26 de outubro de 2010

Todos nós temos um plano, e eu bem me lembro de quando tinha vários. Quando escolhi, por conta própria, estudar inglês, quis dar aulas aos 16 anos e ter meu dinheiro até os 18, que seria o momento em que deixaria a casa dos meus pais para viver o wild world da universidade. Formar-me-ia em 4 ou 5 anos, trabalharia, teria meu dinheiro, faria meu mestrado e doutorado fora do país e, se assim me fosse permitido, ficaria fora por todos os anos de minha vida.
Meu plano era me formar em filosofia, consumir todos os livros que pudesse e absorver toda e qualquer tipo de informação, tornar-me uma erudita, falar sobre história da arte, história política, psicologia, economia, música clássica, teatro, livros, teses científicas... Escrever meu livro, tomar café com bolinhos e croissants de chocolate. Inglês, Francês, Italiano, Grego, Latim, Alemão e Espanhol (e, claro, nesse meio tempo eu me casaria com Roger Federer, mas ele já se casou e é pai de 2 coisinhas muitos fofas - então minha aposta atual é o espanhol mesmo :D).
Nos meus planos, eu tenho o que sempre quis: casa bonita, roupas bonitas, cabelo bonito, carro bonito e tudo o mais o que eu quiser, mas, em nenhum momento, consigo projetar um alguém ao meu lado, me acompanhando em cada etapa.
E, hoje, especialmente nesse período conturbardo da minha vida em que descubro que sempre fui inocente e ingênua demais, não possuo plano nenhum.
Sem faculdade.
Sem vontade de estudar para arquitetura.
Sem almejar exatamente a nada, nem mesmo ao intercâmbio.
Eu não tenho nem mesmo um foco para mim como ser humano.
I´m completly lost.

23 de outubro de 2010

I´m taking the courage to tell you a decent Good-Bye

Meu querido,

há dias venho pensando em um meio bonito e sincero de te contar o que está acontecendo, mas nem mesmo eu sei ao certo o que isso venha a ser. A distância, o silêncio, as informações... Algo te aflinge e me aflinge mais em não ter a você me contando nada. Quero muito poder te ajudar, esclarecer as dúvidas, pontuar os is que te foram colocados. Sei que as escolhas do meu passado devem pesar aí dentro de você, mas espero, do fundo do meu coração, deste mesmo que bate acelerado ao seu lado, que as minhas escolhas atuais te confortem. Não entendo este medo, receio ou aflição de você nunca contar comigo, como se eu fosse falhar propositalmente contigo. Não, meu querido, eu não vou - não vou largar sua mão no meio do caminho e nem dar as costas e sair correndo à sua frente.
Não, meu querido, eu não vou. Não vou julgar seus pensamentos e nem os seus medos, não vou julgar suas fraquezas e tão menos as fortalezas; simplesmente não vou julgar nada porque a mim não cabe tal atrevimento. A única coisa que eu quero é poder te abraçar em momentos difíceis e tentar te dar as palavras de consolo que esboço à noite, dar um beijo em sua boca e te ver sorrir nos momentos de pura extasia. Só quero que você confie em mim e no mal que não estou disposta a deixar te afetar. O que no antes foi feito e dito, então no passado está preso e perdido - e nada, absolutamente nada, carrego comigo.
Já há muitas vezes em nós em que eu te disse que você é o meu melhor, que me fez crescer e agir com cautela - e talvez este seja o meu maior erro contigo, a cautela, porque passei esse tempo todo na ânsia de ver a você pronunciar palavras de bons tons e sons para não somente os meus ouvidos, mas para o coração. E, na cautela, no receio de te assustar e de te ver partir, deixei passar tudo e esqueci de te contar que não sou feita de aço.
Sinto que não é a mim a quem você quer ao seu lado, que não é minha a sua saudade - dói admitir isso, machuca, porque na mente só se formula uma mesma dúvida "Onde eu errei justo com você?!". Mas qual a resposta para isso?! Talvez a minha ingenuidade em ter-me deixado apaixonar-me por você e a minha sagacidade em notar que você é extremamente encantador.
Disto levo comigo nada de mágoas, nada de feridas, mas sim todos os bons momentos e o quanto cresci ao seu lado. Por uma singela consideração final, obrigada.

19 de outubro de 2010

Você vai mesmo embora.
Achei que fosse tudo uma brincadeira, que seu irmão estava brincando comigo quando perguntou se eu tinha passaporte, mas não é. Você vai mesmo embora. E quando for, nós dois vai terminar. E você vai me esquecer, não vai mais me querer - vai me deixar aqui.
Eu não quero que você vá.
Não quero ficar sem você. Seis meses, um ano... tudo é muito tempo.
Por favor, não me deixe.

16 de outubro de 2010

Nesses 5 anos, devo ter me mudado umas 3 vezes. Absurdamente três vezes. Escolhi a vida agitada na grande capital paulistana para poder me dedicar ao trabalho e ascender rapidamente na empresa, mas ficar na cidade em que não dorme nunca é tão estressante quando aquela vida pacata de interior que eu tinha antes.
Nesses 5 anos, desvenculei-me ao máximo que pude dela. Não assistindo a notícias esportivas, não lendo os livros de que ela gostava e nem me levantando tarde durante os finais de semana. Achei que ela fazia o mesmo e nem mais podia pensar em mim, afinal, sua vida era disciplinada e regrada - porém não foi bem a isso que passou pela minha cabeça quando acordei naquela segunda-feira e fui buscar o jornal na porta do apartamento.
Um envelope com carimbos da alfândega francesa e brasileira, vários celos e um endereço provavelmente de Paris. Olhei para as demais portas vizinhas já crente que aquilo era um engano, quem mandaria algo assim? Uma carta de um outro país. Recolhi para dentro de minha casa e, ao sentar-me no sofá, abri. Havia um bilhete com uma escrita cursiva rápida e passagem para Paris, naquele próximo sábado eu deveria embarcar.
Espero você no aeroporto.
Li e reli aquilo várias vezes. Meu amigo no trabalho me aconselhou a ir. Quem mal há? O pior você já tem, passagens de ida e volta. Se não der nada certo, se não for com você, você pode voltar - e gratuitamente.
E quando eu fui, encontrei-a lá, num dia calmo no aeroporto parissense, segurando um papel com o meu nome e um sorriso no rosto.
Nesses 5 anos ela ascendeu em sua carreira como tenista, deixou aquela cidadezinha de interior para morar numa outra, mas na Suíça, perto de seu padrinho e, hoje, também técnico. E nesses 5 anos sempre soubera onde eu estava e como eu estava. Seria seu último torneio, iria se aposentar devido sua vontade de retornar ao Brasil e as inúmeras lesões que sofrera ao longo dos anos. E queria que eu estivesse ali.
E ela venceu Roland Garros.

14 de outubro de 2010

hey, my dearling,

how have you been?! The years just passed through and I couldn´t see you growing up. But, now, my eyes let me see you´ve been doing it in a great way - and this made me think: you haven´t missed me all this time. It´s okay, you don´t have to cry because of this. I am here now watching you to take the wrong decisions.
You should cry because of this.

9 de outubro de 2010

But that´s alright because I like the it hurts

A verdade verdadeira é que esta é a primeira vez em que eu não acreditei em você. Sinceramente, a idéia de que você simplesmente decidiu ficar aí em um feriado prolongado não faz nenhum sentido, a não ser ou que tenha muitas festas para serem acontecidas aí ou que você realmente tem de estudar muito.
Ou que você simplesmente mentiu para poder ir sozinho naquela festa-cujo-nome-não-me-vem-à-memória naquela micro-cidade-vulgo-vilarejo com os seus amigos e aquelas meninas cujo nome não sei mas bem reconheço suas caras. Talvez você tenha feito isso porque todas essas informações foram jogadas diante de mim naquele dia e você não possuía nenhuma intenção de me convidar.
O problema é que eu sempre sube que você não me convidaria. Sinceramente, agora, neste agora, eu não consigo criar muitas expectativas - pelo menos discaradamente, como antes. Agora, se não der, tudo bem... só não espere de mim exclusividade, como antes. Eu ainda gosto de você, ainda é você quem está em mim quando acordo e durmo, quem eu amaldiçoo para o vento quando não me dá atenção, mas você não será mais o único - e nem vou mais deixar você atrapalhar aos meus planos.
Você já tem uma vida encaminhada, 22 anos, meia faculdade feita, uma vida fora desta cidadezinha de interior. Eu não tenho a isso tudo. Tenho 20 anos, um terço de faculdade feita e largada, estou tentando batalhar de novo por uma outra, em outra cidade de interior. Minha vida acadêmica estava muito bem até você voltar - por que você voltou?! Você não quer ficar comigo, você não quer me ouvir dizer que é em você que encontro minha serenidade. Você nem ao menos gosta quando eu digo que tenho saudade! - Eu estudava todos os dias, ia às aulas e realmente prestava atenção. Mas aí você apareceu de novo, naquele maldito rodeio, entre 27.000 pessoas, e tudo para mim desandou. Sem vontade para estudar, sem ânimo nem mesmo para passar a semana, naquela maldita ânsia do final de semana chegar para cogitar a possibilidade de te ligar e poder te ver.
Mas eu ainda gosto de você e estou me controlando ao máximo para não te ligar e perguntar se você não está mentindo para mim.
_I want to be just yours, but if you do not let me, I will not be.

6 de outubro de 2010

It's a quarter after one,
I'm a little drunk, and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

5 de outubro de 2010

Parece-me que agora estou acertando. O jeito certo de te demonstrar carinho. O jeito certo de te abraçar. E quando eu disse que confiava, não sabia ao certo se o fazia, mas o faço. Faço. Eu confio em você.

2 de outubro de 2010

_After all those years, are you still waiting for him?
_I´m waiting for me.

27 de setembro de 2010

i´ve heard someone is falling in love with you

A primeira vez em que se chora de felicidade a gente não esquece - e com ela não foi diferente.
Ao vê-lo ali, parado mediante a multidão, conversando, não teve dúvida: em passos firmes e decisos, caminhou em sua direção e o beijou. Quando se separararam, ela ainda o olhava descrente, como se fosse impossível o fato de ele estar ali realmente. Uma miragem, pensava, não pode ser. Olhá-lo de perto era extasiante; sua boca, seus olhos, pescoço, beijo, cabelo, voz... Se ele poderia ser mais perfeito? Sim. Mais do que antes. Ela o abraçou e sentiu vontade de sorrir, vontade de chorar, vontade de dizer que o amava e queria, do fundo de seu âmago, pedir para que ele nunca mais a deixasse - porque, por mais que ficasse bem, parte de si ficaria com ele para sempre. Mas como podia ficar bem, pensava, quando ali, ao lado dele, abraçada com ele, tudo parecia tão certo, apaziguador e seguro?! A sensação de estar nos braços da única pessoa que poderia fazê-la feliz. A sensação de estar em guerra longe dali. A sensação de estar em paz. Pacificamente feliz.
Quando entrou no banheiro, fechou a porta e chorou. Chorou, chorou, chorou. De soluçar. De não acreditar. De não entender o por que de merecer aquilo. De merecer a presença dele ali. De merecer tamanha felicidade. Estar feliz. Ela estava realmente feliz. Explosivamene feliz. Tudo poderia terminar ali: aniversário, amizades, família, carreira, vida. Tudo. E tudo terminaria bem.


[você me faz escolher você todo dia]
Ela cheira a Tequila. Não é cheiro de alcólatra. Nem cheiro de álcool. É tequila, aquela bebida de pequena dose em que te deixa alucinado sem saber se você é capaz de aguentar mais. E aí você toma mais uma, e outra, outra, com sal, limão, pura, uma noite atrás de outra noite. Você se entorpece. Ebriaga. Só que acaba. Em algum momento simplesmente termina. E você descobre que não pode lidar com mais de uma dose dela, porque ela é demais para você.

Sometimes I see you passing outside my door.

Toda vez em que eu te vejo. Toda vez em que busco um guardanapo por algum restaurante, McDonald´s, lanchonete, sorveteiria ou até mesmo video locadora (sim). Toda vez em que penso cinco vezes no que escrever e não posso mudar nenhuma palavra porque já está tudo escrito ou não tenho outro guardanapo. Toda vez em que... Toda vez em que... Você me faz escolher você. Sempre.

25 de setembro de 2010

hoje é meu aniversário e ele me desejou parabéns.
e a Sam me mandou o cartão mais lindo de todos.

22 de setembro de 2010

Eu não me sinto confortável. Ela é bonita. Ela é inteligente. Faz duas faculdade. Letra e Arquitetura. Que ironia tudo isso. Faz pilates, academia e tem tatoos de estrelinhas. E parece que foi a escolhida, que mexeu mesmo com você. E eu fico insegura. Eu não faço duas faculdades, mal faço uma. Tranquei meu curso de Filosofia para me dedicar ao meus estudos para Arquitetura. Um ano e meio estudando em cursinhos para conseguir isso. Sem academia, uma corrida no parque duas vezes por semana e muito, mas muito carboidrato.
Ela é melhor do que eu. Você encontrou alguém melhor do que a mim. Não quero que você a apresente a ele, porque, daí, ele não vai mais me querer por perto (afinal, nem por perto estamos mais). Ele vai querer alguém como ela, com um corpo bonito, um sorriso bonito e as formas dentro do padrão. Alguém como ela, capaz de conversar sobre literatura, artes, estruturas de edifícios e politicagens.
Por favor, fique você com ela e jamais a apresente a ele.

21 de setembro de 2010

O menor dos meus problemas. E o único problema que eu enxergo claramente é essa mentira que me fez ficar longe de você. Não é a faculdade que eu tranquei e nem o vestibular que não vou passar. Não será o 1 ano e meio que estudarei para tentar pela segunda vez. Não. Não me preocupa o fato de, daqui dois anos, todos estarem formados e eu, talvez, ainda buscando por algo.
Sabe, o que eu mais queria era ser aquelas pessoas cultas, de amplos conhecimentos sobre arte e ópera, filmes, críticas, arquitetura, filosofia, medicina e livros. Com uma casa ampla, clara, arejada e perdida em algum lugar arborizado. Uma mulher segura e forte. Não apenas na casca, mas na essência também.
Eu nasci na época errada, na época em que não há patrocínios para escritores cheios de idéia e nem charme para dores de amor. Todos condenam.
Mas, enfim, o menor deles. De todos eles. De todos tanto que você é o único que eu vejo como.

Eu vou achar um jeito de provar.
eu te escolhi você me escolheu eu sei.

20 de setembro de 2010

Eu tô com sintoma de saudade de você.

Quando eu tô perto de você, algo aqui muda. Você resgata o melhor da minha personalidade, meu lado doce, meu lado carinhoso e sarcasmos e ironias se ocultam. O tom de minha voz, o meu jeito de olhar. A vontade louca de correr só para poder te abraçar. É assim que eu fico, como se as minhas armaduras caíssem pelos meus pés e eu não precisasse mais delas - para quê proteção se nada em você vai me ferir?!
Eu sinto aquele aperto de garganta como se tudo o que te digo fosse mais que verdadeiro, mais que absoluto - como se fosse algo tão certo e verdadeiro que, se disser, estragarei o encanto. Mas eu digo. Digo. Digo. E digo. Porque é sonoramente bonito. Sonoramente Verdadeiro. Semanticamente verdade. Individualmente meu e seu.
Você disperta ou regasta essa minha vontade de abaixar as garras e armas e expôr o lírico daqui de dentro. Você faz tudo isso sem pensar, sem me persuadir. Apenas me deixa indefesa e sentimental. E quando penso no meu ciúme, me corrói, mas eu apenas te digo, apenas falo e você me dá atenção. O medo, aquele velho medo de, um dia, não estar mais no que você vê (porque ciúme não é nada senão exatamente isso), fica para depois, pois, nesse agora, você me vê e eu te doou o que tenho de mais especial: minhas palavras.


Mas agora estamos longe e você nem quer me ouvir. Acredita quase que cegamente nisso e se afasta, não me deixa chegar perto, não me deixa tentar provar o contrário. E isso machuca mais que qualquer ciúme, que qualquer insegurança - mais que qualquer ausência. E como tem ausência... tem tanta falta tua aqui comigo. Em que braços, em quais beijos, em que olhar vou te encontrar senão nos teus?! Como esquecer essa conquista tua que não me deixa não te procurar em cada canto que estou?!
Quando eu tive certeza que já era, que era hora de deixar você me conquistar em plena segurança, te assisti correr para o lado oposto ao meu e não soube direito como proceder. A pessoa mais importante que estava na minha vida estava indo embora sem me dar um beijo de adeus. Sem nem ao menos me dizer o motivo.

É a única cena que vem e fica e permanece e não vai embora.

18 de setembro de 2010

vai fazer dois meses já. sinceramente não sei como estou aguentando. na verdade sei sim. as mensagens furtivas no meio da semana. a pontinha de ciúme que nasce no final dela. as preces. as rezas. a vontade toda que foco nisso. dois meses. dois meses. e tudo terminou por uma mentira, e antes fosse porque eu estava sendo invasiva. tenho tanta falta de você aqui.

17 de setembro de 2010

I need more than your kisses

Ele a olha de longe e sorri. Um sorriso bonito, largo e conhecido. É ainda o mesmo de antes. O mesmo daquela outra época. De quase um ano. Entre eles não houve paixão, não houve amor, não houve sentimento.
Houve apenas tesão.
Química.
Choque de peles.
Ela sabe isso.
Ele sabe disso.
Por isso ele se aproximou.
Caminhou até ela, passou a mão pela cintura e sussurrou um oi em seu ouvido. Sentiu a pele dela arrepiar-se, sentiu seus poros dilatarem-se. Sentiu o encontro de olhares, castanho no castanho. Ela apenas sorri.
Ela gostava de outro, ele sabia. Ela queria a outro, ele sabia. Ela pensava em outro, ele sabia. Ela sentia a ele - e disso ele também sabia. Mas ela se afasta; eles já não podem mais serem vistos juntos. Ela o vê de conversas com outras pessoas, mas não se importa. Ele a olha. Ele quer sentir o arrepio mais uma vez.
Ela bebe o último gole de sua bebida curta, abandona o copo sobre a mesa, passa por ele sem mencionar nada e vai embora.
Ele bebe um gole qualquer de sua bebida qualquer, abandona sobre a mesa, sai sem dizer tchau.
Ela está parada diante do carro, procurando a chave dentro da bolsa. Tão típico dela. Tão dela. E ele não aguenta, se aproxima e enconsta mais uma vez nela. Mais um arrepio. Mais uma faísca. Ela se vira contra ele e ele a beija.