19 de julho de 2010

I can´t hold something that is not even real!

A música melancólica em nada ajuda. Sim, ela acha o silêncio uma música melancólica - ele deixa a sala pequena grande, o vazio cheio de pensamentos e os seus próprios muito claros. Todas as perguntas e questionamentos se organizam. Ela sabe o que aperta o peito.
Dizem-lhe, sucessivas e consecutivas vezes, que ela tem tudo e não há do que reclamar. Ela concorda, sempre, porque quem lhe fala olha para seu pai e sua mãe, e ela também acha que o que eles deram para ela, seja em virtudes, ensinamentos, educação ou materiais, não deve ser nunca reclamado, mas agradecido - e ela o faz sempre. Mas seus pensamentos se organizam quanto a si própria, e tudo o que enxerga são fracassos, desistências, medos, inseguranças e escolhas erradas.
Aos 20 ainda não descobriu para o que nasceu. Todos os seus interesses são dignos de bons passatempos, atividades a preencherem o tempo livre, que lhe deveriam tirar o estresse do dia-a-dia - e não algo que possa ser sua profissão, seu ganha pão. Tinha tanta certeza daquilo por três anos anteriores à faculdade, mas, agora, soava tão errôneo, tão não seu. Ela enxergava: sem capacidade para aquilo. Sem determinação para fazê-lo sua carreira ou ter o mínimo de decência. E os investimentos?! Tanto dinheiro para desistir...
Claro que há o orgulho, o conhecimento das apostas alheias, a decepção geral que tudo vai causar. Sua mãe fala em Deus, e ela se pergunta o que Ele está fazendo?! Há coisas mais importantes, mas a onipotência é para garantir atenção igualitária a todos.
Dois anos passados e nada.

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