Eu só perdi o jeito.
De dizer sim, de sorrir.
De me deixar permitir.
Perdi esse jeito de querer abraço
E doar sorrisos
Diante do medo não escasso
De não ter um paraíso.
Desculpe pela guilhotina.
Mas quando vi,
Sua cabeça já era parte da minha sina.
29 de abril de 2015
26 de abril de 2015
11 de abril de 2015
Por você
O equilíbrio de energia é tão tangível agora. Te vejo a cada segundo abrir um sorriso que bem eu sei - e consigo ler nessas entrelinhas esse pequeno instante em que ele te ganha na mente. Uma lembrança de algo que ele sabe que você é assim, desse jeito, singular que além de te fazer única como ser, te faz única como conjunto. Um conjunto de coisas que a muitos é igual e junto em você é tão particular. Um particular momento de segundo naquela passado que você olhou e não viu o que ficou suspenso no ar. Seria o tempo isso? Mais que unidade, mais que físico, mais que universo, que vai se movendo e entendendo o invisível que ficou cravado e caminhou pelo espaço para chegar nesse instante?! Esse instante em que você recolhe a mão da mesa poque teme que o verdadeiro e legítimo contato mais íntimo de uma menina seja feito? As mãos são nossas magias. Com as mãos transferimos nosso cuidar para o físico, tocando e fazendo carinho, puxando alguém para caminhar junto com a gente. (Se ela estiver para trás, puxamos para apressar ou para não perder as pegadas; se ao lado, seguramos para sermos juntos. Se à frente, empurramos). Com as mãos secamos lágrimas, compadecemos, enchemos nosso coração de Amor e tocamos a face, o ombro... ou, ainda, trazemos para perto do peito num confortável abraço. Deixe ele segurar sua mão, querida. Deixe que esse invisível mais concreto aos olhos seja sustentado pelo tempo, se propague, dilate e se encaixe - e eu não me importo com o equilíbrio de força se você assim continuar feliz.
Para a Queridinha Indie
da minha vida
9 de abril de 2015
esqueci quem era
a gente esquece.
esquece que hora acordou, que hora foi dormir.
esquece do sonho assim em que se levanta,
esquece que foi embora,
que horas era a psicóloga.
esquece do que comeu
e tem gente até que esquece se bebeu!
a gente esquece do presente, do aniversário, do restaurante em que a gente foi naquela noite, do passado.
esquece se já foi, se não voltou, se deveria nem ter ido.
esquecemos das piadas, das risadas, das palavras viradas.
e eu esqueço de você.
progressivamente.
um pouco mais de esquecimento para um pouco menos de sentimento.
esquece que hora acordou, que hora foi dormir.
esquece do sonho assim em que se levanta,
esquece que foi embora,
que horas era a psicóloga.
esquece do que comeu
e tem gente até que esquece se bebeu!
a gente esquece do presente, do aniversário, do restaurante em que a gente foi naquela noite, do passado.
esquece se já foi, se não voltou, se deveria nem ter ido.
esquecemos das piadas, das risadas, das palavras viradas.
e eu esqueço de você.
progressivamente.
um pouco mais de esquecimento para um pouco menos de sentimento.
6 de abril de 2015
"Uma vaga promessa da certeza de que futuro nos encontrará juntos"
É uma segunda-feira repleta de emoções, minha cara. Sei que a amo e sei que não a tenho. Pois bem, meu querido, também sei disso. Um coração que explode ao mínimo toque dos seus olhos dentro da minha alma não pode ser um sentimento preso ao tempo. Precisamos de mais espaço, de uma dilatação. Precisamos de algum resquício de certeza de que outros tempos, para nós, então virão. Você consegue sentir minhas mãos? Suam quando você se aproxima... E eu danço ao seu lado para que você me veja no ar em que respira, para que me sinta nesses olhos que tanto sei de cor cada traço de cor. São castanhos os meus, querida, e assim são os seus - e tão diferentes eles nos fazem ver. Te vejo numa roda de ciranda procurando a minha companhia. Te vejo perdido sem a mim em seus dias. São longos. Não somos agora. Tem espaço para tudo, meu amor, tem espaço para uma vida, mas agora - e você me sorri enquanto eu choro sem perceber - não há dilatação de nós. Precisamos ser únicos a sós. Mais do que ambos possamos imaginar.
Para vocês,
meus queridos.
31 de março de 2015
Cartas de um Futuro Bom
Sabe, Filho,
essa dor aí uma hora passa, viu?! Vai durar ainda por alguns dias e haverá outros em que você se sentirá estranho porque todos aqueles sentimentos não existirão mais. Uma vaga lembrança. E aí, se você for como eu, vai poder analisar a situação e ter conclusões lógicas e lineares, mas já aviso de antemão que podem demorar alguns anos, como uns 5 ou 8 anos.
Eu sei, é muita coisa, só que outras tantas coisas acontecerão com você nesse período - e tudo bem se você não estiver atento. O que nos é importante sempre brilha mais aos olhos desaguçados.
Filho, hoje você é jovem e assim o será por muito tempo, mas conforme nós caminhamos nessa juventude, vamos aprendendo qual pedra deve ser atirada e quais delas devem ser guardadas. Existe uma natural evolução nesse negócio de ser jovem. Aos 15 somos muito jovens e todos os sentimentos à flor da pele, queremos nos entregar de cabeça em todas as relações - amizade, amor, sexo, família, lazer - e, depois, a gente mergulha em outras - futuro, planos, faculdade, trabalho, dinheiro. E, sim, visamos o encontro com aquela pessoa, aquela única pessoa que nos fará ser exponencialmente melhores do que já somos. Aquele ser unique que nos fará transbordar e nos ensinará a ser cautelosos em nossos riscos. Por que ela vai nos travar? Não. Porque aprendemos a ser prudentes para não ferir o outro.
Não ferir seus sentimentos. Suas expectativas. Sua liberdade.
E isso não é se anular, querido. Isso é perceber a amplitude do Ser. O quão grande somos quando encontramos o par - e se em algum momento o sentido disso tudo acabar, quando você não mais se ver transbordando, apenas tentando chegar no limiar da felicidade, então tudo bem recuar. Tudo bem dizer que não tem mais motivos; você pode mudar a direção sozinho. Sim, às vezes pode ser que o outro saia ferido, mas que sentido há quando não mais dão as mãos porque querem, e sim porque é convencional?
Seja feliz, meu Filho. Aproveite cada etapa, cada caminho, cada escolha. Batalhe, sim! Mas não se permita a infelicidade por uma promessa de que o objetivo será seu auge. Quando atingimos algo, procuramos outros - e se assim somente for a felicidade, então nunca seremos felizes. O ser humano não foi feito para estar satisfeito durante a vida.
Minha satisfação é ver você e seus irmãos crescendo e se realizando, sendo gente com os outros e gentis. Seja gentil, meu Filho.


27 de março de 2015
Da potência de estar com você
Devo dizer que eu odiava a grama, aquele Sol forte na minha cara e aquele monte de bichinho que chegava perto da gente. O pinicar debaixo das minhas costas, as formigas que eram atraídas pela nossa comida e ficar sem sapatos perto de você. Meu cabelo que ficava sujo, minha roupa que ficava cheia de grama, suas costas que ficavam cobertas de lama.
Odiava com todas as forças.
Com toda a leveza dos seus dedos passeando sobre os meus cabelos. Com toda delicadeza do seu respirar debaixo da minha cabeça, com todo o aconchego que você fazia meus olhos se fecharem. Com toda a paz que sua voz me dava, com aquela melodia que a gente cantava, com a sua tácita adimiração em me ver entretida com uma revista que você julgava chata. Com toda atenção que me dava quando eu falava do Francês; com todo calor que me fazia sentir só por me falar, ao pé do ouvido, que eu era demais - por todo o mês.
Com todo o calor que me fazia aquecer mesmo em dias de frio, mesmo em noites quentes, mesmo em tardes amenas.
Devo dizer que te amava com toda a intensidade que você me olhava, com toda a propulsão de correr quando você não mais estivesse ali.
Corri sem nunca olhar para trás.
Odiava com todas as forças.
Com toda a leveza dos seus dedos passeando sobre os meus cabelos. Com toda delicadeza do seu respirar debaixo da minha cabeça, com todo o aconchego que você fazia meus olhos se fecharem. Com toda a paz que sua voz me dava, com aquela melodia que a gente cantava, com a sua tácita adimiração em me ver entretida com uma revista que você julgava chata. Com toda atenção que me dava quando eu falava do Francês; com todo calor que me fazia sentir só por me falar, ao pé do ouvido, que eu era demais - por todo o mês.
Com todo o calor que me fazia aquecer mesmo em dias de frio, mesmo em noites quentes, mesmo em tardes amenas.
Devo dizer que te amava com toda a intensidade que você me olhava, com toda a propulsão de correr quando você não mais estivesse ali.
Corri sem nunca olhar para trás.
24 de março de 2015
Sobre o que adiante nunca vai acontecer
A gente se topou meio em tropeços numa tarde já meio fria daquele meio de junho. Em meios há tantos anos já passados. Fiz as contas meio por cima, meio que para saber se você já estava meio que perto daquela idade que outrora eu tivera quando nós dois, ambos, meio que nos gostamos. A sua barba ainda era meio rala e podia ver meia tatuagem sua escapando pelo braço. Seu cabelo estava despenteado inteiramente igual àquele tempo. Meio estranho que você ainda me parece meio com aquele garoto-homem que tanto me pôs no meio dos meus preceitos.
"Tô sem tempo, super atrasada, mas, toma" estendo o cartão "me liga, por favor".
Estranho que você ainda continua meio que ansioso e, sete passos depois, meu celular começa a tocar tanto freneticamente que eu esqueço que tô partindo.
Anos voaram e alguns outros entraram aonde você meio que estava. Onde exatamente você estava enfim? Meus planos, cumpriram-se todos e tenho meu nome em alguns livros, alguns artigos e até escrevo mensalmente em um jornal. Corro de canto à canto para dar conta da agenda, minha casa fica fechada a maioria dos dias da semana, meu gato hoje mora com os meus pais e sinto no olhar dele o ressentimento do abandono. Meu cachorro já não: se abana todo para mim, querendo me lamber, me morder, me pôr debaixo de suas quatro patas quando chego para levá-los para casa.
Não, meu caro, não casei, não namoro, tenho alguns pretendentes. Fechei-me dessa vontade quando te vi me partir e me deixando no meio termo de uma relação que prometemos ser promissora.
Mas tudo bem. Eu meio que sei lidar hoje com toda essa carga sentimental, e às vezes eu meio que lembro de você e meio que imagino em que ponto dos seus planos você deve se encontrar. Achou a garota certa no momento certo? Porque essa garota certa aqui, hoje já mulher, hoje já estabelecida, continua no momento errado no seu time de vida. Não, ainda não sei jogar sinuca, mas me entretenho ainda mais com Sudokus e problemas de lógica. Tenho estudado Física Mecânica para meu próximo livro e hoje já sou faixa preta em jiu-jitsu, além de também pintar, desenhar e rabiscar algumas paredes do apartamento.
Desculpa, mas eu meio que tenho pressa. A vida me pôs a pressa que eu quis tirar de você. Agora vou assim, de aeroporto em aeroporto, de cidade em cidade, meio que tendo uma meia-vida, meio que conseguindo um meio tempo, meio que fingindo que ainda falta alguma coisa.
Bonita a sua tattoo.
Passe bem.
"Tô sem tempo, super atrasada, mas, toma" estendo o cartão "me liga, por favor".
Estranho que você ainda continua meio que ansioso e, sete passos depois, meu celular começa a tocar tanto freneticamente que eu esqueço que tô partindo.
Anos voaram e alguns outros entraram aonde você meio que estava. Onde exatamente você estava enfim? Meus planos, cumpriram-se todos e tenho meu nome em alguns livros, alguns artigos e até escrevo mensalmente em um jornal. Corro de canto à canto para dar conta da agenda, minha casa fica fechada a maioria dos dias da semana, meu gato hoje mora com os meus pais e sinto no olhar dele o ressentimento do abandono. Meu cachorro já não: se abana todo para mim, querendo me lamber, me morder, me pôr debaixo de suas quatro patas quando chego para levá-los para casa.
Não, meu caro, não casei, não namoro, tenho alguns pretendentes. Fechei-me dessa vontade quando te vi me partir e me deixando no meio termo de uma relação que prometemos ser promissora.
Mas tudo bem. Eu meio que sei lidar hoje com toda essa carga sentimental, e às vezes eu meio que lembro de você e meio que imagino em que ponto dos seus planos você deve se encontrar. Achou a garota certa no momento certo? Porque essa garota certa aqui, hoje já mulher, hoje já estabelecida, continua no momento errado no seu time de vida. Não, ainda não sei jogar sinuca, mas me entretenho ainda mais com Sudokus e problemas de lógica. Tenho estudado Física Mecânica para meu próximo livro e hoje já sou faixa preta em jiu-jitsu, além de também pintar, desenhar e rabiscar algumas paredes do apartamento.
Desculpa, mas eu meio que tenho pressa. A vida me pôs a pressa que eu quis tirar de você. Agora vou assim, de aeroporto em aeroporto, de cidade em cidade, meio que tendo uma meia-vida, meio que conseguindo um meio tempo, meio que fingindo que ainda falta alguma coisa.
Bonita a sua tattoo.
Passe bem.
22 de março de 2015
20 de março de 2015
Are you okay, Annie?¹
Estive pensando sobre a gente e em como tudo mudou.
A mim não parecia haver mudanças; era como se conseguíssemos, ao longo de todo esse tempo, ir aumentando e afrouxando o cotidiano e a amizade. Como se fôssemos hábeis o suficiente para tornar qualquer eixo de mudança nossa nova zona de conforto.
Só que longos anos se passaram, outras pessoas surgiram e se fizeram tão importante quanto e nossos encontros se tornaram sazonais, às vezes quase que antecipados a um eclipse. Raros acontecimentos da natureza. O eclipse, a gente junto, a gente andando no mesmo compasso da vida.
Em muitos momentos vocês estiveram alguns passos à minha frente e mudaram de direção sem nem ao menos esticarem as mãos para me puxarem. Bobagem a minha pensar em que vocês deveriam me levar junto. Ingenuidade a minha acreditar em que sempre teríamos os mesmo caminhos.
Hoje um ponto a mais se abre e se ilumina diante de mim e entendo, na taxa absurda de compreensão imediata, que nada é assim. Um tempo-espaço-realidade foi então necessário coincidir para que todos nós nos conhecêssemos, rirmos, chorarmos e criarmos a mutualidade tácita da lealdade profunda. Foi necessário apenas um instante na vida de cada um para que ocorresse a improvável colisão de vidas e invariavelmente a aceitação intrínseca para ficar.
Um único instante dentre tantos que acontecem na vida de todo mundo a todo segundo para que a amizade fosse laçado, entrelaçada e atada. Pois, atamos. E só isso. Nada mais é necessário para que ela prossiga. Hoje não precisamos mais de espaço físico rotineiro. Não precisamos mais de dia-a-dia para saber se estamos em mesma instância bem.
O caminho em trilhas separadas gera a diversidade de momentos que nos fazem livres para seguir longe, bem longe, mas ligadas sempre por aquele instante hoje já perdido nos nossos 10 e poucos anos. Lembram da nossa prepotência? Das nossas certezas acerca da Vida, Homem e Liberdade? Álcool, Meninos e Nós Mesmas?! Das nossas metafísicas tão óbvias, certas e retas?!
A Mudança começou aos poucos e fomos nos moldando a cada uma dela. Em alguns momentos eu estive lado a lado, em outros, para trás e hoje em outra direção. Vejam: estou seguindo para aquele lado, ok?
¹ Smooth Criminal, Michael Jackson - ao som de 2cellos.
Photo from weheartit.com
17 de março de 2015
About Hawking
"...era exatamente assim. Você me apertava aos poucos pelos olhos e me consumia num ato só até me minimizar a um único ponto sólido no espaço. Fazia assim sob a chance de sentir o puxão, a gravidade em sua máxima que atrai tudo ao seu redor para um único ponto sólido. Você me diminuía... não em minha personalidade, pensamentos ou coisas parecidas. Não era negativismo. Não era abusivo.
Era físico. A Física. Você e eu entrelaçamos essas nossas metas para que orbitássemos sempre um no outro, um sugando o outro para dentro de si.
Você e eu nos fazíamos, mútuo e silenciosamente, buracos negros".
Era físico. A Física. Você e eu entrelaçamos essas nossas metas para que orbitássemos sempre um no outro, um sugando o outro para dentro de si.
Você e eu nos fazíamos, mútuo e silenciosamente, buracos negros".
16 de março de 2015
É uma avalanche.
Você ainda não sabe porque são os pequenos e miúdos flocos de neve que descem pela encosta.
É uma avalanche.
E você não sabe porque não vê o rolar de acontecimento em concordância.
É uma avalanche,
Porque eu vejo grande. Vejo o que tudo isso pode vir a ser.
Tornar-se.
Eu sou a avalanche.
Você ainda não sabe porque são os pequenos e miúdos flocos de neve que descem pela encosta.
É uma avalanche.
E você não sabe porque não vê o rolar de acontecimento em concordância.
É uma avalanche,
Porque eu vejo grande. Vejo o que tudo isso pode vir a ser.
Tornar-se.
Eu sou a avalanche.
7 de março de 2015
Say Something: I´d have killed both of us.
Preciso contar uma coisa. Uma coisa que eu não deveria contar - nunca.
Você se livrou de uma espiral de coisas profundas e devastadoras. Você se livrou de um karma que sabe Deus por que existe. Você se livrou de uma bagunça danada, de uma bagunça que não tem nem como arrumar.
Uma bagunça obsessiva.
Eu ia te engolir junto, te colocar lá no fundo e te asfixiar. Eu ia arrancar o ar de seus pulmões e então te colocaria na mesma posição - te abandonaria pouco a pouco porque preciso me sufocar sozinha e aquele espaço você já teria tomado.
Eu te livrei de morrer da pior forma - matando seus sentimentos um por um, e distanciando os meus para uma coisa ruim. A autodestruição, obviamente, pertence só a mim - e faria tudo isso para que ela voltasse a ser só minha.
Te livrei de mim.
Assim é melhor; acredite.
Você se livrou de uma espiral de coisas profundas e devastadoras. Você se livrou de um karma que sabe Deus por que existe. Você se livrou de uma bagunça danada, de uma bagunça que não tem nem como arrumar.
Uma bagunça obsessiva.
Eu ia te engolir junto, te colocar lá no fundo e te asfixiar. Eu ia arrancar o ar de seus pulmões e então te colocaria na mesma posição - te abandonaria pouco a pouco porque preciso me sufocar sozinha e aquele espaço você já teria tomado.
Eu te livrei de morrer da pior forma - matando seus sentimentos um por um, e distanciando os meus para uma coisa ruim. A autodestruição, obviamente, pertence só a mim - e faria tudo isso para que ela voltasse a ser só minha.
Te livrei de mim.
Assim é melhor; acredite.
15 de fevereiro de 2015
"... as mãos dadas que não demos tantas vezes e eu podia sentir seu frenesi fluir pelos dedos longos. E finos. Você odiava tudo aquilo, aquela formalidade desenfreada de pessoas amantes e enamoradas. Você queria algum tipo diferente de romance que não envolvesse segurança, mãos dadas e olhares de cumplicidade. Você queria o jogo. A defesa, o ataque e a tática. Queria o mistério, o enredo e os detalhes. A imagem caótica repleta de objetos e tentativas vãs de encontrar algo diferencial. E eu só queria poder fazer aquilo: segurar sua mão, mesmo com todos os seus êxitos em se esquivar."
29 de janeiro de 2015
Eu sabia que ela gostava de mim.
Sabia porque ela segurava minha mão tão rápido quando assistia aos filmes românticos que me distraia. Seus dedos longos cingiam a minha palma com tanta delicadeza que sentia ali, pelo leve movimento circular de seu dedão, que ela gostava de mim.
Sabia porque ela se emocionava. Muito. Quando qualquer casal perto de nós fizesse qualquer gesto de carinho - e imediatamente meus olhos buscavam os dela só para vê-los marejados e seu sorriso expandir e, invariavelmente, eles estavam me encarando com um brilho especial. Ali eu sabia que ela gostava de mim.
E também tinha o fato de ela saber de cor cada gosto meu e ter uma criatividade infindável para me apresentar cada coisa de uma maneira nova, com o mesmo sorriso, com o mesmo olhar fulgurante, com a mesma mania de me dizer, instintivamente, que gostava de mim.
19 de janeiro de 2015
26 de dezembro de 2014
Abaixa a sua bola que eu não caio nessas suas armadilhas.Abaixa o seu nariz que as suas palavras sempre soaram camufladas para mim
- e,
por favor,
pelo seu bem e pelo meu,
não direcione qualquer julgamento.
Você não
tem nada haver com os fatos,
com as ideias e
nem direito algum de levantar suposições.
Não sei o que foi.
Não sei se foi assim,
se foi assado,
se foi Deus.
Não engulo,
não digiro,
não vou ser companheiro.
Ao meu lado não tem espaço mais.
Acabou
- e faz tempo.
Vire as costas
e segue seu rumo
bem longe de mim.
14 de dezembro de 2014
Deixe-me esclarecer uma coisa antes de continuar com essa falação toda:
eu fechei a porta.
Quando saí por ela, não a deixei aberta para que todos possam entrar e sair ou ficar parados no batente dela. Eu fechei. Ninguém sai. Tão menos entra - e já impossibilitei a terceira opção. E, para ser extremamente sincera, não fechei ninguém para dentro: deixei a todos do lado de fora, e ali permanecerão enquanto eu quiser.
Não deixarei ninguém invadir meu espaço e nem me forçar a sair dele. Eu prezo ele. Eu gosto. Eu protejo. Eu mordo. Luto com unhas e dentes e olhares malignos.
Ninguém entra, ninguém mais sai.
1 de dezembro de 2014
Dear,
tem todos esses pores do Sol que presenciamos.
(Cada qual de seu lugar.
Cada qual do seu).
Temos todas essas coragem, de correr um longe do outro,
nesse eterno pega-pega de olhos vedados.
(E vamos correr ainda mais,
porque minhas aguentam.
As suas são mais compridas).
O que faremos quando acabar?
O que será de nós quando nos alcançarmos?
O que seria de nós
se nada disso nunca tivesse acontecido
(Necessidade)?
De desespero.
De um amor.
De um olho coberto (por uma árvore, um vento, um sopro e uma folha).
De um. Ao outro. Reto. Quieto. Casual.
Tem Sol aí?
Aqui tátudo iluminado.
Tátudo coberto de nós.
Vem aqui ver.
tem todos esses pores do Sol que presenciamos.(Cada qual de seu lugar.
Cada qual do seu).
Temos todas essas coragem, de correr um longe do outro,
nesse eterno pega-pega de olhos vedados.
(E vamos correr ainda mais,
porque minhas aguentam.
As suas são mais compridas).
O que faremos quando acabar?
O que será de nós quando nos alcançarmos?
O que seria de nós
se nada disso nunca tivesse acontecido
(Necessidade)?
De desespero.
De um amor.
De um olho coberto (por uma árvore, um vento, um sopro e uma folha).
De um. Ao outro. Reto. Quieto. Casual.
Tem Sol aí?
Aqui tátudo iluminado.
Tátudo coberto de nós.
Vem aqui ver.
Ain´t nothing here to "all in"
Vamos fazer isso direito.
Você precisa deixar que eu entre, domine e te faça meu império particular. Não temos outra opção caso realmente queira que as coisas aconteçam de forma linear e correta. Você precisa me deixar tomar essas rédeas e, aí, você dorme. Deita a cabecinha no travesseirinho e dorme.
Eu sou o melhor para este cargo, e a frieza pode enxergar muito além. Vamos deixar a paixão de lado por um segundo e olhar somente os fatos, sem esse brilho excessivo da concorrência (que, verdade seja dita, me enjoa). Vamos analisar tudo pela probabilidade, aumentar a aposta quando for conveniente e sem causar qualquer expressão facial de euforia para não estragar a rodada.
Esse sorriso nunca é bom. Você precisa se despir dessa ansiedade e dessa vontade tempestuosa de querer ser sempre a mais limpa das verdades.
Isso estraga o charme.
Estraga a brincadeira.
Rompe as estratégias.
Seremos, a partir daqui, um único profissional, unidos e sob o meu comando.
Isso. Obrigado por me deixar entrar. Agora vamos às cartas.
Você precisa deixar que eu entre, domine e te faça meu império particular. Não temos outra opção caso realmente queira que as coisas aconteçam de forma linear e correta. Você precisa me deixar tomar essas rédeas e, aí, você dorme. Deita a cabecinha no travesseirinho e dorme.
Eu sou o melhor para este cargo, e a frieza pode enxergar muito além. Vamos deixar a paixão de lado por um segundo e olhar somente os fatos, sem esse brilho excessivo da concorrência (que, verdade seja dita, me enjoa). Vamos analisar tudo pela probabilidade, aumentar a aposta quando for conveniente e sem causar qualquer expressão facial de euforia para não estragar a rodada.
Esse sorriso nunca é bom. Você precisa se despir dessa ansiedade e dessa vontade tempestuosa de querer ser sempre a mais limpa das verdades.
Isso estraga o charme.
Estraga a brincadeira.
Rompe as estratégias.
Seremos, a partir daqui, um único profissional, unidos e sob o meu comando.
Isso. Obrigado por me deixar entrar. Agora vamos às cartas.
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