12 de março de 2011

As pessoas, sempre, procuram um padrão. O padrão pode nem ser aquele que mais agrade, talvez seja um escape para manter intacto e peculiar os traços e formas que tanto lhe foram de um gosto extremo.
E talvez não, como sempre acontece (menos com ela).
E ela e você e qualquer outra pessoa sabe disso, de que você não pertence a essa linha de raciocínio dela. Você vai tentar encontrar nela traços de uma outra, se é que já não tentou - e não conseguiu. Elas não são iguais, em nada, tenho certeza. Nem o físico e nem a personalidade. Em nada.
Ela tem ciúmes de você, tem medo de que tenha aprendido a gostar de você com todos os seus erros e mistérios, com todas as coisas de que bem sabe que não gosta, com todas as palavras, atitudes, olhares e jeitos que não a atraem.
Acho que ela gosto de você pelo seu olhar. Acho que gosta de você por causa de suas mãos. Pela voz. Pelo beijo. Pelo mistério. Pela dúvida. Por todas as dúvidas que você deixa nela sem perceber, sem notar, sem nem ao menos imaginar que ela seja desta maneira - inquieta; prestar atenção em tudo.
Por favor, note algo nela!, note algo que seja apenas dela e de que você goste. Por favor, note nela algo que a faça ser a sua primeira escolha.
Algo nela que te faça querer estar aqui - quebrando, de vez em quando, a rotina dela.
Mamãe, a senhora poderia me dizer uma coisa?! Me contar por que nossas terras tremem e o mar está bravo conosco?! Fizemos algo que ele não gostou?!
Mamãe, me diga se a senhora conseguir: como devemos agora então prosseguir? Nosso país foi reduzido a um nada e nossa cultura humilhada, pedimos ajuda a todos do mundo mas ninguém parece realmente querer rezar por nós. (Podemos aceitar as preces daqueles ocidentais? Aqueles mesmos que não entendem nada sobre a gente e que criticam tudo em nosso mundo?!).
E o que dizem sobre essa tal radiação?! Por que temos de correr este risco mais uma vez?! Ainda sofremos os danos da última grande exposição à radiação - e eu nem era nascido, mamãe. Não quero ver a tudo isso. Não quero ficar sem casa, sem lar, sem país... sem você.
Ao Japão.

Os nossos filhos serão carregados por colos e braços diferentes dos nossos. Os nossos filhos procuraram famílias em berços diferentes, lares em casas estranhas, um pai e uma mãe que assuma a presença. Nossos filhos aceitarão a qualquer um que lhes digam o que querem, que permitão não a confiança, mas o deliberalismo em fazer absolutamente tudo o que quiserem - sem entender que sim forma menos caráter que uma discussão entre reais pais e filhos. Nossos filhos, nossos filhos... carregados em sofrimentos em terras desconhecidas.



11 de março de 2011

Deveria ter dito, desde o começo, que não procuro uma nova paixão, um namorado, um companheiro. O que eu quero é uma quebra de rotina de vez em quando.
Que coisa mais estranha! Vejo-te partir e nem me sinto abandonada. Vejo-te dar-me as costas e sinto-me aliviada. É apenas estranho constatar realmente, de uma vez por todas, que a minha solidão era maior contigo aqui, sempre ao meu lado e dando-me as mãos para que eu pudesse me levantar. Tu foste um ponto de apoio para os momentos de desespero, aqueles mesmos momentos em que quis me descabelar e gritar e tudo o que tu fizeste foi apoiar tua mão em meu ombro e me acalmar.
Tu nunca me deixaste sair do controle, do eixo. Acho que por isso estou aliviada - agora poderei tentar sozinha, colocar as mãos no chão e poder levantar, poder ver beleza pelos meus próprios olhos. Tu nunca deixou-me sozinha, nunca tentou entender que, às vezes, (em boa parte destas vezes, na verdade), o melhor é ficar só e sentir o gosto salgado das lágrimas que chegarem até os lábios, entender que cada lágrima que nasce nos olhos tem dois destinos: ou escorrem pelo rosto ou ficam presas ao brilho molhado da íris. E, o melhor: nada disso é ruim, é errado. Não é errado chorar, seja por felicidade, saudade, tristeza ou dor. Não.
Vejo-te partir e sinto-me bem, porque esta é a primeira vez em que tu não tentas me levar junto. Apesar do abandono, é bom sentir que confias em mim para me deixar para trás comigo mesma.

9 de março de 2011

Você me entenderia se eu dissesse que tento ver nos seus detalhes algo em que me deixe gostar um pouco da pessoa que me é apresentada, independente se esta é aquela em que condiga com quem você de fato seja?! Às vezes é assim... o todo não agrada, o passado é indiferente e nada me é charmoso. Tenho de esmiuçar as pessoas, ver o que elas têm, alguma mísera característica que me seja bonita. E você me foi bonito enquanto conseguiu - e nem foi em suas histórias, em nossas poucas conversas, em nossas muitas provocações. Não. Você foi-me bonito em seus traços semelhantes que se tornaram tão peculiares, tão seus e tão distante dos outros. Procurei em você a semelhança que se esvaiu (deixando apenas você, tão distante de ser ruim, tão distante de ser como outros), os traços que se distanciaram, o silêncio que não veio. Tão imprevisível, tudo exatamente como não quis.
Foi bonito.
(E acreditar desconfiando, sabendo que tudo é possível ser fingido e forjado, fez-me, assim, perder o encanto. Mas foi bonito. Traços tão parecidos e tão só seus. Bonito).

A Mais Um.

8 de março de 2011

Você que é mulher e sabe como é se doar para trazer conforto, se doar para dar amor, se doar para sentir o seu amor, se doar por um sorriso, por um não-conflito, por uma reciprocidade silenciosa. Se doar, doar e doar e desejar, em segredo, que seu coração seja intocável, indomáel, liberto para todas as formas de sentimentos e incapaz de sentir o sofrimento.
Você que é mulher e não vê em si as formas perfeitas, os olhos expressivos, a boca cheia. E ser mulher é não entender em grande parte de sua vida que a sua beleza é sempre a melhor, porque é a única que pertence somente a você. As outra -, as outras não são sua.

A nós.

3 de março de 2011

É como um sonho, mas não destes sonhos idealizados para se realizarem, e sim destes em que se sonha à noite e na manhã seguinte não se lembra mais dos detalhes e nem como tudo começou. Tudo fazia sentido ali, na cama e de olhos fechados, e não agora aqui, acordada e correndo contra o tempo.
Vê-lo ali é assim, um sonho. Caótico, atemporal, desproporcional, confuso. E, às vezes, parece uma alusão àquele antigo sonho de menininha, sendo, então, agora, mais borrado, mais errado. Uma antiga paixão que já não bate mais violentamente contra o peito; abandonada em algum acordar repentino.

28 de fevereiro de 2011

A vida tem dessas, de nos colocar em prova de tudo. Seja no falecimento de um ente querido, seja na dor de um amor perdido. Saber até onde se aguenta é até importante - e o seja em sua máxima, mas eu mesma não noto agora - e acho que deve ser isso que está acontecendo entre nós (mais entre eu e você  do que você e eu): a prova para saber se está tudo bem.
Eu sei que está: nos ignorar é o jeito fácil e aprendemos a fazê-lo muitíssimo bem; os dias e meses, as mágoas e as criancices nos ajudaram em muito, mas, não adianta, eu sou dessas pessoas que procuram inspiração, nas coisas boas, nas ruins e naquilo que nem me pertence. Você não me pertence mais, e eu ainda posso usá-lo como minha inspiração, porque, bem, é a condição de quem escreve.
Não que eu escreva, coloco palavras apenas. Escrever é outra coisa, uma arte, um conhecimento. E você nem é arte, e nem conhecimento. É passado - que, por vezes da ironia, bate a minha frente e fica ali, no ato de ignorar.
Eu acho belo, isso, de nossa parte. Vejo uma beleza nas nossas capacidades - mesmo passando por tanta coisa e fazendo escolhas erradas, isso não nos derruba mais (não me derruba mais). Somos, assim, repulsivamente belos de um para o outro.
É bonito; a gente ter de estar presente calados.
Ao Proibido

26 de fevereiro de 2011

Forte talvez seja cair nos braços de seu amigo e chorar convulsivamente sem medo que essa cena seja o motivo de uma possível discórdia futura. Forte talvez seja se permitir sentir o que realmente está acontecendo na mente e coração, enquanto as palavras correm solta e o instinto peça o contrário - e pode ser nada disso, em que forte apenas signifique qualquer circunstância em que se decida agir, de uma forma ou de outra.
Vai saber também.

24 de fevereiro de 2011

Tudo estava dito.

Ela quis que você tivesse compreendido tudo num único ato. O ato que fez. Não foi assim - olhá-lo sorrir-lhe não foi fácil e tão menos mais fácil foi vê-lo caminhar com o sorriso bobo no rosto. Quis que você entendesse que, mesmo com todos os sentimentos ali dentro, ela não poderia estar sempre ali por você (uma hora ela cansa, uma hora ela pensa, uma hora ela desiste. Já desistiu tantas outras vezes que acredita ser impossível haver uma excessão a tudo isso).
Você poderia ter sido a excessão à ela, mas, aí, ela teria de fazer algo que sempre fez e a machucou: arriscar. Ao colocar a mão sobre seu rosto, disse um adeus calado com o gosto de desculpe. Ela sempre parte antes que o outro a deixe - mesmo sem ter a certeza da condição.
Acho sim, se quer mesmo saber! Acho que forjo uma saudade e ansiedade para poder sentir aquilo que me motivava a fazer as coisas, para que o tempo passasse mais rápido e minha cabeça não fosse até você - porque, quando isso acontecia, não conseguia me concentrar em nada. Acho sim muito estranho estar tranquila, "de boa", sem me sentir traída, magoada, dolorida.
Sem sentir sua falta.
E, mesmo assim, na tentativa de, não consigo resgatar nada. Acho que é cansaço... de nunca ser a principal, de nunca ser a primeira escolha, de nunca ser considerada. Vai saber. Deve ser isso o que sente quando as pessoas dizem que superaram algo: estranhamente tranquila e sem vontade. Perceba, por favor, que não estou reclamando - de modo algum! - é apenas algo completamente desconhecido para mim. Agradeço a você por isso, sinceramente, porque, ao te esquecer (quer dizer, esquecer o que eu sentia por você, esperava de você, construí por você), superei tudo: minha paixão antiga, minhas expectativas frustradas e meus medos estranhos.
Graças a você, entendo o que procuro e do que gosto - agora sei bem o que posso aguentar e que não dá para ignorar. Entendo o motivo de ter sido você por tanto tempo. Esse tempo todo me trouxe uma coisa boa: reflexão - e eu refleti muito sobre você e eu, e refleti sobre você comigo e entendi que eu não aguentaria a isso por muito tempo.
Você é sim uma pessoa apaixonante e você é sim uma pessoa ótima para se ter por perto, mas está longe de ser a pessoal certa para estar comigo (e a recíproca também é verdadeira).
Às vezes tento forjar a saudade e, em todas essas vezes, falho.
Ao Não-Homem
Todo mundo diz para não julgar, criticar, apontar o dedo na cara, mas às vezes é necessário que alguém diga algumas verdades - e mesmo assim me soa errado, porque é tudo tão íntimo, as verdades e as mentiras. Uma pessoa não é feita apenas de fatos e acontecimentos, ela é feita dela mesma e dos outros, e é difícil ser coerente e às vezes dá preguiça.
Às vezes me parece que eu ainda espero e, enquanto vivo neste aguardo, procuro seus detalhes nos outros. É besteira, eu sei, afinal, será sempre em você que encontro todos os detalhes de que sei que gosto - e gosto muito. Eu o destrincho e gosto das partes, mas, quando está tudo junto, perde a graça (porque o todo não gosta de mim; o todo não foi coerente, o todo não fez sentido algum).
O todo optou por me machucar.
O seu todo nunca me deu atenção, nunca percebeu as palavras que eram ditas em olhares de súplica - pedindo a verdade, a honestidade, a sinceridade; a coerência em atos e palavras e tudo tão difícil. Seus olhos hoje mentem. E mentiram antes também - quando me disseram que nada aconteceria.
Ao Não-Homem

23 de fevereiro de 2011

Você me disse que ela pôs um fim e você perdeu a linha, não tinha rumo e nem rotina. Você disse que não dói, não machuca mais e nem mais machuca, nessa diferença de tempo e intensidade mesmo, e você só se esquece que eu noto e percebo, pelo detalhe de suas palavras, a saudade te acometendo todo dia e nas noites de sexta-feira.
A diferença sempre será a mesma no fim - em que não se apaixona pelo outro de modo a tornar a recíproca inteiramente verdadeira. E será sempre tão assim que a melhor maneira de lidar é fingir não perceber a falta do outro, digo, as faltas dele, porque é assim que é quando se apaixona - difícil de dizer não e dar as costas e seguir outro caminho longe das mãos em que tanto se laçaram. O certo é tão oposto ao fácil.

22 de fevereiro de 2011

Acho que vou fechar os olhos de novo e tentar voltar naquela cena. Em sonho a gente sempre cede aos íntimos desejos e vontades, mas, naquela cena, em especial, enquanto me dizia para não desistir, fiz o certo. Disse não, dei as costas e afirmei, mais uma vez, que não deixaria ninguém me humilhar. Um sonho que bem sei eu ser meu maior medo na realidade - em que me é pedido para não desistir quando nem mesmo se quer tentar.

"Eu tô com ela, mas, por favor, não desiste de mim"

21 de fevereiro de 2011

It was that hard when something inside of me told everything was just gone. I idealized you and me. I idealized me beside of you - it was used to be perfect, and perfect didn´t sound that enough to describe  really what that was. At all of those nights, I used to closed my eyes before getting sleeping just to have a chance to remember about you in the way I enjoyed the most: your details. But, then, all these gone. The eyes. Lips. Smile. Eyebrown. Hands. Nails. And you (my prefered detail).

20 de fevereiro de 2011

Vejo a vocês dois e penso que assim então foi o mais certo a acontecer (mesmo com você se debruçando sobre mim em choro, mesmo que ela me sorria sem mesmo querer, mesmo que vocês a ninem sem saber como fazer), mas é olhando de longe e de perto que sinto que está certo. As mãos dadas em seus laços, a juventude de planos atrasados. É bonito vê-los com ela em seus colos.

18 de fevereiro de 2011

Não há nada de errado, são apenas os momentos. Você os encontra sempre quando não pode, não dá, preciso fazer outras coisas antes de me apaixonar por você, vai saber. É quase um hábito - sempre ex que não desaparece, uma paixão que dilacerou o coração, o sentimento de ser livre. Quem sabe. Uma única vez há de ser o momento certo no exato tempo da vida, e, aí, a liberdade prevalecerá.

16 de fevereiro de 2011

- Será que você sempre estará por perto quando eu passar mal? - E riu. E agarrou ao vaso. E vomitou.
A bebedeira lhe tomava conta, mas esperava por uma resposta, uma risada, um sarcasmo e nada veio. Sentado ali no chão do banheiro sujo do bar, olhou para ela, ali, bem ali no longe, quase encostada no outro canto oposto ao dele, braços cruzados, olhar preso a sua figura mas nem de fato prestar atenção.
O efeito ébrido parecia sair de seu corpo com a distância dos pensamentos dela.
- Acaso ou destino? - Perguntou para chamar-lhe atenção de volta e apenas um sussurro foi-lhe dado.
- Piada sem graça.

back to your place

Ela aproximou-se da mesa vaga.  Shorts jeans, All Star branco gastado, sujo, camisa xadrez. Óculos escuros grandes, cabelos desarrumados, braceletes no pulso, phones no ouvido, tatuagem, piercing no nariz. Tirou de dentro da bolsa um Ipod velho e de lá um cigarro, colocou-o na boca e buscou pelo isqueiro. Tentou acender uma, duas, três, quatro vezes até decidir continuar a brincar de acende-apaga e desistir logo em seguida, deixando a chama queimar tabaco e papel. Procurou outra música e deixou-se estar ali, como há muito não conseguia ficar.

14 de fevereiro de 2011

back to December

Vai passar tempo atrás de tempo e as coisas serão exatamente as mesmas. Ela vai ficar feliz, tranquila, triste, sonolenta... vai tentar mudar o mundo, de casa, de sofá, os pais. Talvez queira mudar a si mesma e ficar com muito medo de fazer tudo o que queria, de beber um copo de destilado ou uma cerveja, discursar sobre sexo e sobre paixão, sonhar com dragões e ver-se flores - ah!, sim, ela ficará com todos os medos. E será tempo atrás de tempo e nada, realmente, mudará.
O que não vai mesmo mudar é aquela data na qual ela não fala sobre, nem quer, nem tenta, e nem esquece. Será sempre quieta em seus momentos, porque este momento não é nada senão dela.

E deste Sol e daquele Mar, se pá, saiu esta menina de cabelo castanho. Ah!, seus castanhos. Não falemos deles, apesar dele muito querer. Ele a viu caminhar até a areia e deitar sobre a canga. E só.
E se fosse para ser de outro jeito, eu até escolheria esta opção. Esta que me é dada agora, a de poder fazer diferente - e, se escolhesse mesmo, querendo mesmo que tudo fosse mesmo diferente, começaria não no dia em que te conheci, mas nos outros que levaram a mim até a você. Não vejo problema em excluir este dia, porque o intermediário hoje não me importa, mas doeria muito não ver mais você. Olhá-lo entre a multidão e ver a um estranho que recorda aos meus carinhos.
Um estranho que seria, mesmo assim, possuidor dos meus sorrisos.

12 de fevereiro de 2011

Ele quis ter entrado logo em seguida dela e tê-la visto chorar, encolhida, no canto do sofá da sala. Mas achou melhor esperar... esperar que ela não chorasse mais e estivesse apenas com os olhos inchados, o nariz arrebitado avermelhado e o olhar desfocado. Apenas quis esperar pela tranquilidade.
Abriu a porta e viu a tudo que não acontecia. Passou pela sala sem choros, corredor apagado, cozinha inóspita. Chegou ao quarto, adentrou ao recinto devagar e pôde vê-la ali, deitada no limite da cama, coberta pelo edredom florido que ela mesma escolhera. Deitou-se ao seu lado, retirando alguns fios de cabelo dos ombros dela e sentindo o perfume.
- Desculpe. - Sussurrou, e, quando ela se virou para encará-lo, soube que tudo estaria bem.
- Não é mais problema meu.
Ou não.

11 de fevereiro de 2011

- Eu só acho que chega uma hora em que a gente tem de seguir.
Ela encontrou nas unhas descascadas de esmalte algo mais interessante do que meus olhos enquanto me dizia isso em suas tímidas palavras.
- Então você está dizendo para eu esquecer.
- Não. - Levou um dedo à boca e depois o analisou de novo. - Esquecer não. A gente não esquece o que presta atenção. É só seguir mesmo, entendendo que em um espaço e um tempo aquilo fez sentido e só fez sentido ali.

10 de fevereiro de 2011

Soa-me desta maneira, que, em toda vez em que ela diz "amor", sinto junto dela. Ela pronunciar desta maneira, amor, amour, love, amore, e desta maneira soa-me que ela sente o amor em si em cada sílaba. Ela não diz de seus amores, mas fala sobre aquele em que eu sinto aqui com ela - aqui quando ela diz, claramente, amor.

8 de fevereiro de 2011

Se soubessêmos que seria desta forma, teríamos distanciado nossas mãos algum bom tempo antes. Teria me machucado menos. Teria te machucado um pouco. Sorri tanto ao seu lado que esqueci de notar se você também o fazia - acreditei na reciprocidade sem questionar. E sem questionar, sensatamente, deixei.

(19/01/2011)

2 de fevereiro de 2011

eu não sei de absolutamente nada quanto a mim. se espero e arrisco, se arrisco e espero, ou apenas arrisco em outra direção. pense em mim, um segundo que seja apenas, mas pense. pense e me imagine pensando em você. ou nada disso. nem se lembre e eu tento não lembrar. sentir-me livre. não, não quero, não quero esse sentimento. eu quero é sentir-me tranquila.

1 de fevereiro de 2011

Sonhei. Sonhei e chorava, e abraçava e sentia algo que, acordada, há muito não sentia. Saudade.
Mas só no sonho.

31 de janeiro de 2011

Angel of a soul.

Ele olhou para ela e isso já foi muito porque há muito ele não olhava para ela e porque há muito ele não quis olhá-la. Mas o fez. A mesma. Uma nova. E lembrou-se do porque de não olhá-la... por causa do que se encadeava. A paixão. A raiva. A promessa (de nunca mais olhar para ela). Mas fazia tanto tempo que se perguntou se ainda seria da mesma maneira, se ela agiria em ciúme mais uma vez, em impulsividade.
Não.
A resposta seria não.
Um sorriso e seria o suficiente para o calor e o desnorteio. Um sorriso em sua direção, um sorriso para ele - e um sorriso surgiu. Apoiado com os cotovelos sobre o balcão do bar, suas costas endireitaram-se e os olhos, assustados. Se fosse um sorriso a outro não se importaria, tomaria-o para si e seria apenas seu.
A raiva. E ela o feriu. Feriu. Feriu.
- É ela?
Olhou, então, pela primeira vez, para a menina ao seu lado, aquela mesma em que ele escolhera para estar com ele. Pele morena, cabelos lisos em mel, olhos castanhos - e tão diferente dela. Não gostava daquilo, daquele contraste, porque não saberia escolher. Se a pele de marfim, as curvas mais acentuadas, cabelos ordenados em cachos revoltosos junto aos olhos tão expressivos, assertivos. Não saberia escolher.
- É.
- Você deveria contar a ela que nunca a esqueceu.
- Mas ela me esqueceu.
- Como pode ter certeza? Talvez ela tenha se apaixonado por ele sem nunca ter deixado de lado o que sentiu por você.
- Por que você está me dizendo tudo isso? Ela é a sua rival.
- Rival?! Como ela pode ser minha rival se em todas você procura ela?! Eu não quero me iludir e não quero você se iluda e me iluda. Você deveria falar com ela.
Ao sorrir para a menina à sua frente perguntou-se se sorria da mesma maneira que o Anjo em pele de marfim, e caminhou até este Anjo em uma coragem que nunca o acometeu antes. Sorria ainda. Ele e ela. Cabelos castanhos, diferentes dos dele. Olhos castanhos, naquele um ou dois tons acima dos dele. Boca vermelha. Nem dele. Nem de ninguém. Somente dela.
O que ela pensava? Na loucura em que eles estavam fazendo? Nele? No antes? Ou somente nele ali, agora, diante dela?
- Meu Anjo.
E ela sorriu apenas, sem xingá-lo, sem correr, sem perguntar. Apenas aceitou o carinho na maça do rosto e sorriu. E sorria para ele. Somente para ele e aquele sorriso era apenas dele.

27 de janeiro de 2011

meu Sol de mar às 7 horas da manhã

Difícil é acreditar que acordo cedo para ver o Sol no mar e que, logo ali, atrás da pequena onda, tem mais mar e que há muito mais para onde olho. E acho que, no fundo, olho tanto para poder vê-lo. Ele está logo ali - logo ali atrás. Quero poder sentir!, mas caio em desgraça - ou em cura, não sei. Não sinto nada. Saudade, falta, raiva, carinho. Não sinto vontade. Mas penso, penso um pouco e só penso e mais nada.
É incrível - neste exato sentido, de não ser crível - pensar que é longe mesmo, e que não é uma estrada que o liga até aqui, e o que me liga até lá nem é mais o meu coração, são apenas os pensamentos, o ato de pensar e só. Alguns podem até acreditar em que isso seja triste - eu não. O meu lado mais nobre sempre foram os meus pensamentos e nunca o meu coração. O meu coração me machuca e me traz esperanças falhas e falsas, minha cabeça me traz exatamente do que mais preciso: inspiração - e é exatamente nisso o que se transformou para e em mim, em inspiração.
Esperei muito para que isso acontecesse e que fosse, então, o meu estopim de criação. É bonito, automático, dolorido - porque eu preciso, porque vem quando vem e muitas frases se perdem pelo ato. O ato de pensar é perder e eu perco muitas das minhas frases iniciais, poucas se salvam e as que salvo surgiram nele.
Acordo cedo para ver o Sol do mar, a onda atrás de onda, ele atrás dos meus pensamentos. Acordo cedo para me inspirar.
Às vezes escrevo o que estou Sentindo, e, em outras, o que é Bonito. Muitas pessoas acreditam em tudo o que traço em palavras, no modo como escolho expôr alguma coisa. Uma vez aqui escrevi uma carta endereçada a 'Pai' e criram, cegamente, que era apenas ao meu. Escrevi aquilo daquela maneira porque achei que seria bonito e até um pouco literário, sei lá.
Por vezes, em muitas, me soa que amadureci na escrita e que possuo a minha liberdade nela, em que crio sentimentos e situações e posso expô-las da maneira que me convir, sendo verdade, mentira, criação; sendo minha, sua, de ninguém. Forjar uma saudade, forjar uma superação. Forjar um tanto de coisa que se é de extrema veracidade - ou verossimilhança, que importa. Que importe!
E, um segredo: às vezes sinto logo após escrever!

filtro de sonhos

Deixei quieto, falei para eu esquecer - porque disso tudo bem sei que nem era para ser. O estranho apenas é não sentir, justo em mim quando há muito te sentia sempre aqui. É estranho superar os eternos e os novos amores, a gente fica sem rumo, sem credo, e, mesmo assim, está bem. Justo a mim que escrevia em letras garrafais que pensava em você mais quando não queria e muito mais quando me esquecia? Em letras cursivas saudade até senti-la bem? E passou. Oh!, passou. E passou.
Não cri que o faria, não acreditei (bem praxe de mim, jamais acreditar muito em nada. Somente nos outros. Na inexistente boa índole alheia). Talvez eu não tenha as suas imagens, talvez eu não tenha a sua vista - e isto é certo, de que não possuo nenhuma delas -, e meu cotidiano seja morno e sem graça, sem risada e sem olhadas, mas eu tinha a capacidade de alegrar-me com a sua imagem em mim - e tirei isso de mim.

26 de janeiro de 2011

Caixinha

Voltei de lá com muitas ideias - e, principalmente, com muitas imagens; das crianças correndo e tropeçando na areia a aqueles dois senhores de andadores se esforçando para darem as mãos no final de tarde. Voltei de lá com tantas estórias e enredos, com tantas cenas criadas que até me deixam feliz. Mas voltei sem saudade nenhuma, sem lembrança nenhuma, sem vontade nenhuma.
Sem vontade alguma de você.

18 de janeiro de 2011

I´ll miss you such long it´s possible. Such long I feel it in me.
I´ll miss you while you let me. I´ll miss you while I can do it.
Fecho meus olhos e juro. Juro que não espero mais nada. Juro que não. E não o é.

15 de janeiro de 2011

It´s kind of weird.



Estranho como não deu tempo de nada.
Nem de se despedir, nem de entender, mas, vai saber?, às vezes era o que deveria ter acontecido mesmo.
Eu pensei em várias coisas, em vários jeitos de você ao menos se lembrar um pouquinho de mim aí, mas... bem, não deu tempo. Não deu tempo de eu terminar a caixinha com todos os quotes de músicas e textos que me lembravam você, nem de entregar o escapulário, nem de escrever uma carta e nem de te dizer o que eu senti verdadeiramente.
Todo dia eu olho suas fotos e acho incrível que você esteja realmente vivenciando a tudo isso, a toda essa mágica e esse sotaque estranho para potato. Não parece real até que você prove que é.
Em mim ainda sobrevive um misto muito estranho de raiva e saudade, mas, agora, em que você me deu a oportunidade de acompanhar por imagens isso daí, sinto como se você fosse um estranho que esbarrei na rua, apertei a mão e sorriu-me. Um estranho que me cativou no primeiro ato e que perdi num virar de esquina.
Uma vez eu te disse que não seria em um mês, nem dois, três em que eu o esqueceria. E não foi, e não o é - mas eu não sei se você consegue mensurar tamanha a decepção e mágoa que você causou. O sofrimento que você optou por me dar. Por muitos dias eu senti ódio de você. Por muitos dias senti repúdio. Às vezes, quando a lembrança me retorna, acho tudo muito, mas muito irônico. Eu te odeio. Eu te gosto. É a liberdade poética (ou seria e sentimental?) que me permite fazê-lo.
Muitos acreditam e argumentam que eu devo esquecê-lo, seguir feliz e boa. Eu acredito em que devo seguir feliz e boa. Esquecer a gente nunca esquece - a felicidade nos é única, a dor nos é para sempre.
Estranho como não deu tempo de fazer e nem dizer nada.

from my facebook

  • Nem sei por que foi assim, por que cantei e chorei. Mas acho que foi por você, ou por parte de mim.
  • Estranho mesmo é quando nenhuma inspiração aparece. Nem mesmo você.
  • É ingenuidade demais acreditar em que tudo se resolverá naturalmente. E é inocência demais esperar por que tudo se resolva enfim.
  • A vida é um mar de rosas: é bonito e pode te espinhar e te aforgar.
  • Once upon a time a little girl who forgot about loving her prince when he broke her heart and piece of mind.
  • I changed almost all my thoughts just for not thinking as I used to do with you inside of my mind.

during all these long time

Eu não tenho a menor vontade de escrever. Hoje acordei com isto, sem vontade, sem inspiração - sem frases que me aparecem mediante a uma conversação. A falta disto não me abala porque às vezes é como me sinto mesmo: sem. Mas ver a sua foto me deixou sem reação. Nem de saudade. Nem de raiva. Nem de indirefença. E isso me abala.
Eu escolhi a você e o aceitei do jeito que é. Nada aniquilou o que sinto por você, agora é apenas um misto de boas lembranças e sentimentos ruins, mas os bons estão aqui ainda. "Se ele fosse um cara diferenciado, talvez valesse a pena você tentar entende-lo. No entanto, não enxergo nele nenhum caráter especial. Nenhuma nobreza de atitude que valha a pena tentar.". Leio e releio este trecho todos os dias, num afã de acreditar e, desta maneira, seguir em frente numa boa. Eu acredito, acredito quando lembro e desacredito quando sinto.
E, hoje, foi estranho nem lembrar e nem sentir.

Onde está você agora além daqui dentro de mim?

13 de janeiro de 2011

Às vezes gosto de imaginá-lo aqui ainda comigo e, em todas essas vezes, gosto de imaginá-lo ainda aqui comigo, de verdade. Eu gostaria de doar todas as minhas apostas para descobrir exatamente o que aconteceu - para que tudo não fosse imaginação.
Às vezes me forço a lembrar de você e, em todas essas vezes, lembro-me de você, e, às vezes, a esperança me toma e pede para esperar e, em outras, a raiva me abraça e eu nem quero mais saber.
E os outros ainda são os outros. Serão enquanto eu permitir que sejam, enquanto você mesmo não se tornar um para mim.
Eu me sinto como se tivesse sido a outra - logo a mim que sempre quis me manter a parte e não tomar qualquer partido. Logo a mim que fui tão coerente e esperei o mínimo de você. Eu só esperei que você gostasse de mim de volta - e nem precisava ser do jeito cauteloso de que eu gostei. De que gosto.
Não é que eu vá viver de passado, é apenas de que gosto de escrever sobre ele. E ele é você. O futuro a Deus pertence e Ele não me aparenta estar a fim de compartilhar comigo. Nunca fui boa em despedidas e sempre choro condenadamente em todas elas por dias longos - quase eternos.

I use to have the best time of my life

Sometimes thousands and thousands of thoughts come to my mind and, in a unvariable way, all them are about you. It´s truth, I want to forgive you and I idealize some way of doing it - but you have no idea how much you broke my heart and how you let me down.
My tears still scape from me at night by night and I say I´ll forget about you and forget who you used to be thrown my eyes. When the anger shows up on me it really involves me. I can´t. Sorry, but I can´t forgive you yet.
I want you let me go away. I want you forget about me and never - ever! - say hello again. Please, just pretend you have no clue who I am.
I idealize how forgive and accept you. OH!, God... how much I care about you. How much you tought deep of my heart, my mind, my peace.
So sorry. I can´t. I can´t just not remember your lies anymore.

12 de janeiro de 2011

when the rain just comes

Apenas vou esperar para que todas as minhas lembranças quanto a ti se transformem em flashes desvinculados da emoção. E, enquanto eu esperar, vou me esforçar para nunca mais me lembrar dos nossos dias e das nossas noites. Vou me esforçar para quando tu voltar se tornar apenas mais um na multidão indiferente para mim.

Exatamente como fizeste comigo.
Tem este lugar onde você está e este outro lugar onde eu estou. O que eu não entendo é por que estes lugares não se coincidem mais.

10 de janeiro de 2011

Por muitass e muitas vezes, eu entrei na Igreja para ajoelhar diante do altar e pedir. Pedi muitas coisas, pedi muitos esclarecimentos. Pedi paz de espírito e de mente para mim. Pedi por proteção e orientação, pedi para que Alguém protegesse as pessoas que eu não podia (ou seja, a todos).
Mas não foi o que aconteceu desta vez.
Eu abri ao e-mail ontem e lá estava o que tanto esperei: a resposta. Li a tudo muito rápido querendo saber logo como é que as coisas eram mesmo e me senti em paz. É estranho quando há muito não sentia isso. Então decidi que deveria ler tudo com mais cautela, prestando atenção no is e nos pontos.
Ao adentrar na Igreja, eu não rezei, eu não pedi, eu não chorei. Apenas li e reli a carta e agradeci - agradeci pelo irmão que tenho e por todas as nossas diferenças. Agredeci por ter aqui ao meu lado pessoas que apoiam e pessoas que me ama e pessoas de quem eu gosto.

Ié: obrigada.

"Apesar de ter medo, sei que existe uma coisa que nivela todos os seres humanos numa só tribo de seres instáveis: todos têm medo.
Uma vez que todos temos medo, mostrar confiança te dá poder. Dá poder sobre o outro. Isso porque o outro pensa: 'mas será que ele não vê que a decisão dele é perigosa? Será  que ele não vê que existem muitas variáveis que ele não controla e isso pode acarretar em consequências terríveis? Será que ele não vê que a decisão dele não traz garantias? Será que ele não vê que ele pode quebrar a cara?'
Então, sabendo disso, sempre que vc vir alguém confiante, pense: 'esse cara tá querendo mostrar confiança soh porque ele tá querendo alguma coisa'. Confiança não é um sentimento, é um processo para tentar atingir alguma coisa. O sentimento verdadeiro por trás da confiança é o medo de falhar. No entanto, pensar no medo atrapalha terrivelmente e faz a gente ficar apático, impossibilita que tomemos ações. Estufar o peito e fingir que vamos atingir o que queremos é uma maneira de maquiar o medo e tentar fazer com que ele não atrapalhe tanto.
E quer saber? Esse fingimento funciona. Pelo menos, parece funcionar."
(Danilo Vollet)

9 de janeiro de 2011

O que dizer dos cisneis brancos e pretos que guardamos? Do suicídio que cometemos a todo instante? Da alma gêmea que nos mata e nos faz viver a cada tiro de escopeta?! Tudo diferente. Tudo no contraste. Plenamente iguais. Necessariamente diferentes.


PS: Acabei de assistir a Black Swan e take a breath.

7 de janeiro de 2011

point of feeling

Coleciono outras memórias e não mais aquelas que me pertenceram um dia. Essas, pois, são sem graça e com pouco doce - prefiro aquelas outras por que(m) inventei. Não me lembro há muito do primeiro abraço, mas lembro-me do quão grande os braços foram e enroscados ficaram até coração pulsionar coração. Meu coração estava na boca, no peito e nas mãos. Meu coração ficou na cabeça e um abraço de lembrança. Essa memória me é tão imensamento doce - e que seja doce¹ enquanto o for.

Coleciono tamanha outras memórias, daquelas que imagens não se formam em exatidão.

¹ Abreu, F. Caio.

6 de janeiro de 2011

Todo dia eu espero a mesma pergunta ("sente falta de mim?") para responder a mesma mentira ("não parei para pensar na sua falta"). Eu precisaria de muito tempo para entender exatamente o que é que está acontecendo e um tempo ainda maior para responder sinceramente. Mas tudo isso caberia numa única frase ("eu sinto a sua lembrança em mim e isso me faz ter saudades").

4 de janeiro de 2011

Eu queria escrever aquele livro e reeditar aquele outro. Aprender a falar francês e a tocar piano. Voltar para as aulas de inglês e a desenhar. Queria poder viajar sozinha por um lugar paradisíaco, levar meu laptop e comprar um Ipod. Queria fazer aulas de história da arte e música.

Queria poder sentar numa linda varanda numa tarde de primavera e continuar a sonhar, sonhar e sonhar... sonhar que farei tudo isso e Você estará comigo.

3 de janeiro de 2011

antigo profile.

Garota compulsiva por palavras, pensamentos e conhecimento. SARCÁSTICA, ÁCIDA, MEIGA, COMPREENSIVA, CIUMENTA. Um fracasso como estudante de filosofia. Vestibulanda pela 2ª vez. Incapaz de compreender o por quê de escolher um curso para que se transforme em vida profissional. Habilidosa na arte do ócio criativo improdutivo.Procrastinadora de alto nível. Dorminhoca.  Vegetariana e crente na existência divina por uma questão básica de probabilidade. Não sinta inveja de mim, não possuo nada que justifique tal sentimento (e não me pessa conselhos; minha visão é diferente daquela que você quer ver).
Com a leitura corrente do blog, percebe-se as minhas preferências por álcool, livros e amigos/família, além dos sonhos reprimidos e os desejos que nego até a morte.
You cannot deal with me.
Idiossincrasias peculiares fazem de mim um charme, uma chata, uma pessoa bonita, uma literária sem causa. Uma poesia infinita, uma menina tímida. Expectativas de sempre encontrar algo de que não gosto, um defeito que me desagrade, e, assim, segue-se o surpreendente. Às vezes.
SOU POESIAS AOS OLHOS DE QUEM PODE LÊ-LAS

2 de janeiro de 2011

- What did you do last year?
- I falled in love.

a letter for the one

My dear,

You´re already gone to your new life. I haven´t got any clue that ít would be this hard and, then, to realize I won´t see any of your discoveries and surprises - I will not see so close your new adventure. It´s weird because, inside of my heart (and head), there was that expectation that when you´d be back we would share the happenings of all this time we´d been separeted.

And it´s kind of painfull to be distant. I cannot be there for you anymore (when all I have promised you was exactly the opposite). I want to, but when I start to think about everything you´ve done for me, anger comes and I forget about all my feelings for you. It was almost incredible for me that I could soffer so much more - and, guess what?, you proved to me I was wrong. So freaking wrong.

There is no idea how this time is going to pass thrown - if I´ll forget about you and finally forgive what you´ve done or ... well, I don´t know.

Just have a nice time.

31 de dezembro de 2010

O jeito de viver e Folhas de calendário

Ela olhou o último dia do ano no calendário. Então seria assim? É esse o sentimento? Um x que marca o fim do ano? Puxou a folha de dezembro do calendário e olhou os outros dias. Dezembro foi intenso demais. Muitos sentimentos. Muitos acontecimentos. Sorriu. No fim - não nesse fim, mas naquele em que a gente entende as coisas do passado - aconteceria exatamente assim.
Entenderia.
Não tinha mais as outras 11 folhas já descartadas do calendário, mas podia lembrar. Datas marcantes, importantes. Datas de decisões relevantes demais, dias de alegria, de choro, de tpm. Podia sorrir. Um ano muito difícil, cheio de pedras, barrancos e buracos, mas houve tanta companhia! Os amigos, os pais, o irmão, primos, desconhecidos... pessoas que passaram como um flash e se foram, outras que ficaram e precisaram partir.
Acontece, ela acreditava. Um dia todo mundo parte, mas cabe a nós, que ficamos e partimos, recolher os sentimentos e respeitá-los, independente do quê. Ela sorriu. Pensou em todos e desejou um ano bom e pacífico, um ano de surpresas boas e de saudades sem dores. Impossibilidade à parte, um ano sem choro.

Os votos permaneceram os mesmos, mas dezembro já estava há muito no lixo. Olhou para o outro calendário e Janeiro parecia brilhar.

Brilha, meu lindo Janeiro. Acolhe-me e gire-me nesse carrossel.

30 de dezembro de 2010

in a fairytale

                                                      Um segundo.
Se houvesse um segundo para olhar nos olhos antes da partida, ela escolheria olhar. Olhar, olhar e olhar e tentar passar o que dizem sobre olhar dela: sua potência em transmitir sentimentos e verdades.
Construirão caminhos muito separados agora, porque ela fará questão e baterá o pé até o final para que isso aconteça. Ela nem é orgulhosa a esse ponto - e ele sabe que ela falha todo dia em tentar estar bem. De certa forma ela até está, pois que meios havia de ele ficar com ela quando ela falhava consideravelmente ao tentar fazê-lo em paz?
Se houvesse esse mísero segundo, ela escolheria olhá-lo e ver, por uma última vez, os traços que não pertencerão mais a sua vida - e nem lembranças, e nem saudades. Olhar para apagar e deixar que tudo, mas tudo mesmo, vá embora com ele. Pela primeira vez não é a ela quem decidiu partir. Ele vai antes. Antes de que ela tome a sua decisão.
Ela nem é tão orgulhosa assim e falha dia-a-dia em tentar fingir que está bem. E ela está bem, porque não é assim que tudo termina. No final tudo dá certo, se não deu é porque ainda não é o final.

Ela escolheria olhá-lo e deixar que todos os seus sentimentos se esvaíssem.

28 de dezembro de 2010

um ponto comum

Obra do acaso. Ou assim é chamado o destino quando não se é capaz de entendê-lo ou percebê-lo. Mas, afinal, o que viria a ser? Nem era para estar ali, mas estava. Resolveu passar na frente da festa porque era caminho para sua casa, porque não queria voltar para lá, porque não queria chegar tão cedo em casa... porque qualquer coisa em que pensava seria motivo o suficiente para estar ali.
Ele a viu sair da festa sozinha, sem a companhia do namorado, e estava desnorteada, olhando para os lados buscando um rumo. Ele pôde ver dali mesmo, daquele distância toda, os olhos castanhos-escuros dela brilharem. Brilhavam em choro.
Não entendeu o motivo pelo qual optou por se aproximar - nem se falavam mais há muito tempo. Ela o encarou e xingou, com todas as argumentações que tinha, com todas as grandes palavras que conhecia. Aponteu o dedo na cara dele, fez cara feia, bateu com força a porta do próprio carro para, depois, cair ao chão em soluços e soluços de desespero.
Desespero não.
Mágoa.
Ele pediu desculpa por já ter proporcionado tamanha dor antes. Pediu desculpa por ter causado tudo o que causou. Pediu desculpa por ter se afastado. E ela pediu desculpa por ter se apaixonado.
- A ironia do destino é um senso de humor muito peculiar para mim. - Disse ela, apoiando-se nos ombros dele para conseguir se levantar. Ele riu, ironia era o que ela mais entendia. E riu mais uma vez, porque acaso é o nome que se dá quando não se percebe o destino.
O seu destino era estar naquela noite ali para poder entender que ela já havia esquecido a ele e chorava por outro cuja índole estava questionada também.

colecionadora de mudanças

Era calor. Era tarde. E nem chovia. Horário de verão tem dessas, de ser tarde e ter Sol, mas o verão traz chuva e nem chovia. Para ela tanto fazia, se chovia, se fazia Sol, se teria o arco-íris para ver lá no quintal da sua casa. Ela tem dessas também, de não se importar - não por desprezo ou esquecimento, é um simples não se importar.
Caminhou mais um pouco, ajeitou o phone no ouvido (You´re amazing just the way you are*), escolheu a jujuba cor-de-rosa e comeu. Do outro lado da rua, de carro, ele passou. Ela viu, claro que viu. Seu coração ainda acelerava só de olhar aquele carro sujo de terra passar. Talvez isso perdurasse por muito tempo ainda, como já vinha acontecendo.
Mas mágoa é mágoa e foi o que sentiu logo em seguida. Escolheu a jujuba branca, porque esta sempre tem um gosto amargo, como a amarela. You´re not so that amazing. Já fazia tempo, tempo o suficiente para um punhado de coisas ocorrerem. A faculdade, sua e dele, a estadia fora do país, um outro namorado, uns outros caras, uns outros livros, outras músicas. Outros. Outros. Outras caras.
Nem fazia tanto Sol. Nem era tão tarde. When I see your face there is no thing I would change*. Seu destino não era estar ao lado dele, nunca o fora. Momentos diferentes. Sempre viverão momentos diferentes. E ela tinha aquilo, aquele estranho quê de perder o interesse. O estranho quê de querer mudar. E ela mudou.
Lembra-se bem: mudou o jeito de pensar, o modo de encarar a vida, a faculdade, o curso, seu rumo. Mudou a cor do cabelo, o estilo das maquiagens, suas roupas, suas músicas, seus caras. Ele não gostava de mudanças. Mas ela mudou.
Mudou de cidade, de país, de amigos e até mesmo de pais. Mudou de cachorro, para gato, passarinho e um peixe. A liberdade dela era essa, a sua estranha necessidade de, de repente, mudar. Como estar com alguém que não gostava disso? Não precisava ter de mudar junto, apenas dar o apoio ou o sorriso. Ele nunca entendeu a liberdade dela, a cabeça dela e coração dela.
Da jujuba vermelha e azul ela gostava, pegou as duas e comeu. Papolas de Morfeu, pensava todas as vezes. Um sonho. Sonhos mudam. Ela gostava de sonhos e pegou uns três de uma vez, para poder mudar a ordem, o curso, o final. Escolheu o sonho de ser feliz em si mesma. O sonho de sorrir na sua simplicidade. E o sonho de ser coerente em sua ações, dizeres e pensamentos. Coerência sempre foi essencial. Linhas de raciocínio. Verdades. Sinceridade.
Ele passou de novo e ela não olhou. Não deu tempo - havia uma jujuba cor-de-rosa saltando aos olhos. Caminhou mais um pouco; arrumou a bolsa, refez o rabo-de-cavalo na cabeça e sorriu para uma senhoria conhecida. Sorriu para o senhor que não conhecia e sorriu para o Sol que se punha.
Este gostava de mudanças. Era livre como ela e precisava disso. Este não acelerava seu coração. Não lhe importava como era o seu carro e jamais a faria virar a cabeça para o lado. Mas eles eram livres, os dois, ele e ela, e ela poderia partir, ir embora, quando quisesse.
E era o que ela estava fazendo.

* Just The Way You Are - Bruno Mars

26 de dezembro de 2010

I´d never ask you to change

Acho que agirei assim por muito tempo ainda, apagando a luz do quarto e me enfiando debaixo das cobertas para poder suplicar. Suplico informações, compartilhamento de conhecimento. Por quê? Por quê? Por quê? Ecoará sempre aqui comigo e, enquanto me perguntar e nenhuma resposta aparecer, uma lágrima vai escapar.
Algo aqui dentro tenta me convencer: ele não merece você. Mas eu não vejo por onde sustentar isso. Não tem como. Não entendo o que pode me fazer melhor do que uma outra pessoa porque tudo isso vai contra tudo o que a gente prega, de que ninguém é melhor do ninguém - e é exatamente o que dizem: você é melhor que a ele. E eu nem sou.
Eu não consigo empinar meu nariz desta vez e dizer tudo bem, já passou, tenho coisas mais importantes para me preocupar. Ter eu até tenho - e são absurdamente mais importantes -, mas não são coisas em que eu tenha meios de agir para me ocupar; são coisas ou que veem até você ou não. Não tem como se fazer esquecer. Isso machuca muito. Deixa muita mágoa, muita raiva.
Parte de mim espera por uma vingança, algo que dê muito errado para os dois porque assim acredito eu ser o justo. Não foi justo. Não foi certo. Outra parte de mim vai esperar até o último momento por um pronunciamento. Mas nada será justificado porque não há como justificar. Foi errado.
Foi cruel.

Talvez eu ainda chore por muito tempo e me pergunte por quê mereci tudo isso. Talvez ele deva ficar com ela mesmo. Talvez meu destino nem seja esse daqui que eu estou tentando traçar. Talvez eu seja nova demais para tentar tudo isso, um relacionamento, um amor, um curso. Curso de rumo. Sinceramente não sei se mereci isso. Não me lembro de ter falhado com ele ou de ter sido mentirosa.
Sinceridade possui preços muito caros. Vai perdurar por muito tempo essa dor. Machucou muito profundamente.

20 de dezembro de 2010

peripécias de um ano ano fatídico.

Alguém já percebeu que 2010 já está acabando?! Pois é, eu notei agora.

Com 10/11 dias para o término dele, a Ana Júlia resolveu dar as caras neste mundo e nasceu hoje de manhãzinha. Bom para nós que só precisamos atender ao telefone, ruim para a mãe que deve ter entrado no hospital em São Roque lá pelas tantas da madrugada. E os bebês estão aí, a Manuela nasceu a semana passada e o Bruno em outubro (ele é o meu príncipe). Infelizmente meus pais não podem mais me dar um irmãozinho, coisa que eu acho que nunca pedi em 20 anos porque já tenho um mais velho, o Danilo.
Já fiz um post dele aqui e já falei dele diversas vezes. Meu irmão é meu herói, pronto, falei.
Eu achei, ingenuamente, que 2010 terminaria em despedida e em alegria, que Rodrigo e eu diríamos tchau, mas eu esperaria ansiosamente esses 6 meses acabarem logo para estar perto dele de novo.
Acontece. A gente decidi, no fim, quem nos deve fazer voar. Ele me deixou experimentar essa sensação, a de liberdade no céu, para depois cortar as minhas asas no talo. Acontece. Não foi a primeira vez e não será a última. É até engraçado se for parar para ver, porque nem o fim foi diferente - também, o que eu esperava? Eram praticamente os mesmos elementos.
Tranquei a faculdade, no papel, pois a verdade é que eu larguei.
Meu 2010 em muito se assemelha com o meu 2008. Vestibular, uma pessoa especial, frustrações e coisas novas. Infelizmente as coisas novas deste ano que eu vivenciei foram ruins, não passei no vestibular e as frustrações são bem maiores. Mas aumentei meu índice em rodeios. Fui para Jaguariuna, apesar de não lembrar nada, para Americana, Cordeiropolis, Araras, Limeira, Piracicaba, show de Maria Cecília & Rodolfo, João Neto & Frederico e Jorge & Mateus (estes não foram em rodeios). Descobri que tem gente que não gosta de mim e, de certa forma, sente inveja ou quer me ver mal - acontece também e sinto pensa destas pessoas porque, como já escrevi ali do lado do blog, não possuo nada que justifique tais sentimentos. Fiquei bêbada, pelas minhas contas, 2 vezes. Jurei que não o faria de novo para ser alguém decente e digno de estar com o cidadão de alguns parágrafos anteriores.
(Deveria ter bebido mais).
Minha mãe quis me dar de aniversário a minha tão sonhada próteses de silocone, mas, desisti - por hora. Com esse dinheiro todo posso fazer outras coisas, como, por exemplo, pagar uma parte do meu futuro intercâmbio.
Minhas conclusões pessoais já foram colocadas neste blog antes, então, quanto ao meu crescimento como gente nada vou declarar. Já nem sei se compensa tanto assim esse ensinamento e amadurecimento. Minha mãe diz que a gente passa por determinadas coisas para aprender - sinceramente? Cansei deste clichê. Quer dizer então que terei de sofrer sempre para aprender alguma coisa? Gosto mais do método dos pediatras ou psicólogos, em que a criança é recompensada com algo que ela goste por concluir tal tarefa ou exame (como o de sangue).
Hoje fiquei brava porque a minha mãe desembrulhou o meu presente de natal. Quem lê isso pensa "cacete, menina, tu tens 20 anos nas costas e vai ficar brava por causa disso?!". É, vou. Acontece que eu não ganho presente embrulhado de natal desde os meus 10 anos e esse ano eu tinha conseguido, e aí ela estragou.
Então, é isso. O meu 2010 poderia ter sido resumido em um único nome, mas como chutaram não somente o pau da barraca mas ela inteira, meu 2010 termina numa equação.

2010 = 2008.

13 de dezembro de 2010

Um baú estranho.

Esses fragmentos eu encontrei perdidos em alguns e-mails - e não achei justo perdê-los desta maneira. Coloco-os aqui para a segurança dos mesmos.
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sei que já ri porque quis e porque achei que deveria, porque me era conviniente e porque era o que estava na espera. Já forcei choros, já chorei porque quis e até porque era o melhor a ser feito. Uma máxima de sensibilidade, no meu ponto de vista. Já fui inconviniente pelo simples fato disso me animar e já fui muito, mas muito chata porque assim eu desejei. Já gostei de alguém porque eu me forcei a fazê-lo e até mesmo porque eu não queria. Até aqui, o fato de eu querer, gostar ou fingir assim até parece meio cínico e cruel de minha parte, como se conseguisse forjar sentimentos e reações - e realmente assim o é em muitas vezes. Meu desprezo, na maioria deles, é o melhor de mim, mas eu o acho muito para alguns. Mas, de tudo o que passei, de todas as mágoas que guardei e esqueci, a pior delas é, com certeza, a decepção - ou a falta de consideração, ou a mais vil mentira narrada na sua frente. Escolha. Hoje sei que pior que se depecionar com alguém por criar ilusões, é você não conseguir sentir mais nada porque você nunca esperou nada desse alguém. E este consegue decepcionar você. Mas posso dizer uma coisa? Eu fingi. Eu bordei meus atos. E até o que senti na hora. Agi assim porque assim me pareceu mais divertido. E a decepção virou minha melhor comédia. (03/02/09)
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Who am I? Bem, eu sei quem sou e você pode não gostar. Sou pessimista ao ponto de não acreditar no melhor de ninguém, porque, assim, é mais fácil de não me decepcionar. E se eu estiver errada; oba, já fiquei feliz - e você também.Repudio pessoas desconhecidas por natureza. É uma defesa, veja bem... não é que eu não venha a gostar de você, mas você tem grandes chances de não acrescentar absolutamente nada na minha vida e isso é perca de tempo. Além da minha pessoa ter a certa noção de que desconfiança é sim um ótimo veículo para sarcasmos e afins. E, bem... possuo esse senso de humor meio cáustico. E me divirto com ele e não, não vou mudá-lo.Sou volátil. Posso ser a pessoa mais meiga que você venha a conhecer ou a mais irritante - mas, no geral, minha simpatia sempre prevalece se for necessário, urgente e não houver outra saída. (Mas isso, claro, se já formos conhecidos. Caso contrário, sem esforços, "coração"). Só que isso flui com uma certa frequencia bem irregular, sabe?!Faltou alguma coisa... Ah!, sim, sou chata. É! Até mesmo um falso cognato. Tudo o que me acontece é motivo para eu ficar pensando, e analisando, revivendo fatos e tentando pegar as mensagens certas. Isso é um saco, mas eu gosto. Quem não gosta muito é quem está ao meu redor, porque, melhor que a auto-reflexão, é tentar achar que sabe exatamente quem o outro é.Arrogante de minha parte, eu sei, e não me sinto muito mal por isso.Sou indiferente a muitas coisas e isso me faz uma espécie de corpo sólido indestrutível. Não choro em finais de filmes, livros e semelhantes. Não me comovo com músicas e nem pessoas caindo , desesperadas, na minha frente. Mas sou sensível ao ponto de chorar uma noite e nada além.Choros são sentimentais demais para o meu gosto.Meu profile´s visitor está desativado porque pouco me importa quem olha meu orkut - e eu não entrei nisso daqui para proliferar discursos sobre privacidade e moral.E some a tudo isso o fato de eu ser preguiçosa, paradoxal, crítica, curiosa e, se pá, esperta. (10/02/09)
___________
O que eu percebo lendo esses fragmentos é o quanto mudamos ao longo do tempo. As pessoas crescem e mudam suas visões em períodos curtos. Eu achava que para isso se levavam anos, mas não. Levam-se acontecimentos e eles muitas vezes ocorrem todos em um mês. Fico feliz com isso.

7 de dezembro de 2010

enquanto isso, no lustre do castelo...

Eu sei que as coisas doem, machucam e nos fazem infelizes. Mas tudo isso não me soa de fato necessário. Doer, doer, doer... tudo dói, mas seria uma escolha nossa, um livre-arbítrio esquecer dela por alguns minutos e simplesmente nos contentar com a gente mesmo? A vida é tão cruel, tudo é tão fatidico, mas a gente sorri, se alegra, chora, dorme e se sente bem. Às vezes, verdade, mas, mesmo assim, o fazemos, então, por que não pode ser assim quando a gente quer? A gente sempre vai sofrer, então, por que não apenas escolhemos canalizar essa dor para outros fins? Por que tem tantas pessoas que sofrem penosamente e nem ao menos querem mudar de posição?
Eu não gosto desta ideia.
Eu o vi com outra. Eu o vi lá com a mesma pessoa que o fez chamar a mim de mentirosa.
Eu não quero falar da índole dela e nem da dele. É como ser anti-ético. Eu não quero isso para mim. Cada um entende de si mesmo e não cabe aos outros julgar. Eu não julgo. Não posso. É errado. Julgar é feio e machuca. Eu só observo e relato para mim mesma.
Doeu. Dói. Vai machucar por muito tempo, mas eu não quero isso para mim. Não quero sofrer. Não quero lembrar. Não quero ser infeliz. Não vou ficar pensando no que deu errado e nem como poderia ter sido diferente. Tem coisas e pessoas que simplesmente não são para nós.
Disse a minha mãe que eu olhava para o meu 2010 e não enxergava a nada. Eu acho que menti. Talvez eu nao tenha cosntruído nada para mim, algo como um curso, um rumo, mas eu vejo que cresci muito. Que amadureci. Ideias. Pensamentos. Pontos. Não sou a mesma do começo do ano. Nem o posso ser. Hoje sou alguém melhor, acredito.
A vida é mais do que isso daqui. É mais do que pessoas falando e pensando sobre você, pessoas preocupadas com o que você faz, come e veste. Todos os erros que sejam cometidos agora, para, no futuro, daqui 5 anos ou 6 meses eu seja alguém melhor. Sempre alguém melhor.
A dor não nos faz melhor. A dor não nos faz pior. A dor simplesmente nos faz. Aprender a administrá-la é um caminho longo, mas é um caminho que nos livra de sofrer. Isso soa bom, ah?!, não sofrer. Todo ser humano almeja isso.
Quando eu tinha quinze anos, achei que era alguém bom. com dezoito, também. Aos dezoito acreditava em que era alguém já no meu ápice de conhecimento próprio e que todas as minhas atitudes e dizeres eram irrefutavelmente melhores. Nem preciso dizer que errei. Hoje sou uma pessoa melhor, alguém bem diferente. Eu sou diferente. Aos quinze eu não abria a boca para nada, tinha medo de impôr minhas vontades, fazer as minhas próprias escolhas, hoje... hoje falam que sou teimosa. Não o sou. Apenas não sou mais aquela molenga, aquela menininha que dizia sim para tudo.
Não mais.
Não posso.
Eu cresci.
Eu menti.
Não estou sem um plano. Eu tenho um plano. Um plano guardado aqui dentro da minha manga. Mas não é um plano usual, comum. Não envolve faculdades e nem graduações, diplomas de universidades ou formaturas. Não. Meu plano envolve o bel-prazer, o prazer e um singular prazer.
A minha maior vontade é a de estudar línguas, fazer alguns cursos sem fins vocacionais, apenas de aprendizagem mesmo. Eu quero estudar arte, filosofia, política, poesias, literatura. Francês, inglês, italiano, espanhol, alemão e tudo mais o que me for permitido.
Eu quero viajar, conhecer pessoas, gostos, comidas, sotaques.
Eu quero fazer a tudo isso.
E quando terminar, quando eu me sentir satisfeita, quero poder voltar, fazer minha faculdade e trabalhar.
Quero estar em paz comigo mesma.

6 de dezembro de 2010

Você não é melhor que a ninguém

Eu tenho ataques de raiva, às vezes. Bate uma vontade louca de ligar e te mandar para aquele lugar e te segredar, em a+b, o por que de você ser baixo. Sem caráter. Sem índole. Justo você, que se acha tão melhor, que critica, fala mal... E você fez tão pior.
Ainda dói.
Eu defendi você. Defendi sua índole para o meu irmão. Defendi seus interesses para os meus pais. Fiz eles até gostarem de você, enxergarem as maravilhas que eu via. Eles até gostaram de você.
Ainda dói.
Mas para mim acabou.
Você é uma farsa. Um nada. Não merece nada de mim, nem lembrança.
Eu te apago assim.

3 de dezembro de 2010

profile orkut

Disseram-me que felicidade é tão importante assim porque é efêmera, porque se é capaz de lembrar de todos os momentos felizes e ninguém nunca disse que é a vida inteira um único momento de felicidade. E eu acreditei, e como acreditei!, - sempre buscando momentos felizes para colecionar para, depois, garantir que a vida, enfim, valesse a pena. Tolos aqueles que me disseram. Tola eu que acreditei sem ver as falhas disso tudo. A vida, para mim, e simplesmente assim, é feliz - porque sou eu abençoada por poder sentir-me feliz quando olho em seus olhos; em todos esses seus olhos amigos que me cercam durante os dias. Não estou feliz. Eu sou feliz.

que o raio te parta


Você pode até dizer que é ciúme, mas eu te garanto que não é.
Ciúme arde, corrói, mas não me faz sentir magoada. Uma tola.
É indignação.
Indignação porque todo mundo pode estar com você e falar as coisas que quiserem, eu não. Eu sempre tenho de tomar cuidado, sem a bonitinha, a compreensiva, fingir que te entendendo em certos momentos para não causar conflito. Acho que eu tô meio cansada de você e da sua falta de posição para comigo.
Você já percebeu que quem sempre fez algo em primeiro por nós dois fui eu? Que sempre fui eu quem tive de pedir desculpas, dizer que está tudo bem, abandonar meus argumentos e vontades para estar com você?!
Você nunca fez nada por mim. Nem me pediu desculpas por nada - e a lista de pedidos pendentes está longa.
Talvez seja melhor. Talvez você indo embora seja melhor. Ficar sem te ver e sem me preocupar. Seis meses é tempo o suficiente para uma paixão acabar. No fim sobrarão apenas as mágoas, as dores, as suas faltas - e toda a felicidade que eu senti será reduzida, comprimida e eliminada.
Quando você voltar, talvez as coisas não estejam do jeito que são. Talvez eu não seja mais a quem hoje sou. A essência não muda, mas a forma como deixá-la agir.

Não é ciúme.
É indignação.