10 de janeiro de 2009
adeus ano velho e ponto. venha 2009!
Em janeiro de 2008 foi a primeira vez que fui á praia, corri quase nenhum dia, comi quase todos os sorvetes que tive vontade e voltei quase da mesma cor. Alugaram um apartamento para no máximo 10 pessoas e havia 12 durante a semana e 16 no final desta. Li Lolita, adorei - apaixonei - e comecei a escrever uma história paralela com o mundo de Harry Potter que dei o nome de Ma Petit Fille. Projeto não concluído e abandonado por perda da essência de Lolita.
Em fevereiro só me lembro do carnaval, que foi o primeiro que não quis beijar ninguém, apenas curtir meus amigos e às músicas, voltar para casa às 7 da manhã e às vezes avisar meus pais somente nesse horário que iria dormir na casa dos meus primos. E vieram as aulas: o famoso 3º ano do ensino médio. Primeiro mês de aula, uma maravilha. Acho que foi nesse mês que tive contato com um profº de filosofia que viria a me ajudar a ratificar minha decisão.
Não me lembro como as coisas foram acontecendo mês por mês, mas sei que vieram as pressões do vestibular, as horas de estudo que, comigo, não evoluíam e eram raras em minha rotina. A certeza de que eu passaria era minha e via-me já como uma bizxete do curso de Filosofia 2009 na USP. Hoje, 11 de janeiro de 2009, estou prestes a fazer a 2ª fase da UNICAMP e já concluí a da USP e esse sentimento já não me segue mais.
Lembro que presenciei 2 tempos da minha amiga com o namorado dela (meu amigo também), o rompimento deste e o término de um namoro que eu jurava ser eterno. Ouvi o que acontecia com os meus amigos, como uns tinham problemas com mãe, namorado e ex, como outros estavam cegos pelo vestibular, aqueles que não estavam... e eu lutando para me segurar em alguma ponta. Eu não tinha um namorado, nem mesmo um pretendente. E não queria.
Sempre vi como as pessoas ficavam quando gostavam muito de alguém - até mesmo chegando ao ponto de se apaixonarem - e lembro como eu ficava quando assim estava. Se há algo que você faz com 13/14/15 anos que é útil é gostar muito de alguém. E foi com esse aprendizado meu que decidi que não iria me apaixonar, que não iria deixar ninguém vencer a minha segurança, a minha confiabilidade. Ninguém iria me destruir por um sentimento.
E vinha sendo racional desde então. Desacreditando no melhor das pessoas, mas buscando por isso. Lendo sobre falhas de caráter e não acreditando em paixão, saudade e companheirismo.
Larguei a academia com a desculpa de falta de tempo. Mentira. Eu tive tempo o ano todo para ir lá e ficar 4 horas de quisesse, mas a verdade é que eu não tinha mais saco para fazer isso. Comecei um curso de filosofia na antiga escola com aquele professor que eu conhecia. Só de ver. Ele me ajudou - muito - e traçou um perfil meu que eu pouco lutei para fazer juz. Ele ainda está torcendo por mim, acho, e vou me sentir uma fracassada por não conseguir passar em um dos cursos mais fáceis. Mas sabarei perfeitamente onde errei.
Errei na minha dedicação.
Li Crepúsculo, metade de Dom Casmurro, metade de A Mão e a Luva, metade de O Mundo de Sofia, metade de O Vendedor de História, li O Teorema do Papagaio, Através do Espelho, alguns textos de Caio Fernando Abreu que encontrei ao acaso na internet. Li Lua Nova, A Cabana, A Cura de Shopenhauer, algumas dez ou trinta páginas de Sócrates, O Julgamento de Sócrates.
Não é uma lista que eu me orgulhe, afinal, a maioria dos livros que eu compro, sei que vou ler apenas algumas páginas.
Meu irmão sofreu um acidente e quase deu perda total no carro. Abalou a todo mundo, menos a mim. Não sei por quê. Quer dizer, fiquei meio na corda bamba por um dia inteiro, só que depois, passou. E eu achei que havia acontecido o mesmo com os meus pais, até eles tocarem no assunto de forma mais profunda um mês depois.
Em julho vivi para academia e caminhadas. Vivi para sair com meus amigos e dormir. E fui feliz - até onde deu. Passei, verdade, um período difícil, vendo minha mãe chorando pelos cantos e aquilo me desestabilizou por alguns dias (todos). E a história se repetiu, mas, daquela vez, eu só chorei uma vez, quando criei coragem para contar às minhas amigas mais próximas.
Eu estava sendo uma sem sentimentalismo perfeita.
Foram dias longos.
E então veio o 1º dos 18. Só naquela festa que eu percebi que faria 18 anos. E me senti importante, adulta e digna de curtir tudo o que aparecesse na minha frente. E vi como tinha conquistado amizades importantes e como estávamos ficando adultas. Dentro de 9 dias eu não teria mais 17, mas 18 - e as lembranças de quando fiz 15 anos retornaram quase todas as nove noites.
Então eu fiz 18.
Foi lindo. Fui à academia e meu professor lembrou que era meu aniversário, me deu um abraço e espalhou para todo mundo. Minha amiga, parceira mesmo, não estava lá. Não lembro o motivo, mas sei que ela não esteve. Um dia antes, comemorei meu aniversário com 18 pessoas, que muito prezo, em um pizzaria. Foi ótimo. Foi lindo. Quando cheguei em casa, já eram 21horas e a minha família quase inteira estava presente.
Eu não sabia, mas estava a menos de 30 horas da mudança em minha vida.
Houve um casamento e uma festa linda. E lá eu conheci um alguém que eu não quis e que foi adentrando a minha vida de uma maneira que não sei explicar. No começo, não queria, mas ele fez-se especial.
Tive minha primeira crise de ciúme em anos, disse eu te amo sem de fato amá-lo, mas ele sabia. Disse eu não te amo com uma veemência que no momento me espantou. Senti saudades. Tive sonhos com ele... e quando estive prestes a me olhar no espelho, me dar um tapa na cara, e dizer para mim mesma muito bem, você está apaixonada, ele se afastou e me contou que a ex estava a ligar, que ele tinha outras e que gostava muito de mim.
Foi aí que um dia eu saí e não pensei nele pela primeira vez e que deixei alguém me flertar. Fui simpática com estranhos, saí de novo uma noite e deixei-me levar pela dança, pela aproximação, pelas palavras e pela bebida em meu copo que subia mais rápido que qualquer outra coisa. Deixei-me levar e beijei outro e gostei muito, porque, naquele dia, eu estava sentindo-me linda e capaz. E fui.
Vários homens se aproximaram de mim, vários disseram que eu era linda, e em nenhum deles eu via a imagem dele. E nem me lembrava dele - por 5 segundos. Mas, depois, lembrei-me dele dia após dia, minuto por minuto. Ele me tirou o sono - nada me tirava o sono até então! - e eu quis, de fato tê-lo.
No dia seguinte, eu queria vê-lo, mas não podia. Não teria coragem de encará-lo. Mas no vimos no outro dia, e foi especial e ele gritou para mim que me amava. Porém, não me convidou para acompanhá-lo no outro fim-de-semana e nem me ligou desejando feliz natal ou ano novo. Eu o fiz.
Na noite de natal, nós estivemos juntos porque não havia como ele se esquivar de mim. Estava sendo um pouco cautelosa por causa do meu irmão e os amigos deles me adoraram e me queriam por perto. E nessa noite sussurrei peão quando quis ter gritado minha paixão.
Eu liguei duas vezes pedindo para os encontrarmos e ele negou.
E então percebi que há muito eu não tenho mais saudades dele e que não gosto mais tanto assim. Apenas me habituei a ele. Só. E descobri que sou igual a qualquer outro clichê feminino.
Descobri várias coisas de mim. Prepotente, arrogante, soberba, chata, ciumenta, crítica, cética, possessiva, fraca, pouco determinada. Vou reverter. Algum dia. Hoje eu só quero conseguir dormir para aguentar 4 dias de provas que sei que só vão me deixar estressada e mais chata.
Ao longo desse ano, tentei mostrar uma visão racional dos fatos, só que falhei em quase todos os meus parâmetros. Minha excelência em alguns ramos foi guilhotinada. Minha confiança, dissolivida.
Passei ótimos 4 dias com parte de minhas melhores amigas em um hotel fazenda. Estávamos sozinhas, queimei as minhas pernas, fomos a Piracicaba e voltamos de ônibus para Rio Claro porque o cinema de lá não tinha sessões cedo. (Nunca, em toda minha vida, imaginaria que sairia de Piracicaba para vir ao cinema de Rio Claro). Fomos ao Hopi Hari, trocamos nossos points...
Aprendi a dirigir, deixei-me sair com outros grupos de amigos e a querer trazer mais pertos aqueles que já possuía. Primeiro porre, primeira promessa de não bebo nunca mais e a primeira ressaca... Nessa ordem. Criei tantas histórias que teriam dado ótimos livros que nunca foram para o papél. Criei tantas vontades... AH!, Sim, o tênis. Comecei a gostar e a entender esse jogo. Comecei a admirar pessoas como Roger Federer, Rafael Nadal, Guga e Fininho. As irmãs Vênus, as Olimpíadas... tudo!
No último dia de 2008 eu acordei às 5 da tarde, encontrei meu vestido passado e pendurado na porta do meu guarda-roupa, fui pôr gasolina no carro junto com meu pai, entrei na net, troquei de roupa e esperei pela virada de ano.
Claro que tenho muito mais a declarar, mas, por hora, isso me satisfaz.
7 de janeiro de 2009
3 de janeiro de 2009
Incógnito.
Caio F.P.S. apareceu mais ou menos assim na vida de Bruna V. repentinamente, sem motivos aparentes. E, para contragosto, não inventado e pouco acreditado, da parte dela, ficou. E tem ficado e, mesmo não agradando, ela o deixa ficar.
Sim, ela pensa por que diabos ele ficou se, ao escrever algo lindamente poético, nem um muito obrigado ele lhe dá.
Confesso, sem medo de aparentar inconviniente ou mal agradecida, que não é nada estimulante pensar na disposição das palavras ao longo de um texto para que, no final, a pessoa presentiada não consiga ler realmente o texto.
Afinal, há diferença em ainda sinto saudades e saudades ainda sinto e sinto saudades ainda ou até mesmo saudades ainda as sinto.
Caio. Um x que apareceu na vida da alfa Bruna e que recebe quase todas as prosas mais bem escritas por ela e ... e ele deveria se sentir um felizardo por tais feitos.
2 de janeiro de 2009
Conteúdo em prosa

Quando ela fecha os olhos, algo muda. Não é a luz que perde sua teoria e nem o preto escuro que ganha essência. É apenas o que se passa por dentro. E o que se passa é a louca vontade de afundar a cabeça no travesseiro e chorar... chorar... soluçar. Borrar o tecido florido pelo rímel do dia, manchar a tez com o preto da maquilagem e perguntar-se por quê.
Mas ela, invariavelmente, prefere apenas fechar os olhos. Sua razão guiá-la-á e em algum lugar chegará. E, irredutivelmente, seus pensamentos voltam para o mesmo assunto, comparando o antes com o depois, visualizando quando havia reclamações, quando ele se sentia carente e precisava dela. Quando ele pedia por ela.
Quando ela conseguia sonhar com ele.
E, de várias formas, à noite, ela chora. Seja ao manter os olhos cerrados, abertos, presos à parede... ao teto. Chora porque não sabe como entendê-lo, porque as frases dele ecoam em sua cabeça. Doe, eu sei, mas ela já entende que não doma sua razão - e que possui sim um lado sentimental. E que não consegue ser tão alheia aos demais, que seu cinismo é tão fajuto quanto suas conclusões.
Isso doe mais - porém, ela ainda não sabe. Tem que passar por tantas coisas para chegar a esse ponto que eu bem tenho ciência de que ela não quer. Ninguém quereria. Ninguém, em sã consciência, gostaria de passar por esse caminho. Mas ela já escolheu - só falta consentir. E agüentar. E suportar. E solidificar - até não mais sentir muitas coisas.
Se houvesse outro, um outro alguém que a colocasse nas nuvens, seria mais fácil. Sim, ela e eu sabemos. No entanto, não há aquele que desperte seu ímpeto da mesma forma que ele lhe fizera. Quase um favor, verdade, mas, ainda dessa maneira, um feito. Um grande feito. Ela não quis e ele insistiu. E ela deixou que ele a conduzisse, que ele a abordasse. Que ele a conquistasse.
E conquistou.
Daquela forma estranha, tão oposta, sem charme, mas o fez.
ESTÁ FEITO.
Eu sei que é isso o que ela pensa. Ele deu-lhe aquela antiga inspiração poética, aquela antiga vontade de escrever e a capacidade de compor frases bonitas - mesmo que sem significância qualquer. Mas deu-lha. E agora não há volta... quer dizer, há uma singular possibilidade, mas esta; esta ela repudia. É o cheque-mate para sua tristeza - e para sua felicidade.
Faca de dois gumes posta entre a cabeça e o coração.
31 de dezembro de 2008
2 gumes para um dia.

Quando ela fecha os olhos, algo muda. Não é a luz que perde sua teoria e nem o preto escuro que ganha essência. É apenas o que se passa por dentro. E o que se passa é a louca vontade de afundar a cabeça no travesseiro e chorar... chorar... soluçar. Borrar o tecido florido pelo rímel do dia, manchar a tez com o preto da maquilagem e perguntar-se por quê.
Mas ela, invariavelmente, prefere apenas fechar os olhos. Sua razão guiá-la-á e em algum lugar chegará. E, irredutivelmente, seus pensamentos voltam para o mesmo assunto, comparando o antes com o depois, visualizando quando havia reclamações, quando ele se sentia carente e precisava dela. Quando ele pedia por ela.
Quando ela conseguia sonhar com ele.
E, de várias formas, à noite, ela chora. Seja ao manter os olhos cerrados, abertos, presos à parede... ao teto. Chora porque não sabe como entendê-lo, porque as frases dele ecoam em sua cabeça. Doe, eu sei, mas ela já entende que não doma sua razão - e que possui sim um lado sentimental. E que não consegue ser tão
alheia aos demais, que seu cinismo é tão fajuto quanto suas conclusões.
Isso doe mais - porém, ela ainda não sabe. Tem que passar por tantas coisas para chegar a esse ponto que eu bem tenho ciência de que ela não quer. Ninguém quereria. Ninguém, em sã consciência, gostaria de passar por esse caminho. Mas ela já escolheu - só falta consentir. E agüentar. E suportar. E solidificar - até não mais sentir muitas coisas.
Se houvesse outro, um outro alguém que a colocasse nas nuvens, seria mais fácil. Sim, ela e eu sabemos. No entanto, não há aquele que desperte seu ímpeto da mesma forma que ele lhe fizera. Quase um favor, verdade, mas, ainda dessa maneira, um feito. Um grande feito. Ela não quis e ele insistiu. E ela deixou que ele a conduzisse, que ele a abordasse. Que ele a conquistasse.
E conquistou.
Daquela forma estranha, tão oposta, sem charme, mas o fez.
ESTÁ FEITO.
Eu sei que é isso o que ela pensa. Ele deu-lhe aquela antiga inspiração poética, aquela antiga vontade de escrever e a capacidade de compor frases bonitas - mesmo que sem significância qualquer. Mas deu-lha. E agora não há volta... quer dizer, há uma singular possibilidade, mas esta; esta ela repudia. É o cheque-mate para sua tristeza - e para sua felicidade.
A faca de dois gumes posta entre a cabeça e o coração.
30 de dezembro de 2008
Vá e fique.

Te ponho em mim, de forma caótica e irregular, extremamente incompreensível e sem pesar. E não pesa quando está em mim, quando estou dentro de onde eu mesma criei para você ficar.
Fique.
De nada adiantará eu exigir que saia, que vá embora. Você não vai. E fica. Desnorteando os pensamentos e impondo direitos. A abstração de uma vontade escondida, de um sorte que vai parar.
Torço para que pare, assim, estarei longe de você, longe da guerra. Em paz. E não quero, e permaneço, continuo, fico. Um jogo de azar em que eu só perco, uma façanha a menos ao meu favor. Não me importo, acho, e estou dentro de onde eu mesma me impus.
De onde você enraizou. E quer ir embora? Pois vá.
Mas eu fico. Eu gosto. E fico. E você também fica, porque é seguro. Você quer a outras meninas? Não se importe, eu também desejo outros homens.
28 de dezembro de 2008
Por um momento e nada além

E assim você permanece, mesmo não querendo, mesmo não sendo de propósito - tudo em pura vertigem. E eu entro num estado de vício, sem de fato necessitar. E fico ansiosa. E fico nervosa. E rouo as unhas na expectativa de ver você, de sair da abstração e poder te tocar, te beijar, te abraçar e deixar seu perfume em mim.
Seu perfume em mim.
E deixar toda essa estranha vontade de dar coisas bonitas a você, em gestos, sorrisos ou palavras, em mim. E tentar guardar isso comigo, sem demonstrar a você.
27 de dezembro de 2008
Por 5 dias

Você não pode ser como eles. Os princípios e atitudes não batem.
E você começa a fazer uma coisa que não gosta. Começa a pensar de uma forma que não quer. E você se refreia e percebe que, só os ama - e só.
Ponto.
A convivência seria muito difícil, mas você aceita eles por perto. Afinal, amar é querer todos ao seu redor.
E aqueles que você condena por atitudes e pensamentos estão mais perto deles, e você nota. Percebe. Ter acesso é algo que você gostaria, mas, pensando um pouco melhor, não quer mais... afinal, eles são easier com aqueles que você não quer por perto por ferirem seus princípios.
Então, você começa a não os querer mais por perto. E sofre quieta, e sente saudades.
22 de dezembro de 2008
a whole new drem

20 de dezembro de 2008
estranho legado
Eu gosto de escrever e, muitas vezes, manuseio palavras ao meu favor. Verdade. Penso em cada ponto, parada, respirada. Na disposição, no som, na ordem. Na ambigüidade que se segue, na ironia que não se entende, na mentira que permutei.
Entendo dos erros causados de propósitos, na essência de uma palavra e outra ou apenas no como quero ser interpretada.
Literalmente.
Sem exigências máximas de interpretação ou qualquer atenção mais acentuada.
Uma leitura simples e rápida.
E por isso digo sim que manipulo. E que sou hipócrito algumas vezes. E que tenho usado de uma inspiração que não me pertence nesses dias... Ela vem de um outro fluxo, de uma outra energia que exige um pouco além do meu cinismo. Este como corrente filosófica, e não de forma pejorativa.
Tenho escrito em função de um sentimento que não me apetece.
Tenho-lho dito.
E continuarei a dizer.
sórdido desejo
Prosa 2008
Ok, eu já tive outras melhores, mas essa foi mais que especial. Foi a noite da minha formatura. Todos estavam ali, vestidos de forma diferente, deslumbrantemente contentes. As estrelas de um evento inteiro. Perfeitamente sonhador.
E poeticamente metafórico.
É lindo analisar que todos estavam bem, contentes e alegres. Alguns bêbados, verdade, mas onde não há estes? Eles estão lá. Sempre. E todos dançaram, pularam, deram risada - alguns beijaram, outros ganharam juras de amor e uns poucos outros declarações. Havia aqueles que ficaram sentados juntos de seus familiares, mas isso não é erro. É virtude. Pai. Mãe. Irmãos, avós, tios... muitas pessoas que estavam ali por sua causa e você ali com eles, retribuindo o favor.
Favor sim.
Um gostoso favor.
E, ao analisar mais, percebe-se a tristeza. Todos estavam felizes no último encontro. Todos estavam extrapolando de felicidade quando deveriam estar chorando. E ninguém chorou. Não é uma pena, ao meu ver, afinal, somos seres humanos e não podemos depender do fim apenas. O fim de fato não é o término. É só a anúncio de um novo começo.
E o começo deve ser o motivo de choros.
No fim, já sabemos de tudo o que se passou, o que aconteceu e como reagirmos diante dos fatos. Não há por que chorar diante das fortalezas, mas há diante daquilo que não conhecemos. Se os muros são mais altos ou os buracos mais largos e profundos. Não sabemos.
Choremos pelo começo.
Bebamos pelo fim.
Sejamos intermediariamente felizes enquanto conseguimos conciliar os dois fatos sem assimilar que o começo de um é a prévia do outro.
Choremos e bebamos, caros formandos.
16 de dezembro de 2008
Verdades Ditas
Irredutivelmente.
Sempre.
E, então, quem sabe, não precisarei mais segurar seu rosto entre minhas mãos, aprofundar meus olhos nos seus, forçando-os para que prestem atenção nas exatas palavras que minha boca deixa escapar sem arrependimentos.
Eu não o amo.
10 de dezembro de 2008
Mas o estranho mesmo é tu encontrares alguém, não a desejares mais ao seu lado, não resistires à boca desta e usufruir de todos os dias como cínico que tens sido de forma natural, neutra e sem quereres parar com isso.
Estranho é tu agires como sempre deveras quis.
7 de dezembro de 2008
Você é.
E você sabe que o clima está bom. O frio o faz chegar mais perto, sussurrar no seu ouvido que ele é quente, que ele te espera e o faz gritar que você é admirável. Sim, admirável. Linda. Estupefata. Que você está no coração dele. Mentira. Mas você se diverte, porque está frio, porque poderia ter tido a ele, e ao outro, e aquele terceiro que a encarou a festa inteira.
Lembra-se desse último? Ele oferece uma bebida, uma água, um pedaço de queijo e um beijo. Você quer aceitar o último; está bem perto de persuadir-se, mas não o faz. Pela dúvida que está em você? Por que não? Ele está diferente, estranho, afastado. E aqueles, todos eles, estão ali, bem perto de você, dando atenção, protegendo seu ambiente, tornando a festa agradável.
A festa é sua. A festa é você. Para eles, pelo menos. Você é a festa. A peça mais deliciosa. A pessoa mais sorridente, mais divertida, mais simpática e adoravelmente ácida.
O clima é bom. Ótimo.
O clima vem de você e laça-os. Você não sabia que tinha isso, mas agora sabe. E agora usa. E não vai mais recusar nada que lhe oferecerem.
LUAU
"N* pa ta pa tá, você é admirável, tão admirável que é linda pra caramba - aposto um beijo que você me dá um fora".
E ela querendo que fosse ele.
3 de dezembro de 2008
Méritos de uma Derrota
Tocá-las uma vez fora um erro, voltar a tocar, um mero desejo. Um descompasso sinuoso e desconhecido, de acordes desafinados e pouco refinados. Uma verdadeira epifania perante seus olhos, corpo e boca. Mãos trêmulas a contornarem cada recanto moreno, de cor de ébano - pura cor de um anseio oprimido atrás das janelas de sua infância.
Tocá-la, pela primeira vez, foi realização. Na segunda, desespero. Terceira, desespero. Na quarta...
Na quarta foi o destilo de uma alegoria pecaminosa que se apossou de sua virilidade. De sua sanidade. Uma rápida questão de devaneios que subordinaram a razão à paixão. A janela às mãos. Tocá-la teria se não fosse a vidraçaria. Uma quarta vez, pedira entre sua libertação solitária de tão apertada luxúria.
Curvas. Caminhos. Percorridos por três vezes. Rompimento da possibilidade e junção de sonhos. Erotização da púbere imaginação de um garoto escondido atrás das cortinas de um quarto próximo à casa da mulher. Sim, desde então - desde a primeira vista - ela era mulher. E se ele soubesse que seria derrotado naquele dia, teria tardado a descobrir a sensualidade libidinosa e teria, por correspondência, sobrevivido por mais alguns anos a fim de presenciá-la mais vezes.
Sonhá-la mais noites.
A derrota. Esta veio na quarta tentativa, ao bater à porta, ao vê-la olhá-lo de cima, com asco preso aos olhos, com repulsa em seus poros. Ele não a amava - ela sentia. Era apenas mais um corpo masculino encarcerado em sua porta, esperançoso de parte de sua carne, de seu êxtase. Parte de alguma coisa que ela já estava cansada de entregar.
Ele fora derrotado pelos próprios desesperos noturnos, alimentados desde a transição da infantilidade para a malícia. Ela fizera-o vívido, alimentado, guloso. Isento de capacitância para discernir o limite do abuso prazeroso. Mas não o fizera. Esquecera-se de ler tais proposições e partiu ao seu destino que o próprio escolhera, sem questionar se deveria.
Tocou-a.
Desejou-a.
Satisfez-se.
Três vezes e não mais que isso - quando perto dela.
25 de novembro de 2008
Um pedido Inusitado
Adoraria não pensar por apenas 30 min. Adoraria.
Apenas isso.
24 de novembro de 2008
Dominique
De todas as formas tentei ser racional, mas dei vazão ao lado sentimental que eu não sabia que tinha. E descobrí-lo não foi um triunfo, mas um martírio. Eu não sei dizer por que sofri ou por que chorei. Na verdade, agora, acho tudo muito infantil e inútil. Apaixonar-se é inútil. Por isso resolvi mudar.
Decidi que você não entrou em meu coração e decidi que não vai mais domar minha cabeça. Decidi que não vou mais me preocupar com você e que, caso a gente se afaste, não vou ficar pensando no que deveria ter feito para o contrário - porque eu vou saber perfeitamente que você não fez nada para que isso não fosse inevitável.
Sim, vou jogar toda a culpa nas suas costas - e irei me livrar de todas.
Decidi que a minha política de desapego será a melhor. Que pouco vou me importar se você me ligar ou não, se me quer por perto ou não, se vai mentir ou não. Mas me entristece pensar que até o seu tom de voz mudou.
Só que não vou mais me importar. Você não merece mais que isso; apenas o meu não-me-importar já será o bastante. E você vai sentir falta, tenho certeza, mas será orgulhoso o bastante para não dizê-lo - até ficarmos sem um ao outro.
Decidi que vou mandar em mim.
22 de novembro de 2008
Insegurança. Medos. Receios. Loucuras.
E todas essas pequenas coisas não são racionais.
O sentimentalismo é a carne viva do ser humano.
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21 de novembro de 2008
Just a little more about tennis
Durante a Master Cup em Xangai, eu queria muito ter visto o Federer vencedor, mas dores nas costas podem complicar e muito a vida de um tenista - essas dores vinham desde de sua desistência em Paris.
Novak Djokovic ganhou a Master Cup e está muito, mas muuuuuuuuuito perto de ser o número 2 - e isso implica diretamente numa caída de Federer.
Tsonga foi quem venceu o Master Series de Paris, mas caiu rapidamente na Cup.
a Jankovic ganhou em Doha, sendo a número um do ranking de entrada feminino.
Agora está passando a final da Copa Davis na TV. Del Potro e Verdasco (acho). Mas eu não quero mais assistir a. Sei lá... entrei em estado de desânimo total. A única coisa que me anima é sair ;D Mas nem todo mundo tem 18 anos.
19 de novembro de 2008
Não aguento deixar você a vontade, não aguento deixar você sem pressão. Não aguento tentar ser perfeita e não sentir nada em troca; ouvir as pessoas me perguntarem po que tenho estado tão abatida, triste, magoada...
Por quê? Porque eu preciso mais de você do que você de mim, porque eu me habituei a te ter perto de mim e a não ter nada em troca. Não falo de beijos e nem de carícias; falo de abraços e de carinho.
Você não me dá carinho.
18 de novembro de 2008
O esquema começa quando você me liga. Não sei se devo atender ao primeiro toque ou deixá-lo esperando um pouco. O que acontece na maioria dos casos é de eu não conseguir ler seu nome do identificador (ou porque está muito escuro ou muito claro).
E quando você me liga, ainda fico nervosa e eufórica; medo de minha voz falhar ou da ligação cair. Ou de você não querer falar.
O fato é que eu gosto da sua voz; é diferente. E conforme você conversa, imagino como seu corpo deve estar, como suas mãos gesticulam ou como você para e olha um ponto fixo.
E então vem quando a gente se encontra.
Eu não sei se devo cumprimentá-lo: se com um selinho ou com um abraço. Não sei se devo entrelaçar meus dedos aos seus, se devo cobri-lo de beijos ou apenas olhá-lo com um sorriso, terno e carinhoso.
E então há quando você me olha.
A minha vontade é de sempre perguntar o que se passa na sua cabeça, no que está pensando. Posso até imaginar o que seja, mas a vontade de ter certeza é freada com o medo de ser inconviniente. Creio que se você mentir, não olhará em meus olhos. Prefiro não perguntar.
E tem quando você me abraça, laça-me pela cintura e aproxima-me de você. E aí, meu peão, eu não sei o que fazer. Não sei o que acontece com a minha razão, com a minha clareza de pensamento, minhas vontades. Só sei que, quando faz isso, sinto que você me quer - e a vontade de perguntar se gosta de fato de mim se perde na garganta enquanto o desejo descontrolado de beijá-lo à boca se apossa de mim.
E também há quando você me chama de anjo - em raros momentos, é verdade.
Esse é o mais fácil de explicar o que acontece: sobe um arrpeio pela espinha e meu coração acelera.
É a mesma sensação de quando eu chamo de minha paixão ou meu peão?
Creio que não.
E só existe mais um ponto a ser analisado - e que deve ser o mais misterioso para você. O momento anterior àquele que lhe escrevo uma mensagem.
Esse é delicado.
Encontrar palavras não é fácil - pois o assunto é sempre o mesmo e posso cair na mesmice de usar as mesmas palavras, tornando tudo repetitivo, e clichê. Eu não gosto de clichês.
Às vezes, é verdade, eu perco a inspiração e o texto fica composto por um "bom dia" e "beijos do seu anjo". Isso me cansa, me desanima, mas mando. Devo desculpas por isso - mas não as pesso. É o que tenho a oferecer nesses momentos. Mas, geralmente, eu tenho de formular a mensagem perfeita para ser apenas uma por dia. Mais que isso é obsessão.
Em alguns momentos, sei que consigo o que quero, no entanto, em outros, a certeza desaparece e eu me desespero. Não me descontrolo, perceba; apenas me desespero por não ter consigo encontrar o que queria lhe dizer. Eu me sinto diminuta por não manter uma constância.
E se eu faltar um dia? Você vai notar? Vai cobrar? Não sei se gostaria de ter a resposta.
Ah!, claro, tem os momentos da internet - para mim, os mais delicados.
Quem deve começar a conversa? Quem deve dar o primeiro oi? Para mim, teria de sempre ser você, afinal, já tem as suas provas quanto a eu gostar de você. Mas eu não tenho nenhuma de que você ainda goste de mim - principalmente depois de ter lhe mostrado tanta fragilidade (aliás, devo agradecer pelo ocorrido na última semana. Sem ele, não teria colocado a cabeça no lugar e raciocinado sobre a situação. Obrigada ;D )
É mais complexo do que você imaginava, certo?
Beijo.
17 de novembro de 2008
sem mais lará-lará
I even dislike the way you act with me.You don't say you need me anymore, you don't call me as your angel anymore. I know actually what happened to us: when you kiss me, you have a body, and when I kiss you, I have a heart. If you don't want anymore, please, just tell me and I'm going to push me away.
No bad feelings.
No excuses.
Just you without me.
15 de novembro de 2008
Dói. Eu sei que dói - por isso aprendi a controlá-lo, a dizer aos outros que não estou brava ou enciumada, apenas intrigada.
O ciúme não é racional - por isso o excluí da minha lista de características humanas. A racionalidade é certa, sempre certa, e não há o que eu preze mais em mim do que a minha racionalidade. Eu sei ponderar meus pensamentos, sei chegar aonde quiser com os argumentos que quero (ok, não é bem assim, minha liberdade poética mais cria do que encontra), por isso, agora, depois de muito choro sem orgulho, de muita dúvida e de muitas vezes pensar que a gente deve se afastar, eu não penso mais no meu ciúme.
Velho e adormecido.
Ele dói e eu pedi para você não acordá-lo - e agora eu nem sinto mais.
Sou racional.
O ser humano é racional. Mas ser sentimentalista também é ser humano. Não é um simples silogismo. É quase uma dialética.
10 de novembro de 2008
Ela versus Ela.
Seu corpo não quer e não vai.
E agora, o que ela deveria fazer? Distrair a cabeça? Voltar a dormir? Tomar um banho...? Tomou o banho, distraiu a cabeça e, antes que pudesse dormir, ele ligou. Seu coração saltou, como sempre fazia, e a singularidade do timbre da voz dele fez o quarto ser um lugar apaziguador.
Ela deitou na cama, olhou o livro que distraía a cabeça e não soube mais o seu título ou que página estava. Ele falava, dizia que não teve uma companhia muito boa na última noite - e ela sabia que era mentira.
E ela ainda sentia o perfume masculino nas roupas largadas no chão. E ela ainda sentia o perfume em seu corpo pós-banho. Ela podia até senti-lo pela ligação. A voz dele é grave e diferente, sua boca é atrativa, seus olhos são chamativos. São morenos, são o nome dela, assim como seus cabelos. Ele tem algo que a atrae, algo que ela não sabe explicar.
Talvez seja o que, como e onde fala. Talvez seja como a abraça, como é sincero no que diz, como a beija. Ou como age, como pensa, o que quer. Ele quer muitas coisas, ela sabe disso. E gosta disso. E quer que ele queira - e quer que ele a queira também.
A conversa é rápida. A casa dele tem ouvidos e ele vai sair - ela queria ir com ele, beijá-lo por mas uma noite inteira, ouvi-lo contar sua histórias, fazê-la rir... exatamente como da última vez.
E a vergonha! Conhecera gente próximas a ele na última noite, e teve vergonha, pois não sabia como era apresentada. Ela quer me namorar - e ela queria que ele dissesse que era ele quem a queria namorar.
Mas eles não são namorados. São amigos. Meros amigos coloridos. Até que um dia ele se canse dela, porque ela não sabe se vai se cansar dele. E ela não quer. Não vai - deixar.
A ligação termina e não houve um pedido de beijo na boca. Ela queria ouvir. Queria que ele fosse manhoso, que exigisse a presença dela por onde fosse - mas nada disso aconteceu.
Um beijo, tchau.
Ele vai cansar, um dia vai. E isso doi. Doi nela. Nele, ela não sabe. Pediu para que ele não a abandonasse, e ele prometeu. Mas ela sabe que o momento não era propício; ele estava humano demais, e a razão se perdia a cada beijo - foi tudo impulsivo, no final. As deixas e as falas.
E ela é racional demais, ao ponto de saber exatamente o que fazia.
E sabia que ele estava apenas sendo o homem - enquanto ela deveria ter sido a razão.
E aí, então, ela pôde dormir.
28 de outubro de 2008
Há um mês, você já dizia que gostava de mim - e eu achava um exageiro. Antitéticos já éramos e nem sabíamos, a priori. Mas éramos.
Há um mês, as cartas estavam dispostas para você e contra mim. As jogadas foram suas e você ganhou. Ganhou a mim, e declarou a mim que me ganhou.
Mas tudo muda. Somos opostos. Hoje, você me tem, porém já não diz que gosta mais de mim, que sente saudades e nem pergunta quando nos veremos. Para você, como está é o que é, e não há mais o que fazer.
E eu sinto falta de quando você me conquistava.
26 de outubro de 2008
I hope you get your dreams
Você, mesmo me dizendo de louras e morenas, sei que às vezes prefere a brune, em francês, e brunette, em inglês. E a Bruna, em seu português, em sua boca, em sua cabeça.
Não fomos feitos um para o outro, mas é o nosso atrito que instiga e que nos maltrata. E nós temos sido assim, lindamente belos um para o outro sem qualquer compromisso.
Adoro você.
Tennis
Rafael Nadal não ganhou o Master Series de Madrid - como o mundo logrou - e a final, obviamente, não foi entre o espanhol e o suíco Roger Federer, mas sim entre Gilles Simon e Andy Murray, afortunado da vez. E, mesmo com todos dizendo que será o próximo número um, eu não gosto dele e ponto.
No Torneio de Basel (Basiléia, Suíça), as profecias foram cumpridas e Federer ganhou o torneio com uma torcida inteira a favor. Ele fecha o ano como número 2 e Nadal como número 1, MAs ano que vem, o suíço promete que volta para reconquistar o topo.
Em São Petersburgo, Andy Murray consagrou-se mais uma vez e obteve seu bicampeonato no torneio russo. O britânico/escocês venceu o cazaque Andrey Golube, que poderia ter sido uma grande zebra
Anna Iannovik, por Deus, conseguiu seu primeiro título, desde o Aberto da França, Roland Garros, em Linz. Ainda bem.
Agora começou o Torneio de Paris. Nadal, Federer, Djokovic, Murray, Monfils, Safin, Querrey, Wawrinka, Robredo, Ferrer, Ancic, Karlovic, Nalbandian, Roddick, Andreev, Simon, Blanke, Gasquet... tem um bons outros, mas só me interessam estes ;D
Acompanhemos então!
20 de outubro de 2008
Enquanto houver Sol

19 de outubro de 2008
I´m so sorry
Mas até quando, meu querido, continuaremos assim? Até nossos corpos se cansarem dos habituais amassos, beijos ousados e sensações que o seu já bem decorou?
Você disse que eu o deixava louco, que o deixava bobo... mas, querido, eu não acredito. Adoro quando sussurra essas coisas em meu ouvido enquanto embala minhas sensações em sua boca, só que eu não acredito.
Entra-te aqui
Não deveria; mas o fiz. Tinha prometido que não entraria até terminar de ler todos os meus livros, porém, não aguentei. E entendi.
Toda vez que entrava em uma, um sentimento bom mas ruim me domava, algo lindamente antitético e que não sabia o que era. Mas eu descobri.
Quando entro em uma livraria, sinto-me poderosa, capaz de ter todas aqueles livros e possuí-los em questões de horas, mas a razão traz-me para a realidade e o desespero toma-me em frações de segundos.
E, então, sinto-me pequena, vulnerável e medrosa, pois eu sei que mesmo que meu poder de aquisição me desse todos aqueles livros, não teria tempo para lê-los. Não teria capacidade para tê-los, de fato.
2 de outubro de 2008
Linguagem, por Luís Fernando Veríssimo
entre oito e dez mil corpúsculos
gustativos, e cada corpúsculo tem
de 50 a 75 receptores químicos
de sabor.
Estes receptores têm
uma vida extremamente curta
e são substituídos a,
aproximadamente,
cada dez dias,
meu amor.
O que significa
que de dez em dez dias
nossas línguas têm
entre 400 e 750 mil
novas células
que nunca provaram
um bife acebolado
um arroz com camarão
uma massa alho e óleo
ou um bacalão na brasa
sem falar em papo-de-anjo
e licor.
São neófitas em
feijoadas,
virgens de
pão francês.
E de dez em dez dias,
querida,
os nossos beijos de língua
são como a primeira vez!
( I do like him ;D )
28 de setembro de 2008
Você disse estar apaixonado, e eu perguntei como você sabia e a resposta que tive foi de paixão a primeira vista. Mas eu não sei o que é isso, eu não me apaixono assim.
23 de setembro de 2008
Apenas mais uma de Amor
Ela não fazia da mesma forma que ele, para conhecer mais afundo, aprimorar-se. Ela, apenas, queria conhecer.
Curiosidade.
E ele se lembrou de quando era curioso, de quando o novo era mais que belo e o já conhecido ainda era lindo, de quando as letras compunham caminhos de pensamentos e não razão para sustentar sua arrogância.
Ela folheava cada página como se fosse cetim, e corria os olhos sem absorver informação alguma. Era o puro prazer de ter os livros entre as mãos.
Aquilo sim era novo para ele.
Inspirado em um trecho de O Teorema do Papagaio
- obrigada por me deixar perceber como eu pensava pequeno.
19 de setembro de 2008
7 de setembro de 2008
Quando dormes.
Quando tu dormes,6 de setembro de 2008
MORE ABOUT US OPEN
Vamos ao que interessa.
HOJE, belo dia 6 de setembro, Roger Federer derrotou Novak Djokovic em 3 sets a 1. O primeiro set foi 6/3, e Federer esteve lindo! Aliás, foi o único set inteiro a que assistir, porque tive de sair. No segundo, acredito que ele deva ter perdio - e realmente perdeu, acabei de ver no uol - 5-7, mas, convenhamos, mesmo Djoko estando um tanto atrás no ranking, o sérvio de apenas 21 anos tem raça. Ah! E no intervalo foi a primeira vez no campeonato que filmaram o Roge trocar de camiseta... Enfim. Roge fechou os dois sets seguinte em 7-5 e 6-2.
O jogo entre o Rafa e Murray começou, mas foi adiado - como já foi dito. O britânico ganhou o primeiro set por 6-2 e eu estou me perguntando como o Rafa poderia ter perdido 4 games seguidos.
Vou pôr algumas fotos do Roge aqui e aproveitar para dizer que as minhas fotos preferidas são aquelas em que eles comemoram ou o ponto ou match point.

I do like this one.


Roge and Djoko.
5 de setembro de 2008
Uma canção de Ninar.
vou pôr em meu colo o seu amor.
Seremos felizes - eu prometo -
mesmo não sendo de verdade.
E você vai poder dormir...
1 de setembro de 2008
US OPEN 2008
Mesmo com meu irmão alogrando do meu lado, eu sabia que o Rafa ganharia.
A questão é que o Fish mostrou um bom jogo de fundo e fez o Rafa suar a camisa, podendo só se consagrar depois de 3h13 de jogo. Haja fôlego. E, não só ao meu ver, o fator principal para a sua vitória não explendorosa dentro de um jogo que todos julgaram que seria um treino de luxo foi a sua grande concentração.
E deve ser mesmo. Uma vez li no blog do Fininho que o Nadal tinha a mania de colocar os fones no ouvido e correr pelo vestiário, momentos antes de adentrar à quadra. O seu poder mental é alto e, como disse o narrador do jogo Paulo Clenta, tênis é mente.
Queria provar um pouco da minha capacidade mental jogando tênis.
E no domingo, teve-se Roger Federer jogando, mas não pude assistir devido ao !$*%$^& do exame do ENEM (46 pontos. PQP). Mas ele ganhou e é isso o que importa.
Hoje à noite, no horario prime do US OPEN, tem-se uma partida a que eu quero muito assistir: Juan Martins Del Potro (19 anos) contra Kei NIshikori (18 ¬¬). O Del Potro está invicto há 22 partidas, caso não esteja enganada, e o Nishikori só ganhou um título da ATP até hoje, mas tirou do torneio aberto o Davi Ferrer. Então, eu acho que teremos um jogo e tanto.
Caso alguém queria conferir um pouco mais da coisa linda que é o menininho espanhol, em vagalumes tem um link Blog´s Rafa, que é onde ele está escrevendo em inglês para os fãs. Não descobri nada da parte do Federer, ainda e o que já é uma pena, mas estou de olho. POnho fotos desse domingo e segunda depois, ok?
Beijos.
Só uma foto para se ter uma noção mínima da quantidade de gente que quer (tentar) ver o número um do mundo - pelo menos do ranking.
30 de agosto de 2008
US OPEN
Bem, na verdade, o Grand Slam começou segunda-feira, então, um breve resumo rápido dos jogos a que assisti nesses 5 dias:
Segunda (25): Rafael Nadal estreiou contra o qualifyer Bjorn Phau. Nadal não estava em seus melhores dias - com direito à bolhas no pé - e o qualifyer jogou bem. Não me lembro bem dos detalhes, porque estava nervosa com os erros do espanhol, mas ele fechou com 3 sets a 0.
Bjorn Phau 
Terça (26): Dia de estréia para Federer e, peloamordeDeusatéqueemenfim, presenciei um lindo jogo dele. Foi uma partida contra Maximo Gonzales. Pelo que me lembre foi um jogo tranquilo com permissão para acalmar a priminha chorosa (de minha parte. Se fosse outra situação, ela se asfixiaria de tanto chorar o.O). Resultado: 3 sets a 0 para o suíço - e com direito a pneu (6/0).
Maximo Gonzáles
Federer.
Quinta (28): Segunda rodada para Nadal contra o DeHeart. Quem? Pois é, quem mesmo, porque o US OPEN 2008 costumava ser o primeiro grand slam do cara. Na minha opinião, o cara deu um pouco de trabalho para o Rafa com um jogo ofensivo na rede. Nadal não domina muito bem jogos curtos, assim, mas fechou as parciais em 6/1, 6/2, 6/4. 3 sets a 0.
DeHeart
Nadal
Sexta (29): Segunda rodada de Federer contra quem mesmo?! ÉÉÉÉÉ!!! THIAGO ALVES!!! Eu fiquei nervosa, porque o Thiago, brasileiro, conseguiu extensões em vários momentos, alternano os pontos entre deuce e advantage. Gostei de vê-lo jogar, foi a primeira vez que vi um brasileiro em ação, mas confesso que em nenhum momento Federer esteve ameaçado pelo brasileiro. Mas também não foi seu melhor jogo.
Federer e Thiago Alves
Jelena Jankovic jogou contra a zebra chinesa, a Jie Zheng, e ganhou. Não foi um jogo bonito da parte da sérvia e não gostei de assistir à partida. Ela ganhou, mas...
Fernando Gonzáles jogoucontra o Bobby Reynolds e ganhou de 3 sets a 0. Esse jogo foi gostoso de ver, porque parecia que o chileno estava brincando com o americano.
Sábado (30): Acabei de assistir ao jogo entre Nadal e o sérvio nascido na Rússia Viktor Troicki - e devo dizer, que jogo! Assim como o Thiago Alves deu um certo trabalhinho para o Federer, o sérvio deu trabalho para o espanhol. Confesso que no começo fiquei apreensiva, porque Troicki fez mais aces do que eu marcava número do meu SUDOKO, e os comentaristas não estavam ajudando em nada dizendo que era possível todos estarem vendo um jogo com dois Nadais ¬¬ Mas as coisas melhoram um pouco - só um pouquinho - no segundo set após o Rafa ter fechado o primeiro em 6/4, mas só notei isso depois da quebra de serviço do sérvio para cima do Rafa, mas o Rafa respondeu a altura quebrando o serviço dele quando estava 1/3. E gradativamente eu vi o sérvio acabar com os comentaristas e, para o meu alívio, o Rafa imperar tranquilamente na quadra. E COM DIREITO A PNEU NO ÚLTIMO SET. 6/0 para o Rafa; 3 sets a 0.

Viktor Troicki
Nadal
Bem, ainda se tem brasileiros no grand slam. Em duplas, os mineirinhos Marcelo Melo e André Sá estão nas oitavas-de-finais e o Bruno Soares, junto com um sérvio, também. E caso não esteja enganada, Melo ainda está na disputa em duplas mistas.It's just it, guys.
22 de agosto de 2008
Beijing 2008
O primeiro que mostro aqui não estava na lista que encontrei - e a foto não é dele nas Olimpíadas. Mas aposto que ninguém vai reclamar.

Um histórico rapidinho: Rafael Nadal.
Isso já é o suficiente para qualquer compreensão.
Essa foto foi tirada para a revista New Yorker e tem 7 fotos disponíveis no site. Eu, muito boazinha, vou compartilhar a minha descoberta. É só clicar no nome dele ;D
O outro não é bonito de rosto, mas de corpo...
Michael Phelps. Eu disse que de rosto ele não é muito cut, mas...E só para comprovar a minha tese de que ele é o único que fica bem de toca.
18 de agosto de 2008
Um Novo Nº UM
Começo descrevendo o meu dia de sexta, quando cheguei em casa depois da escola e meu irmão avisou que estavam transmitindo a partida de tênis. A partida que eu achei ter assistido às 5 da manhã no mesmo dia.
Ledo engano meu. O que eu havia visto era James Blake - o americano que ganhou sua primeira partida contra o Federer, resultando na eliminação deste dos Jogos Olímpicos - jogando contra o chileno Fernando Gonzáles. Depois que Blake eliminou Federer, cantei para todo mundo (quem quisesse ou não ouvir) que ele não chegaria nem para disputar a medalha de bronze - e o quarto lugar é a pior de todas as classificações. Dito e feito. Ou quase. O sérvio Novak Djokovic, 3º do mundo e o mesmo que tirou Nadal de Cincinatti, vislumbrou-se em belos 2 sets a 0 para cima do americano no sábado dia 16. Resultado: Bronze para Djokovic.
Voltando para a partida da sexta-feira da hora do almoço, eu senti meu coração pular uma vez a mais quando vi Novak Djokovic jogar contra.... contra quem mesmo?! Ah, sim, Rafael Nadal. E, pior, estava 1 a 1 e Novak estava em vantagem. Meu irmão não ajudou muito, pois alogrou o tempo todo que o sérvio ganharia e Nadal teria o bronze como prêmio de consolação. Fui muito prudente e controlada ao não jogar meu tênis nele - e, afinal de contas, ele é meu irmão.
Mas estávamos vendo Rafael Nadal jogar - o que implica em diretamente que devo ressaltar aqui que o tenista está simplesmente em sua melhor forma física mesmo depois de 5 meses de torneios com direito a descansos de, no máximo, 2 ou 3 dias em Mallorca, sua cidade natal. Nadal foi formidável e bateu Djokovic. 2 sets a 1.
Eu pulei, eu vibrei e mandei meu irmão catar coquinho por pura educação. Não tive uma final entre o meu amado Roger Federer e Rafael Nadal, mas teria uma entre Fernando González, dono da medalha de bronze e da de ouro na última Olimpíada (simples e duplas, não respectivamente, acho), em Atenas, e Rafael Nadal.
No sábado, fiquei ainda mais feliz por saber que o sonho de ouro de Federer se profetizou: ele e o suíço, Wawrinka, foram os campeões nas duplas. E depois em saber que Djokovic, que rasgou a camiseta com os dedos após ter ganho, mandou Blake de volta para o US sem medalha. Agora era apenas uma questão de tempo para ver a grande final.
Devido a uma erro meu ao confundir os horários, decido que ficaria acordada a madrugada inteira para ver a final. Eram 4 da manhã e eu não aguentava mais ver russa jogando bolinha para russa. No tênis feminino, só deu Russia no pódio: Dementieva, com o ouro, Safina, prata, e Zvonareva com o bronze. E a partida que deveria ter começado às 4 só começou às 6 da manhã de domingo. Minhas olheras mais profundas que as minhas questões existencialistas e o sono me chamando para cama. Que eu não conseguiria assistir ao jogo inteiro eu sabia, mas disse a mim mesma "o primeiro set eu vejo".
E vi.
Que emoção; meu coraçãozinho saltava a cada ponto de Nadal e eu nem acreditava que estava realmente o vendo jogar em tempo real. Era o primeiro jogo que eu fazia isso*. Nadal fechou o primeiro set e eu fui dormir tranqüila. Em partes. Como seria um jogo de melhor de 5 sets, deduzi que haveria ainda uma hora e meia de jogo. Programei o celular e, uma hora e dez depois, acordei. Isso, antes do celular. Estava a mais de 24 horas sem dormir e no meu primeiro cochilo, fui mais rápida que o despertador.
E eu vi.
Nadal ganhava por 2 sets a 0, mas o chileno estava na frente nos games. Mas o espanhol não me decepcionou, mostrando para mim o poder de uma mente focada em um objetivo. Nadal virou e o jogo ficou 40 a 30 naquele game. Era a hora do match point para Rafa ser o primeiro espanhol a conquistar uma medalha de ouro nas Olimpíadas e mostrar para o mundo o por que de Rafavolution. No entanto, o chileno, sabendo que não ganharia, decidiu vender o ponto e alongou a partida. 40 a 40, deuce. Ponto para Nadal; vatagem para ele. Match Point em jogo - de novo - e o chileno empatou. Deuce. E Nadal não se alterou. Ele concluiu o seu serviço e, logo em seguida, não houve oportunidade de bom lance para seu oponente.
Rafael Nadal - 3 x 0 (6/3, 7/6(2) e 6/3).
Claro que o mundo fez festa. Em um mundo como o do tênis, não são os países que importam numa Olimpíada, mas os jogadores. E levante a mão quem não quis ver Nadal na final! E levante quem não esperava por um novo confronto direto entre Roger Federer e o espanhol, digno de um replay de Wimbledon? Ainda bem que não teve, senão, eu infartava.
Só que hoje é dia 18 de Agosto de 2008.
Dia em que, eu garanto, é o começo na nova era do tênis, porque hoje Rafael Nadal é oficialmente a cereja do bolo da ATP. E isso porque ele estava um pouco cansado em Cincinatti e perdeu para Djokovic, caso contrário, hoje seria 11 de agosto.
É oficial: RAFAEL NADAL, 22 ANOS, ESPANHOL, É O NÚMERO UM DO MUNDO.
Aos 15, ele começou a jogar tênis profissionalmente (e isso me faz ver o quão estou atrasada) e com 19 anos atigiu o segundo lugar, que manteve de 2005 a 2008. Um imperador pronto para assumir seu trono, só que Roger Federer não é bem o tipo de pessoa que alguém espera ter de destronar, porque o suíço passou 238 semanas corridas como número um - fato inédito, aliás - e possui um tênis repleto de técnica e classe, digno de inveja.
Infelizmente, para um subir, outro deve descer. Roger Federer caiu. Mas não aposentou, afinal, ele defenderá 1000 pontos ainda pela sua vitória em 2007 no US OPEN.
Custei a simpatizar com o Nadal depois da final de Wimbledon, mas acho que superei bem, e sofri praticamente nada com tudo isso, ao ponto de chamá-lo de Rafa. Então, só me resta parabenizá-lo pelos seus feitos inéditos - e pedir para que suje menos suas roupas drate as temporadas no saibro.
O Pódio: González (prata), Nadal (ouro), Djokovic (bronze)."Rafa jogou de forma incrível para conseguir isso. É exatamente o que eu esperava nos vários anos que fiquei como número 1. Se alguém tivesse que me tirar de lá, teria que ser com uma temporada fantástica, com vitórias em grandes torneios, dominando o circuito. E é o que ele vem fazendo e merece totalmente isso" ( ROGER FEDERER)
"Acredito que se tornar número 1 é a maior glória que um tenista pode conseguir. O Nadal merecia já há alguns anos e o Federer o fez se tornar um tenista mais completo. Esta conquista é muito merecida e acho que ele tem capacidade de seguir neste posto por um longo período, pelo menos é o que vai tentar fazer" (GUGA - brasileiro ex-número um)
Só para constar: US OPEN começa exatamente um mês antes do meu aniversário e a ESPN vai transmitir. E essas fotos fazem parte do meu pequeno acervo deles.
* (desconsidero outras por motivos de irrelevância quando comparada a esta partida)
27 de julho de 2008
Sem mais lará-lará
Notícia: Rafael Nadal, além de ganhar o award de melhor jogador internacional no evento da ESPY 2008, enfrentou o alemão Nicolas Kiefer em Toronto na final do Rogers Master Series hoje e o venceu por 2 sets a 0.Cada vez mais eu tô gostando desse espanhol - mesmo odiando por Wimbledon.
Além disso, teve a nossa carismática seleção de vôlei masculino que perdeu para a Rússia de 3 sets a 1. Uma pena, ao meu ver, mas antes perder na Liga do que nas Olimpíadas.
Aliás, falando nelas, meu querido Federer, meu menininho espanhol e o Djakovic estão nelas... além de praticamente todos os 70 primeiros na lista da ATP masculina. Se tudo ocorrer como eu espero que ocorra, nem vou dar meu parecer quanto a final de tênis em Pequim.
É, eu também sinto falta de escrever outras coisas, mas a minha vida tem girado em torno de tênis e academia, então, toda a minha inspiração e criatividade foram engolidas pelo ralo. A minha lista de livros para esse mês foi esquecida no armário e aquela idéia lunática de estudar literatura, geografia e história nesse mês dispersou-se.
Algo acontece comigo e eu não sei bem o que é. Novas idéias estão surgindo e outras vontades aflorando; além desse desejo louco - e que até agora se manteve sob controle - de jogar tudo para o alto e dizer dane-se para as minhas escolhas. Mas quantas pessoas eu decepcionaria caso cedesse a isso - além de mim mesma?
Sem mencionar o fato - egoísta, impossível, nada plausível e totalmente fora de órbita - de eu realmente querer começar a praticar tênis. E daí que o Roger começou com 6 anos assim como praticamente todos os outros?
Enfim...
24 de julho de 2008
You Must Know How to Cry
Derrubam-se os alicerces, os panos, as máscaros. O clichê mais humano e até o mais animalesco.
Derrubam-se as mentiras, as foratelezas, os falsos passos. E expõe-se o único eu - o ser mais frágil e mais vulnerável de todos, aquele que se apega a qualquer palavra de esperança ou a qualquer sorriso torto e mal feito. Qualquer ato de bondade camuflado, qualquer resquício de sinceridade.
Então, ao se chorar, deve-se saber como fazê-lo.
Derramar lágrimas sem corroer o reboque e conseguir discernir as verdadeiras palavras, os verdadeiros gestos.
Saiba como chorar.
O novo lado
O que muda nele? A perspectiva ou a vontade? O desejo ou a decepção? Isso ou aquilo?
Você pratica. Você deseja. Você pode até conseguir alcançar. Falta tão pouco que você já o imagina entre os seus dedos, preso e sem capacidade alguma de escapar. Encarceirado.
Mas adivinhe?, ele não está lá. Ainda não, no entanto, sua ânsia foi tamanha que ele nunca mais estará ali perto. Agora é longe. Só longe. Lá - onde você não pode mais chegar.
Então o que muda? O Mundo ou você?
(Ou tudo continua como sempre esteve?).
14 de julho de 2008
JULHO
1º: Ok!, consegui superar a vitória do Rafa. Não foi fácil - apesar de já estar na hora.
2º: Não sei se quero sair de RC. Não sei se quero passar no vestibular já esse ano. Não sei.
Meu JULHO não poderia ter sido melhor. Acordar cedo, mal tomar café da manhã e correr para o clube, ficar lá até que meu estômago me obrigasse a voltar para casa e praticamente me teletransportar para o clube de novo.
Power Jump, Body Balance, basquete, ginástica, corridinhas, quadra de tênis. Sucos de laranja que causam mal estares estomacais em momentos indevidos, pular, pular, pular, banheiro, água, meis água, dois litros d'água... tem coisa melhor?
Voltar para casa só à noite, sem pressa, com o c* na mão porque está muito escuro e sua bola de basquete está deformando a mochila, professores dizendo que você praticamente é dona de um canto da sala, sem mesada nos próximos meses devido àquele tênis que você tanto cobiçou por meses. Suar, não saber de onde vem sua força para continuar num ritmo acelerado (quer dizer, saber você sabe, só não quer admitir), gritar até ficar rouca, bater palma com tanta força que sua mão fica roxa (sério!), gastar R$1,50 todo dia porque sua mãe acredita que suas garrafinhas de água não servem para mais nada depois de esvaziadas, chegar meia hora antes do horário para conseguir senha - e quando você chega atrasada e fica sem, a professora lhe manda pegar o jump de um outro professor lá na salinha que você não deveria entrar -, descobrir abdominais impraticáveis, descobrir que sim, sua perna pode deslizar com tranquilidade pelo taco (e, logo em seguida, que não tem dor maior do que daquele de um tendão bem esticado)...
Aiaiai... fazer exercício é tão bom.









