2 de fevereiro de 2009

O Ápice do Crescimento Humano



A gente cresce, amadurece e muda os pontos de vistas. A gente cresce, desrespeita, grita e fica mais chato, mais irredutível. Fica sem graça, sem grandes esperanças, sem vontades para mudar. A gente cresce, esquece e consegue solidificar alguns parâmetros, não aceita novas opiniões e dificilmente vai dar o braço a torcer.

A gente cresce e vê que o racional é a pior escolha. E que ser muito sentimental é corrosivo e desgastante. Tentar conciliar os dois é impossível e que é melhor se agarrar em alguma ponta, e, então, inexplicavelmente, essa ponta é a que mais cutuca porque parece muito mais fácil agir de acordo com a outra.

Só que a gente cresce.

E aprende que agir de forma viavelmente fácil nunca coincide com o que a gente pensa. E tornamo-nos tão hipócritas quanto julgávamos os outros. A hipocrisia, de certa forma, faz parte de nós - e queremos negá-la por todos os confins.

A gente cresce e quer pensar, analisar, encontrar as saídas. Só que a gente cresce e encontra todos os meios, mas nunca aceitamos, pelo simples fato deles deixarem passar os sentimentos dolorosos. As saídas são portas para materiais, mas o abstrato atravessa essa porta junto de nós, e ele fica conosco no lado de lá também - o que torna muito difícil esquecer que a porta é um marco de mudança, e não apenas um obstáculo.

A gente cresce e aprende que obstáculos não existem. O que existe são marcas páginas, que depois de virada, a gente esquece aquela página. Mesmo que haja um quote relativamente bom. E o marca página continua conosco até o fim do livro, e, terminado este, partimos para outros.

A gente cresce e quer entender, quer fingir que sabe como pensar e sabe como agir. Que a gente sabe exatamente como ser ponderado e que não nos apegamos às coisas. Somos seres soberbamente desapegados, que nada pode nos atingir e que nosso ego é inabalável.

Perfeitamente solidificado.

E a gente continua a crescer e a perceber que dez anos é muito pouco para construir uma vida, e se pergunta como nossos pais conseguiram. Em dez anos eles se conhecerem, casaram e tiveram um filho, e a gente nem consegue se ver livre da vida acadêmica em dez anos... e eles deram os primeiros passos para nos ter. E a gente cresce e pensa em primeiro se estabilizar financeira e profissionalmente e esquece que não é só isso o importante.

A gente sempre cresce, e sempre vai agir como se estivéssemos descalços e sem nada para se preocupar, como se o que somos é o bastante para nós e que o mundo é superfluo demais para nos atingir. Nada e nem ninguém pode nos tirar do eixo de equilíbrio.

No entanto, há um porém. Tudo tende ao equilíbrio, mas nada o atinge. Nem reações químicas, nem as imagináveis leis econômicas capitalistas. A mão invisível sempre tende para um lado, e nós, seres que crescemos, sempre achamos estar do lado errado.

O lado de lá sempre será melhor visto daqui.

A gente cresce e só crê, ainda mais, que estamos o fazendo para nos ratificar. Mas nós nos negamos, porque o óbvio é simples demais.




O ser humano é mais vil e interessante do que ele pensa ser.

1 de fevereiro de 2009

as the stuffs are




Eu me importei com você por 116 dias. E você pôs tudo a perder em 1. Agora, só aguardo a sua consideração... não uma explicação, apenas um pedido ou de perdão ou de respeito. Você é quem escolhe.


Sim, sinto sua falta. E sim, pensei em você nesses 10 dias, mais do que gostaria. Pensei no que dizê-lo caso você decida vir falar comigo e como devo agir, mas sei que se vê-lo pessoalmente serei fraca ao ponto de deixar tudo aflorar de novo.


Sei que decidi no começo permitir uma amizade, um ombro de melhor amiga para você... mas eu não posso. Seria muita hipocrisia de minha parte. Uma amizade se baseia em confiança e verdade, e eu não confio mais em você e não consigo enxergar nada de verdadeiro nos seus atos e dizeres.


Eu só me pergunto se alguma vez você foi sincero comigo e disse a verdade, se em algum momento tudo o que você me dizia, sussurrava, foi de fato o que você sentiu. Se você de fato me amou com a mesma intensidade que me contava, se ficava feliz quando me via, se desejou por algum dia que eu gostasse muito de você.


Pesso que seja verdadeiro comigo uma única vez. Pelo menos agora, que já não temos mais nada a perder. Já nos perdemos um do outro e, sim, eu penso muito que talvez poderemos nos encontrar de novo. Mas eu não sei mais se quero.


Você havia me prometido que não me machucaria, que não me abandonaria... e você conseguiu quebrar a única promessa que me fez. Não que hoje eu sofra ou esteja machucada... não, isso é pesado demais.


Estou decepcionada.


Sim, eu criei algumas expectativas ao seu redor, mas todos os meus sonhos reprimiam tais anseios. Você me contou de 3 planos em que 2 deles você acabava por se casar... eu não sei se quero casar. Em toda a minha infância, eu brincava de ter vida independente, e não de construir famílias. Eu brincava de conhecer novos países, e não de bonecas. Eu brincava de ser sozinha, e não de cuidar de alguém.


E, de repente, eu me vi querendo cuidar de você e fiquei confusa. Só que algo crescia em mim; algo que eu julguei ser saudade. Mas é possível sentir tanta a falta de alguém assim? Droga! Eu estava te amando - mesmo com todos os discursos que ouvia em relação a eu não ser uma menina para você. De você não poder ser um terço do que eu sou.


Reconheço que parte da culpa é minha, afinal, eu fiz a esperança que me dei e tentei passar a você. E aquele tapa foi a minha representação máxima do quanto eu gostava de você, do quanto eu estava disposta a enfrentar todas as palavras árduas ao nosso repeito. E você jogou tudo fora, sendo mentiroso e baixo... Decepcionando-me.


Não, eu não conseguia esperar nada de você. Absolutamente nada. Nem compromissos, nem sentimentos e nem ações, porém sempre me disseram que eu deveria confiar nas pessoas e que todos são inocentes até que se prove o contrário. Eu confiava unicamente no que você me dizia. Achei que você, no mínimo, me considerava.


Você consegue ver o que eu lhe digo? Havia um nada e você conseguiu tirar mais coisas desse nada, tornando-o maior. É abstrato e difícil de entender, eu sei, mas esforce-se.


Hoje eu não sinto mais a dor aguda no peito que eu julgo ser ódio. Eu não quero mais que você se exploda, e nem que morra. Nunca quis, para ser sincera. Hoje sinto sua falta como acho que nunca senti. Não lembro de você beijando aquela garota, de você no ato em que me disse que não faria. Até lembro, mas não me causa desconforto. Passou. Só consigo lembrar de você brincando com meu anel e dizendo que eu deveria usar um outro na mão direita, de você buscando a minha mão enquanto dirigia, da sua mão pousando sobre o meu joelho enquanto me perguntava se eu queria de fato ir embora para casa. De você me olhando enquanto eu o mordia um pouquinho mais forte, você me apresentando para seus amigos, me pedindo para ir numa festa com você, de me chamando de meu anjo, dizendo que eu sou má, que sou complicada, que ajo de uma forma no telefone e na sua frente fico tímida.


Lembro de você me contando que machucou o dedo e que me queria por perto para poder ajudá-lo, que queria que eu estivesse com você num casamento, que sua irmã encontrou o cartão que lhe dei, que amava minhas mensagens, que amava meus textos e que eles lhe obrigavam até mesmo uma terceira leitura.


Mas agora... agora eu só quero lembrar. A gente já não estava bem e não ficaríamos melhores. Eu queria toda hora dizer a você o que eu sentia e que nunca acreditei nas suas desculpas. Eu não falei nada para você não pensar bosta e ficar tranquila no vestibular. Eu tô trabalhando muito e não tenho tempo nem para mim...


Eu juro que as achei bonitinhas, mas não passíveis de verdades.


E tem mais isso. O que você sabe sobre mim além do fato de eu ser uma vestibulanda de Filosofia? Eu sinto que te conheço tão bem e que posso prever seus atos. Você acha que eu danço mal, não quer ter um chefe e acredito que trabalha muito para que isso aconteça. Tem fé, e mudou com as pessoas por uma paixão latente de 4 anos e sei lá quantos meses. É bravo e em alguns momentos efusivo. Busca as coisas constantemente com o olhar e preza amizades.


E eu indago agora: como você vai encarar ao meu irmão depois do que ele também o viu fazendo comigo? Você não sabe disso, e eu nem vou contar, mas meu irmão é o principal em toda a discussão. Foi ele quem me disse que você não é para mim. Foi ele quem me deu apoio depois daquele dia e me disse, claramente, que foi muito melhor eu ter saído com vocês.


Foi ele quem me disse que você fez um favor a ele, e que agora ele não seria mais o irmão ciumento e implicante com o namoradinho da irmã.


A minha decepção foi grande. Decepção com um caráter, buddy.

Só uma viagem então?

Minha praia durou exatamente 65 tridents, 21 picolés, 18 bolas de sorvete de sonho de valsa da Kibon, 3 pares de brinco, 3 anéis, uma faixa de cabelo, 1 caco de vidro no pé - e este inflamado -, 18 horas de sono ao todo, n caldos de ondas, 3 cantadas, 1 choro, 1 mau-humor, 1 vontade súbita de homicídio contra minha priminha de 4 anos, x partidas de truco noturnas, y partidas de cacheta em que eu ganhei 20 vezes, 7 rodas de viola, 2 copos de 750 ml de suco de laranja, 4 caipirinhas compradas no quiosque, 20 feitas em casa, 2 livros lidos e 1 comprado...
Mas nada se compara quando você passa 7 dias com a sua família, ouvindo seu pai e seu tio falarem mal da sogra, a noiva do seu primo ser zuado ao cubo, você e sua cunhada conversarem até as 4 da manhã de assuntos mais variáveis, você quase conseguir uma insolação na perna porque dormiu na sala e não estava preparada para SOL. Dormir de calça jeans em pleno litoral, achar um clone do seu irmão na praia... e você conseguir se manter organizada, econômica e sem nenhuma vermelhidão no corpo em anos!!!

24 de janeiro de 2009

Possível "About Me" no Orkut



A doce menininha do papai que aprendeu a discutir e possui um senso de humor peculiar. Cultiva seu sarcasmo com amor e carinho e almeja ser como Dr. Gregory House nesse campo tão singular. Pensadora mediocre, sem grandes reflexões para oferecer, mas gosta de analisar as atitudes alheias e pensar que conhece as pessoas. Verdade; na maioria das vezes, ela só analise as perspectivas ruins dos outros, mas tem vivido bem assim.

A linda menininha da mamãe que tem os laços mais atados e paradoxalmente frouxos com os outros. Quem lhe é importante é e ponto. Porém, ela não fica tão abalada ou morre de saudades. Vê seu lar como o lugar mais aconchegante que existe, mas odeia passar muito tempo nele. Gosta de sair com os amigos e na maioria das vezes haverá uma oração subordinada adversartiva para acompanhar grande parte de seus gostos.

Sua perspectiva de futuro é bem maior daquele que de fato será, mas duvida muito que a desilusão a machuque. Afinal, quem não pode morar em qualquer cidade francesa e dar aula numa faculdade de lá? Claro que ela já ficaria extremamente feliz se conseguisse ser muito boa no que fará e pudesse ser alguém cotada para trabalhos, assim como acontece com 2 ou 3 professores que ela conhece.

Ela gosta de livros, e lê porque quer saber mais, adquirir vocabulário, ter estilo de escrita. A idéia de um prédio tombado com arquitetura do século 1930 ou antes lhe agrada muito. Ainda mais porque, em sua cabeça, esses lugares possuem um tom meio alaranjado, meio sépia, e são clássicos e possuídores de muita história e livros.

A pequenininha do irmão que acabou de aprender que ele sempre vai ter razão e que ele é sim um de seus heróis - e que talvez o amor dele seja de fato incondicional. Obtenção de informação para ela é uma das razões de seu viver, e vai buscar o conhecimento seja onde ele estiver. Ela tem um amplo campo de interesses, e tem agonia ao ter ciência de que nunca vai conseguir aprender tudo.

Mesmo odiando física e química, acha as matérias interessantes e atraentes, mas sente alergia ao pensar em calcular alguma coisa nesses ramos. Hoje, recém formada do ensino médio, ela está chateada porque não terá ninguém para contar sobre outros assuntos. Nada de anatomia, bactérias e a evolução vegetal. Nada de saber o processo de formação de uma semente e fruto e nem que quanto maior a pressão, melhor para a reação.

Francês ainda é su grande sonho e invariavelmente vai parar com isso. Ela pode ser muita má, às vezes, e a idéia de ter o poder oratório em muito lhe agrada.

Gosta de analisar as coisas, as atitudes alheias, os fatos e até mesmo textos. A interpretação textual é uma arte, na concepção dela, e seu ídolo é Machado de Assis com Dom Casmurro. Acredita que para mentir necessita-se de treino e que há também uma arte em torno disso. O ser humano é mau e egoísta, mas ela busca irredutivelmente o melhor nas pessoas.

Ela é antagônica por si mesma, para simplificar.

Ela gosta do seus cabelos, todos em cachos, caóticos, displicentes. Ainda mais depois que lhe disseram que eles são iguais aos de Capitu, na microssérie da Globo. E Capitu é divina mesmo com péssimas interpretações de Santigo. Ela gosta de muitas coisas nela mesma e acabou de descobrir que proteína ajuda na prevenção de estrias na gravidez. Ela está cada vez mais certa de que não vai ficar grávida, uma vez que é vegetariana e proteína é algo muito escasso em sua alimentação. (E que sua mãe não leia isso).

Bem, essa pode ser ela, como alguns gostam de vê-la no msn.

20 de janeiro de 2009

minha nova meta para 2009 de fato é aprender a fazer embaixadinha!

18 de janeiro de 2009

Pessoa Analítica


Hoje é o 18º dia de janeiro de 2009, e eu sinto que já devo avaliar o ano. Talvez para saber o que mudarei daqui para frente, ou para apenas pensar.

Primeiro, preciso saber: o que é uma pessoa analítica? Analítico vem de análise, que eu entendo por atenção minunciosa de dados, fatos ou semelhantes. E pergunto-me: sou alguém analítica? Sim, sou. Assim penso devido a minha necessidade de prestar atenção a tudo, ou seja, desde da disposição de como uma frase é dita até da forma como alguém se comporta.

Detalhes.

E, além disso tudo, sei que mentalizo muito bem como direi algo, como agirei... catalogo em minha cabeça a forma como tudo será procedido (mesmo que na hora mude antagonicamente de idéia e faça o que dê na cabeça). Penso muito bem na minhas atitudes e até como devo me movimentar.

Sou alguém metódico, e, ainda assim, despojado - não importando muito como o dia terminará.

Ok, primeiro ponto analisado.

As coisas que fiz em janeiro.

Comprei um vestido, saí para dançar, para comer, beber, conversar. Fui à casa de minhas amigas, fiz dois vestibulares, 11 provas, marquei minha prova teórica de trânsito, dois livros, li O Jogo do Anjo e Eu Sou o Mensageiro, estou lendo A Cabana, mas está complicado. Mas esse eu termino por questão de honra! Voltei a correr, me arrependi de ter acreditado no que algumas pessoas me disseram, senti saudades, fui grossa, mal-educada, chata e sarcástica demais - tudo em tpm (e me doi pensar um pouco que gastei meu sarcasmo com pessoas que não o merecem!). Masquei chicletes só porque eles me lembram ele, chorei...

Senti-me a pessoa mais feliz só por tê-lo ao meu lado por 2 horas. Dei um tapa em meu rosto porque sim, estou apaixonada por ele. Tive insônia, escrevi um plot, me senti linda, me senti unique... meu coração explodiu à meia noite de uma sexta-feira por causa do telefonema dele, me dei conta de que não existe nada mais lindo que o olhar e sorriso dele, que gosto quando conversamos frente à frente, de quando tenho o perfume dele em mim...

Dormi bastante, acordei às 7 da manhã, fui dormir às 9, dormi só 3 horas, dormi 14... Não dormi.

Mas digo. Hoje. Algo em mim mudou. Freud foi cumprido. Meu ciúme virou contra mim... mas eu só quero um, como nunca antes quis ninguém. E nem terminamos janeiro, e eu já sinto que posso falar te amo sem medo do engano.

Amo.

17 de janeiro de 2009

...













Feche a porta. O frio pode entrar e o cobertor não ser o suficiente. Você pode até não senti-lo, mas ele estará lá, como pesadelo em noites escuras, medo em momentos solitários.

Descanse.

As besteiras serão suas, mas, por favor, feche a porta. O mal pode adentrar. Os pensamentos ruins. E a falta. A saudade. E a sua felicidade ir embora. Feche a porta, afinal, não queremos que isso ocorra. Mesmo que haja dúvidas. Mesmo que haja enganos. Não deixe a felicidade ir embora.

Se antes houve um esquecimento, mesmo que por uma noite, hoje não há. Você sabe disso. Hoje não há esquecimentos, não há como ter outro pensamento, com outros protagonistas. Será sempre a mesma personagem agora, e a sua felicidade já está vinculada a isso. A sua imagem. A sua presença.

A presença dele. Os pensamentos nele. E seu coração se anima. E a porta estará fechada quando ele decidir entrar de vez. E você, com toda certeza, vai fechar a porta quando ele o fizer. E você vai sentir a felicidade mais próxima, e ele, e ele... ele... e você com ele.

Feche a porta assim que o calor dele entrar. E sua felicidade nunca irá partir.

Fique.

Ok!,

acabei de conseguir Eclipse.

16 de janeiro de 2009

Pelo menos Uma Vez




Eu acho que, hoje, pela primeira vez, eu disse te amo sem medo de estar em puro estado equivocado. E, pela primeira vez, percebi que uma verdade dita soa mentira até quando os olhos estão fincados dentro dos seus.

Não senti a verossidade das palavras, e eu soltei a verdade - e também não senti a magoa.

Mas agora a saudade foi extinguida, o perfume relembrado e um beijo foi ganho. E dado.

14 de janeiro de 2009

Aos bons e velhos tempos



Eu não deveria declarar isso, mas sim, bateu saudade.


Hoje me dei conta disso, de que não terei mais essas coisas. Estava lá eu, dentro daquela van, partindo das 4 horas frustrantes de prova de matemática (sim, matemática, porque prova de inglês feita em meia hora é brincadeira!), quando minha amiga simplesmente diz "não quero papos cultos. Agora só me venham com coisas fúteis" e eu fiquei me perguntando o que diabos é açúcar invertido...

O açúcar invertido é um ingrediente utilizado pela indústria alimentícia e consiste em um xarope quimicamente produzido a partir do açúcar comum, a sacarose, segundo a wikipedia.

Enfim, minha saudade em nada tem relação com de fato querer saber o que é o tal açúcar. Mas no que essa informação representa... AH!, Droga, eu nunca mais (espero) vou ter quem me informe sobre física, química, matemática e principalmente biologia. Ninguém mais para falar, falar e falar e eu só entender 1/5 da aula, ninguém mais para me dizer que o Kosovo ficou independente e eu não conseguir lembrar o nome do novo país na prova... Ninguém para me contar coisas, me ensinar coisas diferentes ou interessantes... Sem aulas variadas.

Veja, não estou falando que o que eu escolhi não é interessante. Muito pelo contrário. Mas não é uma aula de biologia sobre o miocárdio. Não é uma aula de química sobre os fatores que alteram a velocidade uma reação. E nem que o Kosovo ficou independente (maldita questão!).

Por um segundinho abandonei meus planos de estudar e fazer academia para dar espaço a um novo plano: fazer faculdade e me matricular num cursinho! Claro que meus pai não vão acatar a essa idéia sem escrúpulos, mas seria interessante... e seria totalmente coincidente ao que quero, sou e desejo ser.

Cultuar bons livros, amar os animais e poder conversar de tudo a tudo e com todos.

11 de janeiro de 2009

existe algo mais antagônico que um libriano se fazer de seguro e decido?

10 de janeiro de 2009

adeus ano velho e ponto. venha 2009!

Ok, chegou a grande hora de um ano novo: avaliar o ano velho. Eu, para ser bem sincera, gosto de fazer isso porque me faz afincar mais a minha perspectiva de mim mesma: ser racional.

Em janeiro de 2008 foi a primeira vez que fui á praia, corri quase nenhum dia, comi quase todos os sorvetes que tive vontade e voltei quase da mesma cor. Alugaram um apartamento para no máximo 10 pessoas e havia 12 durante a semana e 16 no final desta. Li Lolita, adorei - apaixonei - e comecei a escrever uma história paralela com o mundo de Harry Potter que dei o nome de Ma Petit Fille. Projeto não concluído e abandonado por perda da essência de Lolita.

Em fevereiro só me lembro do carnaval, que foi o primeiro que não quis beijar ninguém, apenas curtir meus amigos e às músicas, voltar para casa às 7 da manhã e às vezes avisar meus pais somente nesse horário que iria dormir na casa dos meus primos. E vieram as aulas: o famoso 3º ano do ensino médio. Primeiro mês de aula, uma maravilha. Acho que foi nesse mês que tive contato com um profº de filosofia que viria a me ajudar a ratificar minha decisão.

Não me lembro como as coisas foram acontecendo mês por mês, mas sei que vieram as pressões do vestibular, as horas de estudo que, comigo, não evoluíam e eram raras em minha rotina. A certeza de que eu passaria era minha e via-me já como uma bizxete do curso de Filosofia 2009 na USP. Hoje, 11 de janeiro de 2009, estou prestes a fazer a 2ª fase da UNICAMP e já concluí a da USP e esse sentimento já não me segue mais.

Lembro que presenciei 2 tempos da minha amiga com o namorado dela (meu amigo também), o rompimento deste e o término de um namoro que eu jurava ser eterno. Ouvi o que acontecia com os meus amigos, como uns tinham problemas com mãe, namorado e ex, como outros estavam cegos pelo vestibular, aqueles que não estavam... e eu lutando para me segurar em alguma ponta. Eu não tinha um namorado, nem mesmo um pretendente. E não queria.

Sempre vi como as pessoas ficavam quando gostavam muito de alguém - até mesmo chegando ao ponto de se apaixonarem - e lembro como eu ficava quando assim estava. Se há algo que você faz com 13/14/15 anos que é útil é gostar muito de alguém. E foi com esse aprendizado meu que decidi que não iria me apaixonar, que não iria deixar ninguém vencer a minha segurança, a minha confiabilidade. Ninguém iria me destruir por um sentimento.

E vinha sendo racional desde então. Desacreditando no melhor das pessoas, mas buscando por isso. Lendo sobre falhas de caráter e não acreditando em paixão, saudade e companheirismo.

Larguei a academia com a desculpa de falta de tempo. Mentira. Eu tive tempo o ano todo para ir lá e ficar 4 horas de quisesse, mas a verdade é que eu não tinha mais saco para fazer isso. Comecei um curso de filosofia na antiga escola com aquele professor que eu conhecia. Só de ver. Ele me ajudou - muito - e traçou um perfil meu que eu pouco lutei para fazer juz. Ele ainda está torcendo por mim, acho, e vou me sentir uma fracassada por não conseguir passar em um dos cursos mais fáceis. Mas sabarei perfeitamente onde errei.

Errei na minha dedicação.

Li Crepúsculo, metade de Dom Casmurro, metade de A Mão e a Luva, metade de O Mundo de Sofia, metade de O Vendedor de História, li O Teorema do Papagaio, Através do Espelho, alguns textos de Caio Fernando Abreu que encontrei ao acaso na internet. Li Lua Nova, A Cabana, A Cura de Shopenhauer, algumas dez ou trinta páginas de Sócrates, O Julgamento de Sócrates.

Não é uma lista que eu me orgulhe, afinal, a maioria dos livros que eu compro, sei que vou ler apenas algumas páginas.

Meu irmão sofreu um acidente e quase deu perda total no carro. Abalou a todo mundo, menos a mim. Não sei por quê. Quer dizer, fiquei meio na corda bamba por um dia inteiro, só que depois, passou. E eu achei que havia acontecido o mesmo com os meus pais, até eles tocarem no assunto de forma mais profunda um mês depois.

Em julho vivi para academia e caminhadas. Vivi para sair com meus amigos e dormir. E fui feliz - até onde deu. Passei, verdade, um período difícil, vendo minha mãe chorando pelos cantos e aquilo me desestabilizou por alguns dias (todos). E a história se repetiu, mas, daquela vez, eu só chorei uma vez, quando criei coragem para contar às minhas amigas mais próximas.

Eu estava sendo uma sem sentimentalismo perfeita.

Foram dias longos.

E então veio o 1º dos 18. Só naquela festa que eu percebi que faria 18 anos. E me senti importante, adulta e digna de curtir tudo o que aparecesse na minha frente. E vi como tinha conquistado amizades importantes e como estávamos ficando adultas. Dentro de 9 dias eu não teria mais 17, mas 18 - e as lembranças de quando fiz 15 anos retornaram quase todas as nove noites.

Então eu fiz 18.

Foi lindo. Fui à academia e meu professor lembrou que era meu aniversário, me deu um abraço e espalhou para todo mundo. Minha amiga, parceira mesmo, não estava lá. Não lembro o motivo, mas sei que ela não esteve. Um dia antes, comemorei meu aniversário com 18 pessoas, que muito prezo, em um pizzaria. Foi ótimo. Foi lindo. Quando cheguei em casa, já eram 21horas e a minha família quase inteira estava presente.

Eu não sabia, mas estava a menos de 30 horas da mudança em minha vida.

Houve um casamento e uma festa linda. E lá eu conheci um alguém que eu não quis e que foi adentrando a minha vida de uma maneira que não sei explicar. No começo, não queria, mas ele fez-se especial.

Tive minha primeira crise de ciúme em anos, disse eu te amo sem de fato amá-lo, mas ele sabia. Disse eu não te amo com uma veemência que no momento me espantou. Senti saudades. Tive sonhos com ele... e quando estive prestes a me olhar no espelho, me dar um tapa na cara, e dizer para mim mesma muito bem, você está apaixonada, ele se afastou e me contou que a ex estava a ligar, que ele tinha outras e que gostava muito de mim.

Foi aí que um dia eu saí e não pensei nele pela primeira vez e que deixei alguém me flertar. Fui simpática com estranhos, saí de novo uma noite e deixei-me levar pela dança, pela aproximação, pelas palavras e pela bebida em meu copo que subia mais rápido que qualquer outra coisa. Deixei-me levar e beijei outro e gostei muito, porque, naquele dia, eu estava sentindo-me linda e capaz. E fui.

Vários homens se aproximaram de mim, vários disseram que eu era linda, e em nenhum deles eu via a imagem dele. E nem me lembrava dele - por 5 segundos. Mas, depois, lembrei-me dele dia após dia, minuto por minuto. Ele me tirou o sono - nada me tirava o sono até então! - e eu quis, de fato tê-lo.

No dia seguinte, eu queria vê-lo, mas não podia. Não teria coragem de encará-lo. Mas no vimos no outro dia, e foi especial e ele gritou para mim que me amava. Porém, não me convidou para acompanhá-lo no outro fim-de-semana e nem me ligou desejando feliz natal ou ano novo. Eu o fiz.

Na noite de natal, nós estivemos juntos porque não havia como ele se esquivar de mim. Estava sendo um pouco cautelosa por causa do meu irmão e os amigos deles me adoraram e me queriam por perto. E nessa noite sussurrei peão quando quis ter gritado minha paixão.

Eu liguei duas vezes pedindo para os encontrarmos e ele negou.

E então percebi que há muito eu não tenho mais saudades dele e que não gosto mais tanto assim. Apenas me habituei a ele. Só. E descobri que sou igual a qualquer outro clichê feminino.

Descobri várias coisas de mim. Prepotente, arrogante, soberba, chata, ciumenta, crítica, cética, possessiva, fraca, pouco determinada. Vou reverter. Algum dia. Hoje eu só quero conseguir dormir para aguentar 4 dias de provas que sei que só vão me deixar estressada e mais chata.

Ao longo desse ano, tentei mostrar uma visão racional dos fatos, só que falhei em quase todos os meus parâmetros. Minha excelência em alguns ramos foi guilhotinada. Minha confiança, dissolivida.

Passei ótimos 4 dias com parte de minhas melhores amigas em um hotel fazenda. Estávamos sozinhas, queimei as minhas pernas, fomos a Piracicaba e voltamos de ônibus para Rio Claro porque o cinema de lá não tinha sessões cedo. (Nunca, em toda minha vida, imaginaria que sairia de Piracicaba para vir ao cinema de Rio Claro). Fomos ao Hopi Hari, trocamos nossos points...

Aprendi a dirigir, deixei-me sair com outros grupos de amigos e a querer trazer mais pertos aqueles que já possuía. Primeiro porre, primeira promessa de não bebo nunca mais e a primeira ressaca... Nessa ordem. Criei tantas histórias que teriam dado ótimos livros que nunca foram para o papél. Criei tantas vontades... AH!, Sim, o tênis. Comecei a gostar e a entender esse jogo. Comecei a admirar pessoas como Roger Federer, Rafael Nadal, Guga e Fininho. As irmãs Vênus, as Olimpíadas... tudo!

No último dia de 2008 eu acordei às 5 da tarde, encontrei meu vestido passado e pendurado na porta do meu guarda-roupa, fui pôr gasolina no carro junto com meu pai, entrei na net, troquei de roupa e esperei pela virada de ano.

Claro que tenho muito mais a declarar, mas, por hora, isso me satisfaz.

7 de janeiro de 2009

sem muitos afazeres


Eu pintei minhas unhas hoje.

E elas estão vermelhas, e bem feitas.

Estão reluzentes...

Elas, apenas.

3 de janeiro de 2009

Incógnito.

Quando alguém surge na sua vida, você não fica procurando por motivos. Você simplesmente acata, pega e sorri, como forma de gratidão.

Caio F.P.S. apareceu mais ou menos assim na vida de Bruna V. repentinamente, sem motivos aparentes. E, para contragosto, não inventado e pouco acreditado, da parte dela, ficou. E tem ficado e, mesmo não agradando, ela o deixa ficar.

Sim, ela pensa por que diabos ele ficou se, ao escrever algo lindamente poético, nem um muito obrigado ele lhe dá.

Confesso, sem medo de aparentar inconviniente ou mal agradecida, que não é nada estimulante pensar na disposição das palavras ao longo de um texto para que, no final, a pessoa presentiada não consiga ler realmente o texto.

Afinal, há diferença em ainda sinto saudades e saudades ainda sinto e sinto saudades ainda ou até mesmo saudades ainda as sinto.


Caio. Um x que apareceu na vida da alfa Bruna e que recebe quase todas as prosas mais bem escritas por ela e ... e ele deveria se sentir um felizardo por tais feitos.

2 de janeiro de 2009

Conteúdo em prosa




Quando ela fecha os olhos, algo muda. Não é a luz que perde sua teoria e nem o preto escuro que ganha essência. É apenas o que se passa por dentro. E o que se passa é a louca vontade de afundar a cabeça no travesseiro e chorar... chorar... soluçar. Borrar o tecido florido pelo rímel do dia, manchar a tez com o preto da maquilagem e perguntar-se por quê.

Mas ela, invariavelmente, prefere apenas fechar os olhos. Sua razão guiá-la-á e em algum lugar chegará. E, irredutivelmente, seus pensamentos voltam para o mesmo assunto, comparando o antes com o depois, visualizando quando havia reclamações, quando ele se sentia carente e precisava dela. Quando ele pedia por ela.

Quando ela conseguia sonhar com ele.

E, de várias formas, à noite, ela chora. Seja ao manter os olhos cerrados, abertos, presos à parede... ao teto. Chora porque não sabe como entendê-lo, porque as frases dele ecoam em sua cabeça. Doe, eu sei, mas ela já entende que não doma sua razão - e que possui sim um lado sentimental. E que não consegue ser tão alheia aos demais, que seu cinismo é tão fajuto quanto suas conclusões.

Isso doe mais - porém, ela ainda não sabe. Tem que passar por tantas coisas para chegar a esse ponto que eu bem tenho ciência de que ela não quer. Ninguém quereria. Ninguém, em sã consciência, gostaria de passar por esse caminho. Mas ela já escolheu - só falta consentir. E agüentar. E suportar. E solidificar - até não mais sentir muitas coisas.

Se houvesse outro, um outro alguém que a colocasse nas nuvens, seria mais fácil. Sim, ela e eu sabemos. No entanto, não há aquele que desperte seu ímpeto da mesma forma que ele lhe fizera. Quase um favor, verdade, mas, ainda dessa maneira, um feito. Um grande feito. Ela não quis e ele insistiu. E ela deixou que ele a conduzisse, que ele a abordasse. Que ele a conquistasse.

E conquistou.

Daquela forma estranha, tão oposta, sem charme, mas o fez.

ESTÁ FEITO.

Eu sei que é isso o que ela pensa. Ele deu-lhe aquela antiga inspiração poética, aquela antiga vontade de escrever e a capacidade de compor frases bonitas - mesmo que sem significância qualquer. Mas deu-lha. E agora não há volta... quer dizer, há uma singular possibilidade, mas esta; esta ela repudia. É o cheque-mate para sua tristeza - e para sua felicidade.

Faca de dois gumes posta entre a cabeça e o coração.

31 de dezembro de 2008

2 gumes para um dia.



Quando ela fecha os olhos, algo muda. Não é a luz que perde sua teoria e nem o preto escuro que ganha essência. É apenas o que se passa por dentro. E o que se passa é a louca vontade de afundar a cabeça no travesseiro e chorar... chorar... soluçar. Borrar o tecido florido pelo rímel do dia, manchar a tez com o preto da maquilagem e perguntar-se por quê.

Mas ela, invariavelmente, prefere apenas fechar os olhos. Sua razão guiá-la-á e em algum lugar chegará. E, irredutivelmente, seus pensamentos voltam para o mesmo assunto, comparando o antes com o depois, visualizando quando havia reclamações, quando ele se sentia carente e precisava dela. Quando ele pedia por ela.

Quando ela conseguia sonhar com ele.

E, de várias formas, à noite, ela chora. Seja ao manter os olhos cerrados, abertos, presos à parede... ao teto. Chora porque não sabe como entendê-lo, porque as frases dele ecoam em sua cabeça. Doe, eu sei, mas ela já entende que não doma sua razão - e que possui sim um lado sentimental. E que não consegue ser tão alheia aos demais, que seu cinismo é tão fajuto quanto suas conclusões.

Isso doe mais - porém, ela ainda não sabe. Tem que passar por tantas coisas para chegar a esse ponto que eu bem tenho ciência de que ela não quer. Ninguém quereria. Ninguém, em sã consciência, gostaria de passar por esse caminho. Mas ela já escolheu - só falta consentir. E agüentar. E suportar. E solidificar - até não mais sentir muitas coisas.

Se houvesse outro, um outro alguém que a colocasse nas nuvens, seria mais fácil. Sim, ela e eu sabemos. No entanto, não há aquele que desperte seu ímpeto da mesma forma que ele lhe fizera. Quase um favor, verdade, mas, ainda dessa maneira, um feito. Um grande feito. Ela não quis e ele insistiu. E ela deixou que ele a conduzisse, que ele a abordasse. Que ele a conquistasse.

E conquistou.

Daquela forma estranha, tão oposta, sem charme, mas o fez.

ESTÁ FEITO.

Eu sei que é isso o que ela pensa. Ele deu-lhe aquela antiga inspiração poética, aquela antiga vontade de escrever e a capacidade de compor frases bonitas - mesmo que sem significância qualquer. Mas deu-lha. E agora não há volta... quer dizer, há uma singular possibilidade, mas esta; esta ela repudia. É o cheque-mate para sua tristeza - e para sua felicidade.

A faca de dois gumes posta entre a cabeça e o coração.

30 de dezembro de 2008





Ter um sonho a ser concluído.
Um alguém para se ter.
E fazer desse alguém
parte de um sonho
que não pertence a mais ninguém.

Vá e fique.


Te ponho em mim, de forma caótica e irregular, extremamente incompreensível e sem pesar. E não pesa quando está em mim, quando estou dentro de onde eu mesma criei para você ficar.

Fique.

De nada adiantará eu exigir que saia, que vá embora. Você não vai. E fica. Desnorteando os pensamentos e impondo direitos. A abstração de uma vontade escondida, de um sorte que vai parar.

Torço para que pare, assim, estarei longe de você, longe da guerra. Em paz. E não quero, e permaneço, continuo, fico. Um jogo de azar em que eu só perco, uma façanha a menos ao meu favor. Não me importo, acho, e estou dentro de onde eu mesma me impus.

De onde você enraizou. E quer ir embora? Pois vá.

Mas eu fico. Eu gosto. E fico. E você também fica, porque é seguro. Você quer a outras meninas? Não se importe, eu também desejo outros homens.

28 de dezembro de 2008

Por um momento e nada além



Eu te despejo em minha cabeça, numa overdose louca que me deixa em vertigem. E quando penso em parar, em te tirar de lá e me deixar, você volta, sozinho, sem que eu queira.




Então você fica em mim, dando-me uma desconfortável sensação de abstração. Você conhece isso? É quando a gente só imagina como seja, idealiza, mas não dá para ver, para ter... a gente gosta.

E assim você permanece, mesmo não querendo, mesmo não sendo de propósito - tudo em pura vertigem. E eu entro num estado de vício, sem de fato necessitar. E fico ansiosa. E fico nervosa. E rouo as unhas na expectativa de ver você, de sair da abstração e poder te tocar, te beijar, te abraçar e deixar seu perfume em mim.

Seu perfume em mim.

E deixar toda essa estranha vontade de dar coisas bonitas a você, em gestos, sorrisos ou palavras, em mim. E tentar guardar isso comigo, sem demonstrar a você.
O certo seria isso.
O correto seria te deixar a parte. Mas você vem, e fica, e permaece e, ainda bem, não vai embora.

27 de dezembro de 2008

Por 5 dias


Você os ama.
Incondicionalmente.
Você os considera seus irmãos, pessoas que praticamente cresceram juntos de você. E você gosta de estar com eles. E você sabe que é diferente deles.
Você não pode ser como eles. Os princípios e atitudes não batem.
E você começa a fazer uma coisa que não gosta. Começa a pensar de uma forma que não quer. E você se refreia e percebe que, só os ama - e só.
Ponto.
A convivência seria muito difícil, mas você aceita eles por perto. Afinal, amar é querer todos ao seu redor.
E aqueles que você condena por atitudes e pensamentos estão mais perto deles, e você nota. Percebe. Ter acesso é algo que você gostaria, mas, pensando um pouco melhor, não quer mais... afinal, eles são easier com aqueles que você não quer por perto por ferirem seus princípios.
Então, você começa a não os querer mais por perto. E sofre quieta, e sente saudades.

22 de dezembro de 2008

a whole new drem




Toda garota tem um sonho.


Algumas sonham com o impossível, outras com o plausível.Sinceramente, acredito que sonho com o misto dos dois.


Minhas metas são maiores, verdade, e bem romanescas. Tipicamente romanescas. Utópicas até que eu prove o contrário. Faculdade, livros, arte, história, cultismo, Paris, Londres, Europa, francês, italiano, inglês, conhecimento.


Enfim, o cultismo.


A verdade foi dita perante mim: os cultos não ganham dinheiro. Não. Estes não ganham - mas os persuasivos sim, e a minha retórica há de melhorar, e o meu potencial, e a minha oratória.


E eu voltarei para mostrar meu brilhantismo.

20 de dezembro de 2008

estranho legado

Eu tenho um segredo para te contar.

Eu gosto de escrever e, muitas vezes, manuseio palavras ao meu favor. Verdade. Penso em cada ponto, parada, respirada. Na disposição, no som, na ordem. Na ambigüidade que se segue, na ironia que não se entende, na mentira que permutei.
Entendo dos erros causados de propósitos, na essência de uma palavra e outra ou apenas no como quero ser interpretada.
Literalmente.
Sem exigências máximas de interpretação ou qualquer atenção mais acentuada.
Uma leitura simples e rápida.
E por isso digo sim que manipulo. E que sou hipócrito algumas vezes. E que tenho usado de uma inspiração que não me pertence nesses dias... Ela vem de um outro fluxo, de uma outra energia que exige um pouco além do meu cinismo. Este como corrente filosófica, e não de forma pejorativa.

Tenho escrito em função de um sentimento que não me apetece.

Tenho-lho dito.

E continuarei a dizer.

sórdido desejo


se você fosse metade do que sou,

seria tanto que pediria

- ajoelhado, aos meus pés, -

que fosse menos, a mim.

Prosa 2008

Ontem eu vivi talvez a melhor noite da minha vida.
Ok, eu já tive outras melhores, mas essa foi mais que especial. Foi a noite da minha formatura. Todos estavam ali, vestidos de forma diferente, deslumbrantemente contentes. As estrelas de um evento inteiro. Perfeitamente sonhador.
E poeticamente metafórico.
É lindo analisar que todos estavam bem, contentes e alegres. Alguns bêbados, verdade, mas onde não há estes? Eles estão lá. Sempre. E todos dançaram, pularam, deram risada - alguns beijaram, outros ganharam juras de amor e uns poucos outros declarações. Havia aqueles que ficaram sentados juntos de seus familiares, mas isso não é erro. É virtude. Pai. Mãe. Irmãos, avós, tios... muitas pessoas que estavam ali por sua causa e você ali com eles, retribuindo o favor.
Favor sim.
Um gostoso favor.
E, ao analisar mais, percebe-se a tristeza. Todos estavam felizes no último encontro. Todos estavam extrapolando de felicidade quando deveriam estar chorando. E ninguém chorou. Não é uma pena, ao meu ver, afinal, somos seres humanos e não podemos depender do fim apenas. O fim de fato não é o término. É só a anúncio de um novo começo.
E o começo deve ser o motivo de choros.
No fim, já sabemos de tudo o que se passou, o que aconteceu e como reagirmos diante dos fatos. Não há por que chorar diante das fortalezas, mas há diante daquilo que não conhecemos. Se os muros são mais altos ou os buracos mais largos e profundos. Não sabemos.
Choremos pelo começo.
Bebamos pelo fim.
Sejamos intermediariamente felizes enquanto conseguimos conciliar os dois fatos sem assimilar que o começo de um é a prévia do outro.
Choremos e bebamos, caros formandos.

16 de dezembro de 2008

Verdades Ditas

Eu não espero que você me ame. Não do jeito que faz, elevando a voz para que eu acredite - ou para que você o faça. Espero que você me abrace, me beije, me deseje. Queira-me até a sua loucura apossar-se de seu corpo por completo - até você não se aguentar mais e necessitar de mim, de fato, de verdade.
Irredutivelmente.
Sempre.
E, então, quem sabe, não precisarei mais segurar seu rosto entre minhas mãos, aprofundar meus olhos nos seus, forçando-os para que prestem atenção nas exatas palavras que minha boca deixa escapar sem arrependimentos.
Eu não o amo.

10 de dezembro de 2008

Estranho é ouvires, por toda tua vida, que o fácil era se apaixonar e querer tal pessoa por perto. Estranho é tu dares valor aos sentimentos carnais, como desejo e lascívia, dares valor aos sentimentos ruins, tais como vingança e arrogância, prezar o sarcasmo e agarrares-te ao cinismo como única base para sustentação.
Mas o estranho mesmo é tu encontrares alguém, não a desejares mais ao seu lado, não resistires à boca desta e usufruir de todos os dias como cínico que tens sido de forma natural, neutra e sem quereres parar com isso.
Estranho é tu agires como sempre deveras quis.

7 de dezembro de 2008

Você é.

O clima está bom. Mesmo que ele não queira, você não se importa. Você sabe que é bonita, que é linda e que tem charme. Que tem corpo, que tem mente, sorriso. Eles a olham e você olha de volta, meio tímida, é verdade, mas olha. E ele se aproxima. E ele dança com você. E ele a abraça. E ele a aproxima.

E você sabe que o clima está bom. O frio o faz chegar mais perto, sussurrar no seu ouvido que ele é quente, que ele te espera e o faz gritar que você é admirável. Sim, admirável. Linda. Estupefata. Que você está no coração dele. Mentira. Mas você se diverte, porque está frio, porque poderia ter tido a ele, e ao outro, e aquele terceiro que a encarou a festa inteira.

Lembra-se desse último? Ele oferece uma bebida, uma água, um pedaço de queijo e um beijo. Você quer aceitar o último; está bem perto de persuadir-se, mas não o faz. Pela dúvida que está em você? Por que não? Ele está diferente, estranho, afastado. E aqueles, todos eles, estão ali, bem perto de você, dando atenção, protegendo seu ambiente, tornando a festa agradável.

A festa é sua. A festa é você. Para eles, pelo menos. Você é a festa. A peça mais deliciosa. A pessoa mais sorridente, mais divertida, mais simpática e adoravelmente ácida.

O clima é bom. Ótimo.

O clima vem de você e laça-os. Você não sabia que tinha isso, mas agora sabe. E agora usa. E não vai mais recusar nada que lhe oferecerem.

LUAU

Na festa, ela queria que ele estivesse ali. Mas ele não estava. E tinha o outro. E o outro esteve por perto. Abraçou-a. Disse que ela era linda. Que ela era admirável. Que ela tinha as estrelas nos olhos (como forma de cantada horrível, afinal ambos estavam brincando). E ele a abraçou de novo. E dançou com ela. Abraçou. Pediu. Os amigos insistiram. Ela quase foi. E depois foi... e se perguntou, então, pra quê? Afinal, ele não esteve ali, e ele estava para ela.

"N* pa ta pa tá, você é admirável, tão admirável que é linda pra caramba - aposto um beijo que você me dá um fora".

E ela querendo que fosse ele.

3 de dezembro de 2008

Méritos de uma Derrota

A amarga derrota que ele experimentara tinha nome de mulher. Tinha cheiro de mulher. Tinha formas de mulher. As mais belas formas já providenciadas em terra, as mais genuínas formas tocadas por mãos. Eram formas delgadas, capciosas e tão ingênuas que ele só podia resguardá-las em memórias.

Tocá-las uma vez fora um erro, voltar a tocar, um mero desejo. Um descompasso sinuoso e desconhecido, de acordes desafinados e pouco refinados. Uma verdadeira epifania perante seus olhos, corpo e boca. Mãos trêmulas a contornarem cada recanto moreno, de cor de ébano - pura cor de um anseio oprimido atrás das janelas de sua infância.

Tocá-la, pela primeira vez, foi realização. Na segunda, desespero. Terceira, desespero. Na quarta...

Na quarta foi o destilo de uma alegoria pecaminosa que se apossou de sua virilidade. De sua sanidade. Uma rápida questão de devaneios que subordinaram a razão à paixão. A janela às mãos. Tocá-la teria se não fosse a vidraçaria. Uma quarta vez, pedira entre sua libertação solitária de tão apertada luxúria.

Curvas. Caminhos. Percorridos por três vezes. Rompimento da possibilidade e junção de sonhos. Erotização da púbere imaginação de um garoto escondido atrás das cortinas de um quarto próximo à casa da mulher. Sim, desde então - desde a primeira vista - ela era mulher. E se ele soubesse que seria derrotado naquele dia, teria tardado a descobrir a sensualidade libidinosa e teria, por correspondência, sobrevivido por mais alguns anos a fim de presenciá-la mais vezes.

Sonhá-la mais noites.

A derrota. Esta veio na quarta tentativa, ao bater à porta, ao vê-la olhá-lo de cima, com asco preso aos olhos, com repulsa em seus poros. Ele não a amava - ela sentia. Era apenas mais um corpo masculino encarcerado em sua porta, esperançoso de parte de sua carne, de seu êxtase. Parte de alguma coisa que ela já estava cansada de entregar.

Ele fora derrotado pelos próprios desesperos noturnos, alimentados desde a transição da infantilidade para a malícia. Ela fizera-o vívido, alimentado, guloso. Isento de capacitância para discernir o limite do abuso prazeroso. Mas não o fizera. Esquecera-se de ler tais proposições e partiu ao seu destino que o próprio escolhera, sem questionar se deveria.

Tocou-a.

Desejou-a.

Satisfez-se.

Três vezes e não mais que isso - quando perto dela.

25 de novembro de 2008

Um pedido Inusitado

No momento o que eu mais preciso é de uma seringa grossa, capaz de chegar até meu cérebro para depois retirar todos os meus pensamentos da minha cabeça. E se essa mesma seringa fosse capaz de encontrar minha pineal, sim, adoraria que ela desconectasse minha alma de minha razão.
Adoraria não pensar por apenas 30 min. Adoraria.
Apenas isso.

24 de novembro de 2008

Dominique

O estranho é pensar que podemos controlar nossa maneira de pensar. Foi isso o que eu decidi desde de ontem à noite, quando de fato percebi que você mudou de postura comigo. Não são só as palavras que não são mais ditas, mas a mudança delas, o não agrado... você como um todo.
De todas as formas tentei ser racional, mas dei vazão ao lado sentimental que eu não sabia que tinha. E descobrí-lo não foi um triunfo, mas um martírio. Eu não sei dizer por que sofri ou por que chorei. Na verdade, agora, acho tudo muito infantil e inútil. Apaixonar-se é inútil. Por isso resolvi mudar.
Decidi que você não entrou em meu coração e decidi que não vai mais domar minha cabeça. Decidi que não vou mais me preocupar com você e que, caso a gente se afaste, não vou ficar pensando no que deveria ter feito para o contrário - porque eu vou saber perfeitamente que você não fez nada para que isso não fosse inevitável.
Sim, vou jogar toda a culpa nas suas costas - e irei me livrar de todas.
Decidi que a minha política de desapego será a melhor. Que pouco vou me importar se você me ligar ou não, se me quer por perto ou não, se vai mentir ou não. Mas me entristece pensar que até o seu tom de voz mudou.
Só que não vou mais me importar. Você não merece mais que isso; apenas o meu não-me-importar já será o bastante. E você vai sentir falta, tenho certeza, mas será orgulhoso o bastante para não dizê-lo - até ficarmos sem um ao outro.
Decidi que vou mandar em mim.

22 de novembro de 2008

O sentimentalismo acaba com uma pessoa. Eu sempre soube disso, por isso optei, para todos os fins, agir de acordo com a razão. Sentimentos expõem suas fraquezas - e somente elas. E fraqueza apenas degride a imagem de uma pessoa.
Insegurança. Medos. Receios. Loucuras.
E todas essas pequenas coisas não são racionais.
O sentimentalismo é a carne viva do ser humano.

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21 de novembro de 2008

Just a little more about tennis

Acontece que assim ó: Rafael Nadal não está mais em campanha porque está com dores no joelho e ninguém sabe a gravidade disso. Dizem até que talvez ocorra uma aposentadoria precoce. Nem preciso mencionar que essa parte em pouco me agrada.
Durante a Master Cup em Xangai, eu queria muito ter visto o Federer vencedor, mas dores nas costas podem complicar e muito a vida de um tenista - essas dores vinham desde de sua desistência em Paris.
Novak Djokovic ganhou a Master Cup e está muito, mas muuuuuuuuuito perto de ser o número 2 - e isso implica diretamente numa caída de Federer.
Tsonga foi quem venceu o Master Series de Paris, mas caiu rapidamente na Cup.
a Jankovic ganhou em Doha, sendo a número um do ranking de entrada feminino.

Agora está passando a final da Copa Davis na TV. Del Potro e Verdasco (acho). Mas eu não quero mais assistir a. Sei lá... entrei em estado de desânimo total. A única coisa que me anima é sair ;D Mas nem todo mundo tem 18 anos.

19 de novembro de 2008

Eu não aguento mais.
Não aguento deixar você a vontade, não aguento deixar você sem pressão. Não aguento tentar ser perfeita e não sentir nada em troca; ouvir as pessoas me perguntarem po que tenho estado tão abatida, triste, magoada...
Por quê? Porque eu preciso mais de você do que você de mim, porque eu me habituei a te ter perto de mim e a não ter nada em troca. Não falo de beijos e nem de carícias; falo de abraços e de carinho.
Você não me dá carinho.

18 de novembro de 2008

Vou contar tudo o que os seus olhos não podem ver.
O esquema começa quando você me liga. Não sei se devo atender ao primeiro toque ou deixá-lo esperando um pouco. O que acontece na maioria dos casos é de eu não conseguir ler seu nome do identificador (ou porque está muito escuro ou muito claro).
E quando você me liga, ainda fico nervosa e eufórica; medo de minha voz falhar ou da ligação cair. Ou de você não querer falar.
O fato é que eu gosto da sua voz; é diferente. E conforme você conversa, imagino como seu corpo deve estar, como suas mãos gesticulam ou como você para e olha um ponto fixo.
E então vem quando a gente se encontra.
Eu não sei se devo cumprimentá-lo: se com um selinho ou com um abraço. Não sei se devo entrelaçar meus dedos aos seus, se devo cobri-lo de beijos ou apenas olhá-lo com um sorriso, terno e carinhoso.
E então há quando você me olha.
A minha vontade é de sempre perguntar o que se passa na sua cabeça, no que está pensando. Posso até imaginar o que seja, mas a vontade de ter certeza é freada com o medo de ser inconviniente. Creio que se você mentir, não olhará em meus olhos. Prefiro não perguntar.
E tem quando você me abraça, laça-me pela cintura e aproxima-me de você. E aí, meu peão, eu não sei o que fazer. Não sei o que acontece com a minha razão, com a minha clareza de pensamento, minhas vontades. Só sei que, quando faz isso, sinto que você me quer - e a vontade de perguntar se gosta de fato de mim se perde na garganta enquanto o desejo descontrolado de beijá-lo à boca se apossa de mim.
E também há quando você me chama de anjo - em raros momentos, é verdade.
Esse é o mais fácil de explicar o que acontece: sobe um arrpeio pela espinha e meu coração acelera.
É a mesma sensação de quando eu chamo de minha paixão ou meu peão?
Creio que não.
E só existe mais um ponto a ser analisado - e que deve ser o mais misterioso para você. O momento anterior àquele que lhe escrevo uma mensagem.
Esse é delicado.
Encontrar palavras não é fácil - pois o assunto é sempre o mesmo e posso cair na mesmice de usar as mesmas palavras, tornando tudo repetitivo, e clichê. Eu não gosto de clichês.
Às vezes, é verdade, eu perco a inspiração e o texto fica composto por um "bom dia" e "beijos do seu anjo". Isso me cansa, me desanima, mas mando. Devo desculpas por isso - mas não as pesso. É o que tenho a oferecer nesses momentos. Mas, geralmente, eu tenho de formular a mensagem perfeita para ser apenas uma por dia. Mais que isso é obsessão.
Em alguns momentos, sei que consigo o que quero, no entanto, em outros, a certeza desaparece e eu me desespero. Não me descontrolo, perceba; apenas me desespero por não ter consigo encontrar o que queria lhe dizer. Eu me sinto diminuta por não manter uma constância.
E se eu faltar um dia? Você vai notar? Vai cobrar? Não sei se gostaria de ter a resposta.
Ah!, claro, tem os momentos da internet - para mim, os mais delicados.
Quem deve começar a conversa? Quem deve dar o primeiro oi? Para mim, teria de sempre ser você, afinal, já tem as suas provas quanto a eu gostar de você. Mas eu não tenho nenhuma de que você ainda goste de mim - principalmente depois de ter lhe mostrado tanta fragilidade (aliás, devo agradecer pelo ocorrido na última semana. Sem ele, não teria colocado a cabeça no lugar e raciocinado sobre a situação. Obrigada ;D )

É mais complexo do que você imaginava, certo?
Beijo.

17 de novembro de 2008

sem mais lará-lará

I don't like you.
I even dislike the way you act with me.You don't say you need me anymore, you don't call me as your angel anymore. I know actually what happened to us: when you kiss me, you have a body, and when I kiss you, I have a heart. If you don't want anymore, please, just tell me and I'm going to push me away.
No bad feelings.
No excuses.
Just you without me.

15 de novembro de 2008

Ciúmes.
Dói. Eu sei que dói - por isso aprendi a controlá-lo, a dizer aos outros que não estou brava ou enciumada, apenas intrigada.
O ciúme não é racional - por isso o excluí da minha lista de características humanas. A racionalidade é certa, sempre certa, e não há o que eu preze mais em mim do que a minha racionalidade. Eu sei ponderar meus pensamentos, sei chegar aonde quiser com os argumentos que quero (ok, não é bem assim, minha liberdade poética mais cria do que encontra), por isso, agora, depois de muito choro sem orgulho, de muita dúvida e de muitas vezes pensar que a gente deve se afastar, eu não penso mais no meu ciúme.
Velho e adormecido.
Ele dói e eu pedi para você não acordá-lo - e agora eu nem sinto mais.

Sou racional.
O ser humano é racional. Mas ser sentimentalista também é ser humano. Não é um simples silogismo. É quase uma dialética.

10 de novembro de 2008

Ela versus Ela.

Ela pára e olha. Quanto tempo mesmo tudo aquilo já passou? 11 horas. Deveria ter esquecido já, mas sua cabeça não quer esquecer.

Seu corpo não quer e não vai.

E agora, o que ela deveria fazer? Distrair a cabeça? Voltar a dormir? Tomar um banho...? Tomou o banho, distraiu a cabeça e, antes que pudesse dormir, ele ligou. Seu coração saltou, como sempre fazia, e a singularidade do timbre da voz dele fez o quarto ser um lugar apaziguador.

Ela deitou na cama, olhou o livro que distraía a cabeça e não soube mais o seu título ou que página estava. Ele falava, dizia que não teve uma companhia muito boa na última noite - e ela sabia que era mentira.

E ela ainda sentia o perfume masculino nas roupas largadas no chão. E ela ainda sentia o perfume em seu corpo pós-banho. Ela podia até senti-lo pela ligação. A voz dele é grave e diferente, sua boca é atrativa, seus olhos são chamativos. São morenos, são o nome dela, assim como seus cabelos. Ele tem algo que a atrae, algo que ela não sabe explicar.

Talvez seja o que, como e onde fala. Talvez seja como a abraça, como é sincero no que diz, como a beija. Ou como age, como pensa, o que quer. Ele quer muitas coisas, ela sabe disso. E gosta disso. E quer que ele queira - e quer que ele a queira também.

A conversa é rápida. A casa dele tem ouvidos e ele vai sair - ela queria ir com ele, beijá-lo por mas uma noite inteira, ouvi-lo contar sua histórias, fazê-la rir... exatamente como da última vez.

E a vergonha! Conhecera gente próximas a ele na última noite, e teve vergonha, pois não sabia como era apresentada. Ela quer me namorar - e ela queria que ele dissesse que era ele quem a queria namorar.

Mas eles não são namorados. São amigos. Meros amigos coloridos. Até que um dia ele se canse dela, porque ela não sabe se vai se cansar dele. E ela não quer. Não vai - deixar.

A ligação termina e não houve um pedido de beijo na boca. Ela queria ouvir. Queria que ele fosse manhoso, que exigisse a presença dela por onde fosse - mas nada disso aconteceu.

Um beijo, tchau.

Ele vai cansar, um dia vai. E isso doi. Doi nela. Nele, ela não sabe. Pediu para que ele não a abandonasse, e ele prometeu. Mas ela sabe que o momento não era propício; ele estava humano demais, e a razão se perdia a cada beijo - foi tudo impulsivo, no final. As deixas e as falas.

E ela é racional demais, ao ponto de saber exatamente o que fazia.

E sabia que ele estava apenas sendo o homem - enquanto ela deveria ter sido a razão.

E aí, então, ela pôde dormir.

28 de outubro de 2008

Há um mês, você não era nada. Um a mais que surgiu, ficou e partiu. Partiu porque eu parti antes, porque nossas intenções não cabiam no mesmo plano de perspectiva.
Há um mês, você já dizia que gostava de mim - e eu achava um exageiro. Antitéticos já éramos e nem sabíamos, a priori. Mas éramos.
Há um mês, as cartas estavam dispostas para você e contra mim. As jogadas foram suas e você ganhou. Ganhou a mim, e declarou a mim que me ganhou.
Mas tudo muda. Somos opostos. Hoje, você me tem, porém já não diz que gosta mais de mim, que sente saudades e nem pergunta quando nos veremos. Para você, como está é o que é, e não há mais o que fazer.

E eu sinto falta de quando você me conquistava.

26 de outubro de 2008

I hope you get your dreams

Você, mesmo me provocando, é ainda algo que me apetece. Algo que eu durmo pensando, acordo pensando e, paradoxalmente, não penso o tempo todo. Sei que não temos nada; sei que não será sempre assim, que um dia vai acabar, mas, por enquanto, eu tô feliz. E quero deixá-lo feliz também. Quero que pense em mim, que acorde em mim, durma assim e continue aqui. E aí. Como tem sido.
Você, mesmo me dizendo de louras e morenas, sei que às vezes prefere a
brune, em francês, e brunette, em inglês. E a Bruna, em seu português, em sua boca, em sua cabeça.
Não fomos feitos um para o outro, mas é o nosso atrito que instiga e que nos maltrata. E nós temos sido assim, lindamente belos um para o outro sem qualquer compromisso.

Adoro você.

Tennis

Falemos de tênis então.
Rafael Nadal não ganhou o Master Series de Madrid - como o mundo logrou - e a final, obviamente, não foi entre o espanhol e o suíco Roger Federer, mas sim entre Gilles Simon e Andy Murray, afortunado da vez. E, mesmo com todos dizendo que será o próximo número um, eu não gosto dele e ponto.
No Torneio de Basel (Basiléia, Suíça), as profecias foram cumpridas e Federer ganhou o torneio com uma torcida inteira a favor. Ele fecha o ano como número 2 e Nadal como número 1, MAs ano que vem, o suíço promete que volta para reconquistar o topo.
Em São Petersburgo, Andy Murray consagrou-se mais uma vez e obteve seu bicampeonato no torneio russo. O britânico/escocês venceu o cazaque Andrey Golube, que poderia ter sido uma grande zebra
Anna Iannovik, por Deus, conseguiu seu primeiro título, desde o Aberto da França, Roland Garros, em Linz. Ainda bem.
Agora começou o Torneio de Paris. Nadal, Federer, Djokovic, Murray, Monfils, Safin, Querrey, Wawrinka, Robredo, Ferrer, Ancic, Karlovic, Nalbandian, Roddick, Andreev, Simon, Blanke, Gasquet... tem um bons outros, mas só me interessam estes ;D

Acompanhemos então!

20 de outubro de 2008

Enquanto houver Sol






Escrevo-te estas mal traçadas linhas porque eu sei o carinho que te quero dar.

Se antes em nada tua imagem me causava desconforto, hoje em muito me tira o sono.

E quando o sonho acabar, vou sair andando para esperar a chuva.

Lavarei meu rosto, corpo, choro. E não sei se te esquecerei;

Mas aí, meu bem, é só andar mais e esperar pela próxima chuva.

E se nada disso adiantar...

19 de outubro de 2008

I´m so sorry

Você me beijou a boca, me beijou ao pescoço, entre os seios e a minha barriga. Acaricicou-me nas costas, nas pernas, nos braços. Abraçou-me pela cintura, laçou-me com sua boca e disse que queria me beijar inteira. Chamou-me de seu amor, disse que me amava, me pediu para não ir embora e me contou que nunca tinha estado com uma garota mais nova. E falou de novo que me amava, que me queria ao seu lado, que queria dormir ao meu lado, acordar ao meu lado e sentir meu cheiro. Eu disse que o amava, mas I did not mean it. Eu gosto do seu cheiro, do modo como me beija, como me instiga. Deixou-me brincar com você, com sua boca, sua língua, seu pescoço. Deixou-me desabotoar sua camisa, sentir sua pele por debaixo do pano e chamou-me de seu anjo.
Mas até quando, meu querido, continuaremos assim? Até nossos corpos se cansarem dos habituais amassos, beijos ousados e sensações que o seu já bem decorou?
Você disse que eu o deixava louco, que o deixava bobo... mas, querido, eu não acredito. Adoro quando sussurra essas coisas em meu ouvido enquanto embala minhas sensações em sua boca, só que eu não acredito.

Entra-te aqui

Eu entrei numa livraria.
Não deveria; mas o fiz. Tinha prometido que não entraria até terminar de ler todos os meus livros, porém, não aguentei. E entendi.
Toda vez que entrava em uma, um sentimento bom mas ruim me domava, algo lindamente antitético e que não sabia o que era. Mas eu descobri.
Quando entro em uma livraria, sinto-me poderosa, capaz de ter todas aqueles livros e possuí-los em questões de horas, mas a razão traz-me para a realidade e o desespero toma-me em frações de segundos.
E, então, sinto-me pequena, vulnerável e medrosa, pois eu sei que mesmo que meu poder de aquisição me desse todos aqueles livros, não teria tempo para lê-los. Não teria capacidade para tê-los, de fato.

2 de outubro de 2008

Linguagem, por Luís Fernando Veríssimo

A língua humana tem
entre oito e dez mil corpúsculos
gustativos, e cada corpúsculo tem
de 50 a 75 receptores químicos
de sabor.
Estes receptores têm
uma vida extremamente curta
e são substituídos a,
aproximadamente,
cada dez dias,
meu amor.
O que significa
que de dez em dez dias
nossas línguas têm
entre 400 e 750 mil
novas células
que nunca provaram
um bife acebolado
um arroz com camarão
uma massa alho e óleo
ou um bacalão na brasa
sem falar em papo-de-anjo
e licor.
São neófitas em
feijoadas,
virgens de
pão francês.
E de dez em dez dias,
querida,
os nossos beijos de língua
são como a primeira vez!

( I do like him ;D )

28 de setembro de 2008

Você disse que era peão burro, que tinha se apaixonado e prometeu me ligar. Você ligou. Mas eu... eu sou uma mocinha burguesa, que gosta de marcas e de livros, que quer contrariar a todos com as minhas escolhas, mas não quero decepcionar ninguém. Eu sou Burguesa e gosto de cultismo, gosto de cultura e de esportes. Gosto de um café à tarde para acompanhar meu Mundo de Sofia só mais uma vez e gosto de chocolate quente para Heróis e Vilões. E hoje tenho O Terceiro Hietch, Diário de Anne Frank, Hora de Poesias, e As Cores de Shopenhauer. Sou burguesa, meu peão, mas gostei de você dizendo nóis é assim, quando se apaixona faz de tudo para ter. Mas você não vai fazer nada, porque eu sou burguesa e gosto de ler, leio romances e não acredito em nenhum. Leio Oscar Wild e sei como o ser humano é... e gosto deste lado do ser humano, deste lado corrupto e mentiroso.

Você disse estar apaixonado, e eu perguntei como você sabia e a resposta que tive foi de paixão a primeira vista. Mas eu não sei o que é isso, eu não me apaixono assim.

23 de setembro de 2008

Apenas mais uma de Amor

Nunca pensou que encontraria alguém para desfrutar de sua biblioteca particular em vida. Mas encontrou.
Ela não fazia da mesma forma que ele, para conhecer mais afundo, aprimorar-se. Ela, apenas, queria conhecer.
Curiosidade.
E ele se lembrou de quando era curioso, de quando o novo era mais que belo e o já conhecido ainda era lindo, de quando as letras compunham caminhos de pensamentos e não razão para sustentar sua arrogância.
Ela folheava cada página como se fosse cetim, e corria os olhos sem absorver informação alguma. Era o puro prazer de ter os livros entre as mãos.
Aquilo sim era novo para ele.


Inspirado em um trecho de O Teorema do Papagaio
- obrigada por me deixar perceber como eu pensava pequeno.

19 de setembro de 2008

5 lugares que eu devo visitar

Austrália

Espanha

Itália


França


Inglaterra


EUA


Ops... deu 6 ;D

7 de setembro de 2008

Quando dormes.

Quando tu dormes,
eu quero entrar em teus sonhos,
domar teus dragões
e espantar todos os monstros.

Quero proteger-te como faço
quando tens os olhos abertos.
Quero que me vejas como teu herói
até quando os tem fechados,
quando não me tens em tua cabeça.

Quero ver com o que sonhas,
com o que tens em mente;
se me amas de mesma forma
ou se me entendes.

Quando tu dormes,
eu quero te ninar,
quero guardar em meu colo
o tom de teus cabelos.
E em meus braços,
o seu calor de bebê.

Quando tu dormes,
quero te observar,
e espantar todos os fantasmas
que vão te assustar.

Quando dormes,
quero te amar.






Seria um presente meu para um pai que tem três filhas.

6 de setembro de 2008

MORE ABOUT US OPEN

Estou feliz. Sabia que alguém lá em cima gostava de mim (um viva para São Pedro) e que me deixaria assistir à final de US OPEN. Por causa das chuvas, a semi-final entre Rafa e Murray foram adiadas para amanhã (domingo) e a final só será na segunda (8/9). Ou seja, poderei assistir à final sem problemas.


Vamos ao que interessa.


HOJE, belo dia 6 de setembro, Roger Federer derrotou Novak Djokovic em 3 sets a 1. O primeiro set foi 6/3, e Federer esteve lindo! Aliás, foi o único set inteiro a que assistir, porque tive de sair. No segundo, acredito que ele deva ter perdio - e realmente perdeu, acabei de ver no uol - 5-7, mas, convenhamos, mesmo Djoko estando um tanto atrás no ranking, o sérvio de apenas 21 anos tem raça. Ah! E no intervalo foi a primeira vez no campeonato que filmaram o Roge trocar de camiseta... Enfim. Roge fechou os dois sets seguinte em 7-5 e 6-2.


O jogo entre o Rafa e Murray começou, mas foi adiado - como já foi dito. O britânico ganhou o primeiro set por 6-2 e eu estou me perguntando como o Rafa poderia ter perdido 4 games seguidos.


Vou pôr algumas fotos do Roge aqui e aproveitar para dizer que as minhas fotos preferidas são aquelas em que eles comemoram ou o ponto ou match point.


I do like this one.

Roge and Djoko.

5 de setembro de 2008

Uma canção de Ninar.

Vou ninar em meus braços os seus cachos,
vou pôr em meu colo o seu amor.
Seremos felizes - eu prometo -
mesmo não sendo de verdade.

E você vai poder dormir...

1 de setembro de 2008

US OPEN 2008

BUEMBA!!! Nadal quase se depara com uma zebra norte-americana nessa segunda-feira, mas pela singular sorte do meu coração e para o desespero particular do meu irmão, ele ganhou por 3 sets a 1. Mas confesso que o tênis não foi dos melhores; o americano jogou melhor.

Mesmo com meu irmão alogrando do meu lado, eu sabia que o Rafa ganharia.

A questão é que o Fish mostrou um bom jogo de fundo e fez o Rafa suar a camisa, podendo só se consagrar depois de 3h13 de jogo. Haja fôlego. E, não só ao meu ver, o fator principal para a sua vitória não explendorosa dentro de um jogo que todos julgaram que seria um treino de luxo foi a sua grande concentração.

E deve ser mesmo. Uma vez li no blog do Fininho que o Nadal tinha a mania de colocar os fones no ouvido e correr pelo vestiário, momentos antes de adentrar à quadra. O seu poder mental é alto e, como disse o narrador do jogo Paulo Clenta, tênis é mente.

Queria provar um pouco da minha capacidade mental jogando tênis.

E no domingo, teve-se Roger Federer jogando, mas não pude assistir devido ao !$*%$^& do exame do ENEM (46 pontos. PQP). Mas ele ganhou e é isso o que importa.

Hoje à noite, no horario prime do US OPEN, tem-se uma partida a que eu quero muito assistir: Juan Martins Del Potro (19 anos) contra Kei NIshikori (18 ¬¬). O Del Potro está invicto há 22 partidas, caso não esteja enganada, e o Nishikori só ganhou um título da ATP até hoje, mas tirou do torneio aberto o Davi Ferrer. Então, eu acho que teremos um jogo e tanto.

Caso alguém queria conferir um pouco mais da coisa linda que é o menininho espanhol, em vagalumes tem um link Blog´s Rafa, que é onde ele está escrevendo em inglês para os fãs. Não descobri nada da parte do Federer, ainda e o que já é uma pena, mas estou de olho. POnho fotos desse domingo e segunda depois, ok?

Beijos.

Só uma foto para se ter uma noção mínima da quantidade de gente que quer (tentar) ver o número um do mundo - pelo menos do ranking.