - O cara muito simpático que ficou conversando comigo porque eu estava com sono e com depressão pós-bebedeira
7º - Chuva.
A chuva, tipow, durou a noite toda. Quando terminou o show, Amy e eu e uma menina fomos para a van. Dormimos lá. Cheguei em casa ensopada, encharcada - e no frio. Resultado durante a semana: uma puta dor de garganta.
Fui ao pronto socorro e o médico me disse voute receitar antibiótico e eu o cortei logo já jogando na cara dele a respeito da benzetacil. Ele me disse que o efeito era mais rápido e pá - pronto! Aceitei tomar a tal injeção fodidona que faz o crpo doer só de olhar.
E a enfermeira não foi nenhum pouco solidária ao dizer que aquela merda não era líquida, era feita de pequenos cristais e que doía para cacete.
E dói para CARALEO! Não se sinta mal pelo palavrão, o médico disse ser uma reação muito digna diante da injeção.
BELÊSSA.
24h horas depois e nenhuma melhora. Foi ao PS e por sorte era o meu médico quem me atendeu. Quando contei o fato, ele riu - e riu, riu, riu - e disse que nunca viu uma benzetacil não funcionar.
Moral da história: se um médico acatar a decisão da benzetacil, recuse, pois ele é apenas um sádico.
12 de maio de 2010
walking down thrown the streets and our shoes are still the same
Quando ela caminha ao meu lado de boca fechada, consigo deduzir muitas coisas. Não é um raciocínio indutivo, mas responsabilidade que carrego por conhecê-la há tanto tempo. Sei, por exemplo, que não está triste, aliás, está submetida a um profundo estado de felicidade que nem consegue dizê-lo - e aí eu sinto. Mas, hoje, me parece que errei. Parece-me que ela está desta forma tão quieta por não ter ânimo de pronunciar nem um mísero sarcasmo torto que seja.
E espanto-me. Nunca a vi chorar antes. Nunca a vi... tão descamada.
- O pior - ela de repente fala - é que entrei nessa bolha de que somente o que eu sentia era o que me bastava que não notei o quão a reciprocidade me é importante. Eu doou a ele tudo o que gostaria de receber, mas como só estou recebendo descaso, acho melhor começar a me direcionar para uma outra pessoa ou doar a mesma coisa em puro cinismo.
A não ser quando ela está apaixonada.
E espanto-me. Nunca a vi chorar antes. Nunca a vi... tão descamada.
- O pior - ela de repente fala - é que entrei nessa bolha de que somente o que eu sentia era o que me bastava que não notei o quão a reciprocidade me é importante. Eu doou a ele tudo o que gostaria de receber, mas como só estou recebendo descaso, acho melhor começar a me direcionar para uma outra pessoa ou doar a mesma coisa em puro cinismo.
A não ser quando ela está apaixonada.
10 de maio de 2010
estranho seria se meu All Star branco combinasse com o seu Nike Shox branco e vermelho
Estranho seria se você não tivesse me encantado com esse seu jeito aéreo e meio a par das coisas, mas atento ao que acontece e observador em sua timidez. Estranho seria se você não tivesse me hipnotizado, e de noite, e de dia, e de todos os momentos, me deixa em um único foco. Estranho, então, seria se houvesse a reciprocidade, mas isso não é estranho. Você deixa em mim a saudade, mas saudade não é um sentimento de inércia - e temo que, quando ela passar, passe também todo o encanto, toda a vontade, todo o modo como eu o acho bonito
E sorte a minha que não acreditei em suas palavras. Sorte a minha que não apostei na possibilidade de você querer de fato me encontrar nesse domingo. Sorte a minha, não é mesmo?!, não conseguir mais ficar magoada contigo, caso contrário, essa seria sempre a minha realidade.
E sorte a minha que não acreditei em suas palavras. Sorte a minha que não apostei na possibilidade de você querer de fato me encontrar nesse domingo. Sorte a minha, não é mesmo?!, não conseguir mais ficar magoada contigo, caso contrário, essa seria sempre a minha realidade.
8 de maio de 2010
6 de maio de 2010
4 de maio de 2010
Porque eu andei olhando e notei um certo padrão.
Todo mundo escreve para a pessoa querida palavras bonitas, e, pensando aqui sozinha imagino que não será de um todo ruim fazer o mesmo com você. Apesar de eu sempre querer fugir dos clichês, esse me soa necessário. De acordo com o obserado, eu devo dizer o que gosto em você e acho que o que mais gosto em você é essa saudade que você me deixa, porque, assim, quando nos vemos, tudo fica em paz - e a sensação de paz depois de um tormento é a melhor e de maior aproveito.
Todo mundo escreve para a pessoa querida palavras bonitas, e, pensando aqui sozinha imagino que não será de um todo ruim fazer o mesmo com você. Apesar de eu sempre querer fugir dos clichês, esse me soa necessário. De acordo com o obserado, eu devo dizer o que gosto em você e acho que o que mais gosto em você é essa saudade que você me deixa, porque, assim, quando nos vemos, tudo fica em paz - e a sensação de paz depois de um tormento é a melhor e de maior aproveito.
3 de maio de 2010
2 de maio de 2010
as it must be

Acontece que a gente se encontra casualmente nas festas e não tem como... lembro que nos aproximamos por nos acharmos, mutuamente, bonitos. Eu, pelo seu sorriso, você, pelo meu olhar. Foi o que constatamos na última noite, na última festa, na última dança. E mesmo não tendo aqueles arrepios quando você se aproxima, ainda gosto da maneira como me deixa apoiar minha cabeça em seu ombro e inalar seu perfume, e de como você busca com as mãos a minha e de como nossas risadas ainda possuem sincronia.
E mesmo que a gente não tenha mais aqueles momentos a sós, ainda gosto de ouvir sobre o seu dia, sobre as suas manias e suas bebedeiras. E gosto de dançar perto de você só para te provocar... e gosto ainda mais de quando sua mão alcança a minha cintura e você ri ao pé do meu ouvido. Não, meu caro, não vamos mais nos beijar, mas eu ainda gosto de saber que há um espaço meu em seu abraço.
E quando sempre nos encontrarmos, sorriremos, ao menos, um para o outro - esquecendo das brigas, discussões e até do desconhecido.
30 de abril de 2010
O que fazer quando você sai à noite e tenta encontrar mediante a tantos rostos desconhecidos um único singular que te faça sentir-se bem? O que fazer quando ninguém lhe interessa, quando uuma única singular imagem refreia uma vontade... refreia porque sabe que se der vazão essa vontade o momento não valerá a pena quando meses correm solto na lembrança.
O que fazer diante de tudo isso?!
- É aceitar que se está apaixonado. E lutar para não ter medo.
O que fazer diante de tudo isso?!
- É aceitar que se está apaixonado. E lutar para não ter medo.
those unreal months ago
Os cabelos pretos deles estão baixos por causa da densa chuva que cai sem dar um tempo. E os cabelos dela estão se cacheando mais por causa dessa água que adentra ao seu coro cabeludo sem muita pretensão. O olhar dele é baixo porque ela é menor que ele. O olhar dela é baixo porque muitas constatações estão chegando a sua cabeça.
Elas sempre vêm, ela pensa, tentando organizar tudo aquilo.
- E você vai embora? - Ele pergunta enquanto luta pela não-ação de tocá-la ao ombro ou arrumar algum fio ou outro de cabelo.
- Demorei muito para partir. - Ela responde enquanto tenta entender porque simplesmente não o olha nos olhos. - Eu... eu não sei porque demorei tanto para ir desta vez. Geralmente eu sempre parto antes_
- Você gosta de mim?!

E ela abre os olhos e vê como aquilo já é um passado longíguo, o quão aquela cena não existe e nunca existiu. Ele nunca perguntaria essas coisas, ele nunca disse que gostava dela. Ele nunca proferiu quaisquer palavras que pudessem extinguir qualquer dúvida. E na dúvida ela não pode viver, não é idiossincrático a si tal condição.
- As dúvidas cessam. - Ela diz e acaricia o seu gato.
Elas sempre vêm, ela pensa, tentando organizar tudo aquilo.
- E você vai embora? - Ele pergunta enquanto luta pela não-ação de tocá-la ao ombro ou arrumar algum fio ou outro de cabelo.
- Demorei muito para partir. - Ela responde enquanto tenta entender porque simplesmente não o olha nos olhos. - Eu... eu não sei porque demorei tanto para ir desta vez. Geralmente eu sempre parto antes_
- Você gosta de mim?!

E ela abre os olhos e vê como aquilo já é um passado longíguo, o quão aquela cena não existe e nunca existiu. Ele nunca perguntaria essas coisas, ele nunca disse que gostava dela. Ele nunca proferiu quaisquer palavras que pudessem extinguir qualquer dúvida. E na dúvida ela não pode viver, não é idiossincrático a si tal condição.
- As dúvidas cessam. - Ela diz e acaricia o seu gato.
27 de abril de 2010
despertadores vizinhos
O legal de se morar em um conjunto de kitnets é que da para ouvir cada despertador. Tem aquele do não era para você se apaixonar, era só para gente ficar que com certeza deve odiar sertanejo ou se cansou desta música ou não sabe da famosa lei de que passamos a odiar profundamente qualquer hit posto no celular para ser usado como despertador.
E tem o a whole universe was in a hot dense state, then nearly fourteen billions years ago expansion started. Wait... Essa pessoa eu tenho certeza de que adora a música do The Big Bang Theory, mas desconhece a lei do odiarás eternamente a música de seu despertador. Eu, por exemplo, passei uns bons meses evitando Boate Azul por causa disso. Nas baladas em que eu ia e ela era tocada, tinha aquela sensação de ser cedo e de ter que acordar - era agonizante!
Mas esses não me incomodam tanto quanto o lazarento que tem o mesmo despertador que o meu e o deixa tocando 5 vezes antes de fato acordar - e o meu é baixinho para eu poder usar a desculpa do tocou e não ouvi, mas adestrei bem meus ouvidos para detectarem-no e agora acordo 5 vezes antes do meu de fato despertar ¬¬
E tem o a whole universe was in a hot dense state, then nearly fourteen billions years ago expansion started. Wait... Essa pessoa eu tenho certeza de que adora a música do The Big Bang Theory, mas desconhece a lei do odiarás eternamente a música de seu despertador. Eu, por exemplo, passei uns bons meses evitando Boate Azul por causa disso. Nas baladas em que eu ia e ela era tocada, tinha aquela sensação de ser cedo e de ter que acordar - era agonizante!
Mas esses não me incomodam tanto quanto o lazarento que tem o mesmo despertador que o meu e o deixa tocando 5 vezes antes de fato acordar - e o meu é baixinho para eu poder usar a desculpa do tocou e não ouvi, mas adestrei bem meus ouvidos para detectarem-no e agora acordo 5 vezes antes do meu de fato despertar ¬¬
26 de abril de 2010
contou-me que está sem ação, com receio e medo. contou-me que está num impasse, num preconceito, numa previsão. contou-me dos anseios em escrever todos os dias coisas bonitas, e do quão aquilo lhe enjoja a alma. e contou-me, contou-me, contou-me... que não olha mais para os lados, pois foram-se os tempos em que tudo e todos lhe interessavam. não procura mais por abraços estranhos quando bem sabe qual lhe conforta mais.
22 de abril de 2010
21 de abril de 2010
o que eu acho
Sobre meu irmão:
Tô sentindo que deveria pedir desculpas ao Danilo urgentemente por tê-lo julgado por todos esses dias. Eu deveria desconfiar que um julgamento e um aviso dele para a minha pessoa não seriam num todo apenas movidos pelo ciúme de irmão mais velho. Não. Havia tanta coisa embutida, tanta coisa já conhecida... e, ao vê-lo ali, fiquei imaginando quantas e quantas vezes ele mentiu para mim e qual parte dele já deve estar treinada para este fim, e, ainda, quantas vezes ele não agiu da mesma forma ou até mesmo pior. Deixo claro que esta última parte não se refere ao meu irmão. Mas eu preciso me redimir com o Danilo e dizer que só entendi as constantes metáforas depois que participei um pouco do âmbito social.
Sobre meu pai:
Que eu acredito que ele não me compare com o Danilo e nem espere os mesmos resultados de mim é verdade, mas às vezes eu sinto que ele não me vê preparada para absolutamente nada, nem para uma vida acadêmica, nem para uma vida cultural, nem social, independente ou como intercambista! Eu queria que ele acreditasse um pouco mais em mim em certos quesitos... Se diz ele que, como pai e protetor, não consegue me soltar e deixar minhas asas crescerem sem ordem alguma, queria que ele confiasse em mim para, pelo menos, aprender a voar do jeito dele e que, assim, ele pudessem me observar voar. Não me importaria de me torná-lo. Não mesmo.
Sobre minha mãe:
Mamãe sofre por causa de uma coisa em mim: minhas críticas. Sou muito crítica, comigo mesma, com os outros, com as coisas, com o mundo, religiões, preconceitos, hipocricidades... tudo. Critico mesmo, e algumas vezes até sem conhecer. E ela sofre por eu criticar a religião dela, questionar, indignar, inadagar, menosprezar. E ela sofre por eu ter uma cabeça diferente da dela, por querer coisas que ela não almejou, por querer ir embora, por querer fugir toda vez que eu me sinto insegura. Ela sofre por eu não confiar nela totalmente para contar tudo o que acontece em minha vida, por não poder dar a ela todos os pormenores da minha vida - e ela, talvez, se sinta incomodada por eu ser tão crítica quanto a isso também.
Sobre o Marcelo:
Está aí uma pessoa que eu torço muito para que se realize. E eu não entendo essa dificuldade dele em conseguir manter as amizades, porque eu, não somente como prima, mas amiga mesmo!, não consigo pensar em pessoa mais prestativa do que ele - de verdade. Ele sempre apoia quando acha necessário, critica, fala a verdade, mas ajuda, consola e escuta. Se você pedir, ele move mundos para conseguir fazer aquilo por você. E eu penso que ele precise de alguém que enxergue essas qualidades nele, esse carinho todo que ele sabe transmitir e quer em reciprocidade (já que ele não aceitou a minha idéia de celibato).
Sobre mim:
Eu estou completamente insegura - ou em dúvida?! Faz, pelo menos, umas dez noites que não durmo, que meus pensamentos me consomem e que estou absorta em algum tipo de estresse mental. Sem mencionar que essa arte de conquista não me pertence, não sei se estou agindo de forma certa e nem se ele está começando a ficar enjoado de mim. Vai saber. Eu não poderia pôr todo o meu potencial cotidiano sobre as expectativas de reciprocidade dele, mas sempre acabo por este caminho - e como disse a senhora e sábia Maria Inês, serão tão poucas as vezes em que serei retribuída na proporção de que me doo e espero. Deveria ainda estar submersa naquela felicidade de sábado, mas acredito não ter sido uma boa idéia ter ido me despedir na rodoviária. Eu não sou a namorada dele, não possuo qualquer compromisso, qualquer dever...
Que seja!, no fim sempre serei uma ciumenta possessiva com uma mente absurdamente criativa. Só preciso continuar controlando isso dentro de mim - e perto dele. E temo - mesmo! - querer fugir em algum momento. Não posso... não posso deixá-lo de novo.
Sobre a minha cama:
Que algo está errado com ela eu sempre soube. Estou no quarto do hermano, dormindo em um colchão posto no chão, enquanto a minha cama está repleta de roupas, livros, bolsas, bagunças. Eu deveria mudá-las de lugar, e não me mudar de lá. Apesar de que ultimamente dormir no quarto do Danilo tem tornado meu sono mais calmo e longe de pesadelos - apesar de eu apenas poder usufruir desse bem quando o mesmo não se encontra em casa e isso só tem acontecido quando eu também aqui não estou. E eu acho que não gosto do lençol que cobre a minha cama...
Tô sentindo que deveria pedir desculpas ao Danilo urgentemente por tê-lo julgado por todos esses dias. Eu deveria desconfiar que um julgamento e um aviso dele para a minha pessoa não seriam num todo apenas movidos pelo ciúme de irmão mais velho. Não. Havia tanta coisa embutida, tanta coisa já conhecida... e, ao vê-lo ali, fiquei imaginando quantas e quantas vezes ele mentiu para mim e qual parte dele já deve estar treinada para este fim, e, ainda, quantas vezes ele não agiu da mesma forma ou até mesmo pior. Deixo claro que esta última parte não se refere ao meu irmão. Mas eu preciso me redimir com o Danilo e dizer que só entendi as constantes metáforas depois que participei um pouco do âmbito social.
Sobre meu pai:
Que eu acredito que ele não me compare com o Danilo e nem espere os mesmos resultados de mim é verdade, mas às vezes eu sinto que ele não me vê preparada para absolutamente nada, nem para uma vida acadêmica, nem para uma vida cultural, nem social, independente ou como intercambista! Eu queria que ele acreditasse um pouco mais em mim em certos quesitos... Se diz ele que, como pai e protetor, não consegue me soltar e deixar minhas asas crescerem sem ordem alguma, queria que ele confiasse em mim para, pelo menos, aprender a voar do jeito dele e que, assim, ele pudessem me observar voar. Não me importaria de me torná-lo. Não mesmo.
Sobre minha mãe:
Mamãe sofre por causa de uma coisa em mim: minhas críticas. Sou muito crítica, comigo mesma, com os outros, com as coisas, com o mundo, religiões, preconceitos, hipocricidades... tudo. Critico mesmo, e algumas vezes até sem conhecer. E ela sofre por eu criticar a religião dela, questionar, indignar, inadagar, menosprezar. E ela sofre por eu ter uma cabeça diferente da dela, por querer coisas que ela não almejou, por querer ir embora, por querer fugir toda vez que eu me sinto insegura. Ela sofre por eu não confiar nela totalmente para contar tudo o que acontece em minha vida, por não poder dar a ela todos os pormenores da minha vida - e ela, talvez, se sinta incomodada por eu ser tão crítica quanto a isso também.
Sobre o Marcelo:
Está aí uma pessoa que eu torço muito para que se realize. E eu não entendo essa dificuldade dele em conseguir manter as amizades, porque eu, não somente como prima, mas amiga mesmo!, não consigo pensar em pessoa mais prestativa do que ele - de verdade. Ele sempre apoia quando acha necessário, critica, fala a verdade, mas ajuda, consola e escuta. Se você pedir, ele move mundos para conseguir fazer aquilo por você. E eu penso que ele precise de alguém que enxergue essas qualidades nele, esse carinho todo que ele sabe transmitir e quer em reciprocidade (já que ele não aceitou a minha idéia de celibato).
Sobre mim:
Eu estou completamente insegura - ou em dúvida?! Faz, pelo menos, umas dez noites que não durmo, que meus pensamentos me consomem e que estou absorta em algum tipo de estresse mental. Sem mencionar que essa arte de conquista não me pertence, não sei se estou agindo de forma certa e nem se ele está começando a ficar enjoado de mim. Vai saber. Eu não poderia pôr todo o meu potencial cotidiano sobre as expectativas de reciprocidade dele, mas sempre acabo por este caminho - e como disse a senhora e sábia Maria Inês, serão tão poucas as vezes em que serei retribuída na proporção de que me doo e espero. Deveria ainda estar submersa naquela felicidade de sábado, mas acredito não ter sido uma boa idéia ter ido me despedir na rodoviária. Eu não sou a namorada dele, não possuo qualquer compromisso, qualquer dever...
Que seja!, no fim sempre serei uma ciumenta possessiva com uma mente absurdamente criativa. Só preciso continuar controlando isso dentro de mim - e perto dele. E temo - mesmo! - querer fugir em algum momento. Não posso... não posso deixá-lo de novo.
Sobre a minha cama:
Que algo está errado com ela eu sempre soube. Estou no quarto do hermano, dormindo em um colchão posto no chão, enquanto a minha cama está repleta de roupas, livros, bolsas, bagunças. Eu deveria mudá-las de lugar, e não me mudar de lá. Apesar de que ultimamente dormir no quarto do Danilo tem tornado meu sono mais calmo e longe de pesadelos - apesar de eu apenas poder usufruir desse bem quando o mesmo não se encontra em casa e isso só tem acontecido quando eu também aqui não estou. E eu acho que não gosto do lençol que cobre a minha cama...
Eu gosto assim, quando você me liga e decidi que quer porque quer viajar, e a gente vai. A gente visita alguns tios perdidos, presenteia uns primos esquecidos e damos muita risada no meio do caminho. E quando eu falo para você das minhas teorias de conspiração, você ri alto e diz "se ele tá enchendo a cara num buteco, Bru, a gente também pode". E a gente se dá ao luxo de parar em um bar qualquer numa cidade que só conhecemos a rota para a casa da tia e pedimos algumas originais. Você bebe menos e me deixa beber mais, e me faz beber mais porque você diz que ao estar bêbada eu tenho as mesmas manias de um alguém que tomou alucinógenos - claro, como boa companhia que sou para você, nunca ousei perguntar como você reconhece tais efeitos em mim. E gosto mais ainda quando você coloca aquelas modas de viola e vem cantando junto comigo, sem se importar quando erro a letra - o que acontece quase toda hora. Mas a gente, a gente se diverte... porque antes de sermos primos, meu caro, já celaram nosso destino: seremos sempre irmãos.
20 de abril de 2010
Só mais uma insônia
Tenho aula, tenho insônia, tenho saudade. Tenho vontade de largar tudo e apressar as coisas, levar um lero com Deus para ver se eu não vou quebrar a cara de novo... porque, se isso acontecer, dessa vez, eu vou sofrer demais. Tenho vontade de te ligar agora, tipo, agora mesmo, às 05:16 da manhã e explicar que seu amigo de adicionou no orkut e no msn, mas que não tem nada haver, é você quem não me deixa dormir hoje.
Hoje eu chorei de saudade, de felicidade e foi tudo tão genuíno, tão verdadeiro que me fez ficar mais feliz. Eu lembro de você e tenho vontade de correr pela rua, que nem louca, gritando que estou apaixonada, e que você me é tão lindo... eu sorrio só de lembrar, sorrio e meus olhos lacrimejam e eu tô te amando. Não que eu o ame, mas aprecio tanto cada momento nosso... Ah!, Rodrigo, se você pudesse uma vez entrar na minha cabeça e ver as palavras que eu seguro para não te causar impacto ou te assusutar.
Não fico brava, de forma alguma, por você me tirar o sono - o meu precioso sono -, muito pelo contrário, adoro. Adoro que ele seja por causa de você.
Volta, volta, volta! Me adora, me beija, fica.
Hoje eu chorei de saudade, de felicidade e foi tudo tão genuíno, tão verdadeiro que me fez ficar mais feliz. Eu lembro de você e tenho vontade de correr pela rua, que nem louca, gritando que estou apaixonada, e que você me é tão lindo... eu sorrio só de lembrar, sorrio e meus olhos lacrimejam e eu tô te amando. Não que eu o ame, mas aprecio tanto cada momento nosso... Ah!, Rodrigo, se você pudesse uma vez entrar na minha cabeça e ver as palavras que eu seguro para não te causar impacto ou te assusutar.
Não fico brava, de forma alguma, por você me tirar o sono - o meu precioso sono -, muito pelo contrário, adoro. Adoro que ele seja por causa de você.
Volta, volta, volta! Me adora, me beija, fica.
19 de abril de 2010
edge of the whole thing

A carta dela começava mais ou menos assim:
"Tá chovendo e pela primeira vez não me importo com o barulho insuportável que essa água faz contra a janela. E pela primeira vez também notei que aquela luzinha que adentra ao quarto por deibaixo da porta ainda me incomoda profundamente - e sabe o porquê? Porque ela desvia meus pensamentos.
Eu gosto de mentalizar, como você bem sabe, tudo o que gostaria de fazer e, por muito tempo, imaginava meu futuro profissional e minhas gastanças culturais e meu sossego no parque. As fotografias que eu poderia tirar se entrasse em um curso decente de fotografia e a luminosidade que seria capaz de capitar; a roupa para o final de semana e as expectativas das festas. Uma futura confraternização com os amigos, uma foto que poderia tirar de mim mesma ou até mesmo programar um estímulo falho para arrumar meu quarto na manhã seguinte.
Eu costumava ser assim, ver a todas essas coisas com facilidade, mas a chuva, quando havia uma, me incomodava profundamente, e a luminosidade não me permitia dormir e até mesmo aquele barulhinho de algum inseto lá fora me tirava a concentração. Eu mal conseguia pestanejar, mal conseguia regular minha respiração. Mas... sabe o que aconteceu?! Eu mudei. E notei que parei de imaginar o futuro e comecei a fechar os olhos, virar para o lado mais escuro do quarto e lembrar de cada momento de um passado especial - e, minha amiga, quando você imaginou ver-me nessa situação?! Você bem sabe quem está nessas lembranças, quem está nos constantes flashes da minha memória e das minhas sensações. Dos toques. Beijos. Abraços. Vontades. Suspiros. Tudo voluntário. Você bem sabe... e eu, hoje, também sei que se tivesse tido meia certeza de que ele estaria aqui comigo, teria esperado, teria ficado intocável, teria nunca ter gostado de outros. E hoje me sinto assim, como se nunca tivesse gostado de ninguém e nem ao menos direcionado um olhar com mais volúpia, porque meus olhares de volúpia são mais intensos com ele, meus beijos são mais vívidos, mais existentes, mais condizente com ele.
Mas não vou mais falar sobre ele - porque ele pertence a minhas noites..."
17 de abril de 2010
you´re sorry or not?
Ela balança as pernas sem parar, roe a unha, puxa pele do dedo e me olha nervosa. Não. Nervosa não, mas inquieta. Ela está sentada bem diante de mim, bem de frente para mim e tem olhos enormes - e eu não gosto desse poderio todo que eles possuem, me dão medo. Sei bem eu também que ela está com medo, por causa dessa minha postura quieta, pacífica e de olhos pequenos - pequenos e centrados.
Não, não estamos disputando nada, é apenas a sensação. Eu sei o que ela tem, e ela não tem idéia do que eu tenha - afinal, quem deveria desabafar era ela. Ela quer me dizer que está insegura, tensa, medrosa, confusa e assustada. Mas não vai dizer absolutamente nada. Ela já sabe que eu sei. E eu deveria dizer que está tudo bem, que eu também estou e ainda há em mim a dúvida de ser certo ou não. Somos um ser só, entende?!
Eu sei observar e ela falar. Somos opostos.
Digo "calma" e ela se acalma. Ou assim o finge muito bem.
Não, não estamos disputando nada, é apenas a sensação. Eu sei o que ela tem, e ela não tem idéia do que eu tenha - afinal, quem deveria desabafar era ela. Ela quer me dizer que está insegura, tensa, medrosa, confusa e assustada. Mas não vai dizer absolutamente nada. Ela já sabe que eu sei. E eu deveria dizer que está tudo bem, que eu também estou e ainda há em mim a dúvida de ser certo ou não. Somos um ser só, entende?!
Eu sei observar e ela falar. Somos opostos.
Digo "calma" e ela se acalma. Ou assim o finge muito bem.
15 de abril de 2010
tudo misturado
Estou com insônia, uma senhora dor nas costas e um monte de coisa na cabeça. Tenho saudade também, mas essa passa quando geralmente durmo. Estou contando os dias para o seu aniversário para te mostrar o que eu comprei e o que escrevi, como montei seu cartão e que escolhi te dizer. Eu sempre penso muito bem nos presentes... às vezes falho, verdade, e acato por comprar algo comum e certeiro - mas esse ano não. Eu prometo. Estou pensando no dia de amanhã e em como tudo demorará para passar, em como eu não vou me aquietar até conseguir expelir esses pensamentos de mim. Preciso descançar, preciso acalmar a minha mente. Eu sei que preciso porque é de extrema complicação não conseguir dormir. Estou insegura. Preferiria que não fosse, que as coisas já estivessem ajeitadas. Preferiria não estar longe de você nesse período conturbado; desculpe por isso. Eu não consigo pensar numa solução ou em um estímulo para você ratificar suas vontades; queria poder te centralizar e dar o empurrão inicial para, assim, seu corpo permanecer na inércia. Queria ter as palavras certas para você desistir dele, ou as palavras muito certas para mostrar a ele que ele é sim um moleque de 21 anos. Ele não sabe lhe dar com você, ele não tem parâmetros para isso, meios para te sustentar, emocionalmente falando. Eu queria que ele fosse o suficiente a sua família, para o seu ego - queria que ele fosse a sua cartada certa e o seu amor eterno. Que seus pais entendessem de uma vez por todas que mais cedo ou mais tarde vocês vão se casar, que vocês estão juntos há 4 anos e que vocês dois se amam. Queria que ele retribuísse, que surgisse um outro, que esse outro te conforte e te entenda, e, desta simples maneira, ele saberia exatamente o que dizer, exatamente como agir e, o melhor, como te olhar. Você precisa de olhares, minha querida, precisa da intensidade certa de um olhar - e alguns exageram, muitos não potencializam tanto. E eu queria, minha cara, do fundo do meu coração, que você não estivesse desta maneira travada com os sentimentos. Amar pode machucar, mas não é uma condição. Apaixonar-se é cruel, mas tão digno quanto a possibilidade de não escolha... queria poder implantar em você a possibilidade e o bem-querer de encontrar um amor que não possua déficts.
Eu queria apenas poder dormir.
Eu queria apenas poder dormir.
I used to be a dreamer...
Mãe,
por favor, não chore. Você sempre soube que essa decisão não era uma decisão, mas algo inerente a mim, que sempre esteve aqui. Você sabia que seria apenas uma questão de tempo para que eu a percebesse e, desculpe, porém, uma vez notada, eu não posso ignorá-la.
A gente cresce, mãe, e, por mais que seja tão prazeroso os laços maternos e do lar, a gente precisa continuar - de longe -, afinal, foi assim que você conseguiu tudo isso, não é?! Um casa, um lar, uma família, seus filhos... você só conseguiu tudo isso porque você também teve de partir, mas não porque se foi embora que se abandonou os laços, as relevâncias, os princípios. Estamos partindo, mãe, para dar continuidade a tudo isso o que você nos ensinou.
E desculpe... desculpe por ter partido, em pensamento, mais cedo do que você achou que seria. Eu sempre estive predestinada a isso, mãe, a ir embora, a ir contra, a querer desfazer. Desfiz-me das suas crenças, das suas vontades, dos seus sonhos, fui contra a sua fé, a sua proteção e, agora, estou indo embora.
Não chore.
Sorria.
Sinta-se feliz por mim, por eu ter entendido e encontrado o meu verdadeiro caminho. Mãe, não estou destruindo... estou apenas me desfazendo e ver o que, no fim, se sobra.
por favor, não chore. Você sempre soube que essa decisão não era uma decisão, mas algo inerente a mim, que sempre esteve aqui. Você sabia que seria apenas uma questão de tempo para que eu a percebesse e, desculpe, porém, uma vez notada, eu não posso ignorá-la.
A gente cresce, mãe, e, por mais que seja tão prazeroso os laços maternos e do lar, a gente precisa continuar - de longe -, afinal, foi assim que você conseguiu tudo isso, não é?! Um casa, um lar, uma família, seus filhos... você só conseguiu tudo isso porque você também teve de partir, mas não porque se foi embora que se abandonou os laços, as relevâncias, os princípios. Estamos partindo, mãe, para dar continuidade a tudo isso o que você nos ensinou.
E desculpe... desculpe por ter partido, em pensamento, mais cedo do que você achou que seria. Eu sempre estive predestinada a isso, mãe, a ir embora, a ir contra, a querer desfazer. Desfiz-me das suas crenças, das suas vontades, dos seus sonhos, fui contra a sua fé, a sua proteção e, agora, estou indo embora.
Não chore.
Sorria.
Sinta-se feliz por mim, por eu ter entendido e encontrado o meu verdadeiro caminho. Mãe, não estou destruindo... estou apenas me desfazendo e ver o que, no fim, se sobra.
14 de abril de 2010
she´ll not stand by you

Ela saiu correndo e você nem a impediu. Ela achou melhor se distanciar de você - e você nem tentou evitar. Você me disse que os motivos dela eram bons, mas ela nem os disse - você assim os presumiu. Quer a verdade? Ela não teve motivos; ela teve medo. Medo de continuar tão próxima de você e seus olhos continuarem fechados ou cegos para ela. Ela teve medo. E isso não é um motivo. Você já a viu chorando?! Eu sim; e ela chora feito criança separada dos pais; e ela chora aqui, no meu colo, implorando-me para que eu faça um motivo, um argumento razoavelmente convincente, e você me deu isso ao não impedí-la.
Ela saiu correndo e não vai mais voltar.
13 de abril de 2010
what a wierd world
O que eu nunca consegui entender é por que o lado feminino do mundo sempre tende a escrever coisas pitorescas e românticas, quando o lado masculino não vai retribuir de forma igual. Ou apenas retribuir.
Não entendo essas palavras bonitas organizadas de um jeito tão carente e tão sem graça - eu as julgo sim, porque por muito tempo também me usufrui delas e, hoje, ao lê-las de novo, não vejo graça, não vejo sentimento, e sinto vergonha por ter sido a autora. Mas não adianta, sei que estarei nessa atmosfera por esta ser uma sina feminina - querer sempre demonstrar exatamente como se é, como se sente, como se explica. É um clichê barato. E além dessa condição miserável, existe ainda a decepção - porque ele simplesmente não vai retribuir.
É a famosa solidão feminina - mesmo acompanhada, estará sempre sozinha em suas necessidades e carência.
Porém, quando me dizem que eu sempre vou quebrar a cara por sempre ajudar e raramente ter a mesma retribuição, prossigo ajudando, escrevendo e sendo carinhosa. Não sou num todo carinhosa, não sou num todo amável... mas perto de você, eu quero ser.
Não entendo essas palavras bonitas organizadas de um jeito tão carente e tão sem graça - eu as julgo sim, porque por muito tempo também me usufrui delas e, hoje, ao lê-las de novo, não vejo graça, não vejo sentimento, e sinto vergonha por ter sido a autora. Mas não adianta, sei que estarei nessa atmosfera por esta ser uma sina feminina - querer sempre demonstrar exatamente como se é, como se sente, como se explica. É um clichê barato. E além dessa condição miserável, existe ainda a decepção - porque ele simplesmente não vai retribuir.
É a famosa solidão feminina - mesmo acompanhada, estará sempre sozinha em suas necessidades e carência.
Porém, quando me dizem que eu sempre vou quebrar a cara por sempre ajudar e raramente ter a mesma retribuição, prossigo ajudando, escrevendo e sendo carinhosa. Não sou num todo carinhosa, não sou num todo amável... mas perto de você, eu quero ser.
but how do you expect me?!

Ela sempre faz isso, no fim, eu acho. Acho que ela sempre acaba por decidir por simplesmente ir, mesmo que algo a tenha feito ficar. Não, talvez não seja uma decisão; talvez seja apenas ela, pertencente a ela, inerente - e aí ela se vai. Embora.
Eu tô aqui a vendo sorrir e dizer que vai partir. Apesar de ela estar bem, sei que tem alguma coisa que não torna esse sorriso verdadeiro. Compreende?! Ela está magoada... e ela sempre fica. Por isso ela parte, porque sempre se machuca mesmo quando assim não o é para ser.
Adeus, querida; estarei aqui mesmo quando não quiser.
12 de abril de 2010
like there is no air
Eu estou feliz. Genuinamente feliz. Inocentemente feliz. Feliz por ter te olhado de tão perto, por ter estado tão dentro de seus olhos, por ter estado tão presente em seus beijos. Simples e facilmente feliz. E já o estava antes, quando só pude trocar algumas palavras, desviar meu beijo para o seu rosto e entender que a noite não estava reservada a mim. Feliz por você ter estado tão diante de mim, tão inerente em meu sorriso e em minha vontade de fechar os olhos e te sentir ali. Tão perto de mim.
E naquele outro instante em que eu apenas senti tudo em meu corpo se expressar naquela sucessão de sorrisos descomplicados e sem nenhum pensamento teorizando seus motivos... nesse outro instante!, Deus, não havia pessoas ao meu redor que pudessem me irritar, nem sapato que me fizesse sentir dor. Não havia multidão, não havia empecilhos, não havia dúvida. Eu abracei-o. Beijei-o. E expus a minha saudade, a minha vontade de você.
Eu poderia ter mantido o sorriso pelo resto da noite, pelo resto dos dias. Poderia facilmente mostrá-lo a todos. Facilmente declarar o motivo - mas tudo isso é seu.
Guardo com muito carinho a doce lembrança de você me abrançando e da gente dormindo junto; de você extremamente perto de mim, do contorno de seu perfil e de como o nosso silêncio me apazigua.
Acreditei que eu nunca voltaria a encarar alguém no fundo dos olhos e instantaneamente me sentir satisfeita pelo simples fato de estar presente.
Estou feliz por você me causar tudo isso em poucos segundos.
E naquele outro instante em que eu apenas senti tudo em meu corpo se expressar naquela sucessão de sorrisos descomplicados e sem nenhum pensamento teorizando seus motivos... nesse outro instante!, Deus, não havia pessoas ao meu redor que pudessem me irritar, nem sapato que me fizesse sentir dor. Não havia multidão, não havia empecilhos, não havia dúvida. Eu abracei-o. Beijei-o. E expus a minha saudade, a minha vontade de você.
Eu poderia ter mantido o sorriso pelo resto da noite, pelo resto dos dias. Poderia facilmente mostrá-lo a todos. Facilmente declarar o motivo - mas tudo isso é seu.
Guardo com muito carinho a doce lembrança de você me abrançando e da gente dormindo junto; de você extremamente perto de mim, do contorno de seu perfil e de como o nosso silêncio me apazigua.
Acreditei que eu nunca voltaria a encarar alguém no fundo dos olhos e instantaneamente me sentir satisfeita pelo simples fato de estar presente.
Estou feliz por você me causar tudo isso em poucos segundos.
8 de abril de 2010
Que o universo masculino e feminino é diferente todo mundo sabe. E não estou falando de coisas básicas como futebol, roupa, maquiagem e futebol, e nem da ganância feminina e do ego abalado masculino. Estou falando da arte de ignorar - ou te não conseguir entender quais são os pontos relevantes de uma mensagem (da parte dele).
Se ela escreve Oi, tudo bem?! Sonhei contigo essa noite e fiquei com vontade de você, entenda, homem, de uma vez por todas, que ela está pouco se importando como você está, o que fez e o que deixou de fazer. Ela não precisa de uma resposta complicada, mas de uma simples, como Também tenho vontade de você.
Simples assim, né?!
Se ela escreve Oi, tudo bem?! Sonhei contigo essa noite e fiquei com vontade de você, entenda, homem, de uma vez por todas, que ela está pouco se importando como você está, o que fez e o que deixou de fazer. Ela não precisa de uma resposta complicada, mas de uma simples, como Também tenho vontade de você.
Simples assim, né?!
5 de abril de 2010
de segunda
Hoje ela me olhou no fundo dos olhos e eu senti que o baque maior viria, mas o meu espanto foi menor que o dela. Podia sentir uma energia maior da parte dela, um susto, uma constatação que ela mesma não esperava.
E ela me disse:
- Você terminou os volumes e os abandonou no alto de sua estantes. Está recolhendo as novas páginas, buscando aquelas que você tentou abandonar e vai organizar um novo livro. E quando você dizia de olhos e sorrisos, toques e risos... ah, sua danadinha, você me enganou. Enganou muito. É ele... desde então sempre ele. E você me fez acreditar que ainda gostava do outro, mas seu coração saltou mais quando este se aproximou, quando este lhe tocou... você enganou. Falava dele e me fazia crer no outro...
E seguiu rindo pela sessão inteira, feliz por eu gostar de você.
E ela me disse:
- Você terminou os volumes e os abandonou no alto de sua estantes. Está recolhendo as novas páginas, buscando aquelas que você tentou abandonar e vai organizar um novo livro. E quando você dizia de olhos e sorrisos, toques e risos... ah, sua danadinha, você me enganou. Enganou muito. É ele... desde então sempre ele. E você me fez acreditar que ainda gostava do outro, mas seu coração saltou mais quando este se aproximou, quando este lhe tocou... você enganou. Falava dele e me fazia crer no outro...
E seguiu rindo pela sessão inteira, feliz por eu gostar de você.
Sou assim contigo
As datas importantes eu me lembro - e lembro de todas. Lembro a cor da tua camiseta e os sapato que escolhi. Lembro de todas as vezes que perguntei a minha mãe se estava bom e se tu irias gostar; das vezes em que quis só ficar te olhando e entender como funcionam esses risquinhos pretos dentro de teus olhos. Às vezes eles parecem ser de uma cor só, desse breu todo que me engole e me encanta, mas eu presto atenção, decoro teus dizeres, as tonalidades de tua voz em mim, teus trejeitos. Sei até como seguras o copo, como teus dedos cingem o vidro e como este fica um pouco afastado da palma de tua mão. Eu conheço os tantos tons de pretos de teus olhos, e todos aqueles que gosto. E gosto de todos, e gosto deste contraste só teu, de pele, cabelo, olhos e sobrancelhas.
E boca.
Tua boca é vermelha como se estivesse frio, e eu nunca tive a oportunidade de te dizer que ela me beija da maneira que gosto. Devagar e me sentindo ali. E tu beija-me da maneira de que gosto, me fazendo presa apenas a esse ato, a esse teu abraço que me envolve inteira, a esse jeito cuidadoso e com um pouco de desdenha. Mas eu gosto... gosto tanto que o toque fica, a sensação me volta à noite e me comprimi em saudade.
E eu sou ciumenta, sempre acho que sou o segundo plano, que sou aquela em que tu se lembras quando não tens mais nada a ser feito. Não consigo esconder as minhas dores, minhas mágoas, minhas decepções, e sempre acho que a felicidade e o meu sorriso fácil devem ser contidos, escondidos de ti. Sempre acho que não devo demonstrar o quão bem fico ao te sentir perto de mim... e quando perto, eu tenho paz e não me importo com os demais. Importo-me contigo.
E eu quero continuar a só me importar contigo.
E boca.
Tua boca é vermelha como se estivesse frio, e eu nunca tive a oportunidade de te dizer que ela me beija da maneira que gosto. Devagar e me sentindo ali. E tu beija-me da maneira de que gosto, me fazendo presa apenas a esse ato, a esse teu abraço que me envolve inteira, a esse jeito cuidadoso e com um pouco de desdenha. Mas eu gosto... gosto tanto que o toque fica, a sensação me volta à noite e me comprimi em saudade.
E eu sou ciumenta, sempre acho que sou o segundo plano, que sou aquela em que tu se lembras quando não tens mais nada a ser feito. Não consigo esconder as minhas dores, minhas mágoas, minhas decepções, e sempre acho que a felicidade e o meu sorriso fácil devem ser contidos, escondidos de ti. Sempre acho que não devo demonstrar o quão bem fico ao te sentir perto de mim... e quando perto, eu tenho paz e não me importo com os demais. Importo-me contigo.
E eu quero continuar a só me importar contigo.
3 de abril de 2010
Just one more
Não, eu não posso. Não posso virar-me de costas para você e sair andando, não posso ignorar sua presença, não posso ignorar todos aqueles momentos. Não posso simplesmente fingir que vou virar essa página, que vou rasgar os rascunhos e que vou abandonar tudo dentro da fogueira.
Não, não posso.
Preciso gostar de você, preciso abandonar aqueles outros escritos, e você me fez esquecê-los... não posso permitir que parta ou que me deixe partir.
Rodrigo, fica.
Não, não posso.
Preciso gostar de você, preciso abandonar aqueles outros escritos, e você me fez esquecê-los... não posso permitir que parta ou que me deixe partir.
Rodrigo, fica.
1 de abril de 2010
that complicated time
Olhando alguns blogs da vida, me deparei com dois - cujos links não sei mais onde estão - em que se falavam do primeiro mês de faculdade longe da família/casa/amigos.
Eu ainda me lembro do meu primeiro ano longe de casa. Foi complicado. Choros desesperados, as incertezas, as constantes falhas, a desmotivação para estudar... e claro que tudo se acentuava com o fato de eu apenas precisar passar dois dias fora de casa e não me socializar com a minha turma.
Eu tinha medo, medo de não conseguir estabilizar as minhas características ali e precisar mudar. Sentia medo de precisar esquecer das músicas que gosto, dos eventos que vou e do modo como penso. Claro que estar longe dos seus amigos que passaram, no mínimo, três anos ao seu lado (fora aqueles que você já chama de irmãos e que estão contigo há 9!) e longe da família que tanto o apóia e quer vê-lo contente não ajuda em absolutamente nada.
Meu primeiro ano foi tão conturbado, tão desalinhado, que fez uma transformação catastrófica na minha recepção pelas pessoas. A grosseiria, os escárnios, as 34 pedras que eu tinha escondidas na manga para caso alguém tentasse me ferir... E o melhor disso tudo é que, quando você aceita que precisa sim estar longe de casa nesse período e esquecer como é ser cuidado pela família, você consegue seguir seus próprios rumos muito melhor.
Se me bate aquele desespero quando me vejo portando Física, de Aristóteles, Organon, do mesmo, e Filosofia Medieval, Alain de Libera e sabendo que não vou dar conta dos 3 em uma semana?! CLARO!!! Mas hoje eu entro nesses desespero de cabeça e vejo no que vai dar.
Só queria dizer para essas pessoas que se todos esses sentimentos durarem um mês, está tudo bem, é normal... se durar 1 ano, descabele sim porque no 2º tudo fica melhor.
Enjoy this moment.
Eu ainda me lembro do meu primeiro ano longe de casa. Foi complicado. Choros desesperados, as incertezas, as constantes falhas, a desmotivação para estudar... e claro que tudo se acentuava com o fato de eu apenas precisar passar dois dias fora de casa e não me socializar com a minha turma.
Eu tinha medo, medo de não conseguir estabilizar as minhas características ali e precisar mudar. Sentia medo de precisar esquecer das músicas que gosto, dos eventos que vou e do modo como penso. Claro que estar longe dos seus amigos que passaram, no mínimo, três anos ao seu lado (fora aqueles que você já chama de irmãos e que estão contigo há 9!) e longe da família que tanto o apóia e quer vê-lo contente não ajuda em absolutamente nada.
Meu primeiro ano foi tão conturbado, tão desalinhado, que fez uma transformação catastrófica na minha recepção pelas pessoas. A grosseiria, os escárnios, as 34 pedras que eu tinha escondidas na manga para caso alguém tentasse me ferir... E o melhor disso tudo é que, quando você aceita que precisa sim estar longe de casa nesse período e esquecer como é ser cuidado pela família, você consegue seguir seus próprios rumos muito melhor.
Se me bate aquele desespero quando me vejo portando Física, de Aristóteles, Organon, do mesmo, e Filosofia Medieval, Alain de Libera e sabendo que não vou dar conta dos 3 em uma semana?! CLARO!!! Mas hoje eu entro nesses desespero de cabeça e vejo no que vai dar.
Só queria dizer para essas pessoas que se todos esses sentimentos durarem um mês, está tudo bem, é normal... se durar 1 ano, descabele sim porque no 2º tudo fica melhor.
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