27 de maio de 2011
22 de maio de 2011
17 de maio de 2011
11 de maio de 2011
Pega-me pela mão e carregue-me por onde for. Não me importo por onde seja e como seja, desde que seja de alguma forma.
Há muito, realmente, não entendo mais destas coisas, de querer de volta um sofrimento. Mas sofrer, verdade, pode até ser uma virtude, uma qualidade - não o sofrer em si, mas o saber sofrer. Não ria de mim, pois digo a verdade, e você compactua comigo nisso tudo. Você me ensinou a tudo isso, fez-me aprender a sugar tanto uma pessoa e criar tantas imaginações e miragens até conseguir perdê-la.
Você me ensinou o que é a dor em meu estado. Ensinou-me o que é sofrer - de forma digna. E até me humilhar desta maneira também.
São virtudes aversas, olhadas do outro lado do espelho.
Quero sim - e espero! - que em algum momento voltemos a nos deparar em nossas vidas. Parte de mim desejar sofrer - e como não sofrer em algo que já sei como termina?! É um detalhe, então, acho eu agora, esse negócio, de dor. Doer. Um detalhe que traz tantas coisas: uma nova armadura, uma nova maneira de chorar, uma nova maneira de amar. Uma outra maneira de se manter - nem tão nova assim.
Viu o que você me fez? Fiquei confusa. Não sei mais se quero sofrer - por favor, deixe minha mão sozinha por um instante, ela precisa descobrir de uma vez se aguenta tocar aos seus dedos de brasas. (Preciso descobrir se posso ainda sentir seus beijos sozinha em meus sonhos sem que a minha própria mente me reprima). Não sei mais pensar em que devemos para sempre ficar separados. Trabalhei essa idéia em mim com o passar desses dias tão maiores que os convencionais. Não me importa saber se é verdade, se é mentira, se é ausência, se é saudade, se é ressentimento - ou apenas uma ansiedade do grande "e se".
Você é a minha eterna condição, meu grande sonho de "e se tivesse sido certo?!". Mas talvez isso apenas seja uma maneira de manter a conexão com o sofrimento - afinal, o que então é senão sofrer esse pensar numa maneira em que nós dois poderíamos ter sido a escolha certa um para o outro?! É um sofrer diferente.
É um sofrer que até anima, apazigua, me faz sorrir. Sinto-me viva quando penso em nós. Condena-me por isso?! Condena a minha virtude - de já conseguir separar um pouco você de algum sentimento benevolente?! Que seja.
Agarre a uma de minhas mãos, mas, por favor, deixe a outra livre.
Há muito, realmente, não entendo mais destas coisas, de querer de volta um sofrimento. Mas sofrer, verdade, pode até ser uma virtude, uma qualidade - não o sofrer em si, mas o saber sofrer. Não ria de mim, pois digo a verdade, e você compactua comigo nisso tudo. Você me ensinou a tudo isso, fez-me aprender a sugar tanto uma pessoa e criar tantas imaginações e miragens até conseguir perdê-la.
Você me ensinou o que é a dor em meu estado. Ensinou-me o que é sofrer - de forma digna. E até me humilhar desta maneira também.
São virtudes aversas, olhadas do outro lado do espelho.
Quero sim - e espero! - que em algum momento voltemos a nos deparar em nossas vidas. Parte de mim desejar sofrer - e como não sofrer em algo que já sei como termina?! É um detalhe, então, acho eu agora, esse negócio, de dor. Doer. Um detalhe que traz tantas coisas: uma nova armadura, uma nova maneira de chorar, uma nova maneira de amar. Uma outra maneira de se manter - nem tão nova assim.
Viu o que você me fez? Fiquei confusa. Não sei mais se quero sofrer - por favor, deixe minha mão sozinha por um instante, ela precisa descobrir de uma vez se aguenta tocar aos seus dedos de brasas. (Preciso descobrir se posso ainda sentir seus beijos sozinha em meus sonhos sem que a minha própria mente me reprima). Não sei mais pensar em que devemos para sempre ficar separados. Trabalhei essa idéia em mim com o passar desses dias tão maiores que os convencionais. Não me importa saber se é verdade, se é mentira, se é ausência, se é saudade, se é ressentimento - ou apenas uma ansiedade do grande "e se".
Você é a minha eterna condição, meu grande sonho de "e se tivesse sido certo?!". Mas talvez isso apenas seja uma maneira de manter a conexão com o sofrimento - afinal, o que então é senão sofrer esse pensar numa maneira em que nós dois poderíamos ter sido a escolha certa um para o outro?! É um sofrer diferente.
É um sofrer que até anima, apazigua, me faz sorrir. Sinto-me viva quando penso em nós. Condena-me por isso?! Condena a minha virtude - de já conseguir separar um pouco você de algum sentimento benevolente?! Que seja.
Agarre a uma de minhas mãos, mas, por favor, deixe a outra livre.
Ao Proibido.
E ao Anjo.
8 de maio de 2011
Eu bem entendo das nossas fugas, dessas todas as nossas fugas que você desconhece, mas eu o coloco ali para ser, assim, também todas suas. É algo íntimo - não seu e meu, apenas meu, isso, de tê-lo ali comigo. Dessas fugas, bem sei eu, são nossos refúgios para um outro espaço improvável em que ficamos juntos, em nossas desavenças, atritos e palavras malditas. Bem ditas. Nunca foi tão perfeito. Idealizá-lo é, de longe, uma boa saída, uma escolha sensata.
Idealizá-lo é fugir. E eu fujo com você nos dias, nos cotidianos, nos anos - e quantos anos já se passaram entre você e a mim?! Tão além daqueles que correm nesse mundo. É assim que pertencemos a uma outra dimensão, uma outra função espaço-tempo que me permite colocá-lo ali.
É meu.
Tudo isso, de criá-lo para me completar. Estranho é que sempre é você quem me vem nas minhas utopias de felicidade.
Idealizá-lo é fugir. E eu fujo com você nos dias, nos cotidianos, nos anos - e quantos anos já se passaram entre você e a mim?! Tão além daqueles que correm nesse mundo. É assim que pertencemos a uma outra dimensão, uma outra função espaço-tempo que me permite colocá-lo ali.
É meu.
Tudo isso, de criá-lo para me completar. Estranho é que sempre é você quem me vem nas minhas utopias de felicidade.
À qualquer um que me fez feliz.
Faz.
À todos que me fazem feliz.
1 de maio de 2011
no meio da carta estava escrito assim:
"Eu premeto, meu caro amigo, que será exatamente assim: vou escrever sobre meu primeiro amado até que se esgotem e frequejem a minha inspiração e dedos. Escreverei até que minha mente desacredite em mim, meu coração tome a razão e obrigue-me a parar - e assim continuarei pois assim estará já intrínseco a mim. Vou mostrar a todos, em cada palavra, o quanto ele me perturbou em minhas almas literária e romântica.
Não, não é que goste de lembrar dele. Não dele. Mas aprecio em muito toda essa vontade de escrever que me acomete de vez em quando. A inspiração é sempre o melhor resultado, seja de um amor feliz ou de um sofrimento. Inspiração é sempre viável, independente de onde ela venha. Por isso - e apenas por isso - escrevrei histórias dele, e não sobre ele. Há muito em que a sua imagem está idealizada por mim... o quem dele que ponho em minhas linhas já não pertecem ao quem que participou de minha vida.
Ele está platonizado por mim".
"Eu premeto, meu caro amigo, que será exatamente assim: vou escrever sobre meu primeiro amado até que se esgotem e frequejem a minha inspiração e dedos. Escreverei até que minha mente desacredite em mim, meu coração tome a razão e obrigue-me a parar - e assim continuarei pois assim estará já intrínseco a mim. Vou mostrar a todos, em cada palavra, o quanto ele me perturbou em minhas almas literária e romântica.
Não, não é que goste de lembrar dele. Não dele. Mas aprecio em muito toda essa vontade de escrever que me acomete de vez em quando. A inspiração é sempre o melhor resultado, seja de um amor feliz ou de um sofrimento. Inspiração é sempre viável, independente de onde ela venha. Por isso - e apenas por isso - escrevrei histórias dele, e não sobre ele. Há muito em que a sua imagem está idealizada por mim... o quem dele que ponho em minhas linhas já não pertecem ao quem que participou de minha vida.
Ele está platonizado por mim".
21 de abril de 2011
Querido (porque é assim que o vejo, como um querido por mim), não há outro meio de começar senão este, chamando-o de querido para amenizar as minhas palavras. Deveria ter amenizado antes, tê-lo almofadado contra a minha grosseiria - e, pior, avisá-lo que foi tudo de caso pensado. Algo aqui dentro agradece por não termos dito aquelas coisas cara à cara, por eu poder ter tido a oportunidade de me esconder e não ter precisado olhar nos seus olhos.
Eu sei mentir muito bem - mas quando não há nenhum envolvimento... e como dizer que não houve envolvimento?! Eu só não quero que isso se repita. Não quero que você seja um alguém propício a me machucar - não quero me machucar; sei que um dia vou, mas agora eu não quero. Há tantas feridas que ainda incomodam... Você sabe disso, você também as tem. Enfim, sei que se tivesse que o encarar, não aguentaria dizer o que tinha ensaiado. Teria abraçado a você e pedido desculpas até convencê-lo de quem errou foi a mim.
(E foi. Você sabe. Eu sei).
Querido, queria apenas que você entendesse que eu, no fim, o machucaria e o decepcionaria de qualquer maneira.
Eu sei mentir muito bem - mas quando não há nenhum envolvimento... e como dizer que não houve envolvimento?! Eu só não quero que isso se repita. Não quero que você seja um alguém propício a me machucar - não quero me machucar; sei que um dia vou, mas agora eu não quero. Há tantas feridas que ainda incomodam... Você sabe disso, você também as tem. Enfim, sei que se tivesse que o encarar, não aguentaria dizer o que tinha ensaiado. Teria abraçado a você e pedido desculpas até convencê-lo de quem errou foi a mim.
(E foi. Você sabe. Eu sei).
Querido, queria apenas que você entendesse que eu, no fim, o machucaria e o decepcionaria de qualquer maneira.
Ao Carinhoso.
11 de abril de 2011
das fragâncias que se resumem em um único cheiro sem memória.
A gente aprende a prestar atenção quando já perdemos muitos detalhes. Aprendemos que as pessoas passam e é você quem decide quem fica, quem vai, que lhe dará a melhor saudade. Mentira. Todas as pessoas ficam um pouco, porque é assim que é: trocamos parte de nós em cada aperto de mão.
E se é assim nesse gesto simplório, mesmo que metafórico, o que então se troca em um beijo, abraço, mãos dadas?! Eu estou tentando resgatar tudo isso, tentando lembrar da euforia que eu tinha. Da ansiedade. Dos choros. Dos detalhes que tanto olhei. Sei que há algo aqui, no entanto, agora, parece-me que não prestei a devida atenção - que ele passou mesmo como um sensato aprendizado.
(Queria ter sentido a sua real imporância em mim).
A gente aprende a prestar atenção quando já perdemos muitos detalhes. Aprendemos que as pessoas passam e é você quem decide quem fica, quem vai, que lhe dará a melhor saudade. Mentira. Todas as pessoas ficam um pouco, porque é assim que é: trocamos parte de nós em cada aperto de mão.
E se é assim nesse gesto simplório, mesmo que metafórico, o que então se troca em um beijo, abraço, mãos dadas?! Eu estou tentando resgatar tudo isso, tentando lembrar da euforia que eu tinha. Da ansiedade. Dos choros. Dos detalhes que tanto olhei. Sei que há algo aqui, no entanto, agora, parece-me que não prestei a devida atenção - que ele passou mesmo como um sensato aprendizado.
(Queria ter sentido a sua real imporância em mim).
Ao Probido.
9 de abril de 2011
3 de abril de 2011
"Você tem isso daí agora, isso daí que são os seus olhos e isso daí que é essa imposição toda. O que deu tão errado? Eu fui a sua escolha antes, você me aceitou em meus erros e defeitos e estava disposta a estar comigo - a ser a minha companhia nessa vida louca. O que os anos mudaram em nós? O que os anos fizeram que a levaram para caminhos tão congruentes aos meus? Pessoas tão próximas de mim?!
Escute-me, Anjo. Escute o que meus olhos estão pedindo: me escolha mais uma vez e me assuma. Assuma o que eu sou para você. Assuma o quem eu fui dentro de você. Assuma a mim e a você juntos, na simultaneidade de nossos sentimentos. Assume que é apaixonada por mim, que o estar passou a ser intrínseco ao seu ser e é apaixonada por mim. Assuma por mim o que você já assumiu por outros.
Você tem muito disso daí dentro de você, a assertividade que não a permite mentir num todo - e eu sei que você bem sabe mentir, que as palavras estão ao seu favor. Mas seus olhos... ah!, seus olhos, como bem sei de seus olhos - eles nunca mentem porque possuem a sua alma ali. Você diz tanto com eles que eu me apaixono sempre. Bobagem! Apaixonado por um par de olhos castanhos que se confundem em muitos em suas cores?! Pois é, apaixonado pelos únicos olhos castanhos que se contornam em afirmações e sentimentos, em fúria, ciúme e um pedido de aceitação.
Eu a assumo também. Assumo sua personalidade complicada, sua mania de sermões sobre virtudes e defeitos, seus medos, suas armaduras. Assumo suas asas celestes e sua boca diabólica.
Anjo, eu assumo.
Escolha a mim de novo - e me escolha sempre em que acordar, agradecendo por isso ao dormir."
Escute-me, Anjo. Escute o que meus olhos estão pedindo: me escolha mais uma vez e me assuma. Assuma o que eu sou para você. Assuma o quem eu fui dentro de você. Assuma a mim e a você juntos, na simultaneidade de nossos sentimentos. Assume que é apaixonada por mim, que o estar passou a ser intrínseco ao seu ser e é apaixonada por mim. Assuma por mim o que você já assumiu por outros.
Você tem muito disso daí dentro de você, a assertividade que não a permite mentir num todo - e eu sei que você bem sabe mentir, que as palavras estão ao seu favor. Mas seus olhos... ah!, seus olhos, como bem sei de seus olhos - eles nunca mentem porque possuem a sua alma ali. Você diz tanto com eles que eu me apaixono sempre. Bobagem! Apaixonado por um par de olhos castanhos que se confundem em muitos em suas cores?! Pois é, apaixonado pelos únicos olhos castanhos que se contornam em afirmações e sentimentos, em fúria, ciúme e um pedido de aceitação.
Eu a assumo também. Assumo sua personalidade complicada, sua mania de sermões sobre virtudes e defeitos, seus medos, suas armaduras. Assumo suas asas celestes e sua boca diabólica.
Anjo, eu assumo.
Escolha a mim de novo - e me escolha sempre em que acordar, agradecendo por isso ao dormir."
do Proibido para o Anjo,
da alucinação doentia do Anjo.
1 de abril de 2011
Não é que eu vá te esquecer. Não. Apenas não vou mais me lembrar de você, da sua figura, mas lembrarei sempre dos sentimentos que senti contigo, não mais vinculando-os a você. Gosto de guardar aqui dentro a memória da paixão dolorida, dos choros de madrugada, da felicidade extrema e da incompreensão. Sim, incompreensão - porque nunca fui capaz de entender o que fazia de você o meu escolhido. Possuímos tantos atritos, tantos choques, que nunca compreendi o que fazia dos seus traços tão únicos para mim.
Gosto de lembrar de que me doei por alguém, sem mais saber quem este alguém foi.
Gosto de lembrar de que me doei por alguém, sem mais saber quem este alguém foi.
Ao Proibido.
28 de março de 2011
Eles desconhecem seu segredo - o segredo da sua dor. Ela dói mas não machuca, como se você tivesse de fato conseguido ser imune a ela. Eles não sabem quantas quedas você teve para chegar até aqui, quantas vezes observou seus joelhos sangrarem sem nem mesmo terem sido cicatrizados. Eles não sabem, querida, não sabem.
Eles olham seus olhos e enxergam a assertividade que os anos te deram - se extasiam com seu sorriso e acham que sempre está bem. E sempre está, porque, verdade, a sua dor não te machuca mais. Fere mais não sangra.
Você abandona sem ver onde.
Eles olham seus olhos e enxergam a assertividade que os anos te deram - se extasiam com seu sorriso e acham que sempre está bem. E sempre está, porque, verdade, a sua dor não te machuca mais. Fere mais não sangra.
Você abandona sem ver onde.
À menina que brinca de ser mulher
25 de março de 2011
Cair
Desculpe pelos meus erros,
meus tropeços,
meus "eços", "iços", ossos,
aquilo.
Disso tudo.
Desculpe pelos sentimentos,
pensamentos,
desnorteamento.
Perdi você no meio do caminho,
no meio da cabeça.
No meio da vida.
Foi um tropeço.
Uma decisão calada.
Um tapa na cara.
Um dizer "adeus" de boca fechada.
meus tropeços,
meus "eços", "iços", ossos,
aquilo.
Disso tudo.
Desculpe pelos sentimentos,
pensamentos,
desnorteamento.
Perdi você no meio do caminho,
no meio da cabeça.
No meio da vida.
Foi um tropeço.
Uma decisão calada.
Um tapa na cara.
Um dizer "adeus" de boca fechada.
À ninguém.
(Oh!, my sweet, my angels want to protect you
They´ve told me all my concentration was in you.
That´s so untrue.
My concentration belongs to you
- it´s thinking about you my words come to the lines,
marking my notes and making me to feel this good.
´Cause it´s when I remember you my inspiration calls me back to the truth,
to my own reality,
and says "you must write down right now".
You are my sweetest words,
my regrets ones.
My apologies.
My whole world where I´m satisfied.
You´re my inspiration.
Concentration.
My art.)
21 de março de 2011
Pergunto-me se você pode mesmo me perdoar por todas as desonras que te fiz passar. Pergunto-me se você de fato diz a verdade quando me fala que não sou uma decepção, um atraso, um erro de caminho. Você chora comigo e eu acho que também é por desespero. Você compartilha tanto da minha dor e das minhas negatividades que não consegue sair ilesa de tudo isso - sair ilesa para ser forte perante a mim.
Sair ilesa de mim.
Você tenta, eu vejo a isso. Tenta tanto que eu acho nobre todas as suas atitudes - e se dele eu quis a inteligência, de você sempre tentei encontrar em mim os seus traços de sensibilidade. Os seus cuidados, a sua atenção, o zelo por mim. Como negar que não quero mesmo abrir mão de você? Como negar que não quero mesmo voar sozinha tão longe? Gosto disto, de ter a minha liberdade e precisar voltar para o ninho.
Gosto de poder andar até cansar e voltar para sentir o seu carinho.
Sair ilesa de mim.
Você tenta, eu vejo a isso. Tenta tanto que eu acho nobre todas as suas atitudes - e se dele eu quis a inteligência, de você sempre tentei encontrar em mim os seus traços de sensibilidade. Os seus cuidados, a sua atenção, o zelo por mim. Como negar que não quero mesmo abrir mão de você? Como negar que não quero mesmo voar sozinha tão longe? Gosto disto, de ter a minha liberdade e precisar voltar para o ninho.
Gosto de poder andar até cansar e voltar para sentir o seu carinho.
Ao Amor Maior,
Mãe.
17 de março de 2011
Anjo, devo te dizer com urgência: pare de escrever sobre sensações e sentimentos que sua lembrança já esqueceu. Não percebe que isso tudo é brincar de roleta russa com o revolver todo carregado?! Não, querida, não é isso. Claro que não. Não estou falando que é suicídio ou que você se machucará. Não. É pior. É tudo ilusão - você somente possui as imagens e nada das sensações. Você não se lembra mais de como é o beijo, de como é o abraço e nem de como o perfume dele costumava de colocar nas nuvens.
Você se lembra de nada.
Por que faz isso consigo mesma?! É a carência?! É a falta de um snetimento forte?! É a saudade de ter vivido uma intensa paixão?
(Just let it go).
Ao Anjo
Da Consciência
15 de março de 2011
Acho que aprendi a usar as palavras com você, acompanhando em silêncio seus dizeres e compreendendo, aos poucos, o quão esse universo de palavras significam para você. Acho que consigo entendê-la agora, e enxegar com uma facilidade maior seus medos, suas conquistas, felicidades, outros amores - entender os meios pelos quais você se desvencilhou de mim.
Faz tempo já, muito tempo desde a última vez em que pudemos nos encarar e sorrir um ao outro sem culpa, mal-estar, ressentimentos. Eu não sei o que aconteceu, não sei como fui deixá-la distanciar de mim, como fui deixá-la não participar mais de mim. Tanto tempo, não é mesmo, Anjo?!, e por outros sei que você se apaixonou, por um outro você me trocou - e este tão próximo de mim. Como culpá-la?! Eu a culpo. Eu a julgo. Eu a abomino. Mas sei que não posso, não devo... mas é mais forte aqui dentro, querer fazê-lo para machucá-la.
E hoje eu sei - ah!, se bem sei - que o que você precisa não é a mim, não é aquele quem eu não sou mais. Você não é aquela de tanto tempo atrás, você cresceu, mudou, fortaleceu-se. Afiada, esperta, ingênua ... acho, então, que você mantém um pouco daquela menina, daquela mesma em que me encantou. Sinceramente, não sei se hoje você me encantaria, não sei se a deixaria entrar em meu coração. Sinceramente, não sei se hoje permitiria a sua real importância em mim.
(Assim como bem sei que você não me deixará participar de suas quebras de rotinas.)
Faz tempo já, muito tempo desde a última vez em que pudemos nos encarar e sorrir um ao outro sem culpa, mal-estar, ressentimentos. Eu não sei o que aconteceu, não sei como fui deixá-la distanciar de mim, como fui deixá-la não participar mais de mim. Tanto tempo, não é mesmo, Anjo?!, e por outros sei que você se apaixonou, por um outro você me trocou - e este tão próximo de mim. Como culpá-la?! Eu a culpo. Eu a julgo. Eu a abomino. Mas sei que não posso, não devo... mas é mais forte aqui dentro, querer fazê-lo para machucá-la.
E hoje eu sei - ah!, se bem sei - que o que você precisa não é a mim, não é aquele quem eu não sou mais. Você não é aquela de tanto tempo atrás, você cresceu, mudou, fortaleceu-se. Afiada, esperta, ingênua ... acho, então, que você mantém um pouco daquela menina, daquela mesma em que me encantou. Sinceramente, não sei se hoje você me encantaria, não sei se a deixaria entrar em meu coração. Sinceramente, não sei se hoje permitiria a sua real importância em mim.
(Assim como bem sei que você não me deixará participar de suas quebras de rotinas.)
Do Proibido para o Anjo,
escrito na alucinação do Anjo.
14 de março de 2011
Forjar. Obrigar. Tudo esses dois juntos. Talvez seja isso mesmo o que seja, eu me obrigo a forjar algo por você, buscando pelos espelhos que nos cercam um olhar cruzado, o ato forçado de desviar o rosto para um outro lado. Acho que me forço a fazer dos seus traços a minha saudade que nem ao menos a sinto em verdade.
Eu não sinto nada por você. Não mais.
Mas não entendo o porque de tentar resgatar qualquer mísera significância em você, qualquer reconhecimento em sua pessoa que gere algum desconforto emocional em mim. Estranho isso, esse não-sentir quando houve tantos sentir - mas, verdade, faz muito, muito tempo.
Ao Proibido
Veja, pois, estes teus olhos que hoje já os decoro de tanto que os sonhei - fiz deles o meu tom de castanho preferido, reluzente em minha mente e no céu como estrela guia. Fiz de você meu esquecimento, aquele que sempre sei que devo esquecer. Vai doer - e dói, ainda, pela ausência de hoje. Mas nem quero mais. Aprendi a amar outros, gostar de outros e a sonhar por outros. Teus olhos castanhos ainda busco, mas não faço disso um caminho certo. Não. É acaso. Se os encontrar, encontrei.
Ao proibido.
12 de março de 2011
As pessoas, sempre, procuram um padrão. O padrão pode nem ser aquele que mais agrade, talvez seja um escape para manter intacto e peculiar os traços e formas que tanto lhe foram de um gosto extremo.
E talvez não, como sempre acontece (menos com ela).
E ela e você e qualquer outra pessoa sabe disso, de que você não pertence a essa linha de raciocínio dela. Você vai tentar encontrar nela traços de uma outra, se é que já não tentou - e não conseguiu. Elas não são iguais, em nada, tenho certeza. Nem o físico e nem a personalidade. Em nada.
Ela tem ciúmes de você, tem medo de que tenha aprendido a gostar de você com todos os seus erros e mistérios, com todas as coisas de que bem sabe que não gosta, com todas as palavras, atitudes, olhares e jeitos que não a atraem.
Acho que ela gosto de você pelo seu olhar. Acho que gosta de você por causa de suas mãos. Pela voz. Pelo beijo. Pelo mistério. Pela dúvida. Por todas as dúvidas que você deixa nela sem perceber, sem notar, sem nem ao menos imaginar que ela seja desta maneira - inquieta; prestar atenção em tudo.
Por favor, note algo nela!, note algo que seja apenas dela e de que você goste. Por favor, note nela algo que a faça ser a sua primeira escolha.
Algo nela que te faça querer estar aqui - quebrando, de vez em quando, a rotina dela.
Mamãe, a senhora poderia me dizer uma coisa?! Me contar por que nossas terras tremem e o mar está bravo conosco?! Fizemos algo que ele não gostou?!
Mamãe, me diga se a senhora conseguir: como devemos agora então prosseguir? Nosso país foi reduzido a um nada e nossa cultura humilhada, pedimos ajuda a todos do mundo mas ninguém parece realmente querer rezar por nós. (Podemos aceitar as preces daqueles ocidentais? Aqueles mesmos que não entendem nada sobre a gente e que criticam tudo em nosso mundo?!).
E o que dizem sobre essa tal radiação?! Por que temos de correr este risco mais uma vez?! Ainda sofremos os danos da última grande exposição à radiação - e eu nem era nascido, mamãe. Não quero ver a tudo isso. Não quero ficar sem casa, sem lar, sem país... sem você.
Ao Japão.
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