22 de maio de 2009

não tem como não pensar nisso

And what about me?

"Eu estou para ver", ele me dizia, "quem é que poderia fazer essa menina se prender". Ele era grande, atlético. Cabelos raspados há um mês, barba a crescer. "Não que ela seja de sair beijando todo mundo ou por não conseguir ser fiel. Eu acho, na verdade, que ela sempre foi fiel. Fiel demais, aliás. Consigo mesma. E isso a impediu de ter alguém".
Ele tinha o dom para descrevê-la de forma a não limitá-la. Só engrandecer.
"O que ela não entende ela repulsa, ignora, deixa de lado. Era assim que ela agia. E ela não entendia coisas como amor, paixão... ela simplesmente não conseguia ver a beleza de se doar por alguém sem querer nada de volta. Aliás, é nisto que consiste a não compreensão dela. Doar seria como perder uma parte de si e como ficar feliz em perder um pouco de si e o outro não devolver ou preencher com mesma proporção?"
Eu sabia aonde ele chegaria. Chegaria a mim. Quatro meses da vida dela. Mas o que seriam quatro meses diante dos duzentos e vinte e quatro que ela já vivera?
"Eu convivi com ela há mais de quatro anos e posso afirmar sem ter medo que o tempo que ela passou com você foi o mais conturbador. Eu sei você deve se perguntar por que diabos ela continuou já que não entendia e pá... é a experiência, sabe? Fio algo novo para ela, totalmente contrário ao que ela esperava. Por isso de ser conturbador."
Ele respirou fundo e esquivou seus olhos verdes-prateados de mim. Tinha a quadra de tênis atrás de nós, onde, creio eu, ela treinava todos os dias. Tinha o Sol queimando nossas costas expostas e a piscina semi-olímpica em que ela nadava para ajudar na recuperação dos joelhos.
A verdade era aquela: eu estava procurando por respostas que não deveriam chegar a mim. Estava procurando algum resquício de verdade em tudo aquilo que vivemos... quando ela estava viva.
"Eu só posso dizer que ela te amou. E muito. Nunca vi aquela menina daquele jeito por alguém. Você a fez produzir os pensamentos mais complexos, atingir seu ápice de ser pensante, como ela mesma um dia me disse. Mas, assim como você disse que não era o cara certo para ela, ela não era a pessoa certa para você. Você, por não conseguir largar essa vida libertina, ela, por não conseguir largar seus princípios. Agora eu pergunto a você: você teria aguentado escutar todos os pensamentos dela e ajudado-a a iluminar os caminhos certos?!"
Eu, pelo carnal. Ela, pela iluminação. Éramos lindos juntos.
Ele colocou as mãos nos meus ombros e fincou seu olhar no meu. Que ela me amava, eu sabia. Que eu era uma contradição para ela, também. Mas senti que o que se seguiria seria mais revelador.
"Agora é hora de superar. Assim como eu superei que ela queria a você e não a mim".

Uma historinha que saiu de mim no ônibus

19 de maio de 2009

Like a Demon

Às vezes eu acho que sou um demônio - ou, em menor escala, um advogado do diabo.
Eu infernizo a vida das pessoas, questiono suas opiniões e nunca dou as minhas. O que penso, na verdade, não importa - só o que os outros pensam e em que baseiam tudo isso.
Inferizo a vida da minha mãe em relação à religião dela. Infernizo a vida do meu primo quanto ao que ele pensa sobre as meninas, infernizo ao meu pai, meus amigos... eu sou um inferno! E o mais interessante disso tudo é que eu o faço não para mostrar o que eu acho, mas só para contrariar mesmo.
Se alguém diz A, eu questiono o A e mostro o B, mas em nenhum momento digo que sou a favor de B. Sem mencionar que todo mundo é igual, salvo raríssimas excessões.

17 de maio de 2009

um final de semana agitado

- Verdade seja dita: meu msn se resume a 27 das 101 pessoas que o conseguiram. E essas 27 estão sim separadas das demais, e eu nem vejo as outras. Se não há ninguém dessas on line, eu saio, fecho, vou fazer outra coisa. Se há ... felicidade garantida. Mas nem sei por que conto isso, minha vida não se resume a isso. Ainda gosto mais de ligar do meu celular e perguntar como elas estão e se estamos dispostos, todos, a sair, beber e dar risada.
- Ok, ser modesto é ser virtuoso e tudo mais, mas, convenhamos, falsos modestos é um porre! Um tiro no estômago.
- Até quando eu vou conseguir ponderar entre princípios e desejos?
- Até quando eu vou conseguir burlar minha mãe em relação aos meus créditos para celular?
- Eu não tô bem.
- Mudar é assumir que houve falhas. E eu não aceito falha. Orgulho nem é a palavra que eu usaria, mas sim teimosia. Reta e curta.
- Já tenho muitas falhas em mim para me permitir falhar mais.
- Sentimentalismo desequilibra o racional e desestabiliza o certo. Não gosto disto, não assumo e tenho medo por isso.
- Caio, me perdoe. Não é que eu esteja desistindo de você, nem superando... é que eu sou mais complicada do que imaginei, e você não precisa lidar com isso.

"-.-"

Something is different on me.

13 de maio de 2009

amat mi

Ele abre bem os olhos e analisa a quantidade de traços que compõem os olhos castanhos dela - de um tom mais escuro que os seus.
- Eu te amo.
- Eu também.
E ele pensa, que bom, amamos então a mesma pessoa.

A carta de amor

Eu.
Ao usar essas duas letras para assumir o posto de sujeito, já está explicito que escolhi a mim, de boa fé e intenção, para ser o sujeito da ação, ou seja, aquele quem a faz. O que vier adiante será, naturalmente, de minha escolha - e aqui há imposto o meu ato voluntário. Há razões para fazê-lo, motivos... não nasceu de repente em mim tal vontade.
Não. É de minha voluntariedade ser tanto sujeito da ação como fazê-la.
É-me conviniente pôr-me neste estado - e nem estado é, porque este é passageiro. Modifica-se de acordo com as conjecturas. É sendo (ato de começar e continuar, usando o verbo ser. Eu sou) - e tornar-me percusor dos efeitos e causas que se seguem. Enquanto eu puder ser, sempre.
Se digo que é voluntário de minha parte, então também devo dizer que já ponderei os fatos. Já julguei, de acordo com o que acato como bom, se é justo, correto e certo. Confesso, às vezes parece-me que não, mas parecer é uma faculdade do pensamento que faz uma alusão ao que de fato seja. Descarto então, porque me é certo, me é entendido que será sempre certo.
E o uso do verbo ser nesta última oração não é apenas pelo recurso linguístico, mas pela sua significância.
Sua e do verbo.
Ser.
Então só há uma conclusão:
Eu amo você.

- - - - - - - - - - - -
Eu idealizei essa carta de amor.

11 de maio de 2009

das coisas que eu acho que entendo

Ultimamente eu tenho tido mais dores de cabeça do que o normal. E não são aquelas dorzinhas que a gente aguenta... são senhoras dores que até deixam a vista (mais) embaçada.
Meu professor disse que é excesso de pensamentos, e que muitos desses são totalmente descartáveis. Meus pais acham que é a vista (e eu reluto em descobrir se minha miopia aumentou).
A opinião do meu professor é linda para mim. UAU!, eu penso tanto que tenho dores de cabeça fortíssimas (claro que excluo a última parte da opinião dele). Adoraria ter um laudo desse. Porém, a dos meus pais fazem um certo sentido.
A questão é que ter dor de cabeça é fogo. Começa na frente, doma o meio e explode no centro. Nem apertando os pontos chaves melhora.

Notei que, ultimamente, tenho dito mais palavrões. Não gosto deles, acho totalmente inúteis e há palavras muito melhores e que expressam mais desgosto que eles, mas existem certos momentos em que eles encaixam tão bem - e ninguém fica te olhando com aquela cara "se você ofendeu alguém, ninguém percebeu". Talvez por isso goste mais de opitar pelo sarcasmo com cinismo, os dois juntinhos de mãos dadas.

Esse fim-de-semana minha família disse que eu estava diferente. Mais bonita. Eu, narcisista, respondi "uau!, eu consegui ficar mais bonita do que já sou!", mas minha tia disse "ela está amando, por isso que ela tá com essa beleza a mais". Eu devolvi "caramba, como eu sou boa. Consegui me amar mais do que antes!".
Ninguém acreditou. E eu fiquei fula. Será que é tão perceptível o quão nutrir algo por ele me faz bem? Não consegui enganar um primo meu, que é mais que primo, mais que amigo, muito mais que um irmão. Ele me conhece bem, muito bem, e sabe de tudo o que se passa na minha vida - e dá os chacoalhões que eu preciso de vezes em quando.
Tem um outro primo meu que conheceu ele. Sincero, foi o que ele me disse sobre o cidadão. Eu concordo. E aprecio e acho lindo isso nele. Uma sinceridade que talvez nunca vi igual em homem nenhum.
Começaram a falar que eu estou demorando para apresentar o namorado. Ah!, se eles soubessem que o buraco é mais embaixo, de tudo o que aconteceu, de que não estamos juntos, mas agora é até melhor que antes. Esse meu primo chegou do meu lado e disse baixinho "eu já conheço".
É, meu caro, você já o conhece. E eu agradeço dia após dia por meu irmão estar na Irlanda agora e eu poder curtir meu menino sem ouvir coisas que não me agradam. Minha sensatez me deixa em cheque ainda quanto até onde eu quero levar essa história adiante - e quem sabe meu primeiro romance literário não nasça desses acontecimentos! -, mas eu já notei algo: quando ele vem até mim para conversar, meu coração dispara e uma alegria sobrenatural se apossa de mim.
Odeio clichês, mas é assim que as coisas são. Um dia eu descubro um jeito melhor de limitar esse sentimento.
(pausa para a tese: pôr em palavras é limitar, porque elas nunca chegam na exata imensidão do que as coisas são).

Já percebi que ultimamente tenho desenvolvido pensamentos ou extremistas ou radicais demais. É essa independência feminina, racional e sentimental. É essa estranha sensação de que palavras não preenchem o todo - quase como uma metomínia. A estranha sensação de que posso tudo e que tudo está longe demais para eu poder. Como diz meu primo+amigo+irmão, por que não posso relaxar e curtir? Ele diz que sou policiada demais e que deveria dar vazão aos meus desejos de vez em quando.
Talvez ele esteja certo, ainda não mensurei a profundidade desta verdade.

Aliás, eu e ele somos opostos. Mais opostos que qualquer outra dualidade. E eu amo a ele.

Eu bebi mais café do que já bebi nesses dois meses de faculdade. E tô com sono. Cacete, eu ainda tenho de ler a 2ª meditação de Descartes e ler a tese de doutorado do meu professor. Sem falar em Heidegger.

Boa noite.

quando nós caímos e quando nós vamos levantar























eu achei que nós não caíriamos nunca. que o nunca fosse a única palavra que significaria muito entre a gente. nunca abandonar. nunca mentir. nunca deixar chorar...
eu achei que seríamos extremistas em nossas decisões. sempre amar. sempre se importar. sempre estar ao lado. sempre querer.

clichês. tudo o que eu sempre te disse que não gostava. e era o que fazíamos. o que eu fazia... te olhar e querer chorar - não por desgosto, tristeza ou algum sentimento de mau algoro, mas pelo simples motivo de ficar muito emocionada à sua frente.
eu o achava mágico.
não você, propriamente dito, mas nós - ou você comigo.
só que nós caímos - ou tropeçamos. e mesmo com toda a mágoa, com tantos pensamentos ruins, cá estamos nós de novo, sem os clichês, sem as extremidades, sem de fato nos ter. e cá está tudo de novo o que eu cheguei a sentir por você, e mais forte - e sem o ciúme, a desconfiança, a possessão.
só eu, meu amor e meu empenho em te mostrar que melhorei.
estamos quase sendo nós.





- - - - - - - - - - -


Acabei de fazer café. Obviamente que deu errado e esse líquido está doce para caraleo.

10 de maio de 2009

Verdade pura e crua

A verdade é: estou cada vez mais encontrando clichês nessa vida e não estou gostando nenhum pouco. Caramba, tudo se repete.
E a tendência é essa mesmo. Meu primo hoje disse uma coisa que faz todo sentido - o que só me leva a crer mais ainda nesses clichês -: a convivência com uma pessoa nos faz ter um pouco dela.
Entenda: é como uma cadeia e tudo se entrelaça e as características tendem a se repetirem. A falta de palavras (ou conhecimento delas) faz com que as sensações, atos, sentimentos, emoções, ações - tudo! - se torne igual.
Estou odiando cada vez mais essas percepções.

9 de maio de 2009

Meu "eu" por você

"If I were a Boy...
(If I were a boy, Beyoncè)

Como tudo seria se ele fosse eu. Ou como eu acho que ele vê as coisas.

Eu sei que tem uma menina que me ama, que me aceita e que é pra lá de confusa. Eu sei que a gente nunca vai dar certo, que ela continua a me amar, vai continuar e fuça no meu orkut. Sei que ela provavelmente vá a alguns rodeios para me ver - ou lembrar de mim, ou sentir essa energia que eu sinto nesses lugares.
Sei que ela passou 3 meses lembrando de mim mesmo depois do que ela fez comigo.
Mas eu jurei, para mim mesmo, que jamais voltaria a olhar nos olhos dela, e voltei a fazê-lo. E rocei meus dedos no braço dela, pescoço e lábios. Brinquei com os cabelos encaracolados dela, apertei sua boxexa porque é fofa, porque eu fazia isso antes, porque era o gesto que dizia que ela era especial.
E ela ficou bem perto de mim, mesmo depois de dizer que não me entendia, que amava e sentia minha falta. Mesmo depois de entrar em meu carro a contra-gosto, dizer que nada fazia sentido. Que eu havia dito que a amava, mas fiz o que fiz na frente dela. Na frente de quem sabia que estávamos juntos, de alguma forma... Depois de me perguntar quantas vezes eu havia mentido.
E ela sabia exatamente onde eu mentia.
Os olhos dela são castanhos, marrons. A beleza dela não é diferente e nem comum, é apenas dela. E ela tem aquele jeito rebuscado de falar, usando palavras nada comuns a maioria das pessoas e eu disse que aquilo, esse vocabulário, era algo que ela usufruía para se mostrar melhor que os outros.
E ela não entendeu. E ela não entende. E eu não a entendo.
A verdade é que somos diferentes... no começo achei que daria certo, que, como opostos, nos completaríamos. Mas não. Ela ligou para mim uma noite, pedindo por algo mais - que depois descobri ser apenas carinho. Ela disse que me sentia distante, que não dava mais atenção para ela e que tinha ciúme. Disse que não estava pronta para me tirar da vida dela... e eu ficando com outras.
Ela também o fez. Não sei quantas vezes, mas acredito que não muitas. Ou só uma. E aquele não era eu.

Ela me amava antes de saber. Mesmo quando me disse que não. Mesmo diante de tudo o que ela dissesse.

Ela me ama... e eu?

7 de maio de 2009

2º

Babi diz:
hey
ela diz:
hey ya
hey ya
(palmas)
Babi diz:
hashahahaha
ela diz:
he-e-e-ey ya-aa-a-a
Babi diz:
heeeeeeeeeeeeeeeeeeeey yaa
ela diz:
hey´a!
Babi diz:
heeey ya
tum tum tum
ela diz:
viu só
até dá para de fato simbolizar o ritmo da musica
Babi diz:
amoooooooooooooooooo onomatopéias
ela diz:
haiuhaihauihahauhauihuaihau
de longe o melhor recurso linguistico expressivo

Babi diz:
concordo em genero numero e grau
asuhasua
ps: diálogo metalinguistico

Algumas ponderações

#1 - Dos Sonhos que Nos Fazem Pensar (mais):
Eu só queria expôr que, sendo verdade ou não de sua parte - uma vez que eu só posso julgar o que você diz quando dito diante de mim -, nós sonhamos um com o outro exatamente no mesmo dia.
Convenhamos que não é algo nada usual, normal ou sei-lá-o-que-al. Mas é que sei que o meu sonho deve ter sido bem diferente do seu - uma vez que você pode considerar sonhar com alguém o fato dela apenas ter aparecido de relance, em alguma cena lá no fundo da multidão. Você pode até ter tido um sonho erótico comigo - e talvez esta seja a máxima de aproximação que teremos em meses -, mas o meu... Ah!, meu caro, o meu sonho foi surreal.
Artisticamente falando.
A gente estava num campo aberto, uma colina, e estava ventando. Eu queria me esquentar, mas mesmo com o Sol eu não conseguia. E você, sei lá por que, pediu para me abraçar. E, cara, como eu odeio estar de tpm até em sonhos.
Foi o pior pedido que você poderia ter feito ali.
De repente, você poderia apenas ter se aproximado de mim e me abraçado, beijado ou me jogado do barranco. Mas você teve de abrir a boca e pedir por algo que possui mais simbologia do que aparenta.
O fato é: eu odeio a fraqueza feminina. Odeio o clichê feminino. Odeio o simples fato de mulher ser uma besta.
É, mulher é besta.
Se dizem fortes e independente mas levante a mão aquela que nunca sonhou em encontrar o homem da sua vida para namorar, casar, viajar e ter filhos? Qual é aquela que se apaixonou por um mulherengo canalha, mas acreditou piamente que seria o fator de mudança na vida dele? Acredite, você não vai fazê-lo mudar. Ele só vai mudar se você valer a pena - e eu ainda estou para ver a mulher que é julgada assim para um homem.
Ah!, a melhor de todas: qual mulher, mesmo negando todo o romantismo intrínseco a si, nunca quis receber uma carta com palavras de amor (mesmo com toda a breguice, clichê e afins)? Mesmo que a carta comece e termine exatamente igual.
Diga, qual?
E receber flores sem saber de quem? Um cartão sem assinatura? Metáforas e metáforas bregas de como ela é linda, um anjo de pessoa? Claro que se vier seguido com um você é inteligente, culta, erudita, diferente das outras... pronto.
A questão é que homem sempre acha que pode e mulher sempre acha que não precisa. Só que ela precisa de um romance perfeitamente idealizado (pleonasmo?), um cara tipicamente cavalheiro diretamente importado do século XVII, que saiba desde das futilidades cotidianas até os resquícios das verdades humanas... e se de fato tudo isso é o que nós, mulheres, esperamos encontrar em alguma peça do sexo oposto, sinto informar, mas a independência será a melhor saída somado a algum sexo casual que apareça.
Mulher é um bicho burro. Consegue ser totalmente racional longe, mas, quando surge um alguém, cai em contradição. Chora, se descabela, liga desesperada, fica pensando, sonhando com momentos juntos, como seria, como poderia ser, como deveria ter sido... e, então, dá vazão às emoções.
TODAS, eu digo. E amor, por si só, já é bem complicado.
Ao meu ver, amor é adoração por insistência. Você insiste no cara, no que ele lhe causa, no que ele deveria ter causado. Amar é esquecer de você. Essa visão não muda em mim e não me traz nenhum conforto. Por isso, sempre, em qualquer circunstância, eu vou agir racionalmente.
Frieza de minha parte? FODA-SE. Isso é segurança. Um exemplo: depois de 3 meses longe dele, eu tive a capacidade de dizer que o amava (veja, eu disse uma vez isso a ele e foi antes da gente se separar. Depois de 3 meses sem nos falarmos, com ele me odiando e a recíproca sendo tão verdadeira quanto a minha necessidade de respirar, disse que o amo. E amo mesmo. Mas não obcessivamente, desesperadamente ao ponto de eu quase me asfixiar com a fronha do travesseiro. Amar apenas pelo fato de eu não conseguir forjar as reações físicas que ele causa quando estamos um diante do outro.
Digo físicas porque até mesmo as químicas nós, mulheres, somos capazes de fingir. Só que um arrepio ou uma arritmia instantânea não é bem o que eu chamo de total controle do seu sistema nervoso).

Fortaleza, mulheres, eu não sei se posso julgar saber o que é. Mas com certeza não é esse clichê que nos faz fortes e frágeis. Eu odeio essa visão nossa. Dizemo-nos forte e capazes, mas caímos em contradição toda vez que não o físico mas o emocional é ativado. Ficamos sensíveis demais diante dos sentimentos.
Por isso - e outros tantos motivos - sou a favor dos julgados maus sentimentos. Porque eles sim nos fazem crescer, solidificar, fortalecer. Os bons sentimentos geram estados e prazeres para a alma e carne que viciam, e, quando acabam, caímos por terra. Os maus não. Eles não geram vícios, apenas aprendizagem e autocotrole, uma vez que sabemos que não os queremos conosco - e, desta maneira, nos adestramos, nos condicionamos a aguentar tudo; selecionamos o que nos é melhor.
Assim, nem mesmo os sentimentos tidos como bons serão capazes de nos enganar, porque já sabemos ponderar os vícios e as amarguras.

Eu não sei como é melhor agir. Eu não sei se dá, realmente, para ter uma coesão entre pensar, agir e falar. Só sei que um sonho com você me faz ter esses pensamentos tão individuais que eu acabo por cair nas minhas próprias crenças. Entendo perfeitamente como tudo isso é ruim. Entendo como não é bom estar sozinho. Mas a ideia de eu não me bastar, de eu não me completar, me causa muito, mas muito desconforto, porque não quero depender de ninguém para estar bem.

#2 - Da Gangorra que Nós Mesmos nos Colocamos:
Tá, já mencionei no textinho ali em cima que eu confessei para ele e, o mais importante, para mim, que o amo. E isso é verdade. Porque, se não for amor, não sei o que mais pode ser (vide Jota Quest hehehe). Até disse para ele para tentarmos de novo, de uma forma diferente, para de fato nos conhecermos e tentar tirar a dúvida se somos tão incompatíveis assim.
Mas, estive pensando... será que vale a pena?
Eu já notei que talvez eu prefira amá-lo sozinha - porque terei certeza que este amor, essa adoração por insistência, não vai me causar nada que eu não possa controlar. Não vai me causar decepções. Mas que tipo de decepção ele poderia me causar?
Já chegamos a todos os extremos juntos, de amor ao ódio (apesar da semelhança de ambos), então o que mais pode ser extraído de um processo de conhecimento? Caso ele aja exatamente como da oura vez, é o mínimo que eu esperarei da parte dele. E será como se ele assinasse o atestado de canalha.
E, uma pergunta que vem a mim frequentemente: por que eu quero isso? Por que eu quero tentar de novo?
Parece uma questão besta já que eu acabei de assumir que o amo. Só que é pelo meu estado de liberdade, independência e processo de construção do meu futuro profissional que relevo de fato essa pergunta.
Às vezes eu imagino nós dois, ou apenas me agarro a alguma lembrança dele para me sentir ainda perto dele, sendo dele, e sinto como se ele não fosse a pessoa certa ao ponto de eu, realmente, querer uma segunda chance para ver se dá certo.
E se der? Eu vou conseguir levar isso até aonde? E se me bastar apenas amá-lo sozinha? E se a gente estiver junto e esse amor se dissipar por ele não ser bem a pessoa que eu acho ser?
Esse sim é o meu maior medo: descobrir que ele não é nem quem antes ele demonstrava ser e nem quem eu julgo que ele deveria ser.
Eu não me vejo casando. Eu não me vejo com um alguém ao meu lado. Eu não me vejo com ele. Porém, ao mesmo tempo, não posso ignorar a nossa química, os nossos atritos, as faíscas de nossos beijos e olhares. Não posso ignorar que ele tem sim um poder sobre o meu racional, mas que contorno muito bem, me desvencilhando de suas verdadeiras intenções.
Não posso apenas esquecer que, se longe é bom, perto é melhor ainda.
Mas eu não me vejo estando com ele, apresentando-o a minha familia, amigos, avó. Só que, se não me vejo fazendo essas coisas com ele (está certo que o passado também pesa nessas minhas ponderações negativas), me verei fazendo com quem?

Acho que é a primeira vez que eu penso naquela situação de não é você, sou eu como sendo verdadeira. De fato não é ele. Ele não possui nenhum grande defeito. O problema sou eu. Sou eu quem pensa demais, quem procura demais, quem não consegue apenas viver e seguir feliz vivendo. Eu sigo feliz pensando, ponderando fatos, ações e sensações, pesando o certo, o errado, o desejável e o justo.
Se a gente ficar separado, será melhor. Vai poupar dor-de-cabeça para ele, e coisas que eu não entendo para mim.

Só que eu propus a nossa segunda chance.

E que meu irmão nem sonhe com isso.

#3 - Das Coisas que Nunca Aconteceram Mas Estão à Tona:
Eu vejo meus primos dizendo que tal menina é linda, que tal amiga minha é bonita ou que aquele grupo de garotas são demais. Vejo todos os meninos falaram que não sei quem é assim ou assado, que tudo nela é bonito, que o conjunto faz jus a simpatia.
E eles nunca entenderam porque eu fico quieta quando eles falam dessas coisas.
A verdade é que ninguém nunca me disse que eu era linda. Ou bonita.
Ninguém nunca me disse que gostava de mim - até o cara que supostamente dizia essas coisas não se bastou comigo.
A verdade é que eu me acho diferente e estranha das outras meninas. Eu me acho grande, meu rosto grande e redondo, meus ombros largos, meus quadris (ah!, droga, meu manequim é 44 e duvido que alguém que leia isso vai pensar: ela tem traseiro grande e pernas grossas. É muito mais fácil me verem como um ser grande e gordo). Em fotos com as minhas amigas, eu fico desproporcional. Meu perfil é estranho, o conjunto não é bonito.
E quando estou diante de pessoas da minha idade, que não sejam minhas amigas, eu me sinto como uma criança de 18 (quase 19) anos. Como se eu fosse... sei lá, um alguém que esqueceu de fazer algo para amadurecer.

Na verdade, muitas vezes, acredito que sou rígida comigo mesma. Bem sei que a armadura que construí ao meu redor mais afasta do que aproxima as pessoas.

#4 - Das Conclusões:
Vou morrer sozinha, independente e com conclusões já feitas para buscar as razões. Assim como faço com meus pais quando quero convence-los de algo. Primeiro vejo o que quero e depois busco os motivos.
Aliás, que cara vai conseguir me aguentar quando eu mesma me declaro narcisista, arrogante, egocêntrica, chata, pretenciosa e prepotente? Nem eu mesma me aguento! Mas eu não tenho o livre arbítrio de não me ter, afinal, assim acaba a minha existência.

Aliás, a mim eu me basto .D

3 de maio de 2009

1º

Bruna Vollet diz:
é sério
hiuahiuahiuhauiahuihaiua
vc me trocou por ele
Preto diz:
SUAHSAUHS naoo oO
Bruna Vollet diz:
trocou sim
Preto diz:
que nada. quem sabe minhas confidencias eh vc, nao ele ^^
ele eh meu amigo tb né der xD
Bruna Vollet diz:
poxa, muito obrigada por ainda me deixar assumir algum posto na sua vida
Preto diz:
quem ve pensa q eu nem ligo pra vc né
Bruna Vollet diz:
quem vê
quem não vê
não vamos selecionar as pessoas
Preto diz:
ai meu Deus
ta atacada hj pelo jeito né
Bruna Vollet diz:
não, não estou
estou no meu momento de pontuar os is
olha aqui, senhor Leonardo,
se eu fizer um churras de aniver (tá, eu sei, tem 5 meses até lá!) e o senhor não comparecer, eu te castro!
Com um garfo de plástico!
Preto diz:
AUSuHasuhUSHaUHAsuHSUHAUSHASUHA
é ta atacada mesmo
Bruna Vollet diz:
hiuahuaihuiahuaihuahaiuha
eu até pensei em usar garfo de metal
mas eu poderia causar uma infecção generalisada em vc
olha só
eu pensando no seu bem e vc dizendo que eu estou atacada


Eu vou abrir uma sessãozinha aqui para quotes.
E este é o meu com o meu primo Leonardo.
Fato, ele me trocou por um outro primo nosso.
O que me preocupa, já que eu sou menina e o Vi, menino.
Não quero discutir as preferências do Léo.

For the lasts wonderfull years

A gente passou uma tarde uma ao lado da outra, sentadas no gramado e com o sol na cara.
Pois é, minha cara, cá estamos nós - e já quase todas nós - com os nossos 18 anos. Você, 18 anos e 3 dias. Eu 18 e 7 meses. E quanta coisa aconteceu nesses 7 meses a mais.
O estranho - e nem é esta a palavra - é notar que crescemos e que mudamos. Amadurecemos, construímos alicerces para as nossas crenças, razões. Ou buscamos e fingimos que está tudo de acordo, tudo muito bem interligado e que, se destrinchar, aparecerá tanta coisa que é melhor nem pensar.
Não temos mais 12 anos. Não pensamos que a mão dada é o auge de um amor. Hoje, ela é, antes, demosntração de muito carinho e querer-bem - e, de repente, isso é mais que um beijo, mais que uns amassos, mais que o carnal.
Nossos sonhos mudaram. Nossas vontades. Estamos na faculdade. Estamos construindo nosso fuuro - e estamos desesperadas. Nossos casos não são mais ele não gosta de mim, mas isso não faz sentido. Nós não buscamos o impulso, mas o, no mínimo, coerente. Seja com os sentimentos, seja com os pensamentos.
Nós buscamos a nós e só encontramos umas as outras, para cair, chorar, perguntar. E nos completamos assim, nós todas, juntas. Cada uma complementando o drama da outra.
Amigos são irmãos por insistência. E nós insistimos nisso há 7/8 anos.

27 de abril de 2009

"Oi,

Hoje é domingo, dia 26 de abril... 23:47. Tarde, eu sei.
Na verdade, eu fiz aquele teste e sabe o que eu desejei? Receber um telefonema inesperado. E eu recebi. Dele. E hoje eu estive cara a cara com ele, disse tudo o que sentia, ouvi as piores palavras.

Eu magoei ele.

Eu causei mais danos nele do que imaginava.

HOJE eu me arrependo. HOJE a lembrança do que eu fiz me martiriza. Obviamente que as coisas saíram do meu controle. Eu jurava que olhá-lo seria como querer alimentar os maus sentimentos, a raiva, o ódio... deixar tudo reaviver dentro de mim. Mas sabe o que eu descobri? Que ser racional é ser fraco diante do passional. Que eu amei ele... de uma forma insana e explosiva.

Amar. É forte isso. Mas o é.

E descobri que talvez eu sempre o ame, que sempre haverá faíscas entre nós... mas eu prefiro amá-lo longe.Verdade seja dita: nós nunca daríamos certo. Não pela diferença gritante. Não pelo melhor ou não. HOJE eu descobri que eu não sou melhor que ele, e ele não é melhor que a mim. Nós apenas temos diferenças... e mesmo que ele ache que o modo como falo é para demonstrar pretensão diante dos outros, uma mania estranha de soberba, não importa, sabe. Ele nunca vai conseguir entender que o modo como me comporto, falo e penso é reflexo na minha educação, da minha criação, do que eu construí para mim.

Ele simplesmente não poderá entender que isso é característico de mim mesma, idiossincrático.

E ele, talvez, jamais entenda o por que de eu aceitá-lo do jeito que é. De eu nunca ter exigido mudanças, de eu nunca entender o charme dele. E ele jamais vai entender o que é a palavra para mim, como elas se portam diante de mim e dentro de minha cabeça.

A gente é incompatível.

Incompativelmente perfeitos um para o outro.

O beijo dele ainda é o melhor. O modo como ele me abraça ainda é o mais gostoso. O modo como ele faz carinho no meu braço e rosto ainda é o único a me causar arrepios. É encaixe, sabe. Como se a gente tivesse um molde... como caixa e tampa. Cada caixa tem uma tampa. Como se o corpo dele fosse o suficiente para me aquecer e me acomodar...

Só que nós somos incompatíveis.

E depois de hoje eu vou sentir mais a falta dele, mais a ausência dele em mim que eu causei. Acho que hoje foi a primeira vez que fomos limpidamente sinceros um com o outro. Eu precisava contar para alguém essas coisas, precisa escrever de fato o que eu tô pensando e sentindo. E eu tô sentindo isso. E é estranho e me parece inoportuno. E não vai ser nada saudável. Um ato constante de masoquismo, talvez. Porque é estranho pensar que agora tem um distinto ponto final entre nós dois.

E eu acho que não estava preparada para isso.
Boa noite"

26 de abril de 2009

Eu não sabia que você estava com tanta raiva de mim. Que eu tinha sido tão estúpida.
Mentira.
Eu sabia sim
.
Você nunca vai me perdoar... Te causei mais danos do que pensei.
Sofrer. Você diz que não vai mais sofrer - só que viver é fazer isso.
Each single day.
Consegui o que eu quis. Meus is foram pontuados.

Obrigada pelo ponto final.

25 de abril de 2009

balance

Sentada, aqui, tenho coisas a ponderar. Meus horários, minhas obrigações, minhas privações.
Não posso mais ficar apenas a me entretar com Código Da Vince quando Mundo de Sofia está aqui ao meu lado.
Só sei que cai dos meus mais lindos sonhos. É difícil, é complicado - quase incompreensível.
Mas agora eu tenho de seguir adiante, tenho de me empenhar e mostrar a mim que posso.
Não é fácil. Eu sinto. Vivo isso.



"Caio Fernando diz:
pod falar o q vc quer falar
ela diz:
eu sinto a sua falta"

E eu achava o nome dele demais por causa de Caio Fernando Abreu

24 de abril de 2009

Carinho é algo bruto de se dar


"Why so serious?"

Eu não sei, mas, de repente, alma e lama não é apenas um anagrama.
Parece conter mais literatura e psicanálise do que consigo listar.
Não que eu esteja na lama. Ou minha alma. Ou eesteja valorizando-a assim...
Não.
É apenas que parece ser.

20 de abril de 2009

It seems him

Acabei de pegar em mãos Para Além do Bem e do Mal de Nietzschen e acho que ele tinha uma péssima visão das mulheres.
O que é uma mulher, senão uma obra de arte?
Nesse domingo passado, estava eu em um churrasco de aniversário de um amigo, quando começaram, não sei como, a falar sobre duas mulheres se beijando. Disseram que isso era um atrativo para homens e não mulheres, mesmo que nós víssemos a dois homens se beijando.
Na hora eu lembrei do fandom, das meninas escrevendo sobre dois homens se pegando em camas e armários, de irmãos se apaixonando e cedentos pelas bocas um do outro... e eu concluí que aquele cara ao meu lado estava certo.
Não existe atrativo - fetiche - maior que um homem pegando uma mulher de jeito, prensando ela contra a parede e puxando seus cabelos com força para arquear a cabeça e deixar exposto pescoço e colo. E ele beijar aos dois com voracidade, como se lutasse para se manter exatamente no limite da razão e da loucura.
A força masculina imperando, violentamente contrastada, contra a delicadeza feminina.
O corpo feminino é mais bonito, mas, mesmo assim, o do homem... o do homem emana outra coisa. Se o da mulher é sensualidade, charme, o do homem é... é... possessão.
O andar firme, alguma vontade presa ao olhar, ao movimento dos braços ao lado do corpo. A necessidade de ser mais - forte, ágil, esperto. Tudo necessariamente se chocando contra o corpo feminino, com suas formas.

Estou começando a entender os homens gays. O homem é lindo com sua brutalidade escultural. Ainda mais se vieram providos de sorrisos de linha, o olhar baixo, queimando de desejo, a voz rouca ou grave, mãos bonitas... barbas a fazer, ou ralas.

Parei. Isso tudo vai contra a minha independência momentânea. Mas foi bom pensar.

all the questions I should done

- seja franco comigo: o que você vê em mim? Já começamos a nos repulsar e isso, eu disse, é só no começo. Mudamos, meu caro amigo - you and me.

19 de abril de 2009

it would be just you and me


Vou pôr tudo limpo aqui.

Eu mudei. Sentimentos bons não fazem mais parte de mim. Saudade, carência, carinho, amor... nenhum deles. Eles são apenas a representação da falta de algo e são sensíveis demais, e essa ideia, de eu ter falta de algo, contradiz a minha independência em relação a minha felicidade.

Não quero filhos. Não sei cuidar de outra pessoa senão a mim.

Não quero casar. Não consigo imaginar um homem que consiga me suprir.

Sou egocêntrica. Meu mundo é perfeito comigo mesma, e não com enxiridos.

Eu me abasteço de sentimentos fortes e ruins, como arrogância e ego. E sim, não os acho pejorativo, assim como o cinismo e a chatisse.

13 de abril de 2009

Upload from the past

(encontrei meu caderno das aulas de filosofia ^^ e achei um textinho perdido nele)

Encarou-a de tal maneira que inacreditava no que via.

Olhos grandes e fulgurantes e, mesmo que pouco encobertos pelos fios negros e densos da franja lisa, eram olhos de gueixa. E sua boca, tão mais cereja e lustrosa, ganhara traços, antes nunca vistos, de uma voluptuosa sensualidade que não sabia de se perdia naquela vermelhidão ou deixava-se a fantasiar com os diamentes de riscos prateados dos orbes.

Estava em extrema beleza que acreditava jamais poder conter - até mesmo por já possuir uma tão singular. Mas, agora, enxergava todos os traços de alguém com ascendência das colonias latinas.

É da época em que eu estava tentando escrever algo de um anime. Foi em vão, mas eu muito idealizei aquelas estórias. Estranho que esteja escrito no meio das minhas anotações de Maquiavel, porque eu duvido muito que algo maquele instante tenha me levado a isso.

11 de abril de 2009

Laughing louder

Agora está mais divertido, você não acha? Eu não pondero mais em minhas exclamações, não tento polir meu sarcasmo e nem guardo papas na língua. Você pode fazer o mesmo porque eu não vou me importar; apenas rir um poucomais e dizer que sim, eu tive influência sobre você.

Agora é melhor que antes, você não concorda? Eu ligo quando quero, o horário que quero e não me importo se te acordo. Não me importo se você vai me xingar. A questão é que eu ainda preciso conversar e te contar que cresci muito desde a última vez em que te vi.

Preciso te mostrar que sou compreensiva mas que não posso te aceitar de volta e nem que tentarei fazê-lo. Quanto mais eu penso sobre, mais motivos encontro para justificar meus atos.

Está mais divertido... acho que agora você poderá conhecer o meu verdadeiro lado.

9 de abril de 2009

My own Storm

Que tipo de pessoa acorda às 6:47 em pleno feriado por pura inquietação? E que tipo de pessoa deixa o note ligado a noite inteira porque sabe que esses surtos acontecem com mais frequencia do que de fato deveriam?

E, pior, que tipo de pessoa escreve um texto entre 7 e 7:30 da manhã da quinta-feira santa?

Tá, não responde. Basta ver o horário deste post ¬¬

6 de abril de 2009

Where all thing might start

Quando imagino que caminhei na direção errada, logo mudo de pensamento e começo a acreditar que apenas mudei o ponto de vista. E assim que me canso da paisagem, retorno para onde estava, para o lado de lá da estrada, e sigo, sem remoer o que abandonei do outro lado.
Uma questão simples de escolha, verdade. Uma escolha implica a vários nãos, e o tenho dito. E os tenho dispersado. Mudo em um sim, mas não me transformo em não. A negação não tira meu privilégio de querer conhecer mais.
E são nessas escolhas de conhecimentos harmoniosamente atadas à curiosidade que os caminhos cruzam, eu erro e mudo de pensamento. Sem esquecer os outros. Os demais. Aléns. Eu posso vê-los de onde estou, posso ouvi-los por onde caminho. E caminhar é aprender a observar. No caminho errado, escuto e observo a tudo, aprendo e gravo a paisagem.
O ponto de vista ganha uma nova perspectiva e eu já sei o que renegarei mais para frente. A mesma errônea passarela eu não me atraio. Àquelas que pus os pés, deixo a marca de meus pés... e apenas isso fica. Não um pedaço de mim. Não parte de minha essência. Saio completa e um pouco mais serena e centrada.
Já sei o que eu não quero e isso ajuda-me a construir o que espero. Do desejo não tenho a visão do todo, mas o que reneguei exclui as possibilidades ruins – como um jardim de flores com ervas daninhas, mesmo que não se veja as flores, você sabe que não quer as daninhas.
A mudança para um caminho ruim não é num todo ruim.

30 de março de 2009

Por Vinícius de Morais

De repente do riso fez-se o pranto

Já repararam que esse soneto inteiro faz sentido? Que em situações de desconfiança o sorriso é motivo para a dissimulação, e faz-nos cair em prantos por acreditar que ele representa uma mentira?

Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

O mesmo acontece com aquelas mãos dadas que, em um momento, a hesitação aparece. Você não a vê, a princípio, mas depois, tudo se passa em câmera lenta...

De repente da calma fez-se o vento

A paz vira agito, e você fica incomodado. Você interpreta os movimentos do outro como quer, mesmo que não coincida com o que de fato seja.

Que dos olhos desfez a última chama

E tem aquele olhar que foi lançado e que a priori era magnífico. Depois, vira motivo de sua insônia, de seu pesadelo. Apaga esperança, vontade, amor.

E da paixão fez-se o pressentimento

Os movimentos que você serem falsos ou não naturais, as palavras ensaiadas, as bocas de risos verossimilhantes. Sua paixão não arde mais, ela o corroi e o dilacera de dentro para o centro.

E do momento imóvel fez o drama.

A hesitação sempre fica preso em sua cabeça. Aquele resposta não recebida, palavras com sonoridades diferentes... aquela expressão facial que congelou em sua mente por ser bela agora é o motivo de seu desespero. Está ali contido toda a infidelidade, ou o todo término de amor.

De repente, não mais que de repente

E é tudo tão rápido que não se perecebe que, na verdade, se passaram meses, anos, muito s e muitos dias. Mas tudo se transforma de um modo rápido, ligeiro, quase que como uma mudança de contexto de uma linha para outra.

Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Você passa a fazer sua própria solidão. Independetente do que esteja realmente acontecendo. Você concebe a idéia da dissimulação melhor do que imaginava no começo.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante

Sua parceria é, na verdade, na sua cabeça já entorpecida, seu único inimigo. E você se distancia, foge e corroi cada cena bonita. Começa a se perguntar porque tinha de acontecer com você, afinal?, e não acha resposta. Começa a agir na defensiva, e não se contenta apenas com a sepação física. Você quer entender, quer buscar as razões e ver se esteve certo sempre.

De repente, não mais que de repente.

Só que senão estiver, você sabe o que vai acontecer.

Eu sempre gostei muito desse soneto, mas demorou um bom tempinho para eu entendê-lo de fato.

29 de março de 2009

Not today

Por favor, não me pergunte o que estou fazendo. Eu quis atendê-lo às 4:29 da manhã, eu quis ouvir sua voz ébrica, quis muito até ouvir seus desaforos... Por favor, não pergunte o que estou fazendo.

27 de março de 2009

So different from what seems

Se um dia me perguntassem quem eu prefiro entre você e eu, escolheria a você.


Não, não pelo meu autruísmo - até mesmo porque disso possuo miseramente pouco -, mas pelo meu egocentrismo. Porque eu sei que ao te escolher, estarei prezando minha reputação e atenção, estarei ampliando minhas formas de influência.


Estarei a fazer os caminhos que pisarei em cima.


Então, quando eu disser que invariavelmente escolho você, não me sorria e nem diga que isso é lindo. Não, não é.

24 de março de 2009

Sum Ego

Fez as suas preces como se a cada palavra uma agulha lhe fosse enfiada na garganta. Rezava em prol de algo que sabia que não daria certo. Que não seria eterno. Pedia, a cada silêncio que as palavras não permitiam, que não estivesse muito errado aquele fazer.

Aquele desejo.

Pedia, intimamente, de dentro para o centro, que sobrevivesse, ao menos, uma lástima, uma dorzinha... algo que fosse para ser lembrado. Eternizado. A duração de tudo aquilo seria o mínimo, pouco... não seria o bastante para ser eterno.

Queria, ao menos, que algo desse errado. Os planos fossem equívocos.

E rezava, em preces quietas, palavras que em nada significariam quando tudo se consumasse.

"De tarde escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
" (Vinícius de Moraes)

23 de março de 2009

Pronto. Fizeram-me feliz .D

Não, não estou namorando, não encontrei o cara da minha vida e meu umbigo possui universo próprio. A mim eu me basto.

Não é fácil ser egocêntrica... mas eu aguento o tranco.

Mas fizeram-me feliz porque me levaram numa livraria e me deixaram comprar todos os livros que eu quisesse. Claro que de filosofia - minha mãe não me deixou nem chegar perto da prateleira dos mais vendidos ou recomendações.

Comprei 9 livros.

Do Contrato Social - Jean-Jacques Rousseau
Para Além do Bem e do Mal - Friedrich Nietzsche
Ética a Nicômaco - Aristóteles
Dicionário Filosófico - Voltaire
Assim falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche
Política - Aristóteles
O Príncipe - Maquiavel
A Arte de Escrever - Arthur Schopenhauer
Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Ok, o último não é de filosofia, mas minha mãe não precisa saber.

22 de março de 2009

A long time ago

dia 22 de março.

Isso, Caio, é o mesmo que 2 meses sem ter você. Dois meses esperando que a porra daquele tempo que você tanto preza chegue. 2 meses imaginando como seria se a gente ainda estivesse junto, imaginando como seria te levar para Campinas, passar um fds em Ribeirão comigo, passar noites e mais noites ao seu lado, conversando e te beijando.

2 meses imaginando como seria o nosso reencontro, como nos portaríamos e como nos conversaríamos.

2 meses que acabaram em 22 de março.

E o M* não é melhor ou pior que você, não é mais ou menos, e ele nem causa tudo o que você causou em mim. Na verdade, ele não causou nada em mim... porque um simples mal estar não é nada comparado a todos os mal estares que eu já tive ao seu lado.

Não é nada quando você, com seu jeito petulante, me fez de pernas bambas, perder o sono, ficar feliz só por ouvir sua voz... e, sabe, rancores a parte, eu ainda gosto de você. Não daquele jeito de antes, com tanta veemência contida no meu olhar, mas deste jeito de agora, com um carinho tão sutil que eu não encontro motivos para tal.

Um carinho que eu não consegui ter por você nos 4 meses que a gente esteve juntos, mas que em 2, separados, chegou até mim.

Ele é tão sutil quanto os motivos da minha mágoa, dos meus não-existentes sentimentos secundários por você. Eu tenho certeza que você não entende isso, por ser sublimar demais, essencial demais.

Encontrei um substituto que em nada me anima, que em nada me euforiza. Você se lembra quando um dia me perguntou o que eu sintia por você? Eu lembro; eu respondi "você me deixa eufórica". Foi numa quarta-feira, dia 15 de outubro, à noite.

Sei que vou ter outros, que vou amá-los e que eles me amarão mais do que a sua verossimilhança, preocupar-me com eles irei; mas, hoje e agora, eu ainda me preocupo com você e tento buscar maneiras de saber se você está bem. Não é paixão ou interesse carnal, Caio... entenda essa sutileza de meus interesses. É apenas confortar algo que um dia você alimentou em mim; dar vazão e fim para um sentimento amigável e fraterno.

O Tempo, Caio, não move montanhas e nem cicatriza. Ele dá chances para que nós os façamos.

I´m almost a Jedi

"Você tem que encontrar algo que você ame o suficiente para ser capaz de aceitar
riscos, pular sobre os obstáculos e avançar sobre os muros que serão sempre
colocados na sua frente. Se você não tem este tipo de sentimento por aquilo que
está fazendo, você parará no primeiro grande obstáculo
."(George Lucas)


Eu achei essa frase num orkut de conhecido, e encontrei algumas certezas nela.
Em duas semanas de aula, com um monte de texto para ler e um professor que não fala muita coisa com nada, a gente começa a se perguntar: é isso mesmo o que eu quero? Sim, filosofia é o que eu quero. Disso não tenho dúvidas... mas a minha questão é mais no meu âmago social.
Estar na Unicamp é um sonho. O pessoal é agradável, alguns professores demais em suas explicações, alguns textos perfeitos para serem lidos umas 3 vezes. Mas, depois do Entorta Bixo 2009 em Ribeirão Preto, depois de ver aquele pessoal da USP, unida, interagindo veterano e bixos - estes com apelidos, tendo de andar com a gravatinha -, comecei a ver que, talvez, não seja a Unicamp que eu queira.
Meu sonho era USP, meu sonho era São Paulo, meu sonho era os trotes e o apelido. Meu sonho era uma galera agitada, falante, que quer estar com todo mundo junto. Meu sonho era colar USP-SP no vidro do carro, ter uma caneca de lá, ir e voltar de lá... E descobri que, na verdade, não importa.
Unicamp, Usp... o diabo à quatro. Não tem a menor relevância. Meu sonho maior é Filosofia. Platão, Aristóteles, Agostinho, Hume - todos eles! Meu sonho é estudar tudo isso, estudar a história, as filosofias, as ciências. Meu sonho é dar aula sim, caramba! Meu sonho é sim ter de corrigir prova, preparar matéria.
E é por isso que eu vou continuar na Unicamp, que vou - estou - me esforçando.

Eu aceito os riscos.

16 de março de 2009

let us out

you´re back. you don´t know this yet, but you´re back. and you may not believe in what I say but you... you are missed for who you are - and not for what we used to have. our uncasual meeting doens´t mean anything when it´s talking about our company.
you´re back and still don´t know that.

15 de março de 2009

And the stuffes are going...

(só porque agora eu estou comendo dadinho, bolinhas de futebol e guarda chuvinhas de chocolate)

Eu me desesperei! Na primeira noite quase me liquefiz de tanto chorar, não podia parar de pensar em casa, na minha cama, na comidinha de mamãe... Chorei a semana inteira, confesso!

NÃO!

É, galera, eu passei na facul, mudei de cidade e estou morando com pessoas estranhas - desconsidere minha conhada disso. Em outras palavras, uma quase independência.
Eu praticamente moro sozinha porque as meninas trabalham o dia inteiro. Na boa, é a melhor coisa.

Preocupar-se com o ap, com a limpeza, com o almoço. Pegar ônibus, ir para facul, voltar morta, com um monte de xerox, um monte de coisa para ler... é uma maravilha. E, para se sentir completamente com 18 anos, tem a CNH que chegou essa semana e o carro que fica na minha mão ^^

É uma sensação de independência muito boa, de estar crescendo, de já estar em outro nível. Possuir outros alcances, outros desejos. E cá estou eu, universitária da UNICAMP, frequentadora do IFCH, graduanda em Filosofia.

Couldn´t it be better?
yes, we could talk once in a while.

14 de março de 2009

at that

do you remember when I told ya that we couldn´t change the past?
well... I do.
I´m not wrong,
but now,
at this strange moment,
I wish it should be possible.

6 de março de 2009

what may happen to

She has just decided not looking at him.
And he hasn´t known.

3 de março de 2009

It is a...


É uma valsa. Ou qualquer outra música. Ou nenhuma. Talvez seja o silêncio, ou a eminência do som, a expectativa de que este venha, ou de que vá. E não volte. E se reaviva, demonstre e se sinta, por si só, sem querer ouvidos.
Mutualidade.
Ele não quer. É si por si mesmo, e só – e vai repulsar quando o agredirem, e ai acudir quando o deixarem. Mas ele, ele é inteiriço. Mestre em sua própria arte, em seu próprio domínio.
Um acorde mais lento, uma necessidade mais sutil... o deslizar sobre cordas e teclas, sobre instrumentos e aquarelas. E desliza, lixa, estraga. Perpetua os dedos sob as digitais, sob as unhas. Temporiza as palavras e deixa em estado de nirvana o que não há como ser dito.
É a valsa. É a música. É a...


1 de março de 2009

overcome

Ela hoje acha estranho quando se depara com algo que o pertença.
Seja o nome, alusão a, ou a falta de sentimentos.
__________

Quote de "Crimes A B C ", de Agatha Christie

- (...) Quantos crimes pensa que esse lunático ainda tem em mente?
O Dr. Thompson olhou de relance para Poirot.
- Parece que irá e A a Z - disse com humor.
- Naturalmente que é isso que ele pretende, mas não o conseguirá. Nem ficará próximo de seu objetivo. O senhor o terá apanhado antes disso. Interessante seria ver como se arranjaria com a vítima da letra X (...)

É por isso que eu amo Hercule Poirot e esse livro .D

Like we suppose to be

Eu notei que o término de um namoro duradouro provoca mudanças nas pessoas envolvidas - e isso, claro, independente da idade. Não sei se o mesmo ocorre do lado feminino da relação, uma vez que não conheço nenhuma delas em questão, mas notei a similaridade de pensamentos e atitudes das partes masculinas.

Fato é: homens amam - por mais estranho que isso soe. E eles, mesmo dizendo que nós, mulheres, somos a parte fragilizada do relacionamento, esperam que nós sejamos sempre seguras e incapazes de querer mudar de repente.

o.O

28 de fevereiro de 2009

at night


Ela vê, entenda. Ela pode até não ser você, mas ela vê.
Vê a falha da continuidade de olhar. A constância do desvio de direção. E sempre na direção dela. E ela continua a ver e não há linhas tortas ou má direcionadas para outros lugares.

Outros olhares.

26 de fevereiro de 2009

the best carnaval night

A melhor noite de carnaval não foi gasta em um clube com músicas típicas, com pessoas te forçando a andar por osmose e nem por uma legião de copiadores de passos. A melhor noite de carnaval foi a de terça quando eu liguei para alguém perguntando o que faríamos.



A gente combinou de ir ao Botequim das Meninas cuja programação nos enganou, pois estava fechado. Em meios a pingos e incertezas, nos ajuntamos em um carro a partimos para uma pizzaria. A Vecchia. Lá, comemos algo muito gostoso, tomamos sucos, rimos alto, falamos de homens bons e ruins, analisamos casos, tiramos fotos, tentamos lamber os cotovelos, interagimos com os garçons, dissemos absolutamente nada que venha a ser útil em algum futuro, o brigadeiro é tradiconal (como consta no cardápio - brigadeiro: o tradicional, chocolate, granulado, ... - o que também deixa medo uma vez que traz as reticências no final) ... e fomos expulsas.


De lá fomos parar no Habib´s, que sucedeu a história do Itaú e do Gordão fechados, do drive in, da Unimed, Farmazul e o balanço do carro que dá sono. Já no Habib´s, chegamos falando alto, brincando com a atendente, pedindo caipirinha, mais brigadeiro e um doce. Ligamos para outras pessoas e não é que há mais gente desocupada às 1 da manhã?

Eu tirei com a cara de todo mundo, fui zuada também (não dá para ser perfeito), tiramos mais fotos, coloquei todos os papéizinhos na blusa de um amigo, demos risadas altas, resgatamos histórias passadas, tomamos chop e voltei para casa.


24 de fevereiro de 2009

Small Crime


Às vezes eu tenho a plena ciência de que não sei o que estou fazendo.

Talvez seja o salto alto, a dor no joelho, a bebida a mais ou meu organismo que não agüenta. Ou a reforma ortográfica, as idéias que passam rápido demais ou a unha cumprida que não me deixa sentir o teclado do note.

Mas pode vir a ser a incerteza e a luta, razão e a emoção sempre se atritando e se cutucando, ou o livro que estou lendo. A agenda que comprei, a roupa que usei, o que eu deixei de fazer. O que eu não disse, o que deixei escapar entre risadas, os sarcasmos que engoli.

Hercule Poirot, Agatha Christie ou A Cabana e Willian P. Young, ou até mesmo aquele As Damas da Noite com o seu escritor francês e sua história que eu não entendi. E até seja por causa desse abandono...

Sei lá, só sei que deu vontade de renovar e dar a cara a bater. Então, me dê licença.

22 de fevereiro de 2009

A little about what I call as family

Cara, eu vivo numa família de loucos.

O primeiro deles é meu pai por me corrigir quanto a idade dele (aliás, parabéns para ele aqui). Depois vem meus pirmos que se arriscaram a entrar no mesmo carro que eu - e devo enfatizar o fato da chave estar na minha mão e eu sentada no banco do motorista. Meu irmão não pode faltar com aquele cabelo cogumelo dele - e por estar com ele, minha conhada vem logo em seguida. Minha mãe nunca me corrigiu em relação à idade dela.

Aí vem o meu tio, que vai adiantar a chegada da minha carta, um amigo da família que sei-lá-como gosta da gente, a minha tia que tem as melhores tiradas, a mais velha que foi apelidada de C3PO e minha avó que consegue dormir no meio da cozinha com todo mundo gritando junto.

Acho que já posso mencionar minha prima de 4 anos que aceita meus beijos de batons vermelhos e roxos e as mrdidas que eu dou (fortes!), outra prima minha que me ama incondicionalmente e eu nem sei o que fiz para merecer tanto. Um primo que é pau mandado - fato mais que comprovado com 6 anos de namoro -, outro que também é, mas não sabe. Um tio que é zuado litros por todo mundo por também ser pau mandado - só que da sogra -... e volta para o tio da carta e para o meu pai que têm malignos planos para com a sogra (minha avó), e todas as cunhadas acatam tais idéias.

E, acredite, se ver mais de 4 vezes na semana, saindo da casa da pessoa escolhida só às 2 da manhã quando a grande maioria vai trabalhar no outro dia, não é normal.

E acho que posso me incluir nessa lista, pelas mordidas fortes numa menininha de 4 anos, na de 9, 11, 13... no primino de 19, 21, 24, 26... no irmão de 24, na conhada de 22 - e mais o pai, a mãe e até estranhos que conheço. E pelas vezes que corri atrás de um monte de criança, que acompanhei todas as farras deles, que aceitei levar meu primo à casa dele de carro... que bati em extintores, paguei micos legendários...

A vida é assim, oras. A gente nasce no lugar certo.

21 de fevereiro de 2009

eu gostava de você, eu o adorava. defendia-o com unhas e dentes e falava de você de tal forma que ninguém podia pôr defeitos. e ninguém colocava - ninguém ousava.
esquecê-lo... eu devo, estou fazendo, mas são nas tardes vazias que tudo volta. e se há saudade é porque foi bom.
e eu gostava tanto de você, que hoje perdi a vontade de querer outros, mesmo que haja, mesmo que eu veja que é melhor, mas perdi.

18 de fevereiro de 2009

o comodismo como ele é e deveria ser

A verdade é que se perde o interesse em querer conhecer. Não por receio, por desgaste. Então, acaba por se esforçar em manter as amizades que já tem, porque, simplesmente, não há desgaste e nem surpresas ruins.

Trying to get something about this

O complicado de se assistir a um documentário sobre a política é que se percebe que há algo errado, algo que falha consecutivamente no entendimento do conceito. A Política deveria ser o ponto de união social em que há racionalidade visando o bem comum - e, assim, idéias como mentira, corrupção e justiça perderiam a abrangência de compreensão.


Eles seriam conceitos muito bem determinados, entendidos e executados.


Você olha a sociedade, a organização desta e como esta é regida, e você sabe que está errado, que valores se perderam na história. E sabe que deve se mudar isso tudo, mas, fato, você tem medo, porque mudar está diretamente relacionado a não saber o fim. Onde estamos, você conhece os meios e os fins, e isso o conforta porque não gera controvérsias.


Em outras palavras nada sutis, você está acomodado do jeito que está e as mudanças irão trazer choques e necessidade de repensar no atos, conceitos, entidades. Necessidade de enfrentar o desconhecido e elaborar novas estratégias.


Talvez sejamos apenas a insistência de um erro passado, ou o não-solucionar de crises burguesas.

16 de fevereiro de 2009

Nothing happens on eighteen


Eu tenho 18 anos. Para muitos, é muito. Para outros muitos, não é o suficiente.
Ainda não sei se devo me dizer mulher ou garota, não sei se devo me apresentar como crescida ou em andamento. Ou em hiatus.
Algumas atitudes minhas não são maduras, não são coerentes, mas não me chame de hipócrita, porque sei onde amarro minhas pontas. Tenho 18 anos e isso não é nem um quarto de minha vida, então, por favor, não me diga que o que faço demonstra a idade que tenho, porque os meus 18 anos é uma singular idade que demonstra onde estou.
Na transição, digo eu. Estou numa transição.

O que diferencia dos 15? Nos 15 você quer terminar o colegial e entrar na faculdade, e eu queria viajar, queria ter todos os livros que me permitissem ter e queria aproveitar. Hoje, no 18, quero a faculdade, o mestrado, o doutorado, o pós-doctor, um trabalho. Quero viajar pelo mundo, conhecer tudo o que eu conseguir e sair, divertir, ter amigos.
E quero crescer, e sei pensar, e sei o que quero. Hoje eu quero ter 18 anos, e vivê-los até os 19.

Não é infantilidade um slap on face; é não se deixar levar. Se isso é ser fraco? Concordo, não estava preparada. E você hoje me odeia pelos motivos errados, e quero fix up everything pelos motivos errados também.

Mas, por favor, não julgue meus 18 anos. E não espere atitudes de um alguém que já conhece a vida.

15 de fevereiro de 2009

Ele me disse:

"quem espera pelas oportunidades é porque não sabe que está vivo".
"quem espera alguma coisa do tempo é porque não tem coragem".

E ele me diz essas coisas na minha cara, negando, assim, meus 18 anos de vivência. Ele é meu irmão. Ele, meu guia. E ele vai embora.

13 de fevereiro de 2009

He is going before I miss him at all





















Meu irmão vai para a Irlanda.

Em 30 dias eu não o verei mais nos finais de semana, não vou vê-lo acordar e nem vê-lo se irritar comigo pelas minhas babaquices. Ele não vai me dizer o que é certo ou errado por 5 meses, não vai atestar que não consigo discenir as coisas, que sou desligada, desleixada e que nem me importo com o que ele me diz.

E ele tem muitas coisas para me dizer.

Eu sei como será... ele vai partir antes que eu sinta saudades. E vai voltar antes que elas acabem.
Danilo: boa sorte no seu novo caminho! Eu o apoio em tudo e estarei sempre aqui, precisando de você. Amo você.

I told ya.

Fato: as aulas de carro vão acabar com o meu joelho!

12 de fevereiro de 2009

It´s when you fall down on the floor

Você sabe o que é desmaiar?


Não, não estou me referindo ao fato de seu coração não conseguir potência o bastante para seu sangue chegar ao seu cérebro afim de suprir a falta de oxigênio. Não estou querendo resgatar aquelas aulas de biologia fatídicas que tiraram horas do seu sono vespertino porque tinha de estudá-las.


Eu estou falando de apagar enquanto está andando, de se lembrar da vista preta e acordar deitada no chão, sentindo alguma dor no corpo por causa do baque. De você querer falar, mas não ter vontade ou ânimo para tal, de querer se mover e desistir da idéia logo em seguida.


Desmaiar não é perda de consciência, é perda de vontade. Você não se importa se tem gente o olhando, se sua mãe está desesperada, se o seu médico está quase lhe dando um tapa (hiperbólico - ele não vai te dar um tapa!).


Desmaiar é ter a visão turva por alguns instantes que você julga serem horas, mas não são! É ceder à gravidade e nem sentir dor quando chega ao chão - caso ninguém o segure -, ficar surdo ao mundo e só ouvir a si mesmo, querendo falar, se mexer, e, ainda assim, não querer fazer nada.


E quando sua visão volta ao normal, você estranha as caras preocupadas, seu irmão dizendo que você se levantou muito rápido e a sua mãe colocando a culpa em seu vegetarianismo.


É tudo uma questão de lado.

11 de fevereiro de 2009

I guess we know what it used to be


"que seja eterno enquanto dure

disseram isso e copiaram a torto e direito. todos amam essas palavras moraesidianas.

só que eu prefiro que seja bonito enquanto
dure
.

o infinito é muito até quando em um curto espaço de tempo.

10 de fevereiro de 2009

To you



Como vai você? Sua vida está andando, seus planos funcionando e seu trabalho crescendo? Você está mais feliz, mais forte, mais digno?

O tempo fez bem a você? E quantos favores você realizou só por realizar, sem esperar que a outra pessoa retorne isso - ou se lembre depois? Você se interessou por alguém? Chegou a ver nela o futuro de sua vida?

Eu fiz tudo isso. Ou quase tudo. E queria contar a você como foi tudo isso - ou o quase desse tudo.
A minha vida está andando - de um jeito bem estranho e completamente diferente daquele que eu tinha planejado, mas está. Dei alguns tropeços, verdades, e caí para valer em algumas partes do caminho, mas isso me serviu para entender que não posso ser correta sempre e que também não posso perder a passada.

É como uma dança. Se você não sabe dançar, pode se deixar levar... Mas eu não sei dançar e não gosto que as pessoas me levem, então, prefiro dançar sozinha, ao meu compasso.

Com as minhas músicas.

Tem tanta coisa que eu queria contar...

Eu fui viajar e devo ter tomado uns 18 sorvetes de goiaba, fui mais criança que a minha priminha de 4 anos e tive meu biquine cheio de areia. Eu ia dormir tão tarde que eu nem percebia pela manhã quando uma voizinha fina falava alto no meu ouvido - crente que estava sussurrando - que queria ir à praia comigo.

Estou tirando carta agora e até que dirijo bem. Quase atropelei um gato e deixei o pára-choque do carro numa valeta, mas isso não vem ao acaso, afinal, meu instrutor disse que são condições adversar de acaso e eu acredito nele. (Só que eu ainda acho que isso se chama condições adversas de motorista).

Mas irreleve o fato.

Não passei nos vestibulares. Não sou boa quanto pensei ser. Ou até sou, mas existem pessoas melhores. E minha mãe ainda está sofrendo o impacto - e duvido que ela digira antes de novembro deste ano. Eu estou de bem com a minha vida, e não tenho amargurado as coisas que aconteceram ou deixaram de. Aliás, muitas coisas que fiz já perderam seus motivos, e outras, em que pensei para descobrir ser o correto ou não, perderam suas importâncias.

Os livros que me dispus a ler estão abandonados em cima da minha cama e, ao entrar numa livraria, nenhum título me aguça mais.

Estou mais forte, sabe. Não sei explicar como, mas sou.

Com o tempo, caso ele não seja apenas o oxigênio degradando nossas células, a gente... a gente percebe a nossa volatilidade e que, mesmo desejando ser o contrário do que somos, corremos em direção ao início. Como numa circunferência, feita com compaço. A ponta corre para longe do início, mas é onde ela termina.

Somos um compaço, eu acho.

E das fraldas viemos, para a fraldas voltaremos.

Um abraço,

If we have an oportunity


" crianças não têm esse vício.
quote de Hell - Paris 75016

Let´s talk about...

Sim, eu acho que eles não corrigem direito as provas na UNICAMP.

talvez eu esteja muito chateada e esteja procurando por motivos para a minha não classificação.
A propósito, fiquei em 50º colocado, mas não é o suficiente.
Bora cursinho de novo ¬¬

7 de fevereiro de 2009

Hoje ela sentou aqui comigo e me contou tudo. Tudo o que eu já presumia.

O que acontece é que ela não vê que talvez ela não queira mais conversar, que ela não se importe com o que aconteceu depois e que só se obriga a idealizar tudo isso porque necessite manter esse vínculo.

Vínculo com esse passado.

E ela também não enxerga que foi melhor assim, e que tudo o que aconteceu também foi ótimo. Ela me disse que gostaria de viver tudo de novo, mas ela não sabe, da mesma forma que eu, que não está preparada porque ela foi, sim, um pouco machucada.

Ela está sensibilizada.

Concordei com tudo o que disse, com todas as vírgulas, com todas as pautas. Só que agora nego.

Ela não percebe que algo a impede de seguir em frente da forma que queria. Ela deseja sim uma última conversa, para saber exatamente o que aconteceu - só que eu não aconselho isso. É cruel, até mesmo para alguém como ela.

Mas ela ainda tem a mim para dizer o que quer ouvir. Eu sei que quando ela desejar a pura verdade, tudo o que de fato penso, ela vai pedir... como já fez muitas vezes antes.

6 de fevereiro de 2009

Let me see these happenings.

Tem uma série de fatos que ocorreram na minha vida nesses 4 meses que.... bem, não sei se posso apenas esquecê-los.

Hoje eu sei o que acontece. Tê-lo perdido fez-me cair na rotina que ele me tirava. Na rotina de fazer nada. Antes, eu mandava mensagem, elaborava textos bonitinhos e que pudessem passar alguma coisa. Pensava nele, pensava em possíveis circunstâncias que nos poderiam vir a acontecer, se algum dia ele me faria alguma surpresa boa. Também analisava seus atos, suas palavras, seu jeito.

Aí terminou - não da maneira que eu tinha planejado, não do jeito que pudesse dizer para ele we may be friends, or best friends, if this get right. E eu me decepcionei. E chorei por uma noite apenas. Senti raiva. I gave a slap on his face. Esqueci. Lembrei - e de novo, de novo e again. Reviver a maldita cena não me machuca - e nunca o fez. O ato em si é que me causa um desconforto. Mas eu só consigo me lembrar das coisas boas...

E houve a saudade. A falta. E agora, aqui, pensando um pouco melhor, creio que me obriguei a lembrar dele. Eu não sinto euforia. Não sinto ardência e nem calor. Não sinto vontade. E nem desejo de correr atrás, enfiar meu orgulho entre as pernas, abanar o rabo e dizer que está tudo bem, se ele quiser.

Não quero.

Lembrar faz aparecer um peso na cabeça.

Infelizmente foi assim o fim. Ele foi quem o escolheu - e não eu.

Se tivesse sido do meu jeito, ele teria ganho um lindo discurso, com memórias e coisas que se fizeram detalhes no instante mas indispensáveis no agora. Ele teria ganho um último beijo e nenhum pouco do meu sarcasmo. E um sorriso, um abraço e até uma ligação. Teria ganho alguma gratidão e até algum incentivo.

Teria sido praticamente perfeito.

Mas ele optou pelo tapa. E eu concordei.

E teve ainda a certeza de passar em alguma faculdade. Certeza essa que foi dilacerada sem dó, que foi dissipada. E, não sei como, não me chocou da forma que eu achei que seria feito. Como já disse em outro post aqui, sei bem onde falhei.

E, veja, a dor de não ter aulas de química, biologia e física não vai existir (nunca existiu, aliás .D só a dor de ter de tê-las). Terei mais um ano para amadurecer algumas idéias, alguns conceitos, conhecer algumas coisas. E vou conhecer.

E estarei pronta da próxima vez. Só que vou para mais longe. Just one more time.

Sucessão de fatos esses que não me causam desconforto. Apenas reflexão, que é algo que eu pouco gosto de fazer.