12 de maio de 2013

O Bem Estar de se Querer Amor

Nunca imaginei que seria desse jeito. Esse jeito de encaixe perfeito. Esse jeito de abraçar certo. Esse jeito de me amar tão natural.
Nunca imaginei que seria tão natural te ter por perto ao ponto de nem ao menos me lembrar de como era quando não estava. Espere - mas houve algum tempo assim?! E é verdade. Houve, mas eu não lembro mais, nem me pertence. Faz anos que já estamos aqui, um exatamento ao lado do outro.
O modo que eu o amo hoje é tão tão que me deixa extasiada em felicidade. Você, meu melhor amigo, se completou nesse ponto da forma mais perfeita: sendo meu namorado. E o que é um namorado senão o melhor amigo?! Pois é. Você é meu melhor amigo e compartilhamos de intimidade e reciprocidade. Acho que esse deveria ser nosso status de relacionamento.
As pessoas dizem: parece que sempre estivemos juntos - e isso se dá pela nossa sintonia, de como sabemos nos mover tão bem um com o outro, de como conseguimos fazer tudo em complemento. E quantas fases difíceis já passamos mesmo?! Várias, meu querido, e várias.
Mas vamos nos ajeitando. Alguns dizem sobre "aguentar as pontas". Eu não "aguento" nada, porque essa palavra passa a compreensão de ser um fardo. Eu vivo as coisas, essas pontas, porque nada é um fardo com você.
Tudo é facilmente facilitado com você.
E esses quase 2 anos já me faz sentir a vida inteira que tenho ao seu lado, com essa felicidade que não cabe em mim.
Somos perfeitos juntos, meu amor, somos sincronizados.

16 de abril de 2013

Inteligência é outra coisa

" 'Fique Inteligente sem cirurgia' - Já imaginou se no lugar daquelas propagandas de “fique magra sem cirurgia” a gente tivesse a proposta acima? Que sociedade seria essa? Para começar, nós seríamos, sim, magros. Não esqueléticos, nem anoréxicos, mas a obesidade diminuiria muito. Porque ser gordo não é saudável. E quando você se toca de que as calorias que você come devem ser inferiores às que você gasta, pronto. Temos uma dieta bem-sucedida. A gente seria inteligente a ponto de pensar o seguinte, enquanto encara um pedaço quentinho de pizza (ou uma fatia bem caprichada de bolo): “A longo prazo, é melhor eu não comer isso. Minha dieta vai dar resultado e, enfim, poderei comer outras gostosuras com moderação.” PRONTO, RESOLVI A OBESIDADE NO MUNDO."
(http://www.depoisdosquinze.com, Luisa Clasen)


A primeira colocação já começa no equívoco. Se todos fôssemos inteligentes, saberíamos que sim, podemos comer aquele pedaço de pizza porque este seria um dia atípico, e dias atípicos não interferem em hábitos saudáveis. Uma pessoa inteligente, como é o proposto, não precisaria de dieta e nem de reeducação alimentar, porque a alimentação saudável já seria base de tudo. Errado achar que não se pode comer doces, lanches e pizzas, o que não pode é comê-los todos os dias. Uma vez por semana (apenas um e não todos) não interfere.
E interesse colocar que quem é gordo não é inteligente, além de agredir o problema social como um todo. Obesidade é além de uma síndrome metabólica, é um comportamento, um self. Uma consequência que abrange o estado biológico, psicológico, comportamental e até mesmo as crenças pessoais. Uma pessoa neste estado não é burra, é uma pessoa que necessita de ajuda e apoio e empatia, mas que precisa, antes de qualquer coisa, estar pronto para receber ajuda - dos profissionais capacitados para tal. E não da tia qe fica falando na orelha que tá gordo, não o pai que leva para casa uma travessa de doces e fala que o filho não pode comer, só olhar. Um nutricionista, um educador físico, um psicólogo, porque não um grupo de apoio. Um cardiovascular, ortopedista... esses sim sabem dar a ajuda necessária para a Obesidade, não doença, não burrice. Uma realidade.

6 de março de 2013

resting in peace

Têm coisas que são realmente assim, meu caro. A vida vai passando e a gente vai achando que tá tudo sempre bem e que ainda tem tempo para mudar e fazer um monte de coisa. Eu não tenho nem ideia do que se passou na sua cabeça, se é que houve tempo de alguma coisa lhe ocorrer em mente - mas acho que a certeza de que esvaiu da vida deve ter sido até um momento de paz.
Não sei quem foi, não sei quem era. Não sei o que aconteceu. O que me aconteceu foi esse sentimento confuso, de não acreditar em que você se foi. Ou por apenas ter ido ou por ter decido ir. Que seja. Que parta! E não é que partiu?! Mesmo no desconhecimento de qualquer ação sua, tu me parecia imortal, em que todas as vezes ainda poderia eu me lamentar por ter perdido o cd do acústico da sua banda. É estranho pensar nisso, suas músicas sempre me acompanharam na minha adolescência e agora somente elas podem acompanhar.
Achava que tu era um cara legal, daqueles que sabia a brevidade de um sorriso que se torna eterno por ser bonito - e apreciaria o instante, a lembrança e a significância. Pelo menos era isso que suas letras me passavam... amor, vida, instantes. E que se segue na luta para ser realizado, e que nenhum sonho acabe para poder sempre ter algo para correr atrás. Do que você correu atrás?!
Não sei, não sei... mas imagino. Correu atrás, nos últimos momentos, de algo que lhe confortasse e trouxesse um pouco de paz de espírito - e até mesmo esquecimento. Esquecer da vida, do que ficou para trás, do que foi quebrado e de quem o deixou aqui. Vejo você chorando, vejo você triste, vejo você querendo abandonar - e um pouco de querer ser abandonado. No que você escorregou nesse meio tempo? Seu camisa 10 não fez o gol da partida? Não sei, não sei...
Disseram que não foi uma decisão tomada esta de querer ir embora. Mas você foi e deixou o seu legado. Se isto enfim lhe trouxe a paz, que seja, que fique e que nos deixe - e nos deixe de uma vez. Uma vez a mais para ouvir e não entender, compreender, saber. Uma vez a mais para sermos a juventude que você sonhou.

Seremos humildes e seremos lutadores. Dias de luta, dias de glória.

Que esteja em paz, Chorão.

9 de fevereiro de 2013

Quando se é criança

Sinto saudade daquele tempo em que qualquer tombo no chão ou dedinho batido me dava o direito de chorar. Hoje devo engolir o choro e esquecer o machucado, mas queria mesmo é poder chorar por cada ralado.

7 de fevereiro de 2013

Fitas de Cinema

Jean,

Acho nobre tudo o que fez, mesmo diante do ato. A nobreza é tão estranha diante desses fatos em que você viveu que usá-la para te exaltar pode até mesmo soar como ofensa. Mas não me refiro ao dinheiro ou à ostentação; refiro-me a cada ato singelo de amor ao próximo contido em você.

Precisou de uma declaração clara e reta, quase como uma bofetada em seu rosto para perceber isso dentro de você. Já estava ali, desde o primeiro pão roubado para a criança de sua irmã. E estava ali quando decidiu mudar, estava ali quando se entregou a Javert mas tinha de ajudar aos outros (e por que não falar do seu grande impasse?! Javert era nobre, pois, em seus preceitos de conduta e lei. Ele não poderia viver no mesmo mundo em que há você e ele, não poderia ao notar seu espírito, sua lei. O Estado era a lei e ele a tinha consigo. E eis que surgiu você, 24601).

E, sim, estava ali no leito de Fantine, tomando-a como um amor quase platônico e abraçando sua Cossete como sua própria.

Tu és tão nobre, Jean, que choro. Choro por ter encontrando em você o que há muito o meu mundo não vê, onde somos divididos pelo dinheiro, pelo time, pela cor, pela nossa opinião.

Precisamos de revolução.
E precisamos de você.


Fique em paz, monsieur Jean Valjean.

30 de janeiro de 2013

romance às avessas

Estão vendo aquela mulher ali do outro lado? Eu sei que vocês estão imaginando o que aconteceu, que ela se apaixonou e caiu em maldições de circunstâncias ilusórias, sempre procurando fiascos nos pequenos atos humanos e sentimentais do rapaz diante de todo o descaso que ele fez.
E aí chegou aquele ponto em que disseram a ela que merecia sim algo mais digno, que a respeitasse, que a amasse, que a venerasse pela pessoa linda que ela é. Só esqueceram de dizer que seria um cara, um homem e talvez demorasse uns cincou ou sete anos.

Mas ela interpretou tudo aquilo perfeitamente bem: encontrou quem a amasse, venerasse e não visse a hora dela surgir pela porta. Encontrou um belo schnauzer, e depois veio o poodle, o lhasa apso, yorkshire terrier e aí ela descobriu os vira-latas.

Ela adotou uns três, e, de fato, todos eles a amavam, idolatravam e tratavam do jeito que ela merecia. E foi nesse meio todo que ela, de repente, tinha noventa anos e dez cachorros, fora os outros que já haviam falecido.

Esses romances da vida que acontecem talvez por uma brecha de interpretação.

13 de janeiro de 2013

o último canto de Sereia

Tinha o mar e tinha o som das ondas quebrando e elas quebravam no pé dela. Nem tinha Sol, daqueles de fazer por franzir a cara e esconder os olhos. Mas estava claro, iluminado.
- Isso tudo daqui parece paraíso.
- E por que não haveria mesmo de ser, Sereia?
E tinha ela, de cabelos molhados, pequena, olhos enormes. A voz suave, de canto, serenata, daquelas em que a gente canta baixinho na esperança de só o amado escutar.
- Como tu sabe meu nome?
- Sei de cor cada nome que escolhi.
Sereia se afastou e aí percebeu que não conseguia se manter longe daquela criatura estranha, tão menina, tão frágil e tão do mar. Aquela voz de certeza e compreensão, não havia linha de tempo linear que fizesse Sereia não entender quem era a criatura.
A criatura era sua mãe.
- Então eu morri de verdade.
- Pois veja tu mesma - e a criatura menina tocou, com as pontas dos dedos, o coração de Sereia e este nem doeu. Sereia encontrou uma marca, um marco de tiro de amor. Sim, estava morta.
- Mãezinha... por que teve de ser assim?!
O toque dela em seu rosto trouxe-lhe conforto, um tal deste que Sereia sentiu que poderia estar viva ou morta, ali não mais importava, estava em paz.
- Tu me pediu antes mesmo de ser carne. Me pediu para ser Sereia e me pediu para que eu fosse tua mãe. Protegi tu a vida inteira, mas não posso confinar uma alma a uma vida inteira se esta alma me pediu a eternidade comigo. Tu mesma quis vir a vida e senti-la na intensidade. Eu apenas permiti, pequena Sereia.
A criatura se mesclava em claridão e opalescência e se aproximava e se tocava em Sereia e a chamava, dando a mão, pegando pelos cabelos como se fosse niná-la.
- Dei a tu meu guardião para que ele a amasse mais que a tu e a ele e que cumprisse todos os destinos. Não se avexe, menina, venha caminhar com tua mãe.
Iemanjá estendeu as mãos de criatura menina pois então era mulher. Os cabelos negros e tão negros que Sereia logo viu a semelhança - eram, pois, os cabelos dela mesma - e viu os olhos grandes e o sorriso familiar. Conhecido, decorado, materno.
Sereia decidiu por enfim caminhar e seguir o que há muito havia pedido para Iemanjá.

6 de janeiro de 2013

Daquele que Esqueceu

Eu não me meto com as coisas da Igreja e nem digo respeito aos sermões do Padre. Simplesmente não o faço porque meu conhecimento é pouco sobre todo esse universo e minha fé é um filhote, ainda. Mas conheço alguns preceitos, uns tais conceitos que acredito ser de Deus (sim, eu acredito Nele).
Acredito que se foi nos dado a percepção de que em grupo é melhor, então Deus disse "amai e respeitai ao próximo" através do filho. E foi isso o que Jesus disse, que devemos amar o próximo como a si mesmo. Ponho estas linhas, pois, para trazer os fatos para perto da Igreja, o âmbito de reunião da religião (aqui, no caso, a católica). A Igreja católica é o lugar para ser traduzido as palavras e os mecanismos de Deus, o que Ele espera de nós e o que nós esperamos Dele. E eis que nesse meio, surge a figura de um rapaz que maltrata, desrespeita e desmerece o próximo.
Não quero falar sobre a mudança de religião e nem do ato que eu julgo imoral de permanecer como trabalhador num ambiente em que você desacredita. (Qual seria a credibilidade deste trabalho?). Mas quero apontar a falha como ser humano que trabalha na Igreja. Ele já agrediu, já desafiou e já mostram-se exemplos e mais exemplos de manipulação - óbvio, para que seu desejo fosse atendido.
Não falo do Padre. Falo de outro, daquele que conseguiu atrapalhar o equilíbrio de uma paróquia, que esqueceu de respeitar em reciprocidade e esqueceu que também é humano e também está sujeito a muito (podendo ser este bom ou ruim).
E trazemos então para um exemplo de empresa. Empresa é trabalhar em grupo - nenhuma quer saber de um cara que não consegue lidar com o outro. Empresa é cooperativismo. É somar e multiplicar, sempre ajudando, sempre unindo forças pelas bases para se estruturar o topo. E pode ser assim ali, na Igreja. Se você não consegue ao menos tratar seu companheiro de equipe, um cara que você depende para realizar tal serviço, como vai poder chegar a um cargo de liderança em que terá de coordenar e motivar um grupo inteiro?
Credibilidade de trabalho não diz respeito apenas ao que você faz, mas muito a quem você é.

E quem seria ele então?!

O bem maior, o bem maior... Deus é o bem maior dentro da Igreja, e devemos visar este bem maior, nos esquecendo do particular para cooperar no grupal. Na Igreja é assim, estamos todos lá na busca de respostas, de força e até mesmo apenas por estar, mas, em nenhum momento o que um quer atrapalha o que o outro pretende.

Deveria ser assim, a Empresa, a Equipe, a Igreja e o Padre controlando os meios para o bem maior.
Mas não foi.

24 de dezembro de 2012

Sobre os Pandas e Nós

Eu acho incrível, de modo conotativo, várias coisas, mas, em particular, o Urso Panda.
Acho incrível que haja nesse mundo um urso desta maneira, que não passe medo e que encha os olhares de carinho, que nos encha de coisas boas e aquela vontade de abraçá-lo e fazer "owwwwwn" várias e várias vezes seguida.
Acho incrível esse sentimento de benevolência que um urso possa causar no humano, porque o Panda é um dos poucos animais capaz de fazer isso depois de deixar sua fase filhote. E, ao pensar sobre isso, algo aqui em mim fica triste.
Meu pai às vezes diz que acha um absurdo que o homem cuide melhor de uma outra espécia que a sua própria, deixando ao relento crianças famintas e homeless. Eu acho a condição de deixar a própria espécie em estado degradante um absurdo, sem precisar da comparação. Mas não acho um absurdo pessoas que realmente se importam com outras espécies, que faça da sua vida um meio para tentar salvar e preservar, por exemplo, os pandas.
Fico triste que hoje seja assim, o homem em primeiro plano e depois os outros seres, como se houvesse a necessidade de cuidarmos apenas da gente e não se importar com os demais. Me dói o coração pensar naquelas famílias que adotam um cachorro e esquecem dele, abandonando-os. Acho sim que devemos pensar em nós, mas, em mesmo nível pensar naquele gato, cachorro, passarinho, peixe, tigre de bengala, mico-leão-dourado, baleia azul... Devemos pensar no nosso eco.
Na altura em que nos encontramos, não deveria haver palavras como "conscientizar". Já deveríamos estar conscientizados. Já deveríamos ser propícios a pensar no outro como parte de nós mesmo, porque assim é a natureza, tudo integrado, tudo encaixado, o imenso quebra-cabeça da perfeição.
Me deixa triste ser ovolacto-vegetariana e não vegana. É uma covardia de minha parte. Conheço todas as maldades, conheço todas as situações, e acho covardia minha. Me deixa triste não ter meios para adotar um puppy, não ser mais ativa nesse meio, não pensar nos pandas todos os dias.

Este post era para falar da grandeza de um urso panda, e terminou por ser da minha tristeza em tantas coisas que acho que não está certo neste mundo. Mas acho incrível os ursos pandas, eles são lindos, pelos sentimentos que eles me causam e não apenas pelas aparência dele.





7 de dezembro de 2012

interesting point

E, de novo, terminou o primeiro ano. Engraçado como as coisas são: o primeiro primeiro ano, agora, me aprece jamais ter acontecido. Será que é assim mesmo, que é verdade que as coisas ruins realmente parecem nunca terem de fato acontecido?

Mas passou. Os dois. E ano que vem serei veterana, novamente, e o serei ainda por muitos longos 4 anos. Bons 4 anos. Aprecio que este curso seja assim, meio longo, porque, daí, quando chegar ao fim, não me soará como se nunca tivesse acontecido.

Porque a premissa ali em cima é verdadeira, e sua conclusão só pode ser verdadeira. Isso eu aprendi quando era veterana e me ajudou muito em muitas construções textuais.

E me ajudou na vida também.

O que é bom prevalece, de alguma forma.

Bonito 2012.

12 de novembro de 2012

Todos Vigaristas

É triste.
Uma porção destas coisas, na verade, é de fato triste. É triste perceber que uma entidade que visa o conhecimento e que proporciona milhares de artigos científicos para o mundo acadêmico seja simplesmente ferro e fogo e que deve ser assim, quem não for de acordo, será cortado, perdendo laboratório, aulas e até recebendo propostas para se aposentar mais cedo.
É tudo muito estranho porque a ciência possui divergências de pensamentos, e, agora, parece-me que todos querem coagir para uma única linha, sem perceber o incrível feito com todas as possibilidades.

E tem uma série de fatores que me entristecem. A falta de cirticidade e a falta de capacidade de poder compreender uma opinião diferente da sua, e a ignorância do conhecimento e das coisas de tudo.

Acho que fiquei velha - ou crente demais que um ponto de vista possa ser exposto tranquilamente, independente se você realmente acredita naquilo ou não. Eu entendo o lad dele, entendo mesmo, e me sinto comovida - mas não é o que tenho para mim. Mas eu compreendo e dou a ele todo o suporte para se expressar, afinal, posso não concordar com o que você diz, mas lhe doou todo o direito de dizê-lo (ou algo muito semelhante a isso).

Não dá ara ser assim, tudo no é ou não é. Porque se for, sempre o é, mas se não é... nunca haverá questionamentos.

É extremamente triste.
a um professor da USP-RP,
que nos disse que biólogos moleculares
são vigaristas

20 de setembro de 2012

Meus heróis morrerem de overdose

- Eu vou morrer?
- A sua última aventura, meu querido. Como haveria de não ser? Você é inconstante, cheio de mudanças e vai fechar todas as suas variações com a mais dramática e oposta a tudo! É sua última trnasformação, sua última maior aventura de todos os tempos. Como haveria de não ser? Os bons se vão cedo como forma de eternizar... e você, garanto, já se eternizou há muito tempo. Agora é apenas aquela segunda chance que todos têm: sua segunda chance de se radicalizar.

Ao Cazuza

18 de agosto de 2012

canção de ninar

Agora será um alívio saber que não será você mais o motivo de todos os meus choros. Não será você, será esse meu sistema nervoso autônomo que através das vias eferentes do simpático e parassimpático formará e secretará cada lagrima de mim, respectivamente.E nunca mais em minha vida, será você.

*estudando fisiologia do sistema nervoso e me vêm essas coisinhas :D

10 de julho de 2012

Acho que o amo demais, mas num tanto que agora é irreversível.

9 de julho de 2012

oxigenious

by Gregory Shelukhin & Tanya Rudenko
Você me disse uma vez que não chorava. Não sei por que não chora, não me importa ou incomoda. Chora quem quer, e assim se seca também. Todos possuem almas, e almas extravasam de vez em quando e de vez em nunca a sua não o faz, pelo visto. Ouvi apenas dizer, como numa fofoca, como nuns burburinhos, vindos todos da sua boca, mas apenas ouvi dizer, numa roda-roda de conversas e pinturas.
Tem gente que é feita de aquarela e esta só se pinta com água. Águarela.
Acho que você não do tipo que se pinta, deve ser daqueles exemplares sem cores.

Deste jeito você nunca terá uma edição de luxe.

4 de junho de 2012

not like it

Será que todos já tiveram aquela sensação de queria ser diferente?!




[quisessem que tivesse sido apenas assim; um vento que dá leveza no olhar e leva longe, mas pode trazer de volta. e quiseram tanto que não foi e não será. não se pode mudar. o vento foi forte e estragou tudo. metaforicamente. ou não. é dispersão. nada tem haver com nada. talvez seja o egoísmo. e que olhos fossem para sempre dela. ou melhor. que tivessem sido somente dela. o medo traz pesadelos. e nem são à noite. são constantes. iniciantes. não se pode condená-los. insegurança. os olhos dos outros são serpentes. às vezes trazem junto a tentação. não se deve tentar ninguém. mas pode acontecer. aparece uma flor e aí se venta mais forte mudando um rumo. não querem mudanças de rumo. e o que não se quer se é temido. é dispersão. não tem metáfora. por quê? não há conexão com absolutamente nada. fecha a cara. não se quer. ao contrário]

7 de maio de 2012

beautifull Weasley girl

Os nossos mundos eram paralelos, mas retas paralelas se encontram no infinito. E somos hoje o infinito.

(Potter, J.S.)

a sweet kind of perception

Pai,

lembra de quando eu era pequenina e pedia para o senhor me contar as histórias antes de dormir?! E, sabe Deus o por quê, adorava aquela história do pequeno polegar. E gostava da hora da judiação, com o Danilo e o senhor vindo até mim para me fazerem cosquinhas... e era uma sessão de tortura na verdade. Eu lembro de quando acordava onde hoje é o seu quarto e lá tinha uma tv, uma cômoda, uma cama e um berço. Achava aquele quarto enorme, achava a sala enorme, achava o box do banheiro uma piscina.

A minha imaginação naquela época era enorme, com não só um amiguinho imaginário, mas 3, todos eles com variações de "nomes" de stinck (stink, stonk, stank). O Stink era o bobinho e eu gostava dele, mas fazia de tudo para que ele percebesse o quão bobo era. O Stonk era maldoso;  não gostava dele, mas me ajudava nas brincadeiras contra o Stink. O Stank aparecia só de vez em quando e nem participava muito das brincadeiras.

E a minha imaginação era de fato grande.

E eu era muito pequena.

E aí eu cresci, cresci tanto que ocupei no físico parte da minha imaginação e do quarto, box e o berço nem mais está aqui. Mas tudo bem.

Tudo bem mesmo.

Cresci e ainda estendo a mão para o senhor me ajudar a atravessar a rua em segurança - e como você me ajudou! Atravessamos certinho, de um lado para o outro, juntos. Você me disse que eu poderia ir, colocar o primeiro passo na rua e, cuidadosamente, atravessar. Eu fiz isso, pai, você se lembra?! Atravessei e por muito tempo fiquei parada no meio da rodovia à mercê do trânsito, de fluxo inconstante, de mão dupla. Chamei por você e você já estava do outro lado.

Não por negligência. Você me ajudou até ali, não é?! Agora eu teria de continuar sozinha, mas não importa para onde, porque você sempre estaria um passo à frente para me guiar. E eu te chamei e você me estendeu a mão lá da outra sarjeta. Olhei para os lados e tive segurança para terminar. E eu terminei.

Discutiremos muito quanto a demora da travessia, da quantidade dos carros e como a calçado do outro lado não possui a melhor topografia. Mas tudo bem... está tudo bem, pai. Posso falar de muitas coisas sem qualquer propriedade, mas sempre falarei para você.

Dos planos que você traçou quando me viu pela primeira vez eu não sei, porém, te digo com firmeza que os meus planos agora estão sendo traçados por mim de novo - e desta vez eu prometo que são pra valer.

Obrigada por me deixar desistir quando não tinha mais como prosseguir.

Com carinho,
Sua Filha.

2 de maio de 2012

From Jammie.

Muitas coisas não serão entendidas por nós. Eu não me importo, Dominique. Não me importo de viver ao seu lado no buraco do desentendimento, porque, afinal, para quê desfazer?! Entender é consertar, colocar no eixo, pôr em cronologia o antes e o depois, e, quer saber?!, entre a gente não há nada disso, não há lógica, não há antes e nem depois. Sempre o é apenas. E somos, e como somos porque somos. Pois então sejamos nós aqui, nessa gelada madrugada onde você me diz ser Londres, nessa roda gigante tão lenta que me faz pensar, em pensar na minha coragem e na sua complacência.
Ambos fugimos, Dominique.
Muitos dizem que você fugiu da família, mas quem o fez fui eu. Eu fugi de lá porque eles me prendiam à carne de James Sirius Potter, quando ao seu lado sou apenas eu, muito mais evoluído, muito mais completo comigo mesmo. E muitos dirão que eu fugi por causa de você e que você me levou a isso, a dar às costas para um mundo, fazendo charme e me fazendo apaixonar por você. Mentira. Você não faz charme. Teddy se apaixonou por você por causa dele, seus cabelos, seus olhos, sua pele sem sardas. Sem Weasley. Eu não sou apaixonado por você, não há sentimento dentro de mim por você. Por quê?! 
Porque sou com você.
- O rio brilha diferente daqui de cima.
- Brilha mesmo.
E eu nem falo do rio. Você combina com tudo isso deles, com toda a não-magia, e você se encanta com as leis naturais e sociais deles, com os prédios, com os carros, com os livros antigos escritos em máquinas estranhas. E eu vivo tudo isso agora. Você brilha neste céu noturno, neste ar gelado e condensado que sai de nossas respirações, sob todos os casacos, cachecóis e luvas que está usando. Seus olhos brilham, Dominique querida, brilham nessa névoa ciano deles, nesse vento de loura platinado e enferrujado de seus cabelos, e você fulgura muito mais que um rio de margens escuras à noite, e essas estrelas, e essa luz, e essa Londres.
Talvez seja pelo único plausível motivo de vocês se encaixarem.
- Jammie?!
- Sim?!
Você me sorri e claro que eu a beijo. Você não é de falar, apenas de brilhar e sorrir. E eu de beijá-la e divagar.


9 de abril de 2012

Weasley, D.

Quantos anos já se passaram desde aquele dia em que te esbocei pela primeira vez? Quantos foram os dias em que você me tirou o sono para pintar e bordar em cima de seus fios loiros platinados e enferrujados?! Procurei na exatidao de algumas palavras algo emlhor para descrever seus olhos, mas o ciano sempre me cativou mais, tornando-se repetitivo nos textos, nas frases, em suas descrições.
Mas você sempre me foi linda.
No começo era rebelde, mas, aos poucos, fui te moldando, podando todas aquelas características grosseiras e te deixando límpida, serena... sempre te imaginei com aqueles raios de sol que ofuscam os olhos, que suas cores eram ensolaradas, sua pele extremente branca, longe de quaisquer sardas. Posso perfeitamente ver aos seus olhos, tao calmos e longe de culpas, arrogâncias, julgamentos. Você não julga porque isso não é preciso. Cada um sabe de si e você sabe de si mesma, mesmo que os outros não entendam.
Você não se apega. Não por medo. Não por indiferença. Apenas não foi feito para você essa compaixão, esse quê de sentir o outro. E você também não se sente, e isso não é triste. Você sempre está em paz.
Lembra daquele coelho?! Foi seu tio que te deu e você o devolveu porque não entendia como um outro ser poderia depender tanto de você. Isso não é frieza, é coerência. Talvez seja uma leve empatia o que você sente, eu também não sei afirmar.
Eu tinha elaborado o seu contexto, seu caminho. Mas algo não encaixava. E agora se encaixa. James, Teddy e até mesmo Albus. Já sei como encaixá-los na sua estória, sem agredi-la, sem corrompê-la. E a você também.
E o seu pós, suas divergências, você cresceu, Dominique. E como cresceu em mim. Ainda a tenho aqui em mim, e para sempre estará. Minha linda e querida personagem que mal existiu num Epílogo.